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...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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02.03.10

Esperança apesar do Mal

mpgpadre

   É impossível não ver a Cáritas como uma referência de compromisso, de esperança, de fé e de amor pelo próximo. Um sinal concreto de que é sempre possível acreditar.

   

       "Ilusão das ilusões”, disse Qohélet, “ilusão das ilusões: tudo é ilusão. Uma geração passa, outra vem; e a terra permanece sempre”. O que vale, afinal, o ser humano?

       Após termos sido confrontados, há pouco mais de um mês, com as imagens tremendas da devastação no Haiti, chegam da Madeira outras igualmente devastadoras, que deixaram atrás de si um inimaginável rasto de morte e destruição.

       Impossível não ficar perturbado perante a desfiguração quase completa de uma cidade, a perda de tantas vidas, o sofrimento de quem nada fez para o “merecer” nem o poderia prever.

       É essa aliás a questão mais dolorosa para quem vive esta situação de longe e não tem de estar mergulhado na lama ou a tentar arrancar do seu caminho as pedras que impedem uma vida normal, construída tantas vezes à custa de muito trabalho e suor: Porquê? Porque sofre o inocente? Porque morrem uma jovem mãe, uma criança, um idoso que dormia descansado?

       A violência do que vemos é assim intensificada por estas perguntas que nos acompanham perante tais imagens. Custa acreditar que o sofrimento tenha um qualquer objectivo purificador, que a vida tenha um sentido para lá deste “sem-sentido” em que a natureza nos reduz a uma terrível insignificância.

       Em boa verdade, é nestas situações que nos confrontamos com uma verdade incontornável sobre a nossa humanidade: não temos respostas. Pensamos que sim, gostamos de acreditar que o questionamento constante terá um resultado óbvio, feliz, mas às vezes nem mesmo o fim do caminho parece lançar alguma luz sobre o percurso que se acabou de fazer. Resta-nos questionar. E acreditar mesmo quando, aparentemente, não há esperança.

       Job, símbolo bíblico do sofrimento do inocente, dizia a certa altura: “Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade”. Mergulhado num sofrimento terrível, tinha respostas definitivas. Enganava-se.

       Sem respostas, pelo menos as que desejaríamos ou as suficientemente óbvias para que as possamos perceber, parece impossível que haja lugar para a esperança. Felizmente, há alguns dos melhores entre nós que não param perante estas calamidades e lançam imediatamente mãos à obra para que o terrível presente destrua apenas o passado (se assim tiver sido) e não hipoteque por completo o futuro.

       No nosso país, quando chegam estes momentos, é impossível não ver a Cáritas como uma referência de compromisso, de esperança, de fé e de amor pelo próximo. Um sinal concreto de que é sempre possível acreditar. Em todas as lutas.

Octávio Carmo, Editorial, in Agência Ecclesia.

01.03.10

Revolta da natureza ou castigo de Deus?

mpgpadre

       As notícias que nos chegam pelos meios de comunicação social raramente são positivas. Nos últimos tempos, esta realidade é ainda mais evidente. Para lá das tricas políticas, o sismo no Haiti, que fez milhares de mortos e de desalojados; o temporal que se abateu na Madeira, que provocou 42 mortos, em números oficiais, uma centena de feridos, e várias pessoas desalojadas, e o terramoto/tsunami no Chile, que já conta mais de 700 mortos, provocam-nos apreensão, comovem-nos.

       Nestes casos, pelo menos directamente, não tem a mão humana, como em muitas guerras visíveis e invisíveis provocadas por pessoas e povos mais ou menos poderosos, mais ou menos merdosos. Isso não nos deixa, de todo, tranquilos, se bem que as tragédias provocadas pela mão do homem são muito mais sangrentas, algumas delas avassaladoras: guerra, fome, violência, toxicodepenência, conflitos transfronteiriços, gangs destabelizadores, corrupção com tantas máfias a desfazeram outras tantas famílias; acidentes rodoviáros; as duas Guerras Mundiais; o holocauto em que foram mortos 6 milhões de judeus; o comunismo na China, onde milhares de ciranças são mortas à nascença, e tantos outros horrores; os projecos nucleares que não apenas matam mas deixam gerações destruídas genéticamente; guerras civis sem fim; projec o conflito israel-árabe, a pena de morte ao desbarado,...

       Estes fenómenos da natureza, no entanto, movem muito mais a nossa emoção. No caso anterior sempre se arranja uma desculpa ou uma justificação. Neste caso, é a Natureza! Mas como culpar alguém? Deus? O homem? A Natureza cansada, revoltada? Nem tudo tem uma explicação, embora sobre os sismos e temporais possa haver dados científicos que explicam como se formam e em que condições, mas não o alcance de destruição material e sobretudo humano.

      

       Algumas notas avulsas:

       É abusivo culpar Deus, mesmo que se diga que é para castigar o mal. O homem castiga-se a ele mesmo quando se desvia do bem. Deus, o nosso bom Deus, é Pai, pronto a acolher-nos em todas as circunstâncias...

       É abusivo culpar o homem, ainda que, muitas situações, uma ou outra cheia, uma ou outra tempestade derivem da poluição atmosférica ou da interveção gananciosa do ser humano. Mas nesses caso há que atender aos dados científicos, antes de procurar culpados ou justificações!

      Em todo o caso há tantas lições a tirar destas situações: o ser humano é capaz de dar o seu melhor - quanta ajuda ao Haiti; quanta disponibilidade para ajudar a Madeira! Há sempre alguém que aproveita para se servir, olhe-se para as pilhagens, os gestos de violência, o tráfico de bens e de pessoas... mas não superam a partilha solidária.

      Por outro lado, são ocasiões como estas que nos devem ajudar a reflectir na vida e nas quezílias que por vezes nos desgastam e nos levam a situações depressivas. É oportunidade para nos lembrarmos da efemeridade da vida e da relatividade das seguranças mundanas, comprometendo-nos mais com os outros, dando em cada tempo o melhor de nós mesmos, enquanto há tempo, enquanto é hora.

       Para uns e outros poderá ser oportunidade para abrirmos o nosso coração a Deus, só Ele garante a nossa vida em plenitude, da vida passageira para a eternidade: se tudo acaba com a morte, valerá o nosso empenho por transformarmos o mundo? Se tudo acaba, que sentido terá o sofrimento, sobretudo o sofrimento inocente? E se a justiça for apenas a humana, onde ficará espaço para a redenção? Para a justificação?

       Quando não nos restar mais nada, façamos silêncio, rezemos, deixemos que a voz de Deus nos provoque, rezemos pelos que partiram, rezemos pelos que ficaram, rezemos por nós, abramo-nos ao mistério divino para melhor acolhermos o mistério humano... É tempo de apreciar ainda mais a vida e gastá-la no bem, no que pode perdurar para a vida eterna!

01.03.10

Boletim Paroquial Voz Jovem - Fevereiro 2010

mpgpadre

       Disponível em formato impresso, e distribuído no último fim de semana de Fevereiro, o Boletim Paroquial Voz Jovem, que se reporta ao ano pastoral/sacerdotal, apresentando este mês a figura do sacerdote, Maximiliano Kolbe, morto no campo de concentração de Auschewitz, a reflexão sobre a Eucaristia, nas páginas centrais, sobre a Palavra de Deus, na última página, falando-nos de Noé e da estrutura interna da Bíblia, e notícias várias, em que destacámos a Festa da Apresentação do Senhor, como festa de bênção das crianças.

 

       O Voz Jovem poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, em fazendo o donwload abaixo, segundo o formato desejado:

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