...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
21
Jun 17
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

nossa_senhora_fatima.jpg

Teológica e liturgicamente o acontecimento mais importante da vida da Igreja e dos cristãos é a Páscoa, o mistério maior da nossa fé, a celebração da morte e da ressurreição de Jesus. Marca os tempos e os espaços, cria os contextos, introduz-nos na vida divina, faz de nós aquilo que somos, cristãos, discípulos missionários de Jesus e do Seu Evangelho de Perdão, de Amor e de Paz.

A figura da Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe santíssima, tem, em todo o caso, um lugar especial no coração dos cristãos e, por certo, especialíssimo no coração dos católicos portugueses.

A devoção a Maria em nada nos desvia da vivência comprometida e esclarecida da fé que nos congrega ao Deus de Jesus Cristo, Pai, Filho e Espírito Santo. Em qualquer casa, em qualquer família, mesmo que seja o pai a mandar, quem efetivamente cria ambiente, pela doçura, pela paciência, pela docilidade, pela diplomacia, que brota do amor, da paixão, é a Mãe.

As palavras de Maria nos evangelhos são clarificadoras: Eis a escrava do Senhor, faça-se em Mim segunda a Tua palavra; a minha alma glorifica o Senhor que olhou para a Sua humilde serva. Maria tem consciência da sua missão. Como Jesus, também Ela aponta para Deus: faça-se a Sua vontade. Como Mãe, intercede junto de Jesus: não têm vinho! Como discípula mostra-nos o caminho: fazei o que Ele vos disser.

Se olharmos para Maria a partir de Jesus, sobretudo nas Suas últimas palavras e desejos, Ela torna-se a nossa casa, pois Ele no-l’A dá por Mãe e nos confia a Ela como filhos bem-amados. Para sermos o discípulo amado há que recebê-l’A em nossa casa, no nosso coração e na nossa vida e com Ela aprendermos a fazer tudo quanto Jesus nos pede.

Semana a semana, domingo a domingo, celebrámos a Páscoa de Jesus, no sacramento que nos faz Igreja, Corpo de Cristo, a Eucaristia, sublinhando, para melhor assimilar, dimensões do mistério e da vida de Jesus Cristo, a que não falta a presença constante de Sua Mãe Maria santíssima, que acolhemos como Mãe da Igreja (= Corpo de Cristo), e nossa Mãe (integramos o Corpo de Cristo, como membros). Invocámo-l’A com títulos e com o mistério que nos guia para Jesus. Logo no primeiro dia do ano litúrgico, como Santa Maria Mãe de Deus.

Portugal desde cedo a têm como Rainha, como Padroeira, como Mãe, sob a invocação da Sua Imaculada Conceição. Com as Aparições aos Pastorinhos de Fátima, há 100 anos, mais se acentua o carinho pela Virgem Mãe…

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4410, de 2 de maio de 2017


03
Out 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

D. MANUEL CLEMENTE, O tempo pede uma Nova Evangelização. Paulinas Editora. Prior Velho 2013, 160 páginas.

       O atual Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, catedrático, licenciado em História e em Teologia, é um escritor muito acessível, envolvente, comunicador por excelência. Esteve, juntamente com o Bispo de Lamego, D. António Couto, Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, no Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé, realizado no Vaticano, no início de outubro de 2012.

       Este livro, que se lê de uma assentada, retrata a Nova Evangelização, a urgência de evangelizar de novo, e sempre, com alegria, com entusiasmo, aproveitamento tudo o que de bom existe, potenciando os meios de comunicação social, aprendendo da História, colhendo a sabedoria dos mais velhos, mas também criando possibilidades para os jovens, que estes cheguem de outros países.

       D. Manuel vai às origens da Nova Evangelização, quanto a utilização do termo, da insistência de João Paulo II, da prossecução desta clareza em Bento XVI, que se estende às estruturas eclesiais e sobretudo a todas as pessoas da Igreja, apostando na vivência da Palavra de Deus, testemunhando Jesus Cristo.

       O livro recolhe diversas intervenções de D. Manuel Clemente, em ambiente eclesial, universitário, para diferentes auditórios, e que foram revistos e aprofundados em ordem à publicação deste livro.

       A dimensão histórica está bem vincada. O cristianismo ao longo dos tempos. Como bem clara é a história de Portugal e dos portugueses, com as suas lutas, sonhos, avanços e recuos, partidas e chegadas, com mistura de diversas culturas e povos.

       No primeiro texto, as CINCO grandes EVANGELIZAÇÕES. A primeira evangelização foi sobretudo a dos mártires, nos primeiros séculos. A segunda evangelização, com o desaparecimento da estrutura imperial, centra-se sobretudo no campo, a partir do século V, com os monges. A terceira evangelização, século XII e seguintes, crescimento populacional, animação comercial, capitalização e reurbanização, com novos evangelizadores, sobretudo com os mendicantes, discípulos de São Francisco de Assis e de São Domingos de Gusmão. No século XVI voltou a ser urgente evangelizar de novo, quarta grande evangelização, com as paróquias e as dioceses a precisarem de pastores mais dedicados e presentes. Nas últimas décadas a constatação da urgência de novamente evangelizar, quinta evangelização, com os grande reptos: a) sociedade fragilizada nas famílias... b) cultura com notas de fragmentação, errância e retraimento subjetivo... c) com o contraponto de grandes generosidades de pessoas e grupos... d) a "nova evangelização" terá que retomar o contributo das quatro anteriores - testemunho evangélico (mártires), experiência comunitária de adoração e serviço (monges), proximidade com todos, de pobres para pobres (frades), evangelização permanente do mundo em redor (missionários)...

       Seguem-se depois outros textos muito interessantes, situando de maneira privilegiada a alma português e dos portugueses, desde a fundação da nacionalidade, descobrimentos, descoberta de novos mundos, ir e chegar, partir e voltar, a religiosidade, piedade popular, a cultura, os usos e costumes, assimilação de outras influências, dos que vêm e ficam, ou dos que vão e voltam para ficar.

       É uma leitura agradável e recomendável para crentes e não crentes, para quem sabe para onde vai e para quem anda em busca de caminho, para quem quiser conhecer os contributos da religião na cultura na alma e na história portuguesa, e o contributo da história para viver melhor a religião, a fé cristã. Vejam-se os dois últimos textos - "Os portugueses em 2030" e "A nossa vida é uma corrente que flui". Partir do passado, conhecer a alma e o povo, para lançar os desafios de hoje e de amanhã e, por outro lado, o testemunho pessoal. No último texto, D. Manuel Clemente parte da água em que enxertou a sua corrente e como a sua corrente desembocou em outras correntes e profundidades...


25
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

D. MANUEL CLEMENTE, A Fé do Povo. Compreender a religiosidade popular. Paulus Editora. Lisboa 2013, 104 páginas.

       Depois de termos sugerido Uma Casa aberta a todos, com entrevistas de Paulo Rocha, transcritas do programa da Igreja Católica, na RTP 2, Ecclesia, nova sugestão, desta feita sobre a religiosidade popular.

       Sob este título, dois trabalhos: "A Religiosidade Popular. Notas apara ajudar ao seu entendimento" (1978) e "Religiosidade Popular e fé cristã" (1987), com a junção de dois pequenos textos publicados na Família Cristã: "O resto, o rasto e o rosto" e "A terra, o sangue e os mortos" (julho e novembro de 2011).

       É uma leitura agradável sobre a religiosidade popular, buscando raízes, contextos, justificações, desafios pastorais. Origens pré-nacionais, e pré-cristãs, mas também raízes dentro do cristianismo, com incidência universal mas também com características nacionais ou locais, em diálogo/conflito com a hierarquia. Com necessidade de purificação, mas também, muitas vezes, com a devoção popular ajudar a corrigir desvios e heresias. mesmo antes e com mais eficiência que a hierarquia.

       Na Introdução:

"Di-lo Jesus: o Seu Evangelho é como uma semente que cai à terra. E cada terra, mesmo falando só da boa, é como é e como o tempo e os homens a fizeram. Por outras palavras, é uma cultura, uma mentalidade, uma maneira de ouvir e responder. Nela se inclui depois o Evangelho, para que produza melhor fruto. Mas este fruto, sabendo a Cristo, saberá também à terra onde cresceu. Daí também que a religião seja popular, porque é de Deus e de cada povo..."

       Da conclusão à segunda parte:

"O cristianismo é essencialmente sacramental: em Jesus Cristo o próprio Deus que se visibiliza e revela; também Cristo ressuscitado de algum modo se vê e toca a hóstia e o irmão. E o catolicismo sublinhou sempre, e algumas vezes polemicamente, esta sacramentalidade, esta mediação constante, porque a fé cristã é fé em Cristo vivo e próximo nos sinais em que nos interpela e se avizinha".

       Texto - resto, rasto e o rosto:

"O resto pagão talvez seja inevitável, enquanto o mundo for mundo: pega-nos à terra, aos antepassados, ao ciclo nascer, crescer e morrer... Rasto mais ou menos profundo, de algo diferente: houve Alguém que nasceu, mas de de outra maneira; viveu, mas com outros sentimentos; morreu, mas venceu a morte... cristamente falando, as coisas só se resolvem na contemplação de um rosto, o do próprio Cristo, ou seja, numa relação pessoa com Aquele que nos personaliza, apelando à nossa liberdade".

       Belíssima reflexão sobre a religiosidade popular, sobre a vivência da fé, sobre a inculturação, melhor, pela encarnação da fé, na tensão dialógica entre a fé e a terra...


08
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 15:44link do post | comentar |  O que é?

       Estivemos lá.

       14 de maio de 2010, Eucaristia presidida pelo Papa Bento XVI, no Porto, no âmbito da Viagem Pastoral a Portugal. Magnífica interpretação do Salmo 112, na Festa de São Matias. Apesar do som menos conseguido, derivado à captação, vale a pena escutar...


28
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

O encanto do primeiro encontro (...) não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa

        A criação de um Átrio dos Gentios, por parte do Vaticano, para ir ao encontro de agnósticos e ateus é um sinal para toda a Igreja Católica e Portugal quis dizer presente, organizando uma sessão do projeto, em Braga e Guimarães, simbolicamente capitais europeias da juventude e da cultura, respetivamente.

       O encanto do primeiro encontro deixa uma sensação de dever cumprido e abre as possibilidades que todo o futuro encerra em si, mas não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa, um fosso que muitas vezes oscila entre a indiferença e a pura rejeição. Esse passo implica sair até do próprio átrio, por parte da Igreja, e ir à procura pelas ruas, pelos espaços que não habita, sujeitando-se à crítica, ao escárnio e eventualmente à perseguição, mas sempre na convicção de que a sua mensagem é de todos os tempos e para todas as pessoas.

       Os cruzamentos de reflexões e de valores podem, nesse sentido, reforçar a apresentação dessa mensagem, sem a desvirtuar, tornando-a mais apta à compreensão de quem a desconhece e mais plural para quem, dentro da própria Igreja, se limita a visões parciais, incompletas e mesmo incorretas do património ético, espiritual e religioso do Cristianismo.

       Entre o ‘eu acredito em mim’ e o ‘eu acredito em Deus’, expressões ouvidas em Braga, vai um mundo de questões, de vivências, de opções de fundo que não podem ser ignoradas se o Átrio dos Gentios, em Portugal, quiser mesmo ser a porta para um novo caminho que os seus promotores pretendem. E, necessariamente, tem de deixar os limites geográficos em que se realizou e abrir-se ao país, com o apoio dos responsáveis e das comunidades católicas, para uma nova gramática do ser Igreja num tempo em que a fé não é um dado explícito no viver quotidiano. O diálogo, o verdadeiro encontro, é sempre um prazer mas é, acima de tudo, um desafio constante e nunca terminado.

 


12
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


23
Mar 12
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?


24
Nov 11
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

Ainda que o português não seja uma língua oficial da ONU (...), Bento XVI deu em África um contributo inquestionável para a sua divulgação e afirmação internacional

         Bento XVI foi ao Benim levar uma mensagem de esperança num continente que ainda não aprendeu a confiar nas suas próprias capacidades e no potencial que tem para participar ativamente na construção de um novo mundo – embora esse estado de coisas seja mantido, também, por pressões externas, de quem lucra com o subdesenvolvimento e o amesquinhamento dos africanos.

       Relativamente ignorada pelos media nacionais, a visita confirmou o português como uma língua da Igreja, particularmente em África, onde o testemunho de milhares de missionários foi homenageado pelo Papa.

 

       O Benim conserva ainda uma fortaleza portuguesa, precisamente numa das duas cidades que foram visitadas, na ‘costa dos escravos’, memória histórica daquilo que, de pior, a humanidade é capaz, mas, acima de tudo, um alerta para as novas escravaturas e formas de colonialismo (incluindo o dos mercados) a que o novo documento papal – um verdadeiro mapa para o futuro da Igreja africana – aludiu.

       Ainda que o português não seja uma língua oficial da ONU, por enquanto, Bento XVI deu em África um contributo inquestionável para a sua divulgação e afirmação internacional. O Benim - berço do vudu, como foi por várias vezes designado -, recebeu o Papa com o respeito devido aos mais velhos, nas culturas africanas, como um sábio que trouxe palavras de paz e apelos à reconciliação, essenciais para que o futuro possa ser diferente das guerras e crises que marcaram a África pós-independências.

       O clima foi, em vários momentos, muito semelhante ao célebre mundial de futebol da África do Sul (o das vuvuzelas), com cantos e manifestações constantes de quem esperava para ver Bento XVI, nem que fosse de passagem.

       A resposta do Papa, que valorizou por diversas vezes a “tradição” africana, esteve à altura das circunstâncias e pode servir como ponto de referência para um diálogo nem sempre bem conseguido com a modernidade, que saiba promover a interculturalidade e a coexistência pacífica entre os povos de África, com as suas várias religiões.

 


16
Nov 11
publicado por mpgpadre, às 10:18link do post | comentar |  O que é?

       O dia de ontem foi memorável para a equipa das Quinas, ao bater, no Estádio da Luz, a equipa da Bósnia, marcando 6 tentos e sofrendo dois. Foi um jogo aberto, com classe, muito disputado, com clara supremacia da seleção portuguesa. Parabéns à equipa. Aqui fica um resumo da partida:


23
Ago 11
publicado por mpgpadre, às 14:47link do post | comentar |  O que é?

       No Compeonato do Mundo de Futebol em Sub-20, o concelho de Tabuaço teve um digno representante, o jovem jogador do Benfica, Luís Carlos Martins, defesa esquerdo que entegrará, durante 2011/2012 a Equipa do Benfica do escalão principal do futebol português.

       À chegada Luís Martins falou à Benfica TV: “Sinto enorme orgulho em representar Portugal”
       A Selecção Nacional foi até à Final do Campeonato do Mundo de Sub-20, que teve lugar na Colômbia e só foi parada pelo Brasil, perdendo por 3-2. O lateral esquerdo do Sport Lisboa e Benfica foi uma das opções válidas de Ilídio Vale e expressou, em declarações à Benfica TV, a sua felicidade. “Sinto-me muito feliz, apesar de não termos conseguido o título. Sinto um enorme orgulho em representar Portugal e ser português”, assumiu.
       Sobre o trajecto de Portugal ao longo da prova, o jogador revelou: “Sabíamos do nosso valor e fomos tentando jogo-a-jogo passar os obstáculos de forma a chegar o mais longe possível.”
       Finalizou realçando a presença dos portugueses no aeroporto. “É muito bom estar no meio de tantas pessoas”, considerou.

Luis Carlos Ramos Martins
Nacionalidade: Portuguesa
Data de Nascimento: 10 de Junho de 1992
Posição: Defesa Lateral Esquerdo

Antes do Mundial de Sub-20, Luís Martins fala das expectativas para o Campeonato do mundo:


22
Ago 11
publicado por mpgpadre, às 18:40link do post | comentar |  O que é?
(Na imagem, Caetano e mais desfocado o tabuacense Luís Martins)
      A selecção de sub-20 já chegou a Lisboa, depois da participação no Campeonato do Mundo da categoria, onde ficou em 2º lugar, depois de perder na final frente ao Brasil.</div>

       Partiram como ilustres desconhecidos, regressam como heróis. Os vice-campeões do Mundo de sub-20 já estão em casa. A "Geração Coragem" aterrou esta tarde no Aeroporto da Portela, onde mais de uma centena de adeptos esperava os jovens jogadores, numa calorosa recepção.
       Numa calorosa recepção, foram várias as manifestações de apoio aos jogadores. Entre cartazes, bandeiras e cachecóis, os mais de cem adeptos não se cansaram de gritar incentivos e congratulações aos jovens heróis.
       À chegada a Lisboa, Ilídio Vale mostrou-se orgulhoso dos seus pupilos e com "sentimento de dever cumprido". "É uma grande selecção, com muita coragem", disse. Apesar de ter perdido a final frente ao Brasil, o seleccionador fez questão de salientar a prestação da equipa ao longo da competição, destacando a "organização" e a "qualidade de jogo". "Quatro jogadores portugueses foram nomeados para melhor jogador do mundial", lembra ainda.
       Depois do feito alcançado no Mundial de sub-20, o treinador defende que são necessárias medidas que facilitem a transição dos atletas de juniores para seniores.

       "As principais formações portuguesas fazer um avultado investimentos na formação, mas a grande questão surge quando os jogadores estão no último ano de júnior e vão passar para sénior. É preciso não apenas falar, mas também passar à prática as medidas. Todos estamos interessados em termos melhores jogadores e melhor futebol."
       Recorde-se que o troféu mundial ficou em mão brasileiras, mas Portugal ainda trouxe dois prémios: Nélson Oliveira foi considerado o segundo melhor jogador e Mika, o guarda-redes recordista, o melhor guardião.

 

Notícia: Rádio renascença


12
Ago 11
publicado por mpgpadre, às 12:07link do post | comentar |  O que é?

       No dia em que a Moody’s baixou o rating de Portugal para lixo surgiram condenações do campo político e económico. No entanto, foi na arte e na moda que a revolta nacional se fez sentir. Atos altruístas na defesa do orgulho nacional ou inteligentes estratégias de marketing?

Notícia: Sapo Notícias.


27
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 10:04link do post | comentar |  O que é?

       Foi no final dos anos 70 que participei em Munique num encontro sobre Comunicação Social. Recordo ainda um jantar que nos foi oferecido pelo Arcebispo da Diocese, Cardeal Ratzinger. Na ementa, a "entrada" era salmão (mal) fumado e que tive, com relutância, de engolir de olhos fechados como acontece em jantares de cerimónia. Só mais tarde vim a apreciar esse peixe e a vê-lo como toque de requinte e gosto nalgumas refeições.

       Não sei se andava por aqui alguma parábola sobre o que é preciso aprender a apreciar. Recordava isso quando por vezes via em Roma o Cardeal Ratzinger atravessar a Praça de S. Pedro em direcção ao seu trabalho - uma Congregação que não era das preferidas da minha geração. Mas sabia que ele tinha feito parte do grupo de teólogos que marcaram o Concílio que, por sua vez, marcou decisivamente a minha vida.

       Acompanhei, como repórter, a sua eleição e cumprimentei-o, com outros jornalistas, no dia seguinte à tomada de posse. Tudo isto é razoavelmente ridículo, semelhante a pretensão de me fazer próximo duma pessoa tão importante como o Papa. Mas queria chegar a outro ponto. Acompanhei a viagem de Bento XVI a Portugal (como havia acompanhado a de Angola) passo a passo, hora a hora, minuto a minuto. Posso dizer que não perdi uma única palavra (com acesso antecipado aos textos) e penso que muito poucos gestos me terão escapado na reportagem exaustiva da televisão em que estive envolvido.

       E aqui chego para dizer o que todos viram e sabem: a amplitude da sua presença no meio de nós, depois de todos os alarmes de fracasso que havia - fora (e dentro) da Igreja. E como revelou capacidade de viver intensamente cada ritual que cumpria: litúrgico, pastoral, teológico, social, político, familiar. Nas palavras ditas à cultura, aos consagrados, aos agentes sociais, ao mar de luz, povo de mão firmes, que em Fátima sustentava e erguia a Luz como em Vigília Pascal. E do aconchego que ofereceu a milhões de peregrinos que pela televisão o viram longe e perto - sei de ressonâncias chegadas do Portugal global que anda pelo mundo fora. Pela beleza da Praça e do Tejo de Lisboa, numa aliança de céu, terra e rio, festa e silêncio como multidão jubilosa de jovens e anciãos na Avenida dos Aliados no Porto. Como os peregrinos mediáticos, os pobres e doentes repassados de angústias que se sentiram em Igreja reunida com Pedro num exercício profundo de comunhão e confirmação na fé. E, seja lícito referir, na solidez humilde da sua palavra densa, lógica, bela, crente, próxima, teológica, encarnada, clara, luminosa. E afectiva.

       O que no início parecia uma "entrada" amarga foi uma refeição saborosa, em família, sabendo que ali - como diria Pessoa - éramos mais que nós - éramos um povo. Nada seria possível sem essa maravilha que é o nosso povo que soube estar em júbilo e silêncio nos momentos certos e compreendeu por inteiro que quem nos visitou foi mesmo o sucessor de Pedro. O resto foi acidental.

 

António Rego, Editorial Agência Ecclesia.


19
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 19:02link do post | comentar |  O que é?
       “A peregrinação a Portugal foi para mim uma experiência tocante e rica de muitos dons espirituais”, afirmou Bento XVI na audiência geral desta Quarta-feira, no Vaticano.
       “Agradeço a Deus que me deu a possibilidade de prestar homenagem àquele povo, à sua longa e gloriosa história de fé e de testemunho cristão”, disse o Papa.
       “Enquanto permanecem vincadas na minha mente e no meu coração as imagens desta inesquecível viagem, o acolhimento caloroso e espontâneo e o entusiasmo das pessoas, dou graças ao Senhor porque Maria, aparecendo aos três Pastorinhos, abriu no mundo um espaço privilegiado para encontrar a misericórdia divina que cura e salva”, referiu Bento XVI.
       Depois de recordar que a viagem ocorreu “por ocasião do décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco”, Bento XVI afirmou sentir-se “espiritualmente sustentado” pelo seu “amado predecessor, o venerável João Paulo II”, que por três vezes se deslocou a Fátima, “agradecento àquela ‘mão invisível’ que o salvou da morte no atentado de treze de Maio [de 1981], aqui, nesta Praça de São Pedro”.
       Bento XVI afirmou que confia a Deus os frutos que a viagem “trouxe e vai trazer à comunidade eclesial portuguesa e a toda a população”.
       O Papa passou em revista os vários momentos da visita, nas três cidades por onde passou, começando por Lisboa, onde, "no encantador cenário do Terreiro do Paço”, presidiu a uma missa que contou com “uma assembleia litúrgica de festa e de esperança, animada pela participação jubilosa de numerosos fiéis”.
       Depois de recordar que de Lisboa partiram ao longo dos séculos muitos missionários para levar o Evangelho a outros continentes, o Papa recordou que encorajou a “Igreja local a uma vigorosa acção evangelizadora nos diversos ambientes da sociedade, para serem semeadores de esperança num mundo muito marcado pela desconfiança”.
       No encontro com o mundo da cultura, que ocorreu no Centro Cultural de Belém, a 12 de Maio, Bento XVI assinalou que sublinhou “o património dos valores com os quais o cristianismo enriquecer a cultura, a arte e a tradição do povo português”.
       “Nesta nobre terra, como em outros países profundamente marcados pelo cristianismo, é possível construir um futuro de fraterna compreensão e de colaboração com as outras instâncias culturais”, realçou.
       Na sua catequese, em italiano, Bento XVI disse ter ido a Fátima “movido especialmente por um sentimento de reconhecimento para com a Virgem Maria”.
       No Santuário, assinalou, Nossa Senhora “transmitiu aos seus videntes e aos peregrinos um intenso amor pelo sucessor de Pedro”.
       Em Fátima, onde é perceptível “de maneira quase palpável” a presença de Maria, Bento XVI disse ter-se feito “peregrino com os peregrinos”, no Santuário que é “o coração espiritual de Portugal e meta de uma multidão de pessoas provenientes dos lugares mais diversos da terra”.
       Neste Ano Sacerdotal prestes a terminar, Bento XVI afirmou ter encorajado os padres a dar prioridade à escuta da Palavra de Deus, ao conhecimento “íntimo” de Cristo e à “intensa” celebração da missa, tendo ainda consagrado ao “Coração Imaculado de Maria, verdadeiro modelo de discípula do Senhor, os sacerdotes de todo o mundo”.
       À noite, “com milhares de pessoas”, Bento XVI participou na oração do Rosário, que “encontrou em Fátima um centro propulsor para toda a Igreja e para o mundo”; “Podemos dizer que Fátima e o Rosário são quase um sinónimo”, realçou.
       Para o Papa, o ponto mais alto da visita a Fátima foi a missa a que presidiu a 13 de Maio, “aniversário da primeira aparição de Maria a Francisco, Jacinta e Lúcia”, ocorrida em 1917.
       No entender de Bento XVI, a mensagem de Fátima está centrada “na oração, na penitência e na conversão, que se projecta para além das ameaças, dos perigos e dos horrores da história”, convidando “o homem a confiar na acção de Deus, a cultivar a grande Esperança, a fazer a experiência da graça do Senhor”, fonte “do amor e da paz”.
       Durante a tarde de 13 de Maio, aquando do encontro com representantes da Pastoral Social e de organiszações de apoio aos mais carenciados, o Papa salientou que “muitos jovens aprendem a importância da gratuidade” em Fátima, que é “uma escola de fé e de esperança”, bem como “de caridade e de serviço aos irmãos”.
       A reunião com os bispos de Portugal, que se seguiu, “foi classificada por Bento XVI como “um momento de intensa comunhão espiritual”, durante o qual se agradeceu a Deus pela “fidelidade” da Igreja portuguesa e se “confiou à Virgem” as expectativas e preocupações pastorais.
       No Porto, a 14 de Maio, perante uma “grande multidão de fiéis” congregada na Avenida dos Aliados, “recordei o compromisso de testemunhar o Evangelho em todos os ambientes, oferecendo ao mundo Cristo ressuscitado, a fim de que todas as situações de dificuldade, de sofrimento, de medo sejam transformadas, através do Espírito Santo, em ocasiões de crescimento e de vida”, assinalou Bento XVI.
       O Papa voltou a agradecer ao presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e às autoridades do Estado pela “cortesia” com que o acolheram.
       Agradecimento extensivo aos Bispos de Portugal, pela “preparação espiritual e organizativa” da visita, em particular ao Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ao Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e ao Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, bem como aos “vários organismos da Conferência Episcopal”, presidida por D. Jorge Ortiga.


18
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 11:14link do post | comentar |  O que é?
       Qualquer acontecimento importante na nossa vida deve valer por si mesmo, pelo envolvimento que nos atrai e pelas sequelas que desencadeia. Assim também a Viagem Apostólica de Sua Santidade o Papa Bento XVI a Portugal, nos dias 11 a 14 de Maio, passando por Lisboa, Fátima e Porto.
       Vale por si mesmo, como festa, como celebração, como encontro com o Sucessor de Pedro, que nos confirma na fé, nos conforta na esperança e nos desafia à caridade. Aliás, o Bispo de Roma, é Bispo com os demais Bispos da Igreja, sucessores dos Apóstolos, mas, como a Igreja de Roma, o Seu Bispo preside na caridade ao colégio episcopal e, consequentemente, a toda a Igreja.
      O encontro entre os portugueses e Bento XVI vale como festa, como partilha e celebração da mesma fé, como testemunho de vivência cristã, na fidelidade a Cristo e à Igreja, como compromisso na transformação do mundo em que vivemos e no tempo que atravessamos. A festa deveria ser uma constante na vida do cristão, na certeza de que Ele está connosco, mesmo no meio da adversidade.
       Vale pelos preparativos, sobretudo espirituais. As grandes comunidades de Lisboa, de Fátima, para onde peregrinam comunidades de todo o país e de várias partes do mundo, e do Porto, que já há muito se encaminham para este encontro e para esta festa de fé e de partilha espiritual. Jovens, crianças, adultos, idosos, entidades públicas e privadas, grupos, associações, movimentos eclesiais, comunicação social, são às centenas de milhar as pessoas que desde Outubro se mobilizavam para estes dias.        Vale pela renovação que se opera (ou pode operar) em pessoas, em comunidades. Pessoas que se deixam tocar pelo testemunho. Algum "clique" que funciona como alavanca para a conversão de vida. Compromisso de grupos e comunidades que se reuniram, envidaram esforços, quiseram participar no encontro com o Sucessor de Pedro e que voltarão a juntar-se para avaliar, para conviver, para aprofundar amizades, para propor e assumir novos momentos de oração, de celebração e de festa.        É óbvio que pelo meio haverá alguns para quem estes dias foram apenas de folia, para terem uma folga, para faltarem às aulas, para estarem onde outros estavam, mas em todo o caso, mudará a vida de muitas pessoas, a maneira de verem o Papa, de viverem a fé - de uma fé/religião de normas para uma fé de alegria, de encontro, de partilha, de festa - de saborearem a pertença a uma comunidade crente...


17
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 12:30link do post | comentar | ver comentários (2) |  O que é?

       "...pelo mesmo amor que criou o mundo, a novidade do Reino surgiu como pequena semente que germina na terra, como centelha de luz que irrompe nas trevas, como aurora de um dia sem ocaso: É Cristo ressuscitado. E apareceu aos seus amigos, mostrando-lhes a necessidade da cruz para chegar à ressurreição.

       "Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. Para isso, em cada celebração eucarística, ouviremos mais atentamente a Palavra de Cristo e saborearemos assiduamente o Pão da sua presença.

 

       "Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda...

 

       "...hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos.

 

       "Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra...

 

       "Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!

       Queridos irmãos e amigos do Porto, levantai os olhos para Aquela que escolhestes como padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição...

 

Homilia de Bento XVI, na cidade do Porto: BentoXVIemPortugal.


13
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 16:36link do post | comentar |  O que é?

       "Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos.

       "Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à protecção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus.

       "A nossa grande esperança lance raízes na vida de cada um de vós, amados peregrinos aqui presentes, e de quantos estão em comunhão connosco através dos meios de comunicação social.

       Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo.

       "As Escrituras convidam-nos a crer: «Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos.

 

       "Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré.

 

       "Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.

       "Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz..."

 

Homilia de Bento XVI, na Eucaristia, 13 de Maio, Santuário de Fátima.


12
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 09:02link do post | comentar |  O que é?
       € 10,00 (dz euros). Quando se falou que o Papa iria falar com um micro dourado, a primeira reacção de muitos: é uma excentrecidade desnecessária, uma elevada despesa para alguns minutos. Afinal é uma oferta, da empresa Signinum, com a qual trabalhamos, mas cujo preço não é exuberante.

Veja a reportagem desta notícia.


10
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 18:16link do post | comentar |  O que é?

        Há alguns anos, um ministro, que era e é católico praticante, sugeriu que os feriados (ou mesmo alguns dos dias santos), se encostassem ao fim de semana para evitar pontes, ou a paragem de trabalho durante a semana. E assim, e em proximidade cronológica, os feriados seriam à Sexta-feira ou à Segunda-feira. Dizia-se então que era uma forma de apostar na produtividade.

       Sabem qual a reação de sindicatos e de alguns partidos políticos? Obviamente que não, não era solução para a produtividade, até porque os trabalhadores tinham de estar satisfeitos. Nessa altura, a Igreja serviu para apoiar o respeito pelos dias santos e consequentemente pelos feriados existentes, mantendo-os nas respectivas datas.

       Quando o Governo da Nação, decretou a ponte para o dia 13 de Maio, uma das datas mais celebradas por mais portugueses, se calhar mesmo mais que o 25 de Abril e agora, por maioria de razão, pela Visita de Sua Santidade a Porugal, logo as mesmos vozes, que antes de apoiaram na Igreja, vieram criticar a ponte porque era uma forma de tirar a produtividade...

       Ou então, quando um primeiro-ministro tentou obrigar os funcionários públicos a trabalhar no dia de Carnaval, quase caía o carmo e a trindade. A preocupação, afinal, era a mesma: produtividade! Alguém ouvi sindicatos a favor dessa medida? Alguém ouviu patrões? Alguém ouviu a oposição a apoiar a medida?

       Mas, dizem alguns, porque é que um não crente, ou um não cristão, ou um não católico, ou um não praticante, não quiser associar-se à Viagem Apostólica de Bento XVI a Portugal? Pela mesma razão que os monárquicos fazem feriado a 5 de Outubro, os facistas o 25 Abril, ou os trabalhadores descansam no dia 1 de Maio... Quando as pessoas querem ser radicais fundamentalistas caem facilmente na contradição.

       Sou dos que acredita que uma celebração festiva, um feriado que nos dá direito a ponte, ou uma ponte criada por um motivo extraordinário nada retira à produtividade e, embora possa criar algumas dificuldades a algumas famílias, pode ser também uma oportunidade para outras famílias se reunirem com tempo, em descanso, oportunidade para os pais encontrarem os filhos em casa, ou dos avós serem chamados a colaborar (e nem se importam muito!)...


publicado por mpgpadre, às 18:08link do post | comentar |  O que é?

       Em vésperas da chegada de Bento XVI a Portugal, damos-lhe a conhecer algumas curiosidades sobre esta visita de quatro dias.

       - Cerca de 2.150 profissionais de cerca de 140 órgãos de comunicação social de 24 países, incluindo Portugal, estão acreditados para a cobertura noticiosa da visita de Bento XVI ao nosso país.bento-xvi

       - Os CTT vão lançar a 10 de Maio uma emissão de selos alusivos à visita de Bento XVI a Portugal.

       - Os três canais de televisão portugueses vão transmitir a visita de Bento XVI a Portugal. A RTP será responsável pela passagem por Lisboa, nos dias 11 e 12, a TVI vai transmitir a emissão em Fátima, nos dias 12 e 13, enquanto a SIC se responsabiliza pela transmissão da visita no Porto, no dia 14.

       - Para além de site oficial a visita de Bento XVI a Portugal possui uma página no Facebook (http://www.facebook.com/home.php?#!/event.php?eid=111487195535141&amp;ref=ts ), bem como no Twitter.

       - O Benfica e o Sporting vão oferecer camisolas com as assinaturas dos jogadores dos clubes a Bento XVI no Terreiro do Paço, dia 11 de Maio, pelas 18h15.

       - Os sinos das igrejas de Lisboa vão tocar às 11h00 do dia 11 de Maio para assinalar a chegada do Papa Bento XVI ao aeroporto da Portela.

 

Postado a partir do nosso Caritas in Veritate.


08
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

       Se Deus quiser, no próximo dia 14 de Maio, encontrar-nos-emos como Sua Santidade o Papa Bento XVI, na cidade do Porto. De Tabuaço, haverá pessoas em Fátima, os Guias e Escuteiros da Europa, pessoas a título individual, os que já partiram de Pinheiros a pé. Ao Porto, estamos a organizarmo-nos para irmos de Comboio para participar na última celebração de Bento XVI em terras portuguesas.

       Obviamente, nestes dias há muita, demasiada confusão. Ficar em casa e ver o Papa pela televisão é uma opção mais confortável e as celebrações podem apreciar-se de outra forma, mas não é a mesma coisa que estar no mesmo espaço.

       Veja-se a este propósito, a ida dos adeptos ao Estádio para ver o seu clube jogar, quando se vê melhor na televisão, até porque há repetições. Mas a emoção do estádio não se compara, mesmo quando não se gosta de confusões/multidões.

       Ou um concerto de música, correndo o risco de não ficar nas primeiras filas ou em lugar próximo do palco e ver o seu artista tão longe que mal dê para o distinguir a não ser por ecrãs gigantes.

       Ou então a visita dos lugares santos. Para fazer a experiência de Deus não precisamos de sair de casa, ou das nossas comunidades... e ainda assim há um mundo que vai a Fátima, um mundo que vai aos lugares ligados à vida e morte de Jesus...

       Ter a oportunidade de estar no mesmo espaço que o Papa, acolhendo-O como sucessor de Pedro, é algo de extraordinário. Pode até acontecer que só se veja a algumas dezenas de metros, ou através dos plasmas gigantes, mas a emoção está lá: sentir que a fé move corações e o que nos leva ali, a Lisboa, a Fátima, ao Porto, nos liga a muitos outros cristãos, que fazem, como nós, experiência de fé comunitária.

       Em 1997, tive a oportunidade de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude. Inesquecível, para lá da fé partilhada, do acolhimento das famílias franceses, o avistar do Papa João Paulo II, junto à Torre Eiffel, na recepção, passou a escassos cinco/sete metros, e depois em Longchamps, no Hipódromo, na Vigília e a Missa de encerramento. Víamos o Papa lá bem ao fundo, viamo-lo melhor nos ecrãs, ouvíamos a sua voz pelas colunas.

       Era então seminarista. Da Diocese de Lamego, estavámos jovens de Tabuaço, da Sé e de Almacave, de Castro Daire e de Penude, minha terra natal. Foi uma alegria imensa estar no mesmo espaço, ao mesmo tempo, que o grande Papa João Paulo II. Só por essa razão teria valido a pena ir a Paris, à JMJ 1997. Mesmo que seja apenas por essa razão será uma alegria enorme ir ao Porto, em 2010, mesmo que na televisão se possa ver melhor a figura do grande Papa Bento XVI.

       Não é a mesma coisa! Acompanhar o Papa pela televisão, ou estar no mesmo espaço e ao mesmo tempo... Quem tiver condições, verá que é uma experiência memorável, de fé, de partilha, de comunidade...


07
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 09:03link do post | comentar |  O que é?

       D. Clemente, bispo do Porto, convida à participação dos cristãos, na Avenida dos Aliados, no Porto, no dia 14 de Maio, na Missa presidida por Bento XVI.

       Nesta mesma linha o Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, convida os cristãos a sair de casa para participar desta festa de recepção ao Sucessor de Pedro, Bento XVI.


publicado por mpgpadre, às 09:02link do post | comentar |  O que é?

       Mergulhada num vale embebido de verde, a aldeia das Furnas, nos Açores, é certamente uma das mais belas do mundo. Com o vulcão acordado dia e noite, anos a fio, águas quentes, frias e mornas, fontes abundantes e humildes, um lago sereníssimo a espelhar os cambiantes do céu, a embriaguês das flores na sua variedade estonteante, tudo num singular enquadramento de montanhas, outros tantos miradouros geradores de silêncio respeitoso e prolongado com olhares pasmados. O vale das Furnas tantas vezes descrito por tantos escritores portugueses e estrangeiros.

       Todos os anos, a seguir à Páscoa, acontece uma procissão peculiar. A procissão dos enfermos. O Santíssimo percorre as ruas e visita as casas dos doentes que O não puderam receber. Mas nessa viagem há uma particularidade: um longo tapete das melhores flores e ramagens das Furnas, artisticamente colocadas em “formas” numa harmonia esplendorosa de cores. As pessoas dizem apenas: “É O Senhor que vai passar aqui. Ele merece o melhor”. De todas as festas da terra é a que tem menos ruído e dispersão. E o que se percebe é que aquele monumento de beleza não é um gesto de vaidade mas de amor pelo Senhor que passa.

       Pedro, na pessoa do Papa, vem visitar-nos.

       A notícia anda por aí entre polémicas e afirmações de fé: há quem pense que há flores a mais, excesso de tempo, perda de rentabilidade, gastos excessivos em decorações, peregrinações e encontros que podem ser mais exibição que devoção.

       Será para muitos, um alemão, um antigo prefeito, um líder, um chefe de Estado. Mas sabemos quem nos visita. Habituámo-nos, ao longo de milénios, a olhá-lo para além da humanidade, para o que ele significa, transporta e projecta nas nossas comunidades: continuidade apostólica, unidade da fé, elemento congregador da ecclesia, comunidade cristã. E assim como o povo das Furnas diz que por mais ninguém era capaz de estender um tapete de flores, também os católicos em Portugal de 2010 sabem que por mais ninguém fariam uma festa tão solene. É Pedro que nos visita.

 

Pe. António Rego, Editorial da Agência Ecclesia.


06
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 11:15link do post | comentar |  O que é?

       Os principais clubes de Lisboa – Benfica e Sporting – oferecem camisolas com as assinaturas dos jogadores a Bento XVI na celebração do Terreiro do Paço, dia 11 de Maio, às 18h15.

       Em encontro esta Quarta-feira com o Núncio Apostólico, elementos da direcção destes clubes sublinharam a importância do desporto para a juventude.

       “O desporto é um bom veículo de valores” – disse José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting Clube de Portugal.

       Para além de José Eduardo Bettencourt, o clube leonino estava representado pelo capitão da equipa de futebol, João Moutinho, e pelo judoca João Pina.

       Por parte do Benfica esteve presente Ricardinho, jogador de Futsal, a judoca Telma Monteiro e o vice-presidente da direcção Rui Gomes da Silva, que, apelando a uma “prática desportiva com valores”, referiu também que será oferecido “um troféu de prestígio com a águia” ao Papa alemão.

       Na celebração em Lisboa, dia 11 de Maio, o vice-presidente do Benfica disse que o clube estaria representado pelo presidente, Luis Filipe Vieira, pelo capitão Nuno Gomes e pelo director desportivo, Rui Costa.

       Inicialmente estava prevista igualmente a presença de responsáveis do Belenenses.

       As ofertas foram dadas a conhecer num encontro com o Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, que sublinhou, depois de agradecer as prendas, que “a Igreja tem um grande apreço pelo desporto”.

       Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Rino Passigato recordou os seus tempos de seminarista e de futebolista: “Sempre joguei com o camisola número 1, a do guarda-redes”.

       O Núncio Apostólico confessou que gosta de futebol e é adepto do Inter de Milão, clube treinado pelo português José Mourinho.

       O Porta-Voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Morujão, realça que esta manifestação dos clubes de Lisboa é “uma declaração de fraternidade com um ilustre hóspede que defende também os valores do desporto”.

       E finaliza: “o desporto é uma escola de virtudes e valores”.

       O Papa visita Portugal de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Notícia: Agência Ecclesia.


publicado por mpgpadre, às 11:11link do post | comentar |  O que é?

D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e Coordenador Geral da Visita do Papa Bento XVI a Portugal, em entrevista à Rádio Renascença:

       D. Carlos Azevedo diz que a visita do Papa pode ser um incentivo para que os portugueses adoptem uma nova atitude perante a crise. O bispo auxiliar de Lisboa defende também que a Igreja deve "martelar nas consciências" e que instituições como a Universidade Católica devem reforçar a marca cristã na sua formação. Em entrevista ao Terça à Noite, D. Carlos Azevedo classifica ainda os prémios dos gestores como "obscenos" e confessa que tem esperança que Cavaco vete a lei dos casamentos homossexuais.


05
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 18:22link do post | comentar |  O que é?

       O Papa Paulo VI visitou Portugal no ano de 1967, como peregrino em Fátima, para presidir às celebrações dfo dia 13 de Maio.

       João Paulo I: como Cardeal e Patriarca de Veneza, Albino Luciani, visitou o Santuário de Fátima em 1977.

       João Paulo II fez três viagens apostólicas a Portugal. A primeira em 1982. Além de Fátima visitou Lisboa, Vila Viçosa, Coimbra, Braga e Porto, ao longo de 4 dias. A segunda viagem, nove anos depois, coloca o Papa em Lisboa, a 10 Maio de 1991, onde celebrou missa no Estádio do Restelo, partindo depois para os Açores e Madeira, terminando a visita no Santuário de Fátima. No ano 2000, João Paulo II regressa para a beatificação dos pastorinhos, Jacinta e Francisco Marto.

      Bento XVI, então Cardeal Joseph Ratzinger, presidiu às celebrações do dia 13 de Outubro de 1996, no Santuário de Fátima. Voltará alguns anos depois ao Porto, em Março de 2001, para um Conferência na Universidade Católica a convite do então Vice-reitor da Faculdade de Teologia e actual Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. Como Papa, a Sua primeira Viagem Apostólica a Portugal acontecerá de 11 a 14 de Maio de 2010, Lisboa, Fátima e Porto.

 

Informações mais detalhadas na página oficial da Visita Pastoral a Portugal, Bento XVI em Portugal.


publicado por mpgpadre, às 18:20link do post | comentar |  O que é?

       Bento XVI enviou hoje desde o Vaticano uma saudação ao “querido povo de Portugal”, confessando-se "muito feliz" por poder visitar o nosso país, de 11 a 14 de Maio.

       “A todos, sem excluir ninguém, saúdo cordialmente. Até breve, em Lisboa, Fátima e Porto”, disse o Papa, em português, durante a audiência semanal das Quartas-feiras.

       Bento XVI será o terceiro Papa a visitar o nosso país, depois de Paulo VI em 1967 e João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, para além de uma escala técnica no Aeroporto de Lisboa (2 de Março de 1983), a caminho da América Central.

       "Sinto-me muito feliz por poder visitar as «Terras de Santa Maria», no décimo aniversário da beatificação dos Pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto”, afirmou.

       Segundo Bento XVI, Portugal é um “país com uma história muito ligada ao Papa, bispo de Roma”.

       “Para lá partirei na próxima Terça-feira, aceitando o convite que me foi feito pelo senhor Presidente da República e pela Conferência Episcopal Portuguesa”, anunciou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

 


04
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 18:34link do post | comentar |  O que é?
       Enquanto nos preparamos para a Viagem Apostólica de Bento XVI, vale a pena reflectirmos sobre o que significa a presença do Papa em terras portuguesas. Neste vídeo, vemos a entrevista a dois jornalistas especializados em informação religiosa: Manuel Vilas-Boas, sacerdote e jornalista da TSF, e Aura Miguel, vaticanista e jornalista da Rádio Renascença.
       Notícia do blogue do Sapo: Uma questão de fé. Bento XVI em Portugal.


03
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 18:49link do post | comentar |  O que é?

       A página oficial de Bento XVI em Portugal, disponibiliza muitos subsídios para prepararmos a Sua Visita Pastoral a Portugal. Aqui ficam duas dessas catequeses, em formato de diaporama, falam-nos do papel do Papa na Igreja e o que poderá significar a visita de Bento de XVI (a Lisboa) a Portugal. Para lá dos textos, imagens muito sugestivas.


publicado por mpgpadre, às 18:21link do post | comentar |  O que é?

       Neste diaporama poderemos encontrar a resposta a algumas curiosidades sobre a Visita de Bento XVI a Portugal e concretamente ao Porto: a cadeira que vai usar, o altar, o percurso...




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