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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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26.03.10

Boletim Paroquial Voz Jovem - Março de 2010

mpgpadre

       Pontualmente, aí esta o Boletim Paroquial de Março. Distribuído, como habitualmente, em papel e disponibilizado, de igual forma, para os internautas. Neste mês, destacamos a figura do Santo Padre Cruz, mais uma estrela do ano sacerdotal;a celebração de São José, a reflexão sobre a Bíblia, ou Livro da Verdade; o Olhar de Um Jovem; A programação da Semana Santa, e os itinerários da Semana Santa e outras informações específicas para a comunidade paroquial.

       Pode aceder ao boletim através da página oneline da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download nos formatos respectivos:

FORMATO PDF

FORMATO XPS

26.03.10

NY Times, o Papa e uma parte da verdade

mpgpadre

       O NY Times do dia 24 de Março publica uma notícia com o título "Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes".

       Em resumo, o artigo reproduz a trágica história de Lawrence C. Murphy que terá abusado de 200 rapazes surdos num Colégio na Diocese de Milwaukee, onde trabalhou entre 1950 e 1974. As primeiras acusações de abusos contra L. Murphy surgiram a partir de 1974 e todas elas foram arquivadas pelo tribunal civil.

       Da documentação reproduzida pelo NY Times, fica provado que, os únicos a preocuparem-se com as vítimas foram as autoridades diocesanas, que afastaram Murphy de cargos e até o mudaram de Diocese (de Milwaukee passou à Diocese de Superior), onde o único encargo que tinha era ajudar o Pároco da zona onde passou a residir. 

       Desde 1974 até 1996, a Diocese de Milwaukee abriu vários expedientes processuais canónicos tendo em vista a gravidade dos acontecimentos, com a finalidade de o obrigar a obter a dispensa das obrigações do estado clerical. É no âmbito destes processos judiciais canónicos que surge um dado novo: algumas tentativas de abuso por parte de Murphy terão sido feitas durante a confissão. Uma vez que este delito está na esfera da competência da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1996 (ou seja, 22 anos depois de Murphy ter sido afastado do trabalho com crianças e já depois das autoridades civis se terem desinteressado do seu caso, arquivando os processos de denúncia), o Bispo de Milwaukee escreve para a Congregação presidida na altura pelo Card. Ratzinger a pedir esclarecimentos sobre se a competência para julgar o P. Murphy é da Congregação para a Doutrina da Fé ou é da Diocese americana. É neste contexto que o Vaticano tem conhecimento do processo e do caso do P. Murphy.

       O título do NY Times rapidamente passou de "Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes" a "Bento XVI terá encoberto padre norte-americano". No entanto, mais uma vez, a tentativa de implicar o actual Papa no encobrimento de casos de abusos de menores torna a falir.

 

Mais informações:

El Papa y los abusos: la fiebre amarilla de "The New York Times", en La Iglesia en la prensa

Papa não encobriu caso Murphy, in Zenit

Prete pedofilo in Usa, ecco come è andata veramente, in Avvenire

 

Postado a partir de Ubi Caritas.

25.03.10

Alta costura

mpgpadre

       Rica ou pobre, a mãe autêntica, noite e dia, vela pelo seu filho (a). Tudo faz por ele ou por ela, silenciosamente, e, por vezes, na ingratidão filial, continua a tecer amor e carinho para que a vida saída do seu ventre conquiste a felicidade.

25.03.10

I want to tell you about my feelings

mpgpadre

QUERO FALAR CONTIGO SOBRE OS MEUS SENTIMENTOS [1]

       Quero falar contigo sobre os meus sentimentos. Foi assim que a comunicação começou.

       Comunicar é como jogar a bola. Eu atiro a bola e tu apanha-la. E outra vez: eu atiro a bola…

       “Eu quero falar contigo sobre os meus sentimentos”. Foi assim que a comunicação começou. Tal como precisamos de lançar a bola de uma lado para o outro para que haja jogo, nós, para comunicar, precisamos de falar de uns para com os outros sobre os nossos sentimentos.

       Se vós estiverdes demasiadamente perto, ou se estiverdes demasiadamente longe um do outro, não é fácil jogar à bola. Se vós estiverdes demasiadamente perto, ou demasiadamente longe, da pessoa a quem amam, ou do vosso amigo, ou do vosso filho, ou dos vossos pais, não é fácil comunicar.

       A comunicação não começa com as duas pessoas a falar ao mesmo tempo. De um lado ou do outro tem de partir o primeiro movimento. Alguém tem de lançar primeiro a bola.

       Mas tu podes não querer ser o primeiro a atirar a bola – talvez queiras esperar que alguém te atire a bola. (Porque quando a atiras e ninguém a apanha, ficas infeliz). Há ocasiões em que, sem o esperares, és rejeitado. Há ocasiões em que, quando atiras a bola, porque queres jogar com outra pessoa, essa pessoa atira-a para outra.

       Desde muito cedo que nos habituámos a ter algumas pessoas que não ouvem o que dizemos. "Agora estou muito ocupado", dizem. "Falamos mais tarde, está bem?" Por isso, acabamos por pensar: "Não tem importância o que eu possa dizer". É por isso que é preciso ter coragem para ser o primeiro a atirar a bola.

       Às vezes ganhaste finalmente coragem para lançar a bola a outra pessoa só para a ver lançá-­la para longe. Alguma vez isto aconteceu contigo? Ou então tu lanças a bola a partir do teu coração, só para que a pessoa a quem a lançaste lhe dê um pontapé... Alguma vez isto aconteceu contigo?

       Ou então tu lanças uma bola com meio metro de diâmetro, mas, quando ela volta para ti, só tem alguns centímetros... Alguma vez isto aconteceu contigo?

       Alguma vez disseste para ti mesmo "Em vez de ser eu a lançar a bola e ser infeliz, é melhor não lançar a bola; espero que alguém me lance a bola"? Mas, e se ninguém te atira a bola…?

       Tu não és o único que foste surpreendentemente rejeitado, que já recebeu uma bola devolvida, que é infeliz. Talvez tu já tenhas dado também alguns pontapés na bola, e feito alguém infeliz, e nem saibas que o estás a fazer. Todos nós queremos que apanhem as nossas bolas. Todos nós queremos que as pessoas ouçam o que temos para dizer. Todos nós queremos que as pessoas percebam que nós existimos.

       Quem é que no mundo vai aceitar todas as pessoas que querem ser aceites?

       Se a pessoa a quem atiraste a bola do coração a apanha, e se tu apanhas a bola que essa pessoa te atirou do coração, então uma fase da comunicação foi preenchida.

       Mas algumas vezes nós sentimos que "Ele não a apanhou da maneira que eu queria!", ou que "Não tenho possibilidade de apanhar a bola que ele me atirou!", Nós temos muitas formas como estas de falta de comunicação.

       Quando se acumulam momentos de falta de comunicação, as nossas emoções ficam instáveis. Nós ficamos aborrecidos, preocupados, zangados, com preconceitos, hostis. De vez em quando, explodimos... Depois, aos poucos e poucos, começamos a não sentir nada... E, mais cedo ou mais tarde, estamos sozinhos.

       Se a pessoa a quem atiraste a bola não a apanhou da maneira que tu querias, não culpes essa pessoa. Talvez ela não seja muito boa a jogar a bola. Talvez ela estivesse nervosa, e a sua mão tenha deslizado. Talvez a tua bola fosse demasiado pesada.

       Se o teu chefe, ou os teus pais, ou o teu companheiro nunca te deixam dizer o que queres, como te sentes? Se houver três ou quatro bolas que são atiradas para ti ao mesmo tempo, como te sentes?

       Medes a tua capacidade de comunicar através da reacção da pessoa com quem estás a tentar comunicar. Mesmo que não o queiras admitir.

       Há uma maneira boa e uma maneira má de comunicar. Trocar comunicação é uma maneira boa de comunicar. Não trocar comunicação é uma maneira má de comunicar. Igualmente má, é trocar alguma coisa que é parecida com comunicação – mas que não é realmente comunicação.

       O que significa ser parecido com comunicação? Só falar do tempo, ou de desporto, ou do sexo oposto, é parecido com comunicação. Só falar do que fazes na vida (como alguém mais velho, como professor, como jovem, como marido, como mulher) é parecido com comunicação. Quando trocas alguma coisa parecida com comunicação, não tens de te preocupar por te sentires só, ou sentires dor. Não tens de te preocupar com sentimentos ou argumentos inesperados. Mas também não tens a experiência de uma alegria inesperada – ou a sensação de estar realmente vivo.

       Se o comportamento da pessoa com quem estás a comunicar não muda, isso significa que realmente aí não houve comunicação. Houve apenas conversa social. A verdadeira comuni­cação leva sempre a novos comportamentos.

       Há uma diferença entre comunicar com as pessoas e simplesmente confirmar a relação com essas pessoas. As relações tornam-se rígidas. A comunicação muda isso.

       Que tipo de relações queres ter?

       Uma das razões para a existência de problemas na comunicação é que, quando dizes ser amigo de alguém, com que estás mesmo preocupado é em mostrar a essa pessoa que és melhor do que ela.

       Que tipo de relação queres ter com outra pessoa? Uma relação unilateral? Queres que se igno­rem uma à outra? Ou queres jogar "contra a parede"? Ou queres conservar os teus sentimentos fechados dentro de ti?

       "Se ao menos eu fosse melhor do que aquela pessoa", dizes tu. Sem se perceber, muitas vezes usamos a comunicação como uma forma de competição. Mas, mete isto na tua cabeça: o preenchimento da fase seguinte da comunicação vem daquilo a que se pode chamar aceitação. As pessoas mudam o seu comportamento quando se sentem aceites.

       Gostar de outra pessoa não é necessariamente aceitá-la. Se houver uma pessoa de que tu não gostes, primeiro aceita o "tu" que não gosta dessa pessoa. O grau em que tu aceitas outra pessoa coincide exactamente com o grau com que te aceitas a ti.

       Aceitar é ouvir o que a outra pessoa tem para dizer.

       "Eu quero falar sobre os meus sentimentos", podes dizer, "mas ninguém me ouve". Tu não és a única pessoa que pensa assim muitas vezes. De facto, isto é o que acontece sempre que as pessoas tentam usar a comunicação para competir, em vez de ser para aceitar.

       Enquanto pensares que a tua capacidade de comunicar é a tua capacidade de falar, nunca poderás experimentar a sensação de estar com outra pessoa. A tua capacidade de comunicar depende da tua capacidade de fazer com que a outra pessoa fale – e a tua capacidade de ouvir o que essa pessoa está a dizer. Ouvir só é ouvir quando se escuta tudo o que o outro está a dizer, sem julgar ou negar, ou comparar essa pessoa contigo.

       Se estiveres realmente a ouvir, e se estiveres preparado para aceitar, será fácil para a outra pessoa falar. Mesmo se a bola for difícil de apanhar, ou tiver sido atirada com pouca força, se fizeres o melhor que puderes para a apanhar... tu consegues.

       Não consegues apanhar uma bola se só ficares à espera. Se estás realmente preparado para aceitar, dá um passo em frente. Usa o teu corpo todo. Estica a tua mão e aceita o que está mesmo à tua frente.

Se achas que aceitar outra pessoa quer dizer concordar com tudo o que ela diz ou faz, a aceitação não será fácil.

       Aceitar significa ouvir tudo o que a outra pessoa tem para dizer e dar-lhe valor.

       Se houver aceitação, pode-se pensar de maneira diferente, ter interesses diferentes, sentimentos diferentes – e mesmo assim estar junto.

       Quando a aceitação acontece, foi preenchido um novo estádio da comunicação. Quando um estádio da comunicação foi preenchido, sentimo-nos aliviados.

       Quando duas pessoas se conhecem, estão as duas ansiosas. O problema não é a ansiedade. O problema surge quando se tenta esconder isso. Estás tão preocupado com a forma como vais atirar a bola que ignoras a preocupação e tentas agir como se não estivesses ansioso. Estás tão preocupado com a forma como apanhas a bola que ignoras a preocupação e ages como se não estivesses ansioso. No momento em que paras de agir como se nada estivesse errado, tu aceitas-te a ti próprio. Só depois de te teres aceitado a ti próprio é que a verdadeira comunicação acontece.

       "Quero falar contigo sobre os meus sentimentos". No momento em que te começas a sentir assim, começas a atirar bolas que são fáceis de apanhar. (É impossível para uma pessoa que não tenha jogado muito a bola apanhar bolas rápidas e curvas, mesmo que ela queira. Se a pessoa com quem estás a jogar não estiver pronta para aceitar, atira a bola de uma maneira suficientemente fácil para que ela a possa apanhar.)

       Nós vivemos através da comunicação. Quando a tua comunicação muda com outra pessoa, a tua relação muda com todas as outras pessoas também. A tua relação com o teu trabalho e as relações na tua vida mudarão também. E a tua relação contigo mudará também.

       "Quero ouvir-te falar sobre os teus sentimentos".

       É assim que a comunicação começa.

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[1] ITOH, MAMORU (1992), I want to tell you about my feelings, translated by Leslie M. Nielsen, William Morrow and Company, Inc., NY. Traduzido do inglês por Helena Gil da Costa (2002). Este texto já foi publicado aqui, em 11 de Outubro de 2007.

23.03.10

Sacramento da Reconciliação

mpgpadre
       Ontem como hoje, o Evangelho apresenta-nos a mulher adúltera exposta por escribas e fariseus, absolvida por Jesus e por Ele convidada a mudar de vida.
       No tempo da Quaresma, valoriza-se o Sacramento da Penitência (da reconciliação). Diga-se, antes de mais, que a preocupação maior não deve ser a confissão dos pecados, mas sobretudo a descoberta da graça de Deus, deixando que o Seu Espírito nos faça entrar numa nova vida. O vídeo da Canção Nova é expressivo a falar deste Sacramento: é Deus quem perdoa. O sacerdote é intermediário da graça de Deus... Quando temos sede bebemos a água, ainda que a torneira não seja de ouro...
 
       Para reflectir um pouco mais sobre este Sacramento valerá a pena ler e meditar o texto que segue e que propomos:
 
1. O QUE É A CONFISSÃO?
       Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.
 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
       O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).
 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
       Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18).
 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?
       Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.
 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?
       Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).
 
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
       Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
       a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
       b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
       c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
       d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
       e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.
 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
       Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).
 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
       Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.
 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
       Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.
 
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
       São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).
 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
       São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).
 
12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
       São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.
 
13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
       Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.
 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
       Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
       a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
       b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
       c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo; 
       d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.
       Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.
 
15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
       Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.
 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
       Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).
 
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
       O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.
 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
       Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.
 
19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
       Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!
 
20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
       A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.
  •        A propósito de Confissão surgem muitos textos interessantes e sugestivos. Recomedaríamos uma leitura atenta de Confissão e Oração, no blogue da Dulce que seguimos: Degrau de Silêncio.

22.03.10

A festa de São José

mpgpadre
       O dia 19 de Março é especial para toda a Igreja e, por conseguinte, também para a nossa comunidade paroquial.
       Em dias como este a Igreja torna-se maior, com a participação em grande número das crianças e adolescentes, da catequese, dos pais que os acompanham, e das mães que marcam positivamente a sua presença.
       No últimos anos, esta solenidade, como outras, tem sido preparada generosamente pelas catequistas e com a presença alegre do Grupo Coral da Catequese. Veja algumas imagens que fazem parte da celebração litúrgica:
 
       Deixamos, de seguida o ofertório preparado para esta celebração festiva:
       Martelo e serrote (TRABALHO): "Aceita, Senhor, estes instrumentos de trabalho, que simbolizam o ofício de um grande homem, São José, pai adoptivo de Jesus.
São José ensinou a seu filho as virtudes da justiça, da bondade, da segurança e também do trabalho. José foi um modelo de pai, operário, protector da Sagrada Família e da grande família de Deus que é a Igreja.
       Coração (AMOR): "Senhor, nós Te oferecemos o nosso coração, com um gesto de amor e carinho em honra do nosso pai, de todos os pais, como uma participação humana no amor do Pai que está nos Céus.
       Família (SOLIDARIEDADE): "Apresentamos-Te, Senhor, esta família que simboliza a comunhão conjugal, nascida do amor que o homem e a mulher decidem partilhar um com o outro, para que construam a mais ampla comunhão da família e que se torne um exemplo de humanidade e de verdadeira solidariedade.
       Elos (UNIÃO): Oferecemos-Te, Senhor, estes elos como símbolo da união entre os membros da nossa família, para que as correntes sejam fortes e que encontrem a grande alegria e felicidade, que podemos desfrutar por meio da prática aos princípios do Evangelho.
       Cartazes (RESPEITO, PARTILHA, DIÁLOGO E PAZ): Senhor, abençoai todas as famílias, para que nelas haja Respeito Mútuo, Diálogo, Partilha e Paz na plena observância da Vossa Lei e gratidão para com Deus Pai. Que o respeito entre todos os membros, dentro de casa, seja fonte de sabedoria na vida, uma sementeira de paz e motivo de muita alegria.
 
       Na celebração, valorizámos o Acto Penitencial, tomando consciência das nossas falhas em relação à família; o ofertório, agradecendo a Deus tudo o que de bom nos oferece pelos pais e pela família e simultaneamente como desafio; na Acção de Graças, com um poema e com a oferta de uma flor aos pais presentes...

20.03.10

Ricardo Araújo Pereira: humor e ateísmo

mpgpadre

       A relação do humor com a morte foi um dos aspectos centrais da intervenção de Ricardo Araújo Pereira na primeira sessão do ciclo “Deus: questão para Crentes e não-Crentes”.

 

 

       “Eu acredito que quando morrer – tenho mais ou menos a ideia que isso vai acontecer qualquer dia – vou exactamente para o mesmo sítio onde estava antes de ter nascido, ou seja, lugar nenhum. E isso é uma coisa que me transtorna”, referiu o escritor, que pediu desculpa por ser “titubeante” ao falar da “não experiência de Deus”, que classificou de “bastante caótica”.

       "Para nós, ateus, a morte é um sono sem sonhos e nós continuamos com um mau perder em relação a isso. Não é fácil. E por isso, onde é que eu vou buscar conforto? À Bíblia (não sei se já ouviram falar)”, disse o humorista.

       Ao interpretar o livro do Eclesiastes, Ricardo Araújo Pereira concluiu que “o tempo e o acaso acontecem a todos por igual” (“Era uma óptima pessoa – morreu. Era uma péssima pessoa – morreu também)”, ressalvando que “se Deus existir, há uma justificação para a nossa existência”.

       Depois de citar excertos do Antigo e do Novo Testamento para defender a tese de que “Deus não ri”, o humorista mostrou-se convicto de que o riso está relacionado com a percepção da morte.

       Referindo-se à cena de “Hamlet” (Shakespeare) em que o protagonista dialoga com uma caveira, Ricardo Araújo Pereira sublinhou que “o trabalho de humorista é fazer as pessoas rirem-se do facto de, por mais maquilhagem que ponham na cara, é àquele estado que vão chegar”.

       Os vídeos com a intervenção de Ricardo Araújo Pereira na Capela do Rato, a 11 de Março, continuarão a ser publicados durante esta semana no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

19.03.10

"Valeu-me a pena viver?"

mpgpadre

       "Valeu-me a pena viver? Fui feliz, fui feliz no meu canto, longe da papelada ignóbil. Muitas vezes desejei, confesso-o, a agitação dos traficantes e os seus automóveis, dos políticos e a sua balbúrdia - mas logo me refugiava no meu buraco a sonhar.Agora vou morrer - e eles vão morrer. A diferença é que eles levam um caixão mais rico, mas eu talvez me aproxime mais de Deus. O que invejei - o que invejo profundamente são os que podem ainda trabalhar por muitos anos; são os que começam agora uma longa obra e têm diante de si muito tempo para a concluir. Invejo os que se deitam cismando nos seus livros e se levantam pensando com obstinação nos seus livros. Não é o gozo que eu invejo (não dou um passo para o gozo) - é o pedreiro que passa por aqui logo de manhã com o pico às costas, assobiando baixinho, e já absorto no trabalho da pedra.

       Se vale a pena viver a vida esplêndida - esta fantasmagoria de cores, de grotesco, esta mescla de estrelas e de sonho? ... Só a luz! só a luz vale a vida! A luz interior ou a luz exterior. Doente ou com saúde, triste ou alegre, procuro a luz com avidez. A luz é para mim a felicidade. Vivo de luz. Impregno-me, olho-a com êxtase. Valho o que ela vale. Sinto-me caído quando o dia amanhece baço e turvo. Sonho com ela e de manhã é a luz o meu primeiro pensamento. Qualquer fio me prende, qualquer reflexo me encanta. E agora mais doente, mais perto do túmulo, busco-a com ânsia."

 

Raul Brandão, in " Se Tivesse de Recomeçar a Vida ". Postado a partir de "O Banquete da Palavra".

18.03.10

Ama e viverás...

mpgpadre

Já percebeste que para seres feliz e andares alegre só tens um caminho: amar?

Já entendeste até ao mais íntimo de ti próprio que a felicidade está mais em dar do que em receber?

Já assumiste com Cristo que o «mandamento novo» é que liberta e faz feliz?


Ama e viverás.

Ama e serás feliz.

Ama e serás santo.


Entra nesse mistério de dar sem esperar recompensa,

de amar sem ser amado,

de saíres de ti na entrega total e generosa.

Faz, age, concretiza o amor.


Esquece-te de ti,

não te centres no teu eu,

no teu problema, na tua doença, na tua «tragédia em copo de água».


Abre-te aos outros.

Abre-te ao amor.

Sê homem ou mulher de coração aberto.

 

Sentirás cansaço, porventura repugnância,

sentirás medo,

sentirás às vezes quase revolta quando os outros

não sentem o teu dom,

não agradecem, não retribuem.

É aí que tu és cristão ou cristã a sério.

Não desanimes.

Só o amor é caminho de santidade, de felicidade.

E não desistas nunca de amar,

mesmo quando não sentes o fruto concreto desse amor.


Que a tua única resposta,

a tua «vingança» seja amar mais, amar melhor,

lançar-te ainda mais a um amor mais forte.
 

Dário Pedroso, s.j., em "Sinfonias do amor", in Conhecer e Seguir Jesus.

17.03.10

As janelas douradas

mpgpadre

       No manual de EMRC, do 6.º ano de escolaridade, "Nós e o Mundo", na temática sobre a família, é proposto o texto que se segue: "As janelas Douradas". Um menino que todos os dias olha para o horizonte e numa casa distante vê uma casa com janelas douradas e com diamantes. E um dia vai ao encontro dessa casa...

       O menino trabalhava arduamente durante todo o dia, no campo, no estábulo e no armazém, pois os pais eram pobres e não podiam pagar a um ajudante. Mas, quando o sol se punha, o pai deixava-lhe aquela hora só para ele. O menino subia ao alto de um morro e ficava a olhar para um outro morro, distante alguns quilómetros. Nesse morro, via uma casa com janelas de ouro e de diamantes. As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele era obrigado a piscar os olhos. Mas, pouco depois, ao que parecia, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, e então a casa ficava igual a qualquer outra casa. O menino achava que faziam isso por ser hora de jantar; então voltava para casa, jantava e ia deitar-se. Um dia, o pai do menino chamou-o e disse-lhe:

       - Tens sido um bom menino e ganhaste um dia livre. Tira esse dia para ti; mas lembra-te: tenta usá-lo para aprenderes alguma coisa boa.

       O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe. Em seguida partiu, tomando a direcção da casa das janelas douradas.

       Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o seguiam, fazendo-lhe companhia. A sombra também caminhava ao seu lado, dançando e correndo, tal como ele. Era muito divertido.

       Passado um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada de dourado. Aproximou-se e sentiu vontade de chorar, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada que fizesse lembrar o ouro.

       Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.

       - Vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim de propósito para as ver de perto, mas elas são de vidro!

       A mulher meneou a cabeça e riu-se.

       - Nós somos fazendeiros pobres - disse - e não poderíamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através dele!

       Convidou o menino a sentar-se no largo degrau de pedra e trouxe-lhe um copo de leite e uma fatia de bolo, dizendo-lhe que descansasse. Chamou então a filha, que era da idade do menino; dirigiu aos dois um aceno afectuoso de cabeça e voltou aos seus afazeres.

       A menina estava descalça como ele e usava um vestido de algodão castanho, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Passeou com ele pela fazenda e mostrou-lhe o seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele falou do bezerro que tinha em casa, e que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas. Depois de terem comido juntos uma maçã, e se terem tornado amigos, ele fez-lhe perguntas sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele se tinha enganado na casa.

       - Vieste numa direcção completamente errada! - exclamou ela. - Vem comigo, vou-te mostrar a casa de janelas douradas, para ficares a saber onde fica.

       Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.

       - Eu sei, é isso mesmo! - confirmou o menino.

       No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro e de diamantes, exactamente como ele tinha visto. E quando olhou, o menino viu que era a sua própria casa!

       Apressou-se então a dizer à menina que precisava de se ir embora. Deu-lhe a sua melhor pedrinha, a branca com uma lista vermelha, que trazia há um ano no bolso. Ela deu-lhe três castanhas- da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina ficava a vê-lo afastar-se, na luz do sol poente.

       O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou a casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro. Quando abriu a porta, a mãe veio beijá-lo e a irmãzinha correu a pendurar-se-lhe ao pescoço; sentado perto da lareira, o pai levantou os olhos e sorriu.

       - Tiveste um bom dia? - perguntou a mãe.

       - Sim! - o menino passara um dia óptimo.

       - E aprendeste alguma coisa? - perguntou o pai.

       - Sim! - disse o menino. - Aprendi que a nossa casa tem janelas de ouro e de diamantes. 

William J. Bennett, O Livro das Virtudes II. O Compasso Moral. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996.

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