...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
09
Set 17
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Depois de Pedrógão Grande, tragédia que abalou o país, outros incêndios e muitos fogos ateados pela comunicação social, pelos políticos e por muitas pessoas de boa vontade, pelo menos ao nível das intenções.

Sobre alguns assuntos todos opinam, mesmo desconhecendo o contexto, a raiz, as responsabilidades. Já muito se disse sobre incêndios. Uns desculpam-se. Outros atacam, acusam, lançam farpas. Outros remetem para o passado, a estruturação da floresta, a orgânica das autoridades, a fiabilidade das comunicações. Outros delimitam o tempo no presente. Calor intenso, erros na abordagem aos incêndios, desconhecimento do terreno, falta de coordenação, escassez de meios e de pessoas. E, claro, há quem supostamente ganhe muito dinheiro com isto! Pois, dizem, os incêndios mexem com muitos interesses, fazem gerar a economia.

É importante discutir a ordenação florestal, a estruturação dos meios e a hierarquização das responsabilidades. É preciso olhar para hoje e para amanhã. As raízes ajudam a enfrentar o vendaval. Há que avaliar e ponderar as fraquezas e as potencialidades, para que no futuro não se cometam erros semelhantes.

Porém, o que aqui me traz não são essas questões, por mais importantes que sejam. Esta semana, ainda que outros já o tenham feito, gostaria de falar sobre generosidade, voluntariado, serviço e dedicação ao próximo. Também aqui houve situações que não correram da forma mais adequada, perante a grandeza da calamidade, a rapidez, e a resposta de centenas, de milhares de pessoas, prontas para dar alimentos e roupas, prontas para ir ao local ajudar as pessoas, as famílias que foram afetadas.

É, todavia, um primeiro aspeto a sublinhar: prontidão na ajuda perante a espetacularidade das imagens que (ainda) comoveram as pessoas. Um dos perigos a que Francisco tem feito referência amiúde é o facto da repetição de imagens de violência, desgraças e miséria, sangue, crianças na valeta, criarem pessoas indiferentes. Sublinha o Papa: quando a Bolsa de Valores desce um ponto percentual, logo a comunicação social, os economistas e os políticos se agitam. Morrem centenas de crianças à fome e já faz parte da paisagem.

Na maioria dos meios de comunicação deu-se mais importância à flatulência de Salvador Sobral que aos milhares de voluntários dispostos a ajudar e aos milhões de euros recolhidos por diversas instituições. Longos minutos para a crítica, para denúncias... e quase despercebida a imensa multidão de pessoas lançadas para minorar o sofrimento das vítimas dos incêndios… Mas como sói dizer, o bem não faz barulho… uma árvore a cair faz muito mais barulho que uma floresta inteira a crescer…

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4422, de 25 de julho de 2017


27
Fev 15
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MENSAGEM DE D. ANTÓNIO COUTO PARA A QUARESMA 2015

  1. Na sua mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lança um forte apelo contra a indiferença generalizada e globalizada, que se instala no nosso coração e o anestesia e endurece, tornando-nos insensíveis. A indiferença é, diz o Papa, uma reclusão mortal em nós mesmos, e desafia, por isso, as nossas paróquias e comunidades a serem ilhas de misericórdia no meio deste vasto mar de indiferença. E contra a dureza enrugada do nosso coração, o Papa propõe a beleza e leveza, sem rugas, da graça e do perdão, uma Igreja maternal, vigilante, compassiva e comovida, com «um coração que vê», como uma mãe sempre atenta, uma mão sempre estendida para manter entreaberta a porta do amor e do perdão, a porta de Deus (Salmo 106,23).
  1. Para tornar as coisas mais palpáveis e visíveis, o Papa propõe mesmo a realização de um «Dia do Perdão», 24 horas de reconciliação, a levar a efeito na Igreja inteira nos dias 13 e 14 de Março, de meia tarde a meia tarde, sob o lema: «Deus, rico de misericórdia» (Efésios 2,4). Peço, por isso, encarecidamente, a todos os sacerdotes que convoquem as comunidades paroquiais para este exercício de renovação das pautas do coração através da oração, da escuta atenta e qualificada da Palavra de Deus, da vivência da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação e da prática da caridade. Não deixemos de dar corpo e alma a este «Dia do Perdão», para o qual o Papa Francisco nos convoca.
  1. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de graça para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
  1. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para apoiar os 25 Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Guiné Bissau. Esta mão de amor estendida até à Guiné Bissau traduz-se no apoio concreto a 60.000 crianças (dos 0 aos 6 anos), enquadradas em 10.000 famílias e 320 comunidades. Lembro que a mortalidade infantil (dos 0 aos 5 anos) atinge, na Guiné Bissau, a cifra altíssima de 27,4%, muito devido à subnutrição e parcos cuidados de higiene e de saúde. Estes 25 Centros de Recuperação Nutricional, geridos por Congregações Religiosas com a coordenação da Cáritas da Guiné Bissau, representam um pouco mais de esperança para as crianças guineenses. A Fundação Fé e Cooperação (FEC), que foi instituída em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), e que este ano celebra 25 anos de existência, diálogo, fé e cooperação, encontra-se também a trabalhar no terreno guineense, dando apoio a estes 25 Centros de Recuperação Nutricional. Serão os membros desta instituição da Igreja Católica que levarão a nossa esmola para as crianças da Guiné Bissau, e velarão pela sua eficaz aplicação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
  1. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2015, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados (em ano a eles consagrado), todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação muito especial a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.

Lamego, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas

Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,

+ António.


29
Set 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Mais uma parábola extraordinária de Jesus. O rico avarento e o pobre Lázaro.

       O rico não tem nome. Jesus não identifica os fautores do mal. Os pobres têm nome. Na alegria todas as famílias são iguais, na tristeza cada uma sofre à sua maneira. Na avareza não nos diferenciamos, tenhamos muito ou pouco. A pobreza tem rostos e tem nomes. Na sociedade deste tempo contam sobretudo como número. Tantos pobres. Tantos desempregados. Tantos a morrer de fome…

       Enquanto houver uma pessoa com fome, a viver na miséria, mesmo que já não entre nas contagens oficiais, não podemos cruzar os braços e assobiar para o lado como se não fosse nada connosco. É comigo. É contigo. Ajudar a matar a fome e a criar condições para que aquela pessoa possa gerir autonomamente a sua vida. É necessário dar o peixe e logo ajudar a pescar.

       É revoltante ver como os governantes, e a comunicação social, se alarmam com a descida de um por cento na bolsa e silenciem a morte de milhares de pessoas que todos os dias morrem à fome.

       O desemprego é, neste contexto, um drama. A pessoa que não tem emprego, mesmo que conte com a ajuda da família, ou com a subsidiariedade (obrigatória) do Estado, está carente da sua realização, colocando em causa a dignidade de ser pessoa.

       É Lázaro que pede as sobras, as migalhas que caem da mesa, e que mais facilmente damos aos cães, fazendo deles nossa família. Tratar bem os animais, mas sem esquecer a primazia que o outro nos merece, este sim nosso irmão, carne da minha carne, osso dos meus ossos… Lázaro – Deus ajuda. Sempre ajuda através de nós. Deus está de forma privilegiada no pobre, no mais pequenino. As migalhas que caem das nossas mesas, alimentos desperdiçados, correspondem ao PIB da Suíça, 1,3 mil milhões de toneladas que vão para o lixo todos os anos. 870 milhões de Lázaros.

       2 – Sinais preocupantes de individualismo e logo ao lado tantos gestos de partilha, abnegação, de solidariedade.

       Quando o ser humano se fecha e se fixa como medida de todas as coisas corre o sério risco de se tornar deus para os demais. Igualmente perigoso é endeusar o dinheiro, a riqueza, os bens materiais. Se a pessoa é escrava dos bens que deveriam facilitar a sua vida acabará na ruína (afetiva, emocional, como ser humano).

       A palavra de Deus não é para justificar a nossa inveja ou obrigarmos os outros a partilhar. A fé, o compromisso com Cristo, obriga-me. Obriga-te. Compromete-nos. Aquele que quiser ser o maior seja o servo de todos. Só seremos verdadeiramente discípulos se e quando nos identificarmos com o Mestre, que dá TUDO e Se entrega TOTALMENTE a nós, dá-nos o próprio Céu como herança.

       Alguém tem uma fortuna: ganhou-a honestamente, como herança ou fruto do trabalho, paga de forma justa aos seus empregados, cria mais emprego, paga os respetivos impostos no país onde gera a riqueza. Nada a reclamar. Tolera-se que um jogador ganhe pelo seu talento! E se um génio da medicina fosse pago a ouro?

       Os bens que possuímos são devedores de outras inteligências, de outros tempos, e toda a fortuna é gerada “à custa” de outros, nem sempre devidamente compensados. Pelo meio fica o trabalho infantil, mão-de-obra baratíssima, explorando pessoas/famílias carenciadas…

       3 – Há aqui uma linha que separa. Para Jesus, se há um Lázaro, eu sou responsável por ele. Se o deixo à fome, estou a desviar-se da minha identidade batismal. Como bem disse Santo Ambrósio, aquilo que damos aos pobres como esmola não nos pertence, é deles por direito. A lei que nos obriga é a Lei do Amor.

       No início da crise económico-financeiro e perante a ameaça o colapso financeiro, os governos injetaram nos bancos dinheiro mais que suficiente para acabar com a fome no mundo inteiro. Conclusão: existe fome no mundo porque não há vontade política de a irradiar.

       Na parábola deste dia, Jesus volta à perspetiva do Juízo final. O bem ou o mal que fazemos trará consequências, aqui na terra e na eternidade. O rico avarento há de ser julgado pelo egoísmo, indiferença e desprezo com que tratou os Lázaros que bateram à sua porta. Como refere, a propósito desta parábola, D. António Couto, chegará o dia em que o rico levantará o olhar para Deus… além do seu umbigo!


Textos para a Eucaristia (ano C): Am 6, 1a.4-7; 1 Tim 6, 11-16; Lc 16, 19-31.

 


12
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


16
Jul 12
publicado por mpgpadre, às 14:41link do post | comentar |  O que é?

O Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, em conjunto com o presbitério da Diocese e, em particular, os Reverendos P. Amadeu Costa e Castro e P. José Filipe Mendes Pereira, Párocos de Pereiro, concelho de Tabuaço, vêm, por este meio, manifestar a sua proximidade às vítimas e seus familiares do trágico acidente que, na manhã deste Domingo, dia 15 de Julho, vitimou uma pessoa e deixou feridas, com certa gravidade, outras cinco. Todas elas, bem como a Comunidade Paroquial de Pereiro, estão no pensamento e nas orações do Sr. Bispo e dos fiéis da Diocese de Lamego, que invocam a ajuda de Deus para superar este momento difícil e trágico.

 

Lamego, 15 de Julho de 2012

Diocese de Lamego - Gabinete de Comunicação, DIOCESE DE LAMEGO.


01
Fev 12
publicado por mpgpadre, às 20:12link do post | comentar |  O que é?

Alegre-se com a felicidade dos outros, rejubile com os sucessos dos que o/a rodeiam.
Nos dias que recebemos de Deus a vida e o tempo, de forma gratuita - não pedimos para nascer -, encontramos pessoas várias que se alegram mais com os infortúnios alheios do que com as coisas boas que podem apreciar em suas vidas.
Impressiona-me quando vejo pessoas tristes porque outros têm sucesso, ou obtiveram algum ganho significativo.
Mas por quê?
O que as outras pessoas têm ou o sucesso que obtêm não me diminui, de forma nenhuma. Pode até não acrescentar nada à minha existência pessoal, mas também não me retira nada, absolutamente nada.
Pelo contrário, se me comprazo na infelicidade alheia isso é sinal evidente que a minha vida não é agradável, não tenho valor, não valorizo o que há de bom em mim e na minha vida, sou vazio, preencho o meu coração e o meu pensamento com situações que, de forma solidária, me deveriam penalizar.
Claro, posso dizer que os outros também se alegram com os meus fracassos. E depois? Que me há de interessar isso.
Escolha, como refletimos em outro momento, valorizar os outros e alegrar-se com o sucesso até dos seus inimigos...
É mais uma forma de ser feliz, de viver pela positiva.
Alegre-se por que o outro se encontrou, por que o outro é feliz.
Mesmo que agora as coisas não te/lhe estejam a correr bem, há de chegar também o teu dia, a tua hora, confia, vive, aprecia...
Foi assim que o Mestre dos Mestres viveu... sempre à procura de retirar de cada um, as melhores pérolas, mesmo onde só havia visível pedra rústica e informe.


23
Nov 11
publicado por mpgpadre, às 21:30link do post | comentar |  O que é?

10 Milhões de estrelas - um Gesto pela Paz.

 

       Campanha promovida pela Cáritas, procurando angariar fundos para os mais necessitados, através da aquisição das Velas da Paz, a acender na noite de Natal, ou uma em cada domingo do Advento, conforme as possibilidades de cada família.

 

 


17
Out 11
publicado por mpgpadre, às 11:23link do post | comentar |  O que é?

       No dia 22 de Dezembro de 1992, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o "Dia Internacional  para Erradicação da Pobreza" e que se comemora a 17 de Outubro de cada ano. O propósito é incentivar, envolver, mobilizar esforços no combate à pobreza. Ainda que a humanidade tenha capacidade para produzir em excesso o necessário para alimentar todas as pessoas do mundo, o que é certo, é que ainda são demasiadas as pessoas e os povos que vivem abaixo do limiar da pobreza... e mesmo nos países do primeiro mundo se encontram com demasiada facilidade pessoas que pouco ou nada têm... nem oportunidades para trabalhar e ganhar o seu pão. Há ainda um longo caminho a percorrer... só será dia quando no outro reconhecermos o irmão...

       A Associação CAIS oferece-nos esta música, acompanhada de imagens fortes e sugestivas.


16
Jun 11
publicado por mpgpadre, às 10:21link do post | comentar |  O que é?

       É este o título do Livro de Frei Fernando Ventura, "Do eu solitário ao nós solidário", e a motivação desta entrevista de Mário Crespo, na SIC Notícias... Algumas expressões que ficam: quando o povo passa fome, o rei não tem o direito de comer faisão... nenhum cidadão é um número... precisamos de políticos que morem cá... entregámos os últimos pães de esperança aos nossos governantes... pecado original/originante: querer ser Deus... é isso que mata o outro... já não falo de pecado original, porque com tanta gente a pecar há tanto anos já é muito difícil ser original porque aquele já alguém o fez... Adão e Eva eram portugueses, estavam de tanga e só tinham uma maça para comer e pensavam que estavam no paraíso...


30
Abr 11
publicado por mpgpadre, às 10:43link do post | comentar |  O que é?

       A Páscoa implica que os cristãos estejam atentos aos mais necessitados e se empenhem na melhoria das condições sociais, sublinhou esta manhã o Papa, durante a audiência geral realizada no Vaticano.

        “Cada cristão, assim como cada comunidade, se vive a experiência desta passagem da ressurreição, não pode não ser fermento novo no mundo, dando-se sem reserva pelas causas mais urgentes e mais justas”, afirmou Bento XVI.

       No discurso que proferiu na Praça de São Pedro, o Papa referiu que a certeza do céu (como imagem da vida eterna prenunciada pela ressurreição de Cristo) é inseparável do compromisso na terra (alusão à transformação do mundo).

       “É verdade que somos cidadãos de uma outra ‘cidade’, onde se encontra a nossa verdadeira pátria, mas o caminho para esta meta deve ser percorrido diariamente sobre esta terra”, realçou.

       Os cristãos, “crendo firmemente que a ressurreição de Cristo renovou o homem sem o tirar do mundo no qual constrói a sua história”, devem ser “testemunhas luminosas” da “vida nova” trazida pela Páscoa, frisou Bento XVI.

       Para o Papa, a “missão” dos fiéis consiste em “fazer ressurgir no coração do próximo a esperança onde há desespero, a alegria onde há tristeza, a vida onde há morte”, dando “à cidade terrena um rosto novo que favoreça o desenvolvimento do homem e da sociedade segundo a lógica da solidariedade” e da “bondade”.

       A alocução de Bento XVI incluiu uma saudação aos católicos da ilha italiana de Lampedusa, onde nas últimas semanas têm chegado embarcações com pessoas de origem africana e asiática.

       O Papa encorajou os cristãos locais a continuarem o “empenho de solidariedade” para com os migrantes, que encontram na ilha “um primeiro asilo de acolhimento”, e desejou que “os órgãos competentes prossigam a indispensável ação de tutela da ordem social no interesse de todos os cidadãos”.

       Referindo-se à “forma pascal” que a existência humana deve assumir, Bento XVI salientou que os cristãos devem partir da “compreensão autêntica da ressurreição de Jesus”.

       Este ressurgimento, explicou, “não é um simples retorno à vida anterior”, mas uma realidade que deixa de estar “submetida à caducidade do tempo” e passa a ficar “imersa na eternidade de Deus”.

       Nas palavras que proferiu em língua portuguesa, o Papa saudou em particular os “queridos peregrinos” de Lisboa e Sertã e os brasileiros de Poços de Caldas.

       “Não podemos guardar só para nós a vida e a alegria que Cristo nos deu com a sua Ressurreição, mas devemos transmiti-la a quantos se aproximam de nós. Assim, fareis surgir no coração dos outros a esperança, a felicidade e a vida!”,disse Bento XVI.

       Entre o domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo, e 12 de junho (dia de Pentecostes, palavra de origem grega que significa “cinquenta dias”), a Igreja Católica vive o “Tempo Pascal”, o período mais significativo do seu calendário litúrgico.

 

Notícia: Agência Ecclesia.


18
Fev 11
publicado por mpgpadre, às 08:44link do post | comentar |  O que é?

       O verso certeiro de Fernando Pessoa que diz «Morrer é só não ser visto» ganhou, nos últimos dias, significados que nos deveriam desassossegar. As notícias que dão conta dos idosos que vivem e morrem em total solidão mostram-nos como a frase de Pessoa não é apenas uma alusão simbólica à invisibilidade dos mortos, mas se tornou uma descrição literal do que, entre nós, acontece aos vivos. Num número que ninguém ainda consegue bem quantificar, mas que os poucos indicadores dão como preocupante e crescente, multiplicam-se as situações de isolamento humano, sobretudo na terceira idade, precisamente quando o cuidado e o acompanhamento deveriam ser redobrados.

       Por vezes, no cruzamento apressado das horas, deparamos com um rosto idoso que nos olha por detrás de uma janela, na nesga quase oculta de uma cortina, e fazemos por não pensar muito nisso. Mas que nos dizem esses olhos Que nos dizem esses olhos que nos olham em silêncio, sedentos de proximidade e de palavra; esses olhos para quem tudo é adiado; esses olhos que se sabem deixados para o fim ou nem isso; esses olhos impotentes e, ainda assim, tão doces; esses olhos que tacteiam as coisas e já não estão certos de as reconhecer ou de as poder activar; esses olhos que desistem um milhão de vezes por dia e nenhuma delas sem dor; esses olhos que se deixaram sequestrar pela televisão a tempo inteiro; esses olhos vazios do que não viram, mas que não desistem de esperar; esses olhos atrapalhados na geografia que alteramos sem aviso; esses olhos que não conseguem perceber a literatura incluída de um mundo que, sem o merecerem, lhes é hostil? Sim, que nos dizem os olhos que encontramos regularmente por anos a fio, ou mesmo só por uns meses, que nos habituamos a reconhecer na nossa paisagem anónima e distraída e, de repente, deixamos de ver? «Morrer é só não ser visto». Deveríamos escrever o verso de Pessoa na Constituição da República e no nosso coração.

 

Pe. José Tolentino Mendonça, Editorial da Agência Ecclesia.


22
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 20:24link do post | comentar |  O que é?
       Esta é mais uma forma de ajudarmos os mais carenciados.
       O primeiro objectivo é que o NATAL tenha uma expressão cristã. Decoramos as casas com luzes, com árvores, com pais-natais, com renas, com estrelas. Com a colocação do estandarte de Natal, fazemos sobressair a personagem principal: Jesus.
       Por outro lado, os lucros revertem a favor de obras sociais.

       Veja a apresentação deste projecto.

        Para ler carregue em fullscreen, no cimo da página, ou no sinal +, no final da mesma.


19
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 16:17link do post | comentar |  O que é?

      "10 Milhões de Estrelas - um Gesto pela Paz". É este o título da campanha de Natal da Caritas que em cada ano recolhe fundos a favor das pessoas mais carenciadas, este ano mais voltada para o apoio a crianças desfavorecidas. O spot que se segue inclui a generosa participação de José Mourinho:


12
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 10:35link do post | comentar |  O que é?
       Há determinados bens – materiais, sociais e culturais – que são de todos. À primeira vista não são de ninguém em concreto, logo pertencem a todos: os bens do Estado, bens públicos, os bens da Igreja, os bens de uma qualquer associação, grupo ou sociedade, os bens de uma autarquia ou Junta de Freguesia, os baldios.
O mundo – o céu, a terra, a água, a chuva, as estrelas, o sol – não é propriedade privada ou individual. Poderíamos a este propósito dizer que quando faz sol ou quando chove é para todos. Por vezes nem é.
       Poderemos cair na tentação fácil de usar e abusar daquilo que entendemos ser de toda a gente. Num plano global, a exploração dos recursos da terra por parte de algumas potências mundiais, países ou organizações, levada ao excesso, deixa hipotecado o futuro daqueles que virão depois de nós e de uma grande maioria de povos.
       Naquilo que a nós nos diz respeito, mais de perto, poderemos por vezes descambar para uma forma rebuscada de comunismo – no que ele tem de perverso –, o que é de todos só beneficia uns poucos, ou se é de todos posso fazer o que me dá na real gana, mesmo destruir, sem que ninguém me possa julgar ou sequer chamar à atenção.
       Quando olhamos para o Estado – fonte de todos os males? – verifica-se uma progressiva subsidiodependência (por vezes os subsídios são a única forma de equilibrar), e uma progressiva relutância em pagar os impostos que nos cabem; queremos receber, mas não queremos contribuir, salvo as situações de injustiça declarada.
       No meio ambiente, como é de todos, deitamos papéis para o chão, beatas, lenços de papel, pastilhas elásticas, cuspimos… alguém há-de limpar! O que é de todos, entenda-se, é para benefício de todos, correcto, mas não para que cada um possa estragar. De todos para cuidar, para preservar, ou a alternativa, de todos para destruir, já que não é de ninguém?
       O que é de todos também tem governo, como na casa de Deus. Não para cada um a seu bel-prazer fazer o que mais lhe convém, mas para que cada um de nós cuide daquilo que é de todos e para todos, com alegria e generosidade.
       Na hora de reivindicar e de exigir, o argumento mais válido é que o que é de todos a todos pertence. Quando está mal, danificado ou é insuficiente, então a culpa é dos que gerem.
       Importa, como crentes, apostar na ecologia, nesta casa comum da humanidade que é o mundo, cuidando, protegendo, amando, e não esperar que outros resolvam o que eu posso resolver e que está ao meu alcance e me compete. Se eu cuido, eu testemunho, e subsequentemente posso exigir que outros também cuidem…

editorial Voz Jovem, n.º 77, Junho 2006


04
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 14:38link do post | comentar |  O que é?

       Uma história que poderá ser ou não verdade, que fala de sentimentos e de algumas brincadeiras que fazemos uns aos outros, descuidando o que os outros possam sentir ou os momentos que atravessam, ou porque se nos afiguram estranhos... Enquanto há vida, há tempo para mudar positivamente...


13
Mar 10
publicado por mpgpadre, às 19:22link do post | comentar |  O que é?

       Remi está a conversar com a avó.

       Gosta de a ouvir falar dos seus tempos de menina.

       – Na minha aldeia, na Provença, pelo Ano Novo, no primeiro dia de Janeiro, toda a gente oferecia uma prenda a toda a gente. Vê lá se és capaz de adivinhar o que seria.

       Remi lança palpites:

       – Comprar prendas para a aldeia inteira… É preciso muito dinheiro. Quer dizer que as pessoas eram ricas?

       A avó riu-se:

       – Oh, não! Naquele tempo, tinha-se muito pouco dinheiro e ninguém na aldeia comprava prendas. Nem sequer havia lojas como há hoje.

       – Então faziam as prendas?

       – Não propriamente!

       – Então como é que faziam?

       – Era muito simples. Ora ouve…

       Antigamente, cada família fazia o seu pão. Não havia água corrente nas casas. Então íamos buscá-la à fonte, no largo da aldeia.

       E, no dia um de Janeiro, de manhã muito cedo, a primeira pessoa que saía de casa, colocava um pão fresco no bordo da fonte, enquanto enchia a bilha de água. Quem chegava a seguir pegava no pão e punha outro no mesmo lugar para a pessoa seguinte, e assim por diante…

       Desta forma, em todas as casas, se comia um pão fresco oferecido por outra pessoa. Nem sempre se sabia por quem, mas garanto-te que o pão nos parecia muito bom porque era como se fosse um presente de amizade.

       As pessoas que estavam zangadas pensavam que talvez estivessem a comer o pão do seu inimigo e isso era uma espécie de reconciliação…

       Durante alguns dias, esta história andou a martelar na cabeça de Remi.

       Uma manhã, teve uma ideia.

       Meteu no bolso uma fatia de pão de lavrador. É o pão que se come na casa de Remi.

       E na escola, um pouco antes do recreio, Remi pousou o pão bem à vista, em cima da carteira de Filipe, o seu vizinho.

       Filipe está sempre com fome e repete sem cessar a Remi:

       – Oh! Que fome, que fome eu tenho! Bem comia agora qualquer coisa!

       Quando Filipe viu a fatia de pão, que rica surpresa! Sabia muito bem quem lha tinha dado, mas fingiu que não sabia.

       No recreio, todo contente, comeu o pão sem dizer nada a Remi, mas…

       No dia seguinte, sabem o que é que Remi encontrou em cima da carteira, mesmo antes do recreio? … Um pedaço de cacete!

       Um grande pedaço bem estaladiço! Um verdadeiro regalo!

       Filipe ria-se.

       E assim continuaram a dar um ao outro presentes de pão.

       Na aula, a Carlota e a Sílvia estão sentadas logo atrás de Filipe e de Remi. Rapidamente souberam da história do pão e quiseram também participar nas surpresas.

       No dia seguinte, Sílvia levou uma fatia de cacetinhoe Carlota uma fatia de pão centeio.

       Outras crianças quiseram participar nas prendas de pão.

       Apareceu pão grosseiro, pão de noz, pão de sêmea, pão sem côdea, pão caseiro, pão fino, pão russo, negro e um pouco ácido, que Vladimir levou, pedaços de pão árabe, que a mãe de Ahmed cozera no forno, e ainda muitos outros tipos de pão.

       Desta forma, quase toda a turma se pôs a trocar pedaços de pão durante o recreio.

       A professora apercebeu-se das trocas e perguntou:

       – Mas o que é que vocês estão aí a fazer?

       Carlota e Remi contaram-lhe toda a história do pão dos outros.

       E logo após o recreio, o que é que estava em cima da secretária da professora? …um pedaço de pão!

       Toda a classe tinha os olhos postos na professora. Ela sorriu e comeu o pão.

       E, no domingo seguinte, quando Remi viu a avó, era ele que tinha uma história para lhe contar:

       – Sabes, avó? Olha, na minha turma…
 

Michèle Lochak, Le pain des autres Paris, Flammarion, 1980. In Contadores de Histórias.


02
Mar 10
publicado por mpgpadre, às 15:05link do post | comentar |  O que é?

       Uma das vozes presentes no programa promovida pela SIC de ajuda à Madeira, "Uma flor para a Madeira", surgiram diversos duetos. Num desses duetos, Rui Veloso com Cátia Guerreiro, a primeira promotora deste evento.

       Mas olhando para o multifacetado Rui Veloso, encontrámos outros duetos extraordinários.


23
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 10:19link do post | comentar |  O que é?

       Há imagens que são extraordinariamente significativas. Aqui fica este spot publicitário, que talvez já tenhamos visto, que apela para a solidariedade na doença, mormente para com as pessoas com cancro:

 


18
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 10:29link do post | comentar |  O que é?

       O Haiti tornou-se rapidamente o centro do mundo. Ainda mal, porque é resultado de uma catástrofe que dizimou mais 200 mil haitianos e deixou milhares na miséria. Ainda bem, que o sismo deu lugar à solidariedade e por todo o mundo se têm feito campanhas a favor das vítimas do Haiti e da reconstrução deste país. O mundo acordou para a pobreza miserávle em que o Haiti vivia antes do terramoto e que se acentuou dramaticamente com esta catástrofe. Fica aqui uma homenagem.

 


16
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

       «O Murray é banqueiro em Nova Iorque e conhece pessoalmente inúmeras pessoas de quem eu só ouvi falar na televisão ou nos jornais. Leu muitos dos meus livros e acha que o seu mundo precisa tanto da Palavra de Deus como o meu.

       Foi uma experiência de grande humildade ouvir um homem que conhece «este mundo e o outro» dizer:

       - Dê-nos uma palavra de Deus, fale-nos de Jesus... não se afaste dos ricos que são tão pobres.

       Jesus ama os pobres - mas a pobreza reveste-se de muitas formas.

       Esqueço-me desse facto com imensa facilidade, deixando os poderosos, os famosos e os bem sucedidos na vida, sem o alimento espiritual de que carecem. Mas, para oferecer esse alimento, tenho que ser eu próprio muito pobre - não curioso, não ambicioso, não pretencioso, não orgulhoso.

       É tão fácil deixarmo-nos deslumbrar pelo brilho mundano, seduzidos pelo seu aparente esplendor. E, contudo, o único lugar onde devo estar é o da pobreza, o ponto onde há solidão, raiva, confusão, depressão e sofrimento. Preciso de lá ir em nome de Jesus, mantendo-me junto do seu nome e oferecendo o seu amor.

       Ó Senhor, ajuda-me a não me deixar dispersar pelo poder e pela riqueza; ajuda-me a não me deixar impressionar com as estrelas e heróis deste mundo.

       Abre os meus olhos aos corações sofredores do teu povo, sejam quem forem, e põe na minha boca a Palavra curativa e consoladora. Ámen.»

Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak", in Conhecer e Seguir Jesus.


publicado por mpgpadre, às 10:31link do post | comentar |  O que é?
       O escritor moçambicano Mia Couto escreveu a “Pobreza dos nossos ricos”. Ora vejamos: 
       A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. 
       Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de Endinheirados.
       Rico é quem possui meios de produção. 
       Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. 
       Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. 
       A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.
       Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
       Necessitavam de forças policiais à altura mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. 
       Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...).

 

Postado a partir de Banquete da Palavra.


15
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 19:25link do post | comentar |  O que é?

       As diferenças entre as pessoas - todos somos únicos e diferentes - não implica a separação, a ruptura ou o contruir muros que nos protejam dos outros, mas são uma oportunidade de nos enriquecermos mutuamente, as qualidades dos outros colmatam as nossas dificuldades e insuficiências; os nossos dons elevam os outros nas suas hesitações e dificuldades.

É neste sentido que propomos o voo do ganso, uma lição de vida: 

 


12
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 10:56link do post | comentar |  O que é?

       Conta-se a história de um agricultor que, há vários anos, tinha a melhor plantação de milho da região.

       Na altura da entrega de um prémio, um jornalista ali presente perguntou-lhe qual era o seu segredo.

       – Eu partilho sempre a semente do meu milho com os meus vizinhos.

       Perante o ar de admiração do repórter ele continuou:

       – O vento leva o pólen do milho maduro de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização degradará a qualidade do meu milho. Por isso, para eu poder ter milho bom, tenho de ajudar os meus vizinhos a cultivarem milho bom também.

       O mesmo se passa com outras dimensões da vida...

       Se queres ser feliz tens de ajudar os outros a encontrarem a felicidade. O bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos! (VJ, Setembro 2002).


Mónica Aleixo, Voz Jovem, Janeiro 2010.


03
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 09:14link do post | comentar |  O que é?

       Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o lavrador e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado.
        Correu ao pátio da quinta, advertindo todos:
        - "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!"

 

       A galinha, disse: 

       - "Desculpe-me sr. rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."

       O rato foi até o porco e lhe disse:
        - "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!"
        - "Desculpe-me sr. rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."

       O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:

       - "O que sr. rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"

       Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, a pensar na ratoeira do lavrador.

       Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira apanhando a sua vítima. A mulher do lavrador correu para ver o que tinha acontecido. No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

       O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
        Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O lavrador pegou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
        Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou por morrer, muita gente veio para o funeral.
        O lavrador então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
       Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a quinta corre risco. O problema de um é problema de todos, quando se convive e/ou trabalha em equipa, nos grupos, na família, na sociedade.

 

 Postado no blogue de EMRC Tabuaço: Opções com Sentido.


01
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 10:05link do post | comentar |  O que é?

      

        Ainda hoje, podes com o teu trabalho, modificar a miséria que te entristece.

       Ainda hoje, com o teu perdão, podes transformar em amizade verdadeira, os que ontem te feriram sem compaixão.
       Ainda hoje podes transformar a tristeza que te aprisiona, com a alegria que transmitas aos outros.
       Ainda hoje, podes transportar as alegrias da tua fé, aos corações distantes através do desprendimento sincero.
       Ainda hoje, filho, com o teu arrependimento, poderás modificar a caminhada tenebrosa que criaste com a tua arrogância de ontem.
       Serve e serve. Não te canses de servir. Ama e perdoa sem condições. Sê grato à vida, dando-lhe o teu concurso de amor, e recolherás da própria vida, tudo quanto precisas para engrandecer-te na glória de Deus Pai Todo Poderoso.
       Paz, muita paz.
 
Postado a partir do nosso blogue Caritas in Veritate.


26
Jan 10
publicado por mpgpadre, às 10:32link do post | comentar |  O que é?

       Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

    

       Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
       
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
        Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram.

Moral da História:

       O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar as suas qualidades.. E, por outro lado, a não desistir do outro à primeira dificuldade. E lembra-nos ainda que quando o sofrimento nos estende a mão nem sempre isso significa falta de amor...

 

Postado a partir do nosso blogue: Caritas in Veritate.


19
Jan 10
publicado por mpgpadre, às 10:31link do post | comentar |  O que é?

São dramáticas as imagens que nos chegam do Haiti, não apenas as das primeiras horas mas também as actuais. O sismo devastador deu lugar a uma situação de descalabro e mesmo na procura de comida e de água há conflitos, violência, disputas várias pela sobrevivência e num ou noutro caso o ensejo de tirar algum proveito da desgraça alheia.

       Primeira nota: por mais violências e comedoras que sejam as imagens, nada se compara ao caos instalado, ao sofrimento, ao luto e ao desespero das pessoas que perderam tudo e sobretudo perderam os seus familiares e amigos. Entenderão como uma bênção o terem sobrevivido, mas sobre-vem também a angústia pelo que perderam e por quem perderam. Mesmo depois do país estar recuperado haverá milhares de rostos desfigurados pela tragédia, pelo medo, pela perda de algum familiar. Por mais que tentemos nunca chegaremos a compreender totalmente a dimensão desta tragédia na vida concreta das pessoas.

       Segunda nota: a solidariedade internacional para com as vítimas e para com o Haiti é louvável. Um drama que suscita a comoção e a compaixão de pessoas, instituições e estados do mundo inteiro, mobilizados para minorar a dor e a confusão que se instalou. O ser humano, capaz de muitos atropelos, revela em momentos como este, o seu lado melhor e a capacidade de tentar fazer a diferença. Todos querem participar na ajuda ao Haiti.

       Terceira nota: o sismo pôs a descoberto uma situação que se vivia há muito: a pobreza. Quando ouvíamos falar do Haiti, do Havai, da República Dominicana, era numa linguagem romântica, de paisagens paradisíacas, lugar de férias, de turismo e de encantamento. O sismo desfez a imagem romântica que pudéssemos ter do Haiti. Afinal era um país extremamente pobre, dos mais pobres do planeta, onde as pessoas viviam na miséria. Talvez agora os olhos do mundo se voltem para o Haiti, e sobretudo para as pessoas concretas, como um desafio solidário de partilha e de ajuda na vida quotidiana, permitindo que ao recuperar o país, as pessoas recuperem também e possam encontrar condições humanas para enfrentar novos tempos...

       Quarta nota: só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja, nesta como em muitas situações da vida. O investimento para minorar os resultados do sismo e reconstruir o país, já deveria ter tido lugar no combate à pobreza e a degradação humana.. Por exemplo, os EUA disponibilizaram à partida 100 milhões de dólares. Naturalmente que países industrializados como os EUA, que muitas vezes apregoam a solidariedade, mas que chega apenas quando os holofotes estão ligados. As pessoas já viviam há muito na miséria, em condições sub-humanas...

       Quinta nota: decorrente do aspecto anterior, o investimento feito em armamento, ou até mesmo os gastos de reuniões internacionais, que não dão fruto, que se tornam muitas das vezes reuniões sociais e turísticas para os chefes de Estado, poderia em parte ser canalizado para a irradiação da pobreza. Esta é de bradar aos céus em países já reconhecidos como extremamente pobres, mas mesmo em países desenvolvidos.

       Há dias passava uma reportagem numa das nossas televisões que mostram como havia muitas pessoas que sobreviviam a partir de uma lixeira... e tanto desperdício... Diga-se, a este propósito ainda, que a atenção que o combate ao terrorismo merece, não invalida o investimento prioritário no combate pela irradiação da pobreza, que por sua vez, gera violência: quem nada tem, tudo pode fazer, porque nada tem a perder... por vezes nem a dignidade... que nunca lhe reconheceram...

       Sexta nota: no Haiti, quando os holofotes se apagarem ou se desviarem para outro acontecimento, o pior está para vir, a comoção poderá dar lugar à indiferença e ao esquecimento e quem sofrerá serão os mesmos que agora beneficiam do auxílio e das promessas, mas cujas dificuldades não serão facilmente sanadas. Importa que instituições locais continuem a obra de reconstrução do país e da "reconstrução" das pessoas e das famílias. A este propósito e como referência, o papel da Caritas Internacional e da Caritas Portuguesa, apoiam mas através da Caritas do Haiti, ou seja, de pessoas que já estão há muito no terreno da solidariedade e que lá continuarão. Obviamente, com isto não queremos significar a ajuda que for de fora não é meritória, mas que esta suscite também aquela, para que no final não fiquem desamparados aqueles que agora queremos ajudar...


21
Dez 09
publicado por mpgpadre, às 14:22link do post | comentar |  O que é?

       "Querido Menino Jesus! Eu sou a Carolina dos Santos, tenho nove anos e ando no quarto ano da escola e também da catequese. A nossa catequista falou-nos muito de ti, e disse-nos que tu ficarias contente se te escrevêssemos uma pequena carta a dar-te os parabéns pelo teu dia de anos. Eu preferia mandar-te uma mensagem pelo telemóvel, mas como não sei o teu número e se calhar tu nem tens um telemóvel, pedi ao meu avô que me deixasse escrever-te no computador dele e assim até posso dizer mais umas coisas e fazer mais uns pedidos porque a nossa catequista disse-nos que tu atendes sempre os nossos desejos e sobretudo os pedidos das crianças mais pequenas.

 

       Eu já não sou muito pequena, e até sou maior que o meu irmão João Pedro que só tem quatro anos e ainda anda no infantário e não sabe escrever nada.

       Agora vou então fazer-te alguns pedidos que eu quero que aconteçam. Eu quero que tu digas ao meu pai e à minha mãe que estejam sempre um com o outro e não como o pai da Natacha que se foi embora de casa e agora ela só vive com a mãe e tem muitas saudades do pai que só a vem buscar alguns domingos para a levar a passear e ela gostava de ir passear com o pai e com a mãe e comer um gelado dos maiores.

       Também quero que ajudes o pai do Rui a arranjar emprego, porque ele assim não vai ter nenhuma prenda no Natal. E quero que cures a mãe do Gustavo, porque ela gasta muito dinheiro nos medicamentos e não lhe comprou a mochila que ele viu no supermercado.

       E também gostava de te fazer outros pedidos de conversas que eu tenho ouvido ao meu avô e ao Tio Carlos sobre alguns senhores que querem tudo para eles e não se importam com os pobres. Tu é que podes dizer a esses senhores que se distribuíssem alguma coisa com os que não têm dinheiro para comer, para vestir e para terem uma casa, seriam muito mais felizes. Eu não sei se eles vão acreditar em ti, mas não te custa muito tentar.

       Agora quero mandar um beijinho para ti e outro para a tua mãe, que eu também gosto muito dela. Adeus. Carolina dos Santos".

O Amigo do Povo, postado a partir de Paróquia de Tarouca.


25
Nov 09
publicado por mpgpadre, às 11:19link do post | comentar |  O que é?

        A Cáritas cria fundo de apoio aos novos desempregados. A Campanha de Natal «10 Milhões de Estrelas» vira-se para as vítimas da crise em Portugal.

 

       A Cáritas Portuguesa apresentou, pelo sétimo ano consecutivo, a iniciativa “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz” que este ano, a título excepcional, criou um projecto específico para ajudar as vítimas da crise em Portugal - o Fundo de Apoio aos Novos Desempregados.

       Segundo refere a organização católica na sua página oficial CARITAS, o projecto de Natal “consiste numa iniciativa de angariação de fundos a nível nacional, através da venda de velas pelo preço simbólico de 1 Euro, cujo resultado final reverte a favor dos mais necessitados, aqueles que, no decorrer deste ano, ficaram sem meios de subsistência por causa da alarmante vaga de desemprego.

       Das verbas recolhidas com a venda das velas, 35% serão especialmente canalizadas para o Fundo de Apoio aos Novos Desempregados e suas famílias; os restantes 65% serão aplicados, por cada uma das Cáritas Diocesanas, em projectos nacionais direccionados para a mesma temática.

       “Num ano marcado pelo agudizar de uma crise económica gravíssima, com dolorosos reflexos na vida dos cidadãos mais carenciados, a operação “10 Milhões de Estrelas - Um Gesto pela Paz 2009” assume um papel premente na resposta a um conjunto de novas situações de grande carência que atingiram pessoas por todo o país”, afirma Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas.

       No dia 6 de Dezembro, realizar-se-á, no Santuário de Fátima, uma Eucaristia presidida por D. Carlos Azevedo alusiva aos “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto Pela Paz”, com a presença das Cáritas Diocesanas que, nessa data, estarão em Fátima, reunidas em Conselho Geral. Para o dia 19 de Dezembro está agendada a já habitual Manifestação Pública que reunirá pessoas por todo o país, num apelo solidário à Paz no mundo.

       Contando com o apoio activo das Cáritas Diocesanas de Portugal, esta acção volta a desafiar todos os cidadãos portugueses, independentemente das suas convicções religiosas ou políticas, a adquirirem e a acenderem, no próximo Natal, uma vela da Cáritas, símbolo do desejo de Paz para o Mundo.

 

História

       É no ano de 2003 que, pela primeira vez, Portugal adere à operação “10 Milhões de Estrelas”, uma iniciativa de génese francesa que, desde a década de 90 tem vindo a ganhar espaço e visibilidade por toda a Europa. A proposta da Cáritas Portuguesa foi aceite com entusiasmo por várias Cáritas Diocesanas que, desde logo, responderam ao desafio de implementar esta operação, sensibilizando toda a população para a importância dos valores da Paz, Solidariedade e Reconciliação.

       Volvidos sete anos, a operação “10 Milhões de Estrelas” continua a ser uma importante campanha de ajuda aos mais desfavorecidos, quer a nível nacional, quer em diversos países em vias de desenvolvimento. Muitos foram os projectos de sucesso, repletos de sorrisos e sonhos infindáveis – conheça as iniciativas que levámos a cabo nos últimos anos e junte-se a nós nesta nobre causa, onde esperança e realidade andam sempre de mãos dadas.

 

Notícia da Agência Ecclesia.


24
Nov 09
publicado por mpgpadre, às 09:28link do post | comentar |  O que é?

       A meio caminho da cantina e do hospital cruza-se comigo um casal de idosos, que deviam rondar a oitava década de vida, que vinha do IPO. Um pouco ofegantes, a mulher pergunta-me qual era o caminho mais próximo para a paragem dos autocarros. Bem, conheço aquela zona relativamente bem e disse-lhe que havia duas. O melhor caminho dependeria do destinos que eles quisessem tomar. Depois de oxigenar melhor os pulmões diz o senhor:

 

      

       - Ó jovem nós queremos a carreira que vai para Bragança... - e com um olhar já cabisbaixo acrescenta -  ... "e tá quase na hora!".

       Para de uma longa avenida, para gente daquela idade, ainda tinham de subir umas escadas... com a pesada e enorme mala. Dois seres da natureza transmontana perdidos no outono na capital do norte correndo, ou melhor, andando para apanhar o autocarro.

Não consegui ficar indiferente. Para além de lhes ter indicado o caminho mais rápido, vi que a mala era um atrelado e atraso para eles. Pedi-lhes licença e peguei na mala. Subi as escadas. Enquanto subia a escadas diz o senhor "quando eu for jovem depois carrego eu a sua mala... quando você for velho!" - com um sorriso que invadio a minha pessoa. E, eu "combinado, caro amigo" - e sorri. Lá continuaram a sua correria...
       Parte do trajecto complicado estava jeito. Não obstante, gostaria ter levado aquela mala ao simpático casal ate ao autocarro. Por questões de ordem profissional não o pude fazer.

       Espero que tenham apanhado o autocarro!

 

A partir do blogue: Paróquia de Tarouca.

Blogue original: Momentos de Partilha.


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