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Escolhas & Percursos

...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...

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10.05.21

ABEL BOTELHO - MULHERES DA BEIRA

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ABEL BOTELHO (2004). Mulheres da Beira. Porto: Lello Editores. 228 páginas.

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A Câmara Municipal de Tabuaço instituiu, em cooperação com a Escola EB 2,3/S Abel Botelho, o Prémio Abel Botelho, atribuído aos melhores alunos do segundo e terceiro ciclos e de cada ano do Ensino Secundário e Cursos Profissionais, e que se realiza no dia do nascimento deste patrono, a 23 de setembro. Houve por bem reeditar os livros deste reconhecido escritor. Em 2004, foi republicado "Mulheres da Beira", um conjunto de contos sediados na região.
O conto "Cerro" situa-se bem em Tabuaço, na Vila, nos arredores, e em aldeias próximas, sobretudo Távora, Castanheiro, Chavães, Barcos e Santo Aleixo, e com indicações de Santuários ou lugares de culto, Santa Luzia, Santa Eufémia, Freixinho; Igreja Matriz de Tabuaço e Capela de São Plácido. É mais uma história de amores e desamores, cujo romantismo é evidente nas descrições, mas sobretudo no amor impossível, com o fito de salvaguardar a honra, o nome, o estatuto da família. Sacrifica-se o amor à manutenção do status social e sublima-se no fanatismo religioso. E o romantismo também tem destas coisas: amores não realizados definham no pessimismo doentio e que desemboca na pobreza e na morte.
Este conto inicia precisamente com a vindima, preparativos, a chegada dos "serranos" de Chavães, a azáfama, as cantorias, a refeição bem matinal/madrugadora, a adega onde homens vão aliviar a garganta depois do transporte de pesados cestos, cheios de uvas, sobre as enxergas. E o pisar das uvas, a lagarada!
Há depois outros contos que nos fazem visualizar belíssimas paisagens, descrições pormenorizadas de casas senhoriais, da lavoura, dos caminhos e morros, dos montes, das pessoas que circulam nesses contos. Lamego e a Senhora dos Remédios, a Música de Magueija, passagem por Penude, Feirão, Gralheira, Arouca, Alhões, Oliveira e Tendais, Cinfães, Resende, Cambres, Longroiva e Mêda e tantas outras terras nossas conhecidas.
Mas não apenas as terras que nos fazem ler "Mulheres da Beira", mas as descrições, as histórias apaixonadas das personagens de cada conto, tradições, usos, religiosidade, superstições, lutas pela amada, traições e abusos, procura da felicidade, renúncia ao amor para salvaguardar a honra, definhamento e morte.
São contos agradáveis de ler, apesar do romantismo, apesar do fatalismo, situados no final do século XIX e que nos fazem conhecer ambientes e as ideias em voga nessa altura.

10.05.21

João Manuel Duque - NO CORPO DO TEMPO

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JOÃO MANUEL DUQUE (2021). No Corpo do Tempo. Teologia Breve I. Braga: Frente e Verso. 188 páginas.
 

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O autor: João Manuel Duque Doutor em Teologia Fundamental pela Phil.-Theologische Hochschule Sankt Georgen, Frankfurt, com uma tese sobre Gadamer. Professor Catedrático da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e Pró-Reitor da mesma Universidade, para o Centro Regional de Braga. Diretor da revista Ephata. Publicou, entre outras obras, Homo credens. Para um Teologia da Fé (UCE), Cultura contemporânea e cristianismo (UCE). É casado e pai de três filhos.

Conjunto de reflexões de fácil leitura, acessíveis, escritas ao longo do tempo na revista "Mensageiro do Coração de Jesus" e agora colocadas em livro, com diversas temáticas, percorrendo o tempo litúrgico: Natal... Quaresma... Páscoa... sobre o Espírito Santo... a vida eclesial.

"De facto, tendo sido elaborados ao longo de cada ano, os artigos iam correspondendo à época do ano em que se publicavam, sobretudo na sua relação com o ano litúrgico e com as principais celebrações do ano cristão — com grande insistência no Natal, na Quaresma e na Páscoa. Por isso, este volume organiza as suas partes segundo esse ritmo, permitindo uma leitura de acordo com o tempo anual correspondente.
É claro que a referência ao tempo evoca, também, a temporalidade da nossa existência. Essa dimensão tem impacto sobretudo no conteúdo dos textos, mais do que na forma. De facto, a perspetiva fundamental da abordagem corresponde a uma compreensão da experiência de Deus no presente da história quotidiana dos humanos, ou seja, no tempo que marca as suas vidas. Daí a escolha do outro termo do título: o corpo. Porque a experiência de Deus e a correspondente experiência de salvação acontece já na história humana, no dia a dia das suas realizações, nos corpos pessoais e comunitários que lhe dão corpo. Ainda que haja uma referência especial ao corpo eclesial, de modo nenhum se pretende que esse corpo possa isolar-se dos corpos pessoais e comunitários que constituem o tecido do mundo, de que a Igreja faz parte e ao qual se orienta. Os corpos são todos permeáveis, porque estão todos expostos uns aos outros. Pretensas imunizações são perversas, ou mesmo ilusórias".
 
O primeiro texto começa assim:
"'Deus é amor (O Theos agapê estín – Deus caritas est) (1 João) – esta é, talvez, a mais condensada e mais completa «definição» de Deus. Corresponde, de modo pleno, à compreensão cristã de Deus, que resulta de um processo longo e complexo de revelação e de descoberta. Concluir que Deus é amor não é algo evidente, nem isento de consequências. Contudo, a palavra «amor» – e até a palavra «caridade» – sofreu uma forte erosão, sendo necessário algum esclarecimento sobre o seu significado no contexto da tradição bíblico-cristã.


Antes de tudo, amor é um modo de relação entre pessoas – ou entre seres pessoais. O que implica o esclarecimento de alguns elementos do conceito de pessoa. Em primeiro lugar, implica a afirmação da unidade e unicidade de cada pessoa. Isto é, implica que aquele ou aquela que está envolvido ou envolvida numa relação de amor seja único e irrepetível, e não apenas uma energia, um elemento num sistema englobante, um princípio lógico, uma aparência ou outra realidade qualquer. Como tal, não poderíamos considerar o amor como algo do género de uma energia contínua que flui entre os seres, como pontos ou nós numa rede eletrónica, sem que fosse considerada a unicidade pessoal de cada ser nele envolvido.

No mesmo sentido, cada ser único e irrepetível envolvido na relação amorosa é diferente de outro ser. Por isso, o amor é o contrário de uma fusão das identidades e das diferenças dos sujeitos envolvidos numa realidade que os englobasse e lhes anulasse as suas características pessoais. Só é possível amor entre pessoas diferentes – e, ao mesmo tempo, a realidade pessoal resultante da relação amorosa é sempre uma realidade inconfundível com outra.
Em Jesus Cristo, Deus revela plenamente quem é – mesmo que nós, humanos, ainda não o compreendamos completamente. E revela-se amando – dando a vida pelo outro; e revela-se sendo amado – acolhendo a vida como dádiva do Pai. Por isso, o amor de Deus, que se realiza no encontro com o humano, sendo plenamente humano em Jesus Cristo, é que revela o próprio Deus. É claro que, nas condições da nossa existência humana e das suas limitadas capacidades de compreensão, nós só podemos compreender o que seja esse amor de Deus pelos humanos de modo analógico – só a partir da limitada experiência que fazemos do nosso amor humano. Por isso, Deus revela-se, em Jesus Cristo, amando com amor humano – só assim conseguimos compreender e acolher esse amor. Mas, ao mesmo tempo, percebendo nós as limitações do amor humano, também percebemos a sua grandeza e, em certa medida, o facto de albergar, nessas limitações, algo que é maior do que ele mesmo. Por essa via, podemos acolher um amor que seja fonte do nosso amor humano – e, nesse sentido, infinitamente mais perfeito do que ele. Mais do que isso: podemos compreender que a nossa verdade – e a nossa salvação – reside na correspondência prática a esse amor primeiro e originário, pois ele é a fonte do nosso...

 

... Mas como se nos revela o amor de Deus – e Deus como amor? Precisamente na atuação de Jesus, enquanto ama, como humano. Assim, o amor de Deus que vem ao encontro do ser humano é o próprio Deus que, feito humano, ama humanamente, mostrando aos humanos que o amor humano é o caminho para corresponder ao amor de Deus, acolhendo a salvação. E o amor, que é caminho de salvação, é a capacidade de dar a vida pelo outro, fazendo-se servo do outro, o mais pequeno entre os pequenos, assumindo a debilidade humana – incluindo a condição mortal – como modo de amar, partilhando um modo de ser. É isso precisamente o que acontece no Natal".
 

01.05.21

Boletim Paroquial Voz Jovem - janeiro a abril de 2021

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Há mais de um ano que vivemos em pandemia, o que levou a alterar hábitos, ritmos, encontros. As paróquias não ficaram alheias aos confinamentos gerais e a dois momentos de suspensão das clebrações comunitárias, em 2020, de 14 de março a 30 de maio, e em 2021, de 23 de janeiro a 15 de março. Mas se há um ano abarcou parte da Quaresma e todo o tempo de Páscoa, este ano permitiu-nos a celebrações de São José e da Semana Santa e porquanto, tendo em conta o evoluir da situação favorável, continuaremos a o usufruir de mais oportunidades de juntos, presencialmente juntos, celebrarmos a fé, partilharmos a vida, confraternizarmos, animar-nos mutuamente a acolher, viver com alegria e a testemunhar o Evangelho.

Temos saudades de momentos, encontros, celebrações que faziam parte da nossa comunidade, mas certos que o tempo de espera e o cuidado pelos outros produzirão o seu fruto e a consciência de precisarmos dos outros, de os sentirmos, de os ouvirmos e olharmos olhos nos olhos. Não sabemos o depois, mas sabemos que o mundo precisa de todos, de mim e de ti, para transparecer a bondade de Deus, a sua ternura e amor. É este o tempo favorável, o tempo da salvação, contando com todos os limites que nos impõem e com as nossas próprias fragilidades.

O Boletim Voz Jovem chega, às vossas mãos, em mais uma edição, com textos e fotos, fixando momentos importantes na vida da comunidade, não apenas para recordar, mas para provocar vontade em empenhar-nos ainda mais na vida comunitária.

A Semana Santa, sendo a Semana Maior da nossa fé, da liturgia, ocupa um lugar de grande destaque, mas também o tempo de preparação para a Páscoa. Além o ciclo da Páscoa, a solenidade de São José, num ano que lhe é especialmente dedicado, e a Paragem 23, na Paróquia de Pinheiros, num momento de oração pelas JMJ 2023, iniciativa do Departamento da Pastoral Juvenil de Lamego.

 

Ou fazer o download a partir da hiperligação:

BOLETIM PAROQUIAL VOZ JOVEM - janeiro a abril de 2021

28.04.21

Ricardo Figueiredo - NÃO EU, MAS DEUS - Carlo Acutis

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RICARDO FIGUEIREDO (2021). Não eu, mas Deus. Biografia espiritual de Carlo Acutis. Apelação: Paulus Editora. 132 páginas.

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Carlo Acutis morreu há 15 anos, tinha então 15 anos de idade, em 2006. Pouco antes, foi-lhe diagnosticada leucemia, um tipo de leucemia de tal forma agressiva que teria algumas semanas de vida. Foi beatificado, em Assis, no dia 10 de outubro de 2020, graças a um milagre registado no Brasil. Foi dado como exemplo pelo Papa Francisco na sua exortação pós-sinodal “Christus Vivit”: «Carlo Acutis não caiu na armadilha. Via que muitos jovens, embora parecendo diferentes, na verdade acabam por ser iguais aos outros, correndo atrás do que os poderosos lhes impõem através dos mecanismos de consumo e aturdimento. Assim, não deixam brotar os dons que o Senhor lhes deu, não colocam à disposição deste mundo as capacidades tão pessoais e únicas que Deus semeou em cada um. Na verdade, "todos nascem - dizia Carlo - como originais, mas muitos morrem como fotocópias". Não deixes que isto te aconteça!» (Papa Francisco, Christus Vivit, 106).
Nasceu em Londres, mas pouco depois os pais regressaram para Milão, onde cresceu. Depois de ter feito a sua primeira comunhão, aos 7 anos de idade, passou a ir à missa sempre que podia e a dedicar algum tempo à adoração eucarística.
"Antes de mais, Carlo teve uma consciência muito clara e profunda da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Tinha uma rara perceção deste mistério, que hoje em dia, tantas vezes, é ignorado ou desprezado pelos católicos. Carlo sublinhava este aspeto de uma forma muito concreta. De tal forma que construiu com a ajuda dos pais uma exposição sobre os milagres eucarísticos no mundo. Viveu verdadeiramente como Apóstolo da Santa Missa e procurava que muitos participassem na celebração. Finalmente, podemos ver na sua vida um binómio fundamental: a comunhão e a adoração eucarísticas. Indissociáveis uma da outra, encontram em Carlo uma profundidade sem igual".
Carlo Acutis procurou ir a todos os locais onde Nossa Senhora apareceu, a Lurdes ou a Fátima, e aos locais onde se tinham dado os milagres eucarísticos. 
Era um génio da informática, e colocou esse talento ao serviço da evangelização.
Estes e outros dados podem e reflexões podem ser encontrados neste livro, que já vai na segunda edição.
 
O autor do livro: Ricardo Figueiredo nasceu em 1990, em Sintra. Presbítero desde 2015, exerceu os seus dois primeiros anos de ministério nas paróquias de Peniche, Atouguia da Baleia e Serra d’El Rei, onde conviveu com muitos jovens. Atualmente é pároco de Óbidos e diretor espiritual de vários jovens.

28.04.21

TOMÁŠ HALÍK - O TEMPO DAS IGREJAS VAZIAS

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TOMÁŠ HALÍK (2021). O tempo das igrejas vazias. Prior Velho: Paulinas Editora. 152 páginas.
 

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Há um ano, tal como em Portugal e em muitos países, também na República Checa, a necessidade de confinamento devido ao novo coronavírus levou à suspensão das celebrações comunitárias, com particular relevância para a Eucaristia dominical. Tomáš Halík, sacerdote checo e um dos teólogos em maior evidência na Igreja atual, optando por não transmitir a Eucaristia na paróquia universitária que lhe está confiada, São Salvador, preparou e divulgou, pela Internet, reflexões para cada Domingo da Quaresma até à solenidade de Pentecostes, incluída também a homilia da Quarta-feira de Cinzas, portanto, de todo o ciclo da Páscoa.
Este conjunto de homilias foram publicadas, neste livro que sugerimos, com o título de "O Tempo das Igrejas Vazias", sob a chancela das Paulinas Editoria. Trata-se de um convite à reflexão sobre a realidade da fé e da Igreja, do abandono de muitos cristãos, já antes da pandemia, mas que pode, agora, fazer soar mais alarmes pela debandada que se acentua. Só depois da pandemia se verá até que ponto alguns se acomodaram a uma nova realidade e deixaram de ser "praticantes". É tempo para a reflexão sobre a linguagem da Igreja, a pregação dos sacerdotes, o testemunho dos cristãos, a alegria do anúncio, a coerência de fé, a tradução viva da fé no quotidiano.
O autor viveu na clandestinidade, foi ordenado sacerdote às escondidas, durante anos celebrou Missa sozinho ou com mais uma pessoa ou com algumas famílias. Neste caso, celebravam à noite depois de as crianças adormecerem, crianças, nas famílias que as tinham, para não correrem riscos de denúncia, sabendo que as crianças podem facilmente dizer o que viram ou ouviram... A suspensão das celebrações comunitárias, do terceiro Domingo da Quaresma, em março, até ao Pentecostes, no final de maio, e o facto que voltar a celebrar quase sozinho, não o surpreendeu tanto assim. Antes, o comunismo e a perseguição à Igreja, agora a pandemia.
O tempo das Igrejas vazias é uma oportunidade para refletir a forma como somos Igreja. No caso do autor, oportunidade para dar lugar ao silêncio e à oração, à contemplação do mistério e à reflexão sobre o caminho percorrido, pela Igreja, e o caminho a percorrer, com as possibilidades que se abrem à Igreja e aos cristãos. A pandemia pode dar lugar à desolação ou à pregação apocalíptica. E, pelos vistos, alguns voltaram a pregações medievais, provocando o medo, como se o medo obrigasse as pessoas a regressarem à Igreja.
As Igreja vazias devem preocupar-nos? Sim. Mas são também um desafio a darmos maiores razões da nossa fé, não no anúncio de um deus vingativo, mas na certeza confiante de um Deus misericordioso, que é Pai e Mãe, e que em Jesus Cristo abraça a história e o sofrimento humano, caminhando connosco.
Teremos de dar razões da nossa fé, em todos os momentos, nas situações favoráveis e adversas. Deus faz-Se presente na oração - rezemos mais; na Palavra proclamada e meditada - sacudamos o pó das nossas Bíblias; na vivência da Eucaristia, como remédio e alento para o caminho – não desperdicemos este alimento; no cuidado do irmão, no serviço aos mais frágeis – o que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos é a Mim que o fazeis. As Igrejas vazias são oportunidade para sermos Igreja onde quer que nos encontremos, e em tudo o que fizermos. A Eucaristia, vivida com autenticidade, é o primeiro passo para a caridade.
 
Algumas expressões de Tomáš Halík neste livro:
 
A vitalidade da (sua) comunidade paroquial assenta em três pilares que se interligam:
"Cultivar uma fé refletida capaz de um diálogo intelectual com uma sociedade predominantemente agnósticas, «apateística», anticlerical (contudo não ateísta); segundo, cultivar um constante crescimento espiritual, uma cultura de uma abordagem contemplativa à vida; terceiro, cultivar o compromisso dos cristãos na sociedade civil".

Em relação à opção da não transmissão das Missas na paróquia de São Salvador:

"A minha convicção de que a presença rela de Cristo na Eucaristia deve ser acompanhada da presença real dos fiéis à volta da mesa do banquete sagrado... a celebração da Eucaristia é um banquete em que a presença real de Cristo no sacramento está ligada à presença real (e não virtual) dos fiéis. É na Eucaristia que somos recebidos por Cristo e, ao mesmo tempo, recebemos os nossos irmãos e por eles e neles recebemos o próprio Cristo". 
"Quando a fé de alguns cristãos enfraquece, ao ver que o mundo não vai na direção por eles esperada, intensifica-se a tentação de substitui o Deus do amor, da fé e da esperança por um velho vingativo que do Além persegue os seus filhos com castigos cruéis, que levariam qualquer pai a ser justamente julgado".

Possibilidade de apanhar a Covid e morrer. O autor viria mesmo a apanhar a doença, mas foi curado. Diz-nos:

"Este pensamento sobre a possibilidade de uma morte iminente não provocou em mim medo, mas, sim, uma necessidade de recapitular, de prestar contas. Também nestas homilias se revelava a necessidade de estar consciente em que direção se move a nossa paróquia, a minha teologia, a minha vida, o que constitui, na verdade, o âmago da minha fé: o que significa para mim ser cristão".
Sobre as três virtudes teologais:
"A esperança é abertura para o futuro, a fé é abertura ao mistério de Deus e a caridade é abertura para o mistério do homem e de Deus ao mesmo tempo... A fé é remédio contra o pânico e o medo".
Uma das ideias que sobressai neste conjunto de homilias é o da ressurreição contínua. O mistério pascal está no centro da vida da Igreja e dos cristãos. É preciso morrer para muitas coisas, e para algumas imagens sobre Deus e sobre comportamentos eclesiais.
Sublinha-se também a dinâmica do ecumenismo num sentido mais abrangente, não apenas a outras Igrejas cristãs, mas também outras religiões (diálogo inter-religioso), bem como com agnósticos ou mesmo ateus, pessoas em busca...

15.04.21

Manuel Martínez-Sellés - e DEUS fez-Se... célula

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MANUEL MARTÍNEZ-SELLÉS (2016). E Deus fez-Se... célula. Apelação: Paulus Editora. 112 páginas.

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Um livro do bolso, mas com muito conteúdo para refletir. Um médico que recorre à fé, à vivência, cristã, à Bíblia e aos magistério da Igreja, mas também à biologia e à sua condição de médico e investigador, na defesa da vida humana desde a fecundação à morte natural, abordando temáticas como aborto ou inseminação artificial, cultura da morte e eutanásia.
"Um olhar sobre a Encarnação e a origem da vida à luz da ciência e da fé. Relacionando ciência e fé, estudos científicos e ensinamentos da Igreja, Manuel Martínez-Sellés introduz questões polémicas e concretas que se colocam aos jovens, aos casais e a todos os cristãos como contraceção, técnicas de fertilização ou aborto. O autor explica conceitos e técnicas da ciência de forma muito simples e em capítulos curtos.
Sabia que o coração das mães se regenera com células dos bebés? Que, por isso, países engravidaram atletas para ter melhores resultados e, depois das competições, lhes faziam abortos? Ou que há cientistas que defendem que deva ser possível matar bebés até aos dois anos nas mesmas circunstâncias em que poderiam ter sido abortados durante a gravidez? A obra analisa também as implicações da Encarnação e do conhecimento científico atual na vida concreta familiar: Devem os casais cristãos usar técnicas de fertilização in vitro? E os métodos contracetivos?".
Quando dizemos que Deus encarnou, pensamos imediatamente numa criança ou mesmo no adulto Jesus. Mas o processo é igual a qualquer ser humano, uma célula com 23 cromossomas masculinos e 23 cromossomas femininos. Uma célula que se desenvolve, como embrião, feto, criança, adulto, ancião. Um processo contínuo, a não ser que seja destruído em alguma das suas fases de crescimento. A maior grandeza manifesta-se no mais simples, frágil, pequenino. Deus faz-Se célula.
 
O autor:
MANUEL MARTÍNEZ-SELLÉS D'OLIVEIRA SOARES
é casado e tem sete filhos. É Doutor em Medicina e Cirurgia, Mestre em Desenho e Estatística em Ciências da Saúde e Especialista Universitário em Pastoral Familiar.
É chefe do Serviço de Cardiologia, professor titular de Universidade, presidente da Secção de Cardiologia Geriátrica da Sociedade Espanhola de Cardiologia e vice-presidente do Comité de Ética do Hospital Universitário Gregorio Marañón. Tem mais de 100 artigos publicados em revistas e editou três livros internacionais.
Recebeu os seguintes prémios na área de cardiologia e bioética: Prémio In Memoriam Asin Enrique Calderon da Real Academia de Medicina e Cirurgia de Cádis; Prémio García-Conde da Real Academia de Medicina de Valença; Menção Honrosa Dr. Fernando Jiménez Herrero da Real Academia de Medicina da Galiza; Prémio Hipócrates do Colégio de Médicos de Madrid; Menção Honrosa Prémio Bial; Prémio Esteve "Unidos pela atenção ao Paciente" outorgado pela Organização Médica Colegial; Prémio Pfizer em Saúde da Mulher, Categoria Sanitária; ISCP Young Investigator Award da Sociedade Europeia de Cardiologia; Prémio Doctor Cardeñosa da Real Academia de Medicina; Prémio de Investigação Mapfre para Jovens Investigadores outorgado pela Sociedade Espanhola de Cardiologia.

15.04.21

MONICA HESSE - A GUERRA AQUI TÃO PERTO

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MONICA HESSE (2019). A guerra aqui tão perto. Amadora: Topseller. 320 páginas.

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Na cidade de Crystal City, durante a Segunda Guerra Mundial, foi criado o Campo de Detenção Familiar de Crytal City. A autora foi à procura do local e das diferentes aéreas de construção, e procurou 8 placas com inscrições sobre o campo, com fotos de mulheres e crianças a saírem dos comboios... Nessa ocasião, decorria um jogo de futebol na escola secundária. Como só encontrou seis placas, perguntou a uma mulher, mãe de uma aluna, onde poderia encontrar as placas em falta. A mulher respondeu que nem sabia que estavam na localização de um antigo campo de detenção. Razão que acentua a necessidade de escrever sobre a Segunda Guerra Mundial e doutros momentos da história que, de contrário, ficam esquecidos. A memória alerta-nos para os perigos que poderemos enfrentar no futuro e previne-nos, eventualmente, de cair nos mesmos erros.
"A Guerra aqui tão perto", embora seja um romance ficcionado, é baseado em factos reais e históricos sobre campos de detenção de alemães, japoneses e italianos, residentes nos EUA, e muitos nascidos e/ou com nacionalidade americana, durante do período da Segunda Guerra Mundial. A história fala de duas jovens, uma de ascendência alemã e outra de ascendência japonesa, que constroem uma cumplicidade muito forte. Com elas, percorremos o campo de Crystal City, com alemães e japoneses, com escolas separadas, bem como uma vida cultural e social específica de cada comunidade, ainda que haja eventos comuns. A trama mostra o desenrolar da vida, com amizades que se constroem, com traições que se verificam, com leituras diferentes sobre os mesmos acontecimentos.
As histórias contadas através de Haruko e de Margot são baseadas em muitas histórias que a autora leu, através da investigação, de testemunhos escritos, cartas, e testemunhos orais, ou lendo outras obras. O local e a forma como as pessoas eram arbitrariamente detidas e levadas para os campos, a correspondência dos soldados com as famílias e muitos outros contextos, embora sejam criação ficcionada, corresponde ao que se viveu naqueles tempos.
 
A Autora:
Monica Hesse, além de escritora de romances para jovens adultos, é jornalista do Washington Post. Devido à sua versatilidade jornalística, esta autora norte-americana é convidada frequentemente para comentar temas da atualidade na televisão e na rádio.
Os seus artigos valeram-lhe já diversas nomeações para prémios jornalísticos como o Livingston Award e o James Beard Award. A Rapariga do Casaco Azul é o seu primeiro romance histórico para jovens adultos e é também a estreia da autora em Portugal, e que sugerimos anteriormente. Um pouco por todo o mundo, tem sido amplamente aplaudido pela crítica, contando já com as mais diversas nomeações e distinções.

30.03.21

Isidro Lamelas: MELITÃO DE SARDES - sobre a Páscoa

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ISIDRO LAMELAS (2021. Melitão, Bispo de Sardes. Sobre a Páscoa (Perì Pascha). A mais antiga homilia pascal. Prior Velho: Paulinas Editora. 80 páginas.

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Ao aproximar-se a festa maior dos cristãos, eis esta homilia do Bispo de Sardes, Melitão, data de 164 a 166. É uma das mais antigas homilias que se conserva e que mostra bem como a Páscoa era verdadeiramente a única das festas cristãs.
 
Vejamos como é apresentado este livrinho:
"O conceituado exegeta franciscano Frei Isidro Lamelas oferece-nos aqui uma pequena pérola do tesouro da Tradição Patrística, concretamente, uma Homilia do século II sobre a Páscoa. Esta tradução para português é mais uma pedra do repositório patrístico, na nossa língua, de que o autor tem sido esforçado cultor. O autor da Homilia é o Bispo Melitão da cidade de Sardes, mas o ano em que foi proferida situa-se por volta de finais da década de 160, o que, em termos de cronologia, nos situa às portas da Ressurreição de Jesus. O especial interesse suscitado pelo texto desta Homilia reside no olhar que ela nos transmite sobre a forma como as primeiras comunidades se colocavam perante esse evento fundante da Ressurreição, como o viviam e que sentido e força regeneradora comportava, pois viviam-se tempos de testemunho cristão dado com intensa impregnação de sangue de mártires".
Antes da homilia, o enquadramento, contexto, a descoberta do texto e como se preservou, como se chegou ao seu autor, o estilo da homilia, a cidade de Sardes e as referências a esta Igreja no livro do Apocalipse. O autor tem o cuidado da apresentação, da tradução, das notas, explicitando aspetos da homilia, na ligação á Bíblia, às comunidades e a algumas heresias daquele tempo.
 
O autor:
ISIDRO PEREIRA LAMELAS é natural de Penude, concelho e diocese de Lamego e membro da Ordem Franciscana desde 1985. Licenciado em Teologia (UCP 1990), especializou-se em Estudos Patrísticos, no Instituto Patrístico Augustinianum de Roma. Frequentou Instituto Oriental de Roma (1997-1998), tendo concluído o Doutoramento na Universidade Gregoriana (1998).
Desde 2000 leciona na Faculdade de Teologia da UCP.
Ao longo destes anos tem promovido a tradução e estudo das fontes do cristianismo antigo, com especial atenção para o período pré-constantiniano e os autores galaico-lusitanos. Foi, entre 2013 e 2018, diretor da revista Didaskalia e, desde então, continua na Equipa editorial da revista Ephata, publicada pela Faculdade de Teologia. É ainda Diretor da revista Itinerarium, publicada pelos Franciscanos OFM. Tem publicados numerosos artigos e vários livros sobre o cristianismo das origens e a literatura patrística, de entre os quais destacamos os mais recentes: Gaudeo ubi audio, Santo Agostinho: a alegria da Palavra, 2012; Sim Cremos. O Credo comentado pelos Padres da Igreja, 2013; As origens do Cristianismo. Padres Apostólicos, 2016; A via da misericórdia na sabedoria dos Padres do deserto, 2016; Padres do deserto. Palavras do silêncio, 2019; Justino, filósofo e mártir do século II. Em defesa dos Cristãos, 2019; Os Padres da Igreja. Dos Apóstolos a Constantino, 2020; Potâmio de Lisboa. Escritos (em co-autoria com José António Gonçalves); Os espaços litúrgicos dos primeiros cristãos. Fontes literárias dos primeiros quatro séculos, 2021. É membro da Direção da Faculdade de Teologia da UCP e membro integrado do CITER-UCP
MELITÃO DE SARDES
Pouco sabemos da vida deste Bispo da Igreja de Sardes (na Lídia), pelos anos 160-170. As fontes antigas referem-se a ele como um dos «luminares» da antiquíssima Igreja da Asia Menor. Autor de vários escritos, entre os quais uma Apologia dirigia ao imperador Marco Aurélio (cerca do ano 170), quase tudo se perdeu. Visitou os lugares santos para estudar as Escrituras afirmando-se como um teólogo ilustrado e fecundo. Até meados do século passado não tínhamos como confirmar essa fecundidade teológica e literária atestada pelas fontes históricas. Desde 1940 0 nome de Melitão voltou a dar que falar, com a descoberta do texto quase completo da sua Homilia Sobre a Páscoa que aqui se publica.

30.03.21

Giancarlo Paris - SÃO JOSÉ, o grande silencioso

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GIANCARLO PARIS (2021). São José, o grande silencioso. Prior Velho: Paulinas Editora. 96 páginas.

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Como expectável, em ANO especial dedicado a SÃO JOSÉ, estão a surgir várias publicações, estudos, recuperação de documentos, que nos permitirão conhecer melhor o Pai (adotivo) de Jesus e esposo da Virgem Maria, guardião de Maria, de Jesus e da Igreja, homem justo e temente a Deus.
No dia 8 de dezembro de 2020, o Papa Francisco convocou este ano especialmente dedicado a São José, no 150.º aniversário do Decreto Quemadmodum Deus, com o qual o Beato Pio IX, declarou São José Patrono da Igreja Católica, num tempo de grande hostilidade para com a Igreja. De 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021, "seja celebrado um especial Ano de São José, em que todos os fiéis, seguindo o seu exemplo, possam reforçar em cada dia a sua vida de fé no pleno cumprimento da vontade de Deus"(Decreto sobre o dom das indulgências).

Na Carta Apostólica PATRIS CORDE, o Papa convoca-nos à oração: Só nos resta implorar, de São José, a graça das graças: a nossa conversão. Dirijamos-lhe a nossa oração:
 
Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.
Ó Bem-aventurado José,
mostrai-vos pai também para nós
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Ámen.
 
Neste livro do bolso, o autor conduz-nos pelos Evangelhos, nas referências a São José e na ligação às promessas feitas por Deus ao Seu povo, no Antigo Testamento. A ligação, por exemplo, de São José a José, filho de Jacob, e como ambos têm a graça de Deus lhes falar através dos sonhos. Dos evangelhos, particularmente o de São Mateus e o de São Lucas, por apresentarem evangelhos de infância.
Num outro capítulo, a figura de São José no magistério dos Papas e a evolução na importância crescente do Esposo de Maria na vida da Igreja e da liturgia.
O Autor disponibiliza o terço de São José e as orações de São José. Referência especial para o túmulo de São José, onde se crê que foi sepultado, em Igreja que a arqueologia recuperou.

24.03.21

Monica Hesse - A Rapariga do Casaco Azul

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MONICA HESSE (2019). A rapariga do Casaco Azul. Amadora: Top Seller. 320 páginas

A Rapariga do Casaco Azul.jpg

A memória enraíza-nos e humaniza-nos. Uma pessoa ou um povo sem memória, não tem muito para contar, não sabe o que significa gratidão, cedo esquecerá a direção para prosseguir uma vez que não sabe de onde partiu e de onde vem. É bom que continuem a escrever-se livros sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre as maldades levadas a cabo pelos nazistas, inspirados por Hitler. Seis milhões de judeus foram mortos e há pessoas que tentam ignorar ou passar a ideia que tal não aconteceu, apesar de tantas evidências.
A Rapariga do Casaco Azul situa-se em Amsterdão e, como a autora diz no final, é um livro de ficção, mas com factos e lugares históricos, bem como o enredo baseado na resistência holandesa. Um grupo de jovens estudantes que cria uma rede para ajudar os judeus, descobrindo esconderijos, garantindo alimentos, salvando crianças judias. Pelo meio, fotógrafas que vão registando os acontecimentos, os abusos dos soldados ou os rostos judeus, para que haja memória, para reencontrar as crianças.
 
CONTRACAPA (sinopse):
Um livro multipremiado de extraordinária beleza, que faz lembrar clássicos como A Rapariga Que Roubava Livros e O Rapaz do Pijama às Riscas. Inesquecível!
 
Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos… Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.
Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.
Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.
Uma história poderosa e envolvente. Um olhar sobre a cidade de Anne Frank e sobre a força daqueles que, com pequenos gestos, lutaram contra o terror nazi.
 
A AUTORA:
Monica Hesse, além de escritora de romances para jovens adultos, é jornalista do Washington Post. Devido à sua versatilidade jornalística, esta autora norte-americana é convidada frequentemente para comentar temas da atualidade na televisão e na rádio.
Os seus artigos valeram-lhe já diversas nomeações para prémios jornalísticos como o Livingston Award e o James Beard Award. A Rapariga do Casaco Azul é o seu primeiro romance histórico para jovens adultos e é também a estreia da autora em Portugal. Um pouco por todo o mundo, tem sido amplamente aplaudido pela crítica, contando já com as mais diversas nomeações e distinções.

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