...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
28
Out 16
publicado por mpgpadre, às 11:02link do post | comentar |  O que é?

Jesus-Divina-Misericordia3.jpg

Imaginemos um pai severo, com muitas regras e castigos. Tão distante dos filhos que se faz respeitar pelo medo. Basta um olhar! E se for preciso desapertar a fivela do cinto...
Imaginemos um pai compreensivo, dialogante, carinhoso com os filhos, estabelece regras explica-as, negoceia fronteiras e limites...
Passados 30 anos, quais os filhos estarão mais próximos dos pais?
Há pessoas que se atêm à religião mais pelo medo, pela presença demoníaca, pela escrupulosidade do pecado, que pelo convite acolhedor de Jesus e do Seu Evangelho de Paixão e de Misericórdia.
O Ano Jubilar acentuou a dinâmica do amor de Deus para com a humanidade, assumido e plenizado na vida de Jesus, na Sua morte e ressurreição, e o desafio à Igreja para ser Casa da Misericórdia, assomando a beleza e a alegria da Boa Nova da redenção. 
Há um caminho importante a fazer. O caminho de cada um – lembrando as palavras do então cardeal Ratzinger: há tantos caminhos quantas as pessoas – há de aproximar-nos de Jesus, Caminho, Verdade e Vida. Com Ele experimentamos libertação, docilidade, prontidão, serviço. Não ameaça, atemorização. Jesus não olha para o inferno mas para o Céu, para o Pai.
Ao longo dos séculos, muitos círculos eclesiais acentuaram o medo e à ameaça. As descrições do inferno pareciam ser testemunhos de quem lá tinha estado. O inferno era garantia da nossa vida. Era preciso fazer tudo para ganhar o céu, pelo sacrifício, pela mortificação, anulando-se como pessoas e colocando-se em atitude de subserviência, à espera que à custa de tantos sofrimentos Deus pudesse compadecer-se. É o contrário, o Céu é garantia e a vida eterna está aí como dom que nos responsabiliza com os outros.
A vida, a pregação e a oração dos cristãos há de estar preenchida com ternura e o amor de Deus. Nãos se trata de negar a doutrina da Igreja, assente nas palavras e nos gestos de Jesus. Porém, seguindo-O, veremos a bondade e a filiação amistosa com o Pai. O inferno é uma possibilidade real. Deus leva-nos a sério, respeita a nossa liberdade e o nosso não. Mas como cristãos e como Igreja vivemos do amor de Deus. Jesus procura libertar, elevar, envolver. A Cruz é a assunção do amor levado até à última gota de sangue. Com a Sua ressurreição, Jesus coloca a nossa natureza humana na glória do Pai, de onde nos atrai e desafia.
 
Publicado na Voz de Lamego, n.º 4380, de 27 de setembro de 2016


31
Out 14
publicado por mpgpadre, às 18:00link do post | comentar |  O que é?

1 – Sede santos porque Eu, o Senhor Vosso Deus, sou Santo.

O desafio da santidade é um compromisso de felicidade, de aperfeiçoamento, de vida no bem, na verdade e do amor. Não é o privilégio de alguns iluminados ou puros, é o caminho que todos podemos e devemos percorrer. Não é uma conquista ou uma usurpação, é dádiva de Deus que em Jesus Cristo nos redime e nos salva, nos introduz na Sua comunhão de vida nova. Pelo batismo, com efeito, tornamo-nos santos, isto é, filhos amados de Deus. Ao longo do tempo, vivemos neste itinerário de santidade, por vezes decididos, outras vezes aos tropeções.

Os discípulos de Jesus começaram a ser chamados de cristãos, pela primeira vez, em Antioquia; até então era chamados de santos, de eleitos. A santidade é própria daqueles que foram ungidos para Deus, e que na água e no Espírito Santo se tornaram membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

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2 – Ao longo da nossa vida encontramos pessoas que refletem a luz de Deus, transparecem em serenidade, em bondade, em serviço, o que divisamos como santidade, perfeição, ação compassiva. Olhando para o bom Papa João XXIII, para Madre Teresa de Calcutá, para o Padre Américo, para são Francisco de Assis, para o Santo Cura d'Ars, para o Santo Padre Cruz, para Santa Teresa do Menino Jesus, e para tantas pessoas que passam por nós e que visualizam a santidade de Deus, não temos muitas dúvidas: há pessoas santas, pessoas boas, humildes, generosas, felizes e que fazem felizes os que estão à sua volta.

A santidade não passa de moda. É atual. Balança-nos para o futuro, para a eternidade. Compromete-nos com o mundo de hoje, aqui e agora. Não é para os outros, é para nós. A referência é Deus, ainda que os Seus santos nos façam sentir mais próximos, e nos permitam saber o quanto Deus é acessível para nós. A santidade está ao nosso alcance. O amor de Deus é-nos oferecido por inteiro em Jesus Cristo. Ser santo é participar da vida de Deus. Seguir Jesus.

 

3 – Durante o corrente ano, três figuras do Papado foram reconhecidas como Santos, João Paulo II e João XXIII, e como Beato, Paulo VI. Personalidades distintas, serviram a Igreja, anunciaram o Evangelho, levaram Jesus Cristo ao mundo.

Nem todos os santos adquirem a visibilidade que lhes permita serem propostos pela Igreja a todo o mundo. Neste dia de Todos os Santos evocamos sobretudo o inumerável número de santos que souberam lavar as suas vestes no sangue do Cordeiro e oferecer as suas vidas a favor dos seus irmãos: «Vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de almas na mão».

Cento e quarenta e quatro mil, isto é, multidões de pessoas, um número incontável de filhos que se deixaram tocar pela presença de Deus nas suas vidas. Na adversidade e na bonança, não desistiram de buscar o bem, para si e sobretudo para os outros, procurando revestir de Cristo o mundo inteiro.

Imitando Jesus, fizeram-se próximos, na humildade e no amor, dos mais distantes, dos mais frágeis, perfumaram os caminhos por onde passaram com a alegria de testemunharem o amor de Deus.

 

4 – Paulo dirá um dia com toda a clareza: já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim. Para mim viver é Cristo. Seguindo Cristo, deveremos refulgir em nós a eternidade de Deus que nos vai preenchendo com o Seu amor infinito.

______________________________________________________________

Textos para a Eucaristia: Ap 7, 2-4.9-14; Sl 23 (24); 1 Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12a.

 

Reflexão COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE


08
Abr 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

JOÃO XXIII. Diário da Alma. Paulus Editora. Lisboa 2013. 2.ª edição. 408 páginas.

       Ângelo José Roncalli, nasceu em Sotto il Monte, perto de Bérgamo, Itália, a 25 de novembro de 1881, terceiro de 10 filhos. Morreu a 3 de junho de 1963, em grande e penosa agonia. Em 1965, o Papa Paulo VI deu início à causa de beatificação, concluída por João Paulo II no dia 3 de setembro de 2000.

       No próximo dia 27 de abril, 2014, conjuntamente com João Paulo II, o Papa Francisco vai canonizar o bom Papa João XXIII, num processo amplamente incentivado por Bento XVI. Que bela paisagem, com o envolvimento de vários Papas, cuja a vivência da fé é um testemunho luminoso.

       João Paulo II ainda está vivo memória, mas para muitos João XXIII é um ilustre desconhecido. Obviamente que a canonização, reconhecimento das suas virtudes, e do trabalho frutuoso que realizou na Igreja e na Sociedade, vai permitir falar-se dele, do seu pensamento, da sua intervenção como sacerdote, Bispo, Núncio Apostólico na Turquia, na Grécia, em França, Arcebispo de Veneza e Cardeal da Santa Igreja, Papa. Por outro lado, é possível que a associação do atual Papa, Francisco, a João XXIII terá já suscitado redobrado interesse em conhecer a história da Sua vida.

       Se as biografias e estudos sobre determinada pessoa são importantes, permitindo enquadrar vários ângulos, da vida, das intervenções, da influência, das consequência de determinadas palavras e/ou atos, para se conhecer bem o bom Papa João é indispensável a leitura do DIÁRIO DA ALMA que o próprio foi escrevendo ao longo de quase setenta anos, desde a entrada no Seminário, 14-15 anos, até às vésperas da sua morte. Anotações, reflexões, informações. Paciência. Oração. Deus. Amor. Caridade. Paciência. Humildade. Tudo para louvor e glória de Deus. Paciência. Humildade. Obediência. Pureza. Prudência. Poucas palavras e apenas para dizer bem. Sofrer com paciência.

       A leitura do diário permite visualizar um Papa simples, humilde, preocupada em tudo fazer para agradar a Deus. Autocensura-se por ser "lendo", o que permite não se precipitar. O próprio vai dizendo que o seu temperamento é o da pessoa calma, paciente, humilde, que não faz questão em ficar com razão. Perseverante. Afável. Bom.

       Aceita de bom grado tudo o que lhe é pedido. Neste diário, ocupa uma espaço muito grande o tempo dos retiros mensais, anuais, ou os retiros de preparação para a ordenação, sacerdotal, episcopal,... Grande devoção a São José, a Nossa Senhora, ao Sagrado Coração de Jesus, ao Nome de Jesus, ao Precioso Sangue de Cristo, a São Francisco de Sales, São Luís Gonzaga, São João Dechamps. Leituras: Bíblia, Breviário, Rosário, Imitação de Cristo. Eucaristia. Santíssimo Sacramento. Jaculatórias.

       É eleito Papa a 28 de outubro de 1958, no quarto dia de conclave, sucedendo a Pio XII. Pensava-se que seria um Papa de transição. No entanto, a sua inspiração contribuiu para uma grande transformação da Igreja, com a convocação e o início do Concílio Ecuménico Vaticano II, que virá a ser encerrado já com o Sucessor, Paulo VI. É uma marca indelével da Igreja, na abertura ao mundo, à sociedade, à cultura, entendo-se a ela mesma como Povo de Deus.

       Sublinhe-se também que João XXIII esteve em Portugal, em Peregrinação ao Santuário de Fátima, ainda como Patriarca de Veneza, em 1956, no 25.º Aniversário da Consagração de Portugal ao Coração Imaculado de Maria, representando o Papa Pio X. Em 13 de maio de 1961 há de promulgar a primeira Encíclica, Mater et Magistra (Mãe e Mestra), um dos documentos mais importantes sobre a Doutrina Social da Igreja (DSI).

       A obra inicia com uma breve resenha biográfica, mas o corpo fundamental são as páginas que se segue, permitindo entrar no pensamento e no coração do Bom Papa João.

       "Obediência e Paz" é o lema de vida de João XXIII que procura levar por diante. Nas mais diversas circunstâncias Ângelo Roncalli prefere o silêncio, a obediência, seguindo o princípio da indiferença, para não esperar nem honras nem títulos.

Algumas expressões sintomáticas:

"A Jesus por Maria" 

"A simplicidade é amor; a prudência, o pensamento. O amor ora, a inteligência vigia. Velai e orai, conciliação perfeita, O amor é como a pomba que geme; a inteligência ativa é como a serpente que nunca cai na terra, nem tropeça, porque vai apalpando com a sua cabeça todos os estorvos do caminho"

"Desapego de tudo e perfeita indiferença tanto às censuras como aos louvores... Diante do Senhor sou pecador e pó; vivo pela misericórdia do Senhor, à qual tudo devo e da qual tudo espero".

Propósitos de retiro de 1952:

1. Dar graças...

2. Simplicidade de coração e de palavras...

3. Amabilidade, calma e paciência imperturbável...

4. Grande compreensão e respeito para com os franceses... (era Núncio Apostólico em França).

5. Maior rapidez nas práticas mais importantes...

6. Em todas as coisas tem presente o fim... A vontade de Deus é a nossa paz. Sempre na vida, mais ainda na morte.

7. Não me aborrece nem me preocupa o que me possa acontecer: honras, humilhações, negações ou o que quer que seja...

8. Só desejo que a minha vida acabe santamente...

9. Estarei atento a uma piedade religiosa mais intensa...

10. Parece-me que tenho a consciência em paz e confio em Jesus, na Sua e minha Mãe, gloriosa e amantíssima, em São José, o santo predileto do meu coração; em São João Batista, à volta de quem gosto de ver reunida a minha família... A cruz de Cristo, o coração de Jesus, a graça de Jesus; isso é tudo na Terra; é o começo da glória futura... 

"As palavras movem; os exemplos arrastam"


28
Fev 14
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

António José GOMES MACHADO. Edith Stein: Pedagoga e Mística. Editorial A.O., Braga 2008, 304 páginas.

       António José Gomes Machado dá à estampa este livro correspondente à dissertação de Mestrado em Ciências Religiosas, sobre Edith Stein que viria a converter-se em Teresa Benedita da Cruz. Nasceu em Breslau, na Alemanha, em 12 de outubro de 1981. Este dia coincidia com o Dia do Perdão, para os judeus, uma das festas judaicas mais significativas.

       Como é sabido, o século XX é marcado pelas duas grandes guerras e também Edith Stein, como judia e como alemã, estará no centro destes dois conflitos. Na primeira, voluntariando-se como enfermeira para ajudar os muitos feridos que chegavam aos hospitais. Na segunda, como vítima da perseguição nazi. Pelo meio fica uma história de procura, de descoberta, de encontro, de conversão, de luta, de persistência.

       A sua família é judia. As festas principais são oportunidades para a família estar mais ligada ao povo da primeira Aliança, promovendo ritos, tradições, costumes. Cedo verificará que a vida não é consequente com a fé professada e celebrada, sendo que as festas judaicas se tornam sobretudo encontro com a família mas não tendo uma tradução prática na vida quotidiana. Por volta dos 14/15 anos chega assaltam em definitivo as dúvidas e a busca pela verdade, por um sentido mais pleno para a vida. Deixa a escola e passa por um tempo em que se mistura o agnosticismo, o indiferentismo religioso, e até o ateísmo, mas sem uma clara animosidade em relação à religião judaica ou outra.

       Como nos mostra o autor, a sua busca levá-la-á a Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus), a mística que renovou o Carmelo. Nunca deixando de procurar um sentido para a vida, a verdade, Edith Stein volta a estudar, entra em contacto com o pai da Fenomenologia, tornando-se sua discípula, mas não se fixando aí. Contacta com outros filósofos como Max Scheler, católico. Lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus e dá-se o clique: é esta a verdade. A partir de então, embora continuando a investigar, a dar aulas, explicações, na área da educação e da pedagogia, procura assumir a conversão, compra o Catecismo da Igreja Católica e um Missal, pede a um sacerdote para ser batizada e torna-se católica. A sua busca continuará sempre. As suas investigações terão um ponto de apoio, Jesus Cristo, o Messias anunciando pela Sagrada Escritura, esperado pelos judeus, e que ela descobre em Jesus. Concorre para uma cátedra na universidade mas, por ser mulher, é impedida. Então resolve seguir em definitivo a sua vocação, torna-se religiosa, procurando imitar Santa Teresa de Jesus.

       Entramos na segunda guerra mundial. As religiosas acham por bem que se mude para a Holanda, para outro Carmelo. Os Bispos holandeses acharam por bem emitir uma Carta Pastoral denunciando as atrocidades cometidas pelos nazis. Esta carta foi lida em 24 de julho de 1942 em todas as Igrejas católicas da Holanda. Como resposta, os representantes do Reich ordenaram a deportação de todos os judeus católicos, arrancando-os dos conventos. Também Edith foi detida a 2 de agosto de 1942, juntamente com a irmã Rosa Stein. Passaram por alguns campos de concentração, até que no dia 7 de agosto foram deportadas para o mais famoso campo de extermínio Auschwitz-Birkenau, onde chegara no dia nove do mesmo mês. Nesse dia, as que chegaram nesta leva, foram conduzidas para uma câmara de gás para serem mortas. Durante a noite os seus corpos foram queimados.

       O livro apresenta os dados biográficos de Santa Teresa Benedita da Cruz, mas também os frutos da sua investigação acerca da educação e da pedagogia, sendo que ela própria procurar colocar em prática o que ensinava.

       É uma leitura que permite conhecer melhor a co-padroeira da Europa (ao lado de Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena), com muitos textos da própria Edith Stein. O livro é um extraordinário testemunho de vida, na procura permanente pela verdade, pelo bem, por um sentido para a vida.


21
Fev 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

Santa TERESA DO MENINO JESUS. História de uma Alma. Manuscritos Autobiográficos. Editorial A. O., 14.º Edição. Braga 2009. 352 páginas.

       Padroeira das Missões, Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, também reconhecida por Santa Teresa de Lisieux, é uma das figuras maiores do Carmelo e da Igreja, onde figuram por exemploe Santa Teresa de Jesus / Santa Teresa de Ávila, que lhe serve de inspiração em muitos momentos, ou Santa Teresa Benedita da Cruz / Edith Stein.

       Conhecer o que se escreveu sobre os santos, ou sobre o comum dos mortais, é uma forma de nos inteiramos das suas vidas. Contudo, mais importante será ler o que os próprios escreveram sobre a sua vida e sobre a sua vocação. Teresa do Menino Jesus nasceu em 2 de janeiro de 1873, e foi-lhe dado o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Com quatro anos a família fixa-se em Lisieux. Vive num contexto de grande religiosidade, de tal forma que as cinco irmãs que sobreviveram à infância se tornaram religiosas. Teresa do Menino Jesus foi admitida no Carmelo antes da idade permitida, tendo recorrido ao Bispo e ao Papa. Consegue ser admitida com 15 anos, depois de muita persistência, orações, intercessões, súplicas ou como a própria refere depois de muito sofrer. Um dos momentos reveladores é a 13 de maio de 1883, domingo de Pentecostes, recebe o sorriso da Virgem Maria e a cura milagrosa e inexplicável,quando se encontrava gravemente doente.

       A sua delicadeza e a procura constante por viver identificada com Jesus Cristo, com a Sua Cruz, grangearam-lhe, ainda em vida, a admiração de irmãs e/ou sacerdotes que a acompanhavam. Por isso lhe foi solicitado que escrevesse as suas memórias, para que depois da morte outros possam benificiar do testemunho da sua vida. São muitos os padecimentos por que passa, procurando não deixar trasnparecer para os outros, para não dar trabalhos às irmãs de clausura. Por vezes mantém-se heroicamente de pé só para obedecer a alguma irmã. Por outro lado, a morte não assusta. Seguindo o testemunho de São Paulo, quer na morte quer em vida, o que importa é fazer a vontade de Deus, identidicando-se com Jesus Cristo.

       Morre em 30 de setembro de 1897, com 24 anos de idade. Muito jovem mas com uma longa história de vida que tem inspirado muitas conversões. Foi beatificada em 29 de abril de 1923 3 canonizada em 17 de maio de 1925, pelo Papa Pio XI, o mesmo que em 14 de dezembro de 1927 a declara Padroeira das Missões.

       Em 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II declara-a Doutora da Igreja. Refira-se que o Santo Padre ja tinha ido em peregrinação a Lisieus em 2 de junho de 1980. Por outro lado, o mesmo Papa declara Veneráveis os pais de Teresa do Menino Jesus, em 26 de março de 1994. Serão beatificados em 19 de outubro de 2008, em Lisieux.

       Depois de muitas revisões, o texto que ora recomendamos procura ser o mais fidedigno, apresentando notas com a indicação de palavras acrescentadas, ou rasuradas, pela próprio ou pelas Madres. Mas mais importante, esta é uma leitura verdadeiramente fundamental para entender a vida e a santidade de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.

(Jesus bate à nossa porta - quadro pintado por Santa Teresa do Menino Jesus, em 1982, oferecido à sua irmã Celina)

(Teresa do Menino Jesus no papel de Santa Joana d'Arc, em 21 de janeiro de 1895)

(Retrato de Santa Teresa, pintado pela sua irmã Celina, alusivo à chuva de rosas que Teresa prometeu fazer cair sobre a terra quando chegasse ao Céu)


04
Nov 13
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08
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 14:19link do post | comentar |  O que é?

       Procuramos responder à iniciativa do nosso Bispo, D. António, de formar nos Arciprestados, nas zonas pastorais e/ou nas paróquias, escolas de vivência da Fé, dedicando tempo e espaço à formação de adultos, ao aprofundamento da da fé, da mensagem de Jesus Cristo, num propósito que deverá ser de todas as dioceses do país, resultado também do pedido dos leigos aquando do inquérito sobre a pastoral da Igreja em Portugal.

       Na passada sexta-feira, 7 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, tivemos entre nós o Pe. João Carlos para abordar mais um elemento do Credo, da nossa identidade cristã-católica. Desta feita, na Igreja Paroquial. O Pe. João Carlos, servindo-se de um diaporama sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, exarado do Concílio Vaticano II, aprofundou o tema da Igreja, do compromisso eclesial de todos os cristãos, sublinhando o papel dos leigos, dentro e fora da Igreja, a abertura da igreja para outros credos, e para as realidades circundantes. Durante a reflexão foi deixando um testemunho pessoal da forma de viver a fé em diferentes realidades.

       Sobre a Igreja, a abertura da mesma para outras confissões religiosas e para outras religiões. Além disso, sublinhando também o lugar dos santos, a quem devemos chatear. A Igreja não os adora, mas se estão mais perto de Deus, também a sua intercessão está mais próxima. Olhando a partir das três portas que estão na fachada da Sé Catedral de Lamego, a concepção da Igreja "tripartida", porta de entrada no Céu, com os santos, porta da Igreja peregrina, por onde entramos e caminhamos, e a Igreja em purgatório.

       Algumas fotos de mais uma sessão da Escola de Fé:

Para outras fotos da Escola de Fé, visite a página

Paróquia de Tabuaço no facebook.


24
Jun 12
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – "Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no Reino do Céu é maior do que ele" (Mt 11, 11). O testemunho dado por Jesus acerca de seu primo João é por demais luminoso. Jesus reconhece e sanciona a vida e a missão de João Batista, apontando-o como referência. Por outro lado, um desafio incontornável: cada um de nós poderá superar o Precursor. Ele vem e está antes de Jesus. Nós somos batizados num batismo de fogo, na água e no Espírito Santo, configurados ao próprio Corpo de Cristo que é a Igreja.

       Fixemo-nos por ora em João Batista, a cujo nome se fixa a missão. Ele é o Batista. Não é a luz, mas vem guiar para a luz, vem "amaciar" o caminho, mergulhando-nos no arrependimento e na disponibilidade para nos convertermos de todo o coração.

 

       2 – São João Batista é primo de Jesus e nasce cerca de seis meses antes. O seu nascimento dá-se envolto em mistério. É uma esperança para Israel e para a humanidade inteira. Os seus pais, Isabel e Zacarias, eram já de idade avançada. Mas por graça e benevolência de Deus, geraram na velhice. É gerado para além da idade biológica. Os seus pais já passaram a idade fértil. Ou talvez não! Há sempre tempo para nos tornarmos férteis e gerarmos a vida em abundância que nos vem de Deus. 

       Para lá do tempo, anuncia-se um tempo novo, de graça e salvação, de conversão. O seu nascimento é sinal de que se aproximam os novos céus e nova terra. A promessa de Deus começa a cumprir-se. Como em límpida madrugada, em que já se insinua a claridade de um sol radiante, assim o Precursor nos coloca em espera próxima do Messias de Deus.

       João é abençoado desde o seio materno. A ele se adequam as palavras do profeta Isaías:

"O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguçada, guardou-me na sua aljava" (primeira leitura).

       Tal como de Jesus, pouco mais se sabe da vida de João Baptista até à idade adulta. São Lucas refere que o menino crescia em robustez, e que se manteve no deserto até ao dia da sua apresentação a Israel:

"A mão do Senhor estava com ele. O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel".

 

       3 – As referências à sua missão e ao seu caráter estão amplamente relatadas nos evangelhos e em outros escritos do Novo Testamento. É descrito como um homem rígido, frontal, destemido, coerente, usando uma linguagem ríspida, apocalíptica, ameaçadora, como uma espada bem afiada que corta tudo onde toca.

       Usava trajes simples e pobres, alimentava-se frugalmente, dedicava-se à pregação e ao batismo de penitência. Alguns julgaram-no o Messias esperado, mas a todos foi respondendo que estava para chegar Alguém maior: "Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: «Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés»" (segunda leitura). Desta forma, afirma-se pela humildade e pelo despojamento. Poderia canalizar o sucesso que granjeou em seu benefício pessoal. Mas não o faz. Aponta para diante. Para Outro.

       Vai para as margens, para fora da tenda de Israel, para o deserto e a partir daí retoma a caminhada para a terra prometida, a partir do exterior, vislumbrando a Promessa que se vai cumprir no Messias. Obriga as populações a saírem do seu espaço de conforto. As suas palavras desinstalam, provocam, dividem, geram conflito ou pelo menos incómodo. Não contemporiza. Não se lhe augura nada de bom!

       Denuncia injustiças, nomeadamente daqueles que estavam no poder. Herodes manda prendê-lo, mas João não deixa de o criticar. Herodes vivia com a mulher do seu irmão Filipe, Herodíades. Esta pedirá a cabeça de João. E assim ele morrerá decapitado. A persistência na denúncia custa-lhe a vida.

 

       4 – Há ainda outras facetas na vida de João Batista. Salientaríamos a ALEGRIA que leva ao testemunho. Um homem que se torna demasiado sério e virulento, mas cuja fonte é Jesus Cristo e a verdade. Já no seio materno, o Precursor transparece ALEGRIA no encontro com Jesus. "Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio" (Lc 1, 44).

       É Isabel, sua mãe, que expressa o júbilo daquele primeiro encontro, intrauterino, como que a dizer que mesmo no seio materno Jesus e João fazem acontecer o mistério de Deus no mundo. Ventres abençoados pelo Amor de Deus que neles opera e realiza maravilha em favor de todo o povo. 

       Um dia será o próprio João Batista a dar testemunho de Jesus num encontro carregado de simbolismo e iluminado com a presença amorosa de Deus, pelo mesmo Espírito de Amor:

«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É Aquele de quem eu disse: ‘Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim.’… Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele… Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus» (Jo 1, 19-34).

       Destarte, a passagem de testemunho, a missão de João Batista logo dará lugar à missão de Jesus Cristo.

 

       5 – O nascimento é uma promessa que transborda de alegria e de esperança. João Batista cumpre a sua vida e coroa-a como oblação. Jesus, por sua vez, na prossecução da vontade de Deus Pai, leva a Sua vida, como oferta, até ao fim. O nascimento abre-nos um mundo de possibilidades. Poderemos inserir-nos no Reino de Deus, para nos tornamos grandes aos olhos de Deus Pai, uma vez que já o somos pelo batismo, cabe-nos “gastar” a vida em lógica de oblação, de entrega, semeando a verdade e o bem, alimentando-nos do Espírito de Deus e produzindo n’Ele frutos de santidade, pela caridade e pelo compromisso com as pessoas que Ele colocou para caminharem connosco.

 


Textos para a Eucaristia: Is 49,1-6; Atos 13,22-26; Lc 1,57-66.80. 

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço


22
Out 11
publicado por mpgpadre, às 15:33link do post | comentar |  O que é?

       A Igreja Católica celebra este sábado, pela primeira vez, a memória litúrgica de João Paulo II (1920-2005), Papa polaco que foi beatificado em maio deste ano pelo seu sucessor, Bento XVI, no Vaticano.

       A data assinala o dia de início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.

       Na habitual resenha biográfica que é apresentada no calendário dos santos e beatos, João Paulo II é lembrado pela “extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo”.

       “Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental”, pode ler-se.

       Aos fiéis é proposta ainda uma passagem da homilia de João Paulo II no início do seu pontificado, precisamente a 22 de outubro de 1978, na qual afirmou: «Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!».

       A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito.

       A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos dispôs um calendário próprio para a diocese de Roma (da qual todos os Papas são bispos) e as dioceses da Polónia (país natal de João Paulo II), regulando o “culto litúrgico” ao futuro beato.

       A Santa Sé refere ainda que outras conferências episcopais, dioceses ou famílias religiosas podem apresentar um “pedido de inscrição” desta memória litúrgica nos seus calendários próprios.

       A oração inicial da missa – formalmente, a «coleta» - desta celebração litúrgica, em português, é a seguinte:

       “Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o beato João Paulo II para governar a vossa Igreja como Papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos”.

       Karol Jozef Wojtyla, eleito Papa a 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice (Polónia), a 18 de maio de 1920, e morreu no Vaticano, a 2 de abril de 2005.

       Entre os seus principais documentos, contam-se 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas.

       Este dia vai ser assinalado em Roma com um encontro de jovens para uma missa presidida pelo cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para a diocese italiana.

       Em Lisboa, a data será celebrada paróquia da Sé Patriarcal, com o lançamento, às 20h00, de um disco de tributo ao beato, que inclui o hino oficial da beatificação de João Paulo II, originalmente composto em italiano pelo maestro Marco Frisina, com tradução e adaptação para português feita pelo padre António Cartageno.

       Antes desta sessão decorre, às 16h00, a apresentação de um filme sobre João Paulo II, seguindo-se, pelas 18h30, a celebração da missa evocativa da sua memória.

       Ainda em Lisboa, na igreja da Encarnação, no Chiado, o núncio apostólico [embaixador da Santa Sé] vai benzer uma imagem de João Paulo II, às 19h00, para ser exposta à veneração dos fiéis.

       O Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, juntamente com o seminário da diocese, promove por seu lado um congresso teológico intitulado ‘João Paulo II: Memória e Presença’.

 


28
Mai 11
publicado por mpgpadre, às 09:13link do post | comentar |  O que é?

       1 – Nas palavras de Bento XVI: “A santidade não passa de moda, por isso, com o decorrer do tempo, resplandece de forma luminosa e manifesta a tensão perene do homem em relação a Deus”.

       A santidade, porém, não é uma escolha alternativa a outras, é a vocação primordial do cristão. Não é uma utopia, um ideal inatingível, é um compromisso da fé com a vida, com o mundo, com as pessoas, um caminhar constante para a felicidade.

       No Evangelho, Jesus é bem claro: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está no Céu” (Mt 5,48). A santidade não é um capricho de alguns ou de outros tempos, é a forma de ser daqueles que querem ser seguidores de Jesus Cristo.

       O Concílio Vaticano II acentua a vocação universal à santidade: “todos os cristãos, de qualquer condição ou estado, são chamados pelo Senhor a procurarem, cada um por seu caminho, a perfeição daquela santidade pela qual o Pai celeste é perfeito” (Lumen Gentium, 11).

 

       2 – O mês de Maio, já tão rico e belo, pela devoção e acolhimento a Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, foi enriquecido por duas beatificações: João Paulo II, a 1 de Maio, em Roma, e de Maria Clara do Menino Jesus, a 21 de Maio, em Lisboa.

        Karol Wojtyla nasceu na Polónia, em Wadowice (Kracóvia), no dia 18 de Maio de 1920, sendo eleito Papa a 16 de Outubro de 1978. Morreu a 2 de Abril de 2005.

       A Polónia é espezinhada pelo poder nazista, durante a 2.ª Guerra Mundial, para logo depois ser dominada pelo comunismo. Duas ideologias que amordaçam a liberdade e a identidade das pessoas e do país. São experiências que marcam. Como Bispo e depois como Papa, João Paulo II pugnará pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa.

       O seu carisma e o testemunho da sua vida, tornam mais apelativa a Mensagem de Jesus e da Igreja. Um Papa global ao encontro das pessoas e dos povos, atento aos mais débeis, desafiando as autoridades e os poderosos para a urgência da paz e da justiça… Até no sofrimento, se tornou imagem de Jesus Cristo sofredor, pronto a testemunhar a Sua fé em toda a parte e em todas as circunstâncias.

 

       3 – Libânia do Carmo Telles de Albuquerque, nasceu na Amadora em 1843 e faleceu em Lisboa em 1 de Dezembro de 1899.

        Dos três grandes ataques do Liberalismo contra a Igreja, a Mãe Clara esteve directamente envolvida em dois deles. No entanto, quando a lei proibiu as Ordens religiosas, Madre Clara fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, em 1871, atingindo um rápido florescimento.

       Saliente-se a atenção privilegiada aos milhares e milhares de pobres, doentes, desamparados, crianças e infelizes. Em tempo de perseguição sobrevém a caridade e a presença carinhosa de Deus através da Mãe Clara do Menino de Jesus. Ela é o sorriso de Deus que escarnece dos maçons portugueses, nessa época conturbada de perseguição feroz à Igreja.

       Diz João César das Neves, na Agência Ecclesia, “a vida e obra da Mãe Clara é um milagre do humor de Deus, que sorri com amor perante os esbracejos dos homens que O querem atacar, e responde às perseguições com carinho pelos pobres”.

 

       4 – No que se refere a Portugal e recentemente, a beatificação de Jacinta e Francisco, em Fátima, a 13 de Maio de 2000; da Irmã Rita Amada de Jesus, a 24 de Abril de 2005, e a canonização de Nuno de Santa Maria de Portugal, a 29 de Abril de 2009, ambos no Vaticano.

       Afinal a santidade mora aqui, também neste jardim à beira mar plantado. Pode morar em nós…

 

Boletim Paroquial Voz Jovem, Maio 2011.


25
Mai 11
publicado por mpgpadre, às 10:42link do post | comentar |  O que é?

Abençoa o espírito quebrado

de quem sofre a pesada solidão dos homens;

o ser que não conhece repouso,

o sofrimento que nunca confiamos

a ninguém.

 

Abençoa o cortejo

destes noctívagos

que não amedronta o espectro

dos caminhos desconhecidos.

 

Abençoa a miséria dos homens

que morrem nesta hora.

Dá-lhes, meu Deus,

um bom fim.

 

Abençoa, Senhor, os corações,

os corações amargos,

antes de tudo.

Dá aos doentes

o alívio,

ensina o esquecimento

àqueles que privaste

do seu bem mais querido.

Não deixes ninguém na terra inteira

na angústia.

 

Abençoa os que estão na alegria,

protege-os, Senhor.

A mim, até hoje,

nunca livraste da tristeza,

por vezes, ela pesa muito.

Entretanto, dá-me a tua força

e assim posso aguentá-la.

EDITH STEIN, in O Povo de Rio Tinto, n.º 284, Abril 2011


21
Mai 11
publicado por mpgpadre, às 10:29link do post | comentar |  O que é?

       Vai ser beatificada no próximoSábado, no Estádio de Futebol do Restelo, em Lisboa. Fica aqui a descrição biográfica feita pelo programa Ecclesia (Agência Ecclesia):


15
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 12:22link do post | comentar |  O que é?

João Paulo II será beatificado no dia 1 de Maio de 2011

       O Papa Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II (1920-2005), concluindo assim o processo para a sua beatificação.

       A sala de imprensa da Santa Sé anunciou, entretanto, que a cerimónia de beatificação vai decorrer a 1 de Maio, Domingo da Divina Misericórdia, no Vaticano, sendo presidida por Bento XVI.

       O milagre agora comprovado refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.

       A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.

       A decisão abriu caminho, em definitivo, à beatificação do Papa polaco, que liderou a Igreja Católica entre 1978 e Abril de 2005, quando faleceu.

       Bento XVI anunciou no dia 13 de Maio de 2005, quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.

       No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito" (santo depressa).

        Em Dezembro de 2009, o actual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo em direcção à beatificação.

       Recorde-se que, num caso semelhante, o de Madre Teresa de Calcutá, a beatificação aconteceu em 2003, também seis anos após a sua morte.

       A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia, por ele criada em 2000.

       Como o próprio Bento XVI recordou, em 2008, durante o jubileu do ano 2000, "João Paulo II estabeleceu que na igreja inteira o Domingo a seguir à Páscoa passasse a ser denominado também Domingo da Divina Misericórdia".

       João Paulo II tornou pública a sua decisão no âmbito da cerimonia de canonização de Faustina Kowalska (30.04.2000), religiosa polaca nascida em 1905 e falecida em 1938, "zelosa mensageira de Jesus Misericordioso".

       Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre aconteceram segundo as normas estabelecidas em 1983.

       A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.

       O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto: O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.

       Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.

       O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre.

       É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.

       Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.

       A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

Outros textos sobre esta notícia:


03
Dez 10
publicado por mpgpadre, às 09:57link do post | comentar |  O que é?
       As edições paulinas editaram o livro, que aqui recomendámos, e também o filme (baseado no livro): Bakhita, de escrava a santa. Veja a apresentação, falada em português:


16
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 10:28link do post | comentar |  O que é?

Leitura recomendada:

Roberto Italo Zanini, BAKHITA. Uma santa para o século XXI. Paulinas: 2010.

 

       "A ex-escrava africana, torturada e maltratada, ao serviço de um poderoso mercador árabe e de um general turco. Resgatada em Cartum, em fins do século XIX, pelo vice-cônsul italiano, e levada para Veneto, foi ama de uma criança, baptizou-se, tornou-se freira na Ordem das Filhas da Caridade, de Madalena de Canossa, e fez-se santa, vivendo por cinquenta anos naquele quarto do Convento das Canossianas, na Rua Fusinato, em Schio, na província de Vicenza.

 

       Um pouco sudanesa, um pouco italiana. Extra-comunitária ante litteram. Raptada em criança para ser escrava. Vendida e comprada cinco vezes, como tantas crianças, ainda hoje, em África e no mundo. Não tem recordações nenhumas da sua família. Não se lembra do nome que o seu pai e a sua mãe lhe deram. Recorda apenas o nome árabe, imposto por ironia, pelos esclavagistas que a raptaram: Bakhita, isto é, a Afortunada".

       Este é um pedaço de texto que caracteriza Santa Bakhita, proclamada Beata, em 17 de Maio de 1992, e Santa, em 1 de Outubro de 2000, que no-la apresenta como santa para o século XXI. Terá nascido no Darfur, no Sudão, em 1969, e morreu a 8 de Fevereiro de 1947.

       Este Livro retrata a sua epopeia e a grande atracção que provoca, em vida e em morte, nas pessoas que dela se aproximam. É também uma grande esperança para o continente africano, sinal de libertação...

       É uma leitura escorreita, fácil, agradável, que nos leva a percorrer página a página com a ânsia de saber mais coisas, facilmente perceptível. Mostra-nos uma pessoa muito simples, (quase) analfabeta, fala atabalhoadamente, ri-se de si mesmo, mas cativante para os ouvintes, bem humorada, que vive para O Patrão de tudo e de todos.

       O livro foi convertido em filme, tendo também a chancela das Paulinas.


02
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 20:54link do post | comentar |  O que é?

       1 – “Homens sede homens”. As palavras do Papa Paulo VI, em Fátima, no dia 13 de Maio de 1967, remetem-nos para a raiz da nossa identidade.

       Se levarmos a sério a nossa humanidade, na abertura aos outros e aos desafios que a vida nos coloca, chegaremos, como cristãos, à interpelação de Jesus: “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste” (Mt 5, 48).

       Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, não na aparência das formas, mas na capacidade de amar, de criar, de cuidar do mundo em que vivemos, de promover laços que nos relacionem reciprocamente no bem, na justiça e na paz.

       Em Cristo Jesus, com a Sua morte e ressurreição, somos assumidos como filhos de Deus e, concomitantemente, como irmãos de Jesus. Ele vem para viver a humanidade em plenitude e nos ensinar, com as Suas palavras e gestos, a viver humanamente. É a nossa natureza humana que Ele coloca à direita de Deus Pai, donde nos atrai constantemente.

       Temos as ferramentas para chegarmos ao Céu, como pessoas e como crentes. Ele desvendou-nos o mistério da nossa salvação.

       2 – A vocação universal à santidade, veiculada pelo Concílio Vaticano II, decorre da nossa identidade cristã. Não é uma opção aleatória, é uma consequência natural do ser cristão/cristã.

       O nosso compromisso baptismal aponta claramente nesse sentido: amar a Deus e ao próximo como Jesus nos ensinou, viver ao jeito do Mestre.

       Fez-Se um de nós, assumindo as nossas limitações e finitude, para nos elevar para Deus, para nos guiar pelo caminho da santidade. Vive humanamente, carrega, como filho de Deus, as nossas dores, sofrimentos e pecados, traz luz onde só existia treva. Na Sua cruz, Ele leva o amor até às últimas consequências, morre por amor à humanidade.

       Os SANTOS branquearam as suas vestes, a sua vida, no sangue do Cordeiro; neles a oração fez-se partilha solidária no serviço ao próximo. Iluminados em Cristo, pelo Espírito de Amor, transformaram a sua fé em dádiva a favor dos irmãos.

 

       3Cada um de nós é santo (em potência). Lembremos que os cristãos inicialmente eram, precisamente, chamados de santos. Ser cristão é ser santo, ou caminhar na santidade.

       A Igreja reconhece e propõe alguns como referência e estímulo, como promessa e como certeza que Deus continua a actuar na humanidade, em nós e através de nós.

       Eles fizeram o seu caminho – quer os que oficialmente são reconhecidos, quer os muitos e muitos santos que ficaram no anonimato, mas que vivem no coração de Deus –,  com mais ou menos dificuldades, mais popular ou mais discretamente, na família, na Igreja, na sociedade, nos conventos, nas missões, em ambientes cristãos, em lugares adversos ao cristianismo. Eles cumpriram, com a ajuda de Deus.

       Hoje, somos nós a geração dos que procuram o Senhor, que procuram a face de Deus”. Contudo, não caminhamos sozinhos. Deus caminha connosco. Envia-nos o Seu Filho que nos dá o Espírito Santo, com a Sua morte e ressurreição. Em cada Sacramento, o Espírito Santo devolve-nos Jesus Cristo.

       Caminham connosco, igualmente, os SANTOS que iluminam, exemplificam, testemunham, com as suas vidas e intercessão, a vida nova que receberam de Deus.

__________________________

Textos para a Eucaristia (ano C): Ap 7,2-4.9-14; 1Jo 3,1-3;  Mt 5,1-12

 

Reflexão na página da Paróquia de Tabuaço


17
Set 10
publicado por mpgpadre, às 16:22link do post | comentar |  O que é?

       Com em muitas terras destas bandas, o segundo dia de Festa tem como referência Santa Bárbara. Como dia estava de chuva, a celebração da Santa Missa foi na Igreja (e não na Capela dedicada a Santa Bárbara). No final da Eucaristia, a Procissão.


15
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:31link do post | comentar |  O que é?

       O nono e último dia da novena de preparação para a festa/romaria de Santa Eufémia, coincide com a memória de Nossa Senhora das Dores. Se Nossa Senhora esteve sujeita a diversas DORES por amor a Jesus Cristo, também a vida de Santa Eufémia é marcada pela dor e sofrimento, por ver os cristãos a serem torturados e mortos, sendo também ela sujeita a diversos tipos de tortura e ao martírio.

Para aprofundar a reflexão deste dia:


14
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:42link do post | comentar | ver comentários (2) |  O que é?

       Celebramos hoje a Festa da Exaltação da Santa Cruz, acentuando a nossa identidade cristã. A CRUZ é património indispensável na vida do cristão e da Igreja. Não há Igreja e não há cristãos sem a CRUZ de Jesus. É na CRUZ que Jesus nos salva, é a Cruz que nos traz a plenitude do AMOR. É pela CRUZ que chegamos à RESSURREIÇÃO.

       Santa Eufémia não rejeita a CRUZ de Jesus. Pelo contrário, também ela carrega a sua cruz por amor a Jesus. A relfexão de hoje tem necessariamente de se debruçar sobre os sofrimentos de Santa Eufémia, como assunção da Cruz de Jesus:


13
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

       Aproxima-se rapidamente do dia da festa e romaria de Santa Eufémia. Porquanto, vivemos este riquíssimo tempo de retiro aberto, uma novena de oração, de encontro, de reflexão. O tema que propomos está relacionado com os leões na vida de Santa Eufémia, ligado à passgem de Daniel na cova dos leões e o seu louvor a Deus e a toda a criação.

       Veja os itens de reflexão para este dia:


12
Set 10
publicado por mpgpadre, às 18:27link do post | comentar |  O que é?

       Neste Domingo, em que a Liturgia da Palavra nos fala da misericórdia de Deus para connosco, expressar brilhantemente na parábola do Filho Pródigo, o sexto dia de novena em honra de Santa Eufémia, fala da alegria, da alegria de quem ama, que não teme entregar-se alegremente pela pessoa amada: Jesus Cristo.

       Para reflexão, clique nos dois itens seguintes:


11
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:41link do post | comentar |  O que é?

       Quando passa mais um aniversário sobre os atentados das torres gémeas, nos EUA, a reflexão da novena em honra de Santa Eufémia centra-se no respeito pelos outros, contra o preconceito e a intolerância. Aí ficam as pistas de reflexão:


10
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:13link do post | comentar |  O que é?

       As novenas são oportunidade de aprofundar a fé. Por um lado é um tempo de encontro, de partilha da fé, de oração, e, por outro, de reflexão sobre a vida, sobre a própria fé, sobre o mundo actual. No caso presente, um confronto entre diversos aspectos da vida de Santa Fé e a nossa vivência cristã. A palavra de Deus é por si mesma persuasiva, mas testemunhada pelos santos ajuda-nos a concretizar melhor a nossa vida de peregrinos do Evangelho.

       Neste quarto dia de novena as seguintes pistas de reflexão:


09
Set 10
publicado por mpgpadre, às 11:06link do post | comentar |  O que é?

       No terceiro dia de novena, em honra de Santa Eufémia, procuraremos reflectir com a sua aprendizagem na escola (o  manto que apresenta habitualmente nas suas imagens, é uma capa de estudante) do seu tempo e da sua família. Para a reflexão de hoje propomos que sigam os links abaixo apontados:


08
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:48link do post | comentar |  O que é?

       A paróquia de Pinheiros vive hoje o segundo dia da Novena de prepação para a Festa/romaria em honra de Santa Eufémia. Veja algumas pistas de reflexão nos dois intens seguintes:


07
Set 10
publicado por mpgpadre, às 10:33link do post | comentar |  O que é?

       Inicia-se hoje a novena em honra de Santa Eufémia, na paróquia de Pinheiros (Tabuaço).

       É a última e a mais concorrida das festas populares no Concelho. Traz romeiros das várias freguesias de Tabuaço, mas também de Armamar e de Moimenta da Beira. O que acontece ao longo de todo o ano, no cumprimento de promessas por intercessão de Santa Eufémia, nestes dias acentua-se.

       Sobre o primeiro dia da novena: Santa Eufémia: família e ambiente cristão.


22
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 17:44link do post | comentar |  O que é?
       Está disponível em formato digital o Boletim Voz Jovem referente a este mês de Julho, em tudo semelhante ao boletim impresso.

       Em Julho, a figura de primeira página, continuando a apresentar testemunhos de vivência de sacerdócio, o Padre Américo de Aguiar, conhecido como Pai Américo; informações sobre a apresentação do CD Bom Mestre, do Pe. Marcos Alvim, e ainda da Visita ao Seminário de Resende, e textos de reflexão bíblica entre outros temas específicos da comunidade paroquial.

    O boletim Voz Jovem pode ser lido a partir daqui e nos formatos que se seguem:


10
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 15:02link do post | comentar |  O que é?
       «Certa vez, Frei Egídio (um dos companheiros mais queridos de S. Francisco), homem muito simples e piedoso, falou assim ao Ministro General, Frei Boaventura (+ 1274), um dos maiores teólogos da Igreja.
       - Meu Pai, Deus deu-lhe muitos dotes. Eu, pessoalmente, não recebi grandes talentos. O que devemos nós, ignorantes e tolos, fazer para sermos salvos?
       O douto e santo Frei Boaventura elucidou-o dizendo:
       - Se Deus não desse ao homem nenhuma outra capacidade senão a de amar, isto lhe bastaria para se salvar.
       - Quer dizer que um ignorante, pode amar a Deus tanto como um sábio?, perguntou Frei Egídio, tentando entender.
       - Mesmo uma velhinha muito ignorante, disse-lhe com ternura o grande teólogo, pode amar mais a Deus do que um professor de Teologia.
       Dando pulos de alegria, Frei Egídio correu para a sacada do convento e começou a gritar:
       - Ó velhinha ignorante e rude, tu que amas a Deus Nosso Senhor, podes amá-l`O mais do que o grande teólogo Frei Boaventura.
       E, comovido, ficou ali, imóvel, durante três horas.»
 
(Pe. Neylor J. Tonin, em "Histórias de Sabedoria"), in Abrigo dos Sábios.


01
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 10:57link do post | comentar |  O que é?
       1 – No passado dia 11 de Junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, concluiu-se o Ano Sacerdotal, iniciado na mesma solenidade do ano anterior, no dia 19 de Junho de 2009.
       Ao longo do Ano Sacerdotal, no Boletim Voz Jovem apresentámos algumas figuras da Igreja que continuam a ser um testemunho de vida sacerdotal. Sacerdotes, uns, e outros que não o sendo pela ordenação o foram pela vida.
       Em Portugal poderemos encontrar muitos exemplos de homens e mulheres que nos mostram o rosto de Deus. Gostaríamos de propor o Pai Américo, fundador do Gaiato, e o beato Frei Bartolomeu dos Mártires. Por ora falemos de Santo António.
       2 – Fernando Martins de Bulhões, nome de baptismo, filho de Martinho de Bulhões, descendente de cavaleiros celtas, e de Maria Teresa Taveira, fidalga, descende de Fruelas, rei das Astúrias, terá nascido em 1995, em Lisboa.
       Os primeiros anos foram no aconchego da família, mostrando desde muito cedo uma especial devoção por Nossa Senhora, crescendo em bondade e integridade de costumes.
       Fez os seus primeiros estudos na escola anexa à Sé Catedral de Lisboa. Com 15 anos ingressou nos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora, de Lisboa, transferindo-se, dois/três anos depois para a casa-mãe, para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Aí fez estudos em Direito Canónico, Filosofia e Teologia.
       Terá sido ordenado sacerdote entre os anos 1218 e 1220.
       Seduzido pelo exemplo de vida dos primeiros frades franciscanos, que iam muitas vezes ao Mosteiro de Santa Cruz pedir esmola, ingressou, passado um ano da sua ordenação sacerdotal, no convento de Santo António dos Olivais, em Coimbra.
       Ainda durante o ano de 1220, é enviado para Marrocos, onde nunca chegou, pois a embarcação naufragou e deixou-o em Messina, nas costas da Secília. Aí pediu guarida num convento franciscano.
       Em Maio de 1221 foi a Assis, onde terá conhecido São Francisco de Assis.
       Em Bolonha, depois de ter sido escolhido para fazer a conferência espiritual, aos monges que iriam ser ordenados, evidencia os seus conhecimentos em Sagrada Escritura e dotes em oratória. A partir daqui passa a dedicar-se inteiramente ao apostolado. Percorreu diversas cidades de Itália, entre 1223 e 1225. Em Rimini encontra forte resistência à evangelização. Conta-se, que nessa altura, foi à costa do Adriático e começou a pregar aos peixes: “Ouvi a palavra de Deus, vós peixes do mar e do rio, já que a não querem escutar os infiéis herejes”. Os peixes acudiram em grande quantidade, deitando a cabeça de fora. Muitas teriam sido as conversões.
       Em Outubro de 1226 morreu o fundador da Ordem, Francisco de Assis, sendo canonizado em 1228. Santo António participou nesta elevação, deslocando-se depois por Ferrara, Bolonha e Florença. Em 1229, e depois de ter percorrido a Itália vai para Pádua…
       Morreu a 13 de Junho de 1231, cansado e doente, depois de uma vida dedicada à pregação do Evangelho. Conta-se que logo que morreu, as crianças de Pádua correram por toda a cidade a gritar: “Morreu o Santo. Morreu Santo António”. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Pádua, construída em sua memória.
       Menos de um ano depois, em 30 de Maio de 1232, foi canonizado pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em Itália. O Papa Pio XII, em 1946, proclamou-o “doutor da Igreja”, considerando-o “exímio teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística”.
       3 – O mais popular dos Santos portugueses, venerado em todo o mundo, é um exemplo de abnegação, de trabalho apostólico, ao serviço da Palavra de Deus, no sábia procura por viver e comunicar Jesus Cristo, em todas as circunstâncias.


22
Mar 10
publicado por mpgpadre, às 12:17link do post | comentar |  O que é?
       O dia 19 de Março é especial para toda a Igreja e, por conseguinte, também para a nossa comunidade paroquial.
       Em dias como este a Igreja torna-se maior, com a participação em grande número das crianças e adolescentes, da catequese, dos pais que os acompanham, e das mães que marcam positivamente a sua presença.
       No últimos anos, esta solenidade, como outras, tem sido preparada generosamente pelas catequistas e com a presença alegre do Grupo Coral da Catequese. Veja algumas imagens que fazem parte da celebração litúrgica:
 
       Deixamos, de seguida o ofertório preparado para esta celebração festiva:
       Martelo e serrote (TRABALHO): "Aceita, Senhor, estes instrumentos de trabalho, que simbolizam o ofício de um grande homem, São José, pai adoptivo de Jesus.
São José ensinou a seu filho as virtudes da justiça, da bondade, da segurança e também do trabalho. José foi um modelo de pai, operário, protector da Sagrada Família e da grande família de Deus que é a Igreja.
       Coração (AMOR): "Senhor, nós Te oferecemos o nosso coração, com um gesto de amor e carinho em honra do nosso pai, de todos os pais, como uma participação humana no amor do Pai que está nos Céus.
       Família (SOLIDARIEDADE): "Apresentamos-Te, Senhor, esta família que simboliza a comunhão conjugal, nascida do amor que o homem e a mulher decidem partilhar um com o outro, para que construam a mais ampla comunhão da família e que se torne um exemplo de humanidade e de verdadeira solidariedade.
       Elos (UNIÃO): Oferecemos-Te, Senhor, estes elos como símbolo da união entre os membros da nossa família, para que as correntes sejam fortes e que encontrem a grande alegria e felicidade, que podemos desfrutar por meio da prática aos princípios do Evangelho.
       Cartazes (RESPEITO, PARTILHA, DIÁLOGO E PAZ): Senhor, abençoai todas as famílias, para que nelas haja Respeito Mútuo, Diálogo, Partilha e Paz na plena observância da Vossa Lei e gratidão para com Deus Pai. Que o respeito entre todos os membros, dentro de casa, seja fonte de sabedoria na vida, uma sementeira de paz e motivo de muita alegria.
 
       Na celebração, valorizámos o Acto Penitencial, tomando consciência das nossas falhas em relação à família; o ofertório, agradecendo a Deus tudo o que de bom nos oferece pelos pais e pela família e simultaneamente como desafio; na Acção de Graças, com um poema e com a oferta de uma flor aos pais presentes...


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