...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Ago 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

– Sabes, ouvi uns comentários a teu respeito que me deixaram confuso e aborrecido.

– Ai sim, e são assim tão maus?!

– Preferia não ter ouvido e que não te chegasse aos ouvidos. Mas quero que ouças por mim, antes que alguém distorça mais.

– Mas achas que isso é importante? A quem é que ouvistes?

– A umas pessoas! Ouvi ao povo!

– Ao povo ou a algumas pessoas?

– Na verdade ouvi a fulano X.

– E achas que é de confiança, dás crédito ao que ele te disse?

– Sim, ele ouviu dizer. Eu acredito nele. É de confiança. Não me ia mentir. Não lhe perguntei, foi ele que falou no assunto.

– Então não ouviste em primeira mão?

– Não, mas como mo venderam assim to vendo.

– E quem lhe contou a ele? Será de confiança?

– Não sei, mas sei que quem mo disse merece a minha confiança. Quem lhe disse a ele não sei porque ele não quis dizer. Penso que não iria inventar!

– E que é que tu pensas? É também a tua opinião?

– Tu sabes que não. Nunca diria tal coisa. Sou teu amigo. E se te digo isto é para te avisar. Quem te avisa teu amigo é!

– Sim, mas isso não me interessa. Eu quero saber se tu és meu amigo, com os defeitos que eu possa ter. Opiniões que não sei de onde vêm, não me interessam muito, não me fazem perder o sono…

       1 – Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Mas poderia acontecer. Querermos saber o que outros dizem de nós, ou por autorrecriação virem dizer-nos mesmo sem querermos saber.

       2 – Adentremo-nos um pouco mais no Evangelho.

       Jesus continua a Sua missão, deslocando-se entre povoações. Entretanto pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Seria diferente se fossem os próprios a dizerem a Jesus o que iam ouvindo acerca d'Ele. Certamente que não se atreveriam a revelar algumas afirmações! Respondem-lhe: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».

       Temos amigos que fazem questão em nos dizer o que não queremos saber. No caso pessoal, e como pároco, prefiro que não me revelem quem possa dizer ou querer-me mal. O fundamental é saber e sentir que as pessoas amigas são amigas, e que podemos confiar nelas.

 

       3 – A pergunta mais importante: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro responde, em nome próprio, mas também assumindo a primazia entre os discípulos, e respondendo por nós, como discípulos deste tempo: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».

       Quem é Jesus para mim? Que importância tem na minha vida? Que influência tem nas minhas escolhas? Em que é que sou diferente daqueles que não são cristãos? Deus tem um papel fundamental em tudo o que faço e em tudo o que digo?

       Para mim, Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus que me revela a minha identidade e me desafia a ser irmão dos outros? Ou é um personagem interessante, mas que morreu e faz parte do passado?

       A nossa ligação a Jesus terá de ser "em primeira mão". Um carro, talvez fique mais barato em segunda mão, ainda que a garantia possa não ser tão fiável ou por tanto tempo. O que se diz, como víamos, é diferente se for em primeira, em segunda, ou terceira mão. Em absoluto, só poderemos pôr a mão no fogo quando o que transmitimos vem de nós. A nossa fé e a nossa adesão a Jesus Cristo faz-se, primeiramente, pelo que os nossos pais, familiares, comunidade, nos legou. Há uma altura da nossa vida, no amadurecimento da nossa fé, que teremos de ser nós a encontrar-nos com Jesus. Seguimo-l'O em primeira mão. Porque é nosso amigo. Porque nos faz bem. Porque a nossa vida é diferente tendo-O em nós, fazendo parte das nossas escolhas.

       A resposta que dermos implica-nos. Ele é Deus! Então a nossa identidade com Ele deve levar-nos a agir com a mesma disponibilidade e com o mesmo amor, servindo e dando a vida a favor dos irmãos. 


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 22, 19-23; Sl 137 (138)Rom 11, 33-36; Mt 16, 13-20.

 

 


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