...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
16
Fev 17
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CORMAC McCARTTHY (2010). A Estrada. Lisboa: Relógio d'Água. 192 páginas.

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Um livro que se lê de fio a pavio, sem respirar, com o fôlego a exigir que se continue, pela trama, pela beleza da escrita, pelo conteúdo. Vamos por partes. Há livros que nos caem nas mãos. Há livros que temos de ler. Há livros que encontramos por acaso. Há livros que sugerimos aos outros porque, para nós, são belos, importantes, com um conteúdo relevante, por constituírem literatura premiável, por serem arte.

Na leitura de alguns comentários sobre o filme/romance Silêncio, livro de Shusaku Endo, adaptado ao cinema por Martin Scorsese, encontramos esta crónica de Henrique Cardoso, "Ser cristão no coração da trevas", crónica semana na Rádio Renascença. «No meu processo de conversão, o romance “A Estrada” foi fundamental. Costumo dizer a brincar que este livro de Cormac McCarthy é o meu quinto evangelho. Na altura (2009), já não era ateu e estava naquele centrão teológico chamado agnosticismo, que é uma forma chique de dizer ainda-não-tinha-coragem-para-dar-o-passo-em-direcção-de-Deus».

O cronista comentava o filme de Martin Scorsese, Silêncio, adaptado a partir do romance de Shusaku Endo, que já por aqui recomendei (SHUSAKU ENDO - SILÊNCIO).

A ligação do livro "A estrada" ao filme: «O livro parte desta pergunta: o que fazer no coração das trevas? Num mundo apocalíptico sem qualquer esperança, num mundo que parece o local da batalha onde Lúcifer venceu Gabriel, como é que mantemos a nossa decência? Como é que mantemos a nossa moral num mundo que nem sequer é imoral mas sim amoral, tal é a indiferença perante o mal? A própria ideia de “moral” é concebível num mundo onde até o canibalismo se torna normal? Quase dez anos depois, o filme “Silêncio” de Martin Scorsese remete-me de novo para essa questão. Só que agora, já na condição de convertido, coloco a palavra “fé” onde antes tinha a palavra “moral”. Como é que se serve Deus e Jesus a partir do coração das trevas? A própria ideia de “fé” faz ali sentido?».

Foi nesta altura que pessoalmente achei crucial ler o "Silêncio" mas ler também "A Estrada". Acabada a leitura de um, logo iniciei o outro.

É um daqueles livros memorável. Um homem com o seu filho, ao longo de uma estrada (sem fim), a procurar sobreviver, entre escombros, encontrando pessoas más (algumas serão boas), um mundo destruído, ardido, desumano, onde a vida escasseia, e assim também os alimentos... vivendo um dia de cada vez e uma noite de cada vez, em sobressalto. O pai que tudo faz para proteger o filho, num diálogo vivo em que sobrevém a vida e os sentimentos. No filho assoma a bondade, a inocência. No pai o pragmatismo, o instinto de sobrevivência. Apoiam-se um ao outro. Quando falta tudo e também a esperança parece desaparecer, apoiam-se um ao outro, até ao fim... O perigo de um morrer pode significar a morte do outro. O pai não deixará que o filho morra e se morrer também ele acabará com a sua vida, são o mundo um do outro.

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Fome, frio, medo, "A Estrada é a história verdadeiramente comovente de uma viagem, que imagina com ousadia o futuro onde não há esperança, mas onde um pai e um filho, 'cada qual o mundo inteiro do outro', se vão sustentando através do amor... é uma meditação inabalável entre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afeto que mantém duas pessoas vivas en«frentando a devastação total" (contracapa).

Hei de gostar de ver o filme...


08
Jan 16
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AUGUSTO CURY (2014). Treinar as emoções para ser feliz. Alfragide: Lua de Papel. 168 páginas.

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       A TIM - Teoria da Inteligência Multifocal é uma das teses estudadas ao longo de anos e de milhares de páginas por Augusto Cury. Não se trata apenas de uma teoria ao lado de outras para estudiosos testarem, refutarem, compararem. Trata-se de uma opção psicoterapéutica para ajudar pessoas, famílias, escolas, projetos educativos, líderes...

       Para qualquer um de nós seria muito difícil pegar num livro de 3 mil páginas e tentar acompanhar o texto, os passos, o conteúdo. Por certo, só o tamanho já seria suficiente para desmobilizar muitos de nós. O autor, através de diversos artigos, livros, tem procurado tornar mais acessível a teoria, com os diferentes enfoques, utilizando uma linguagem mais simples, com exemplos, muito exemplos, com os quais nos podemos identificar, ou pelo menos, dos quais poderemos tirar ilações para as nossas dificuldades.

       Neste livro, Augusto Cury desafia-nos a cuidar das nossas emoções, que são por demais importantes para a nossa vida, mas que devem ser doseadas com a nossa inteligência, com a nossa razão. Podemos e deveremos duvidar das impossibilidades da nossa vida, criticar os pensamentos e as emoções negativas, e escolhermos viver positivamente, determinando ser autores da nossa história e não meros observadores (DCD - duvidar, criticar, determinar).

       O ser humano é um mistério. Nem a nós nos conhecemos bem quanto mais àqueles que nos são mais próximos. A nossa mente regista todas as informações (RAM - Registo automático da memória), mas sobretudo os momentos mais tensos da nossa vida, os mais significativos. A memória não poderá ser apagada, como quando queremos apagar dados de um computador, mas podemos reeditar as memórias, optando pela vida, pela luta, deixando-nos ajudar pelos outros. O subtítulo ajuda-nos a perceber o conteúdo deste livro: "Não procure a felicidade no mundo lá fora. Ela está dentro de si".

       Cada um de nós é um vencedor. Vencedor na maior das batalhas, a batalha pela vida. Outrora, ainda não tínhamos consciência, nem pensávamos, e lutamos, contra milhões de outros idênticos a nós, prosseguimos a maior das viagens, sem muitos meios. Claro que houve um conjunto de fatores que concorreram para chegarmos ao destino. O espermatozóide que fomos prosseguiu corajosamente até perfurar o óvulo, a outra metade de nós e da qual dependemos para viver. Os fatores que concorreram, outros que foram forçando o óvulo, até que cedeu connosco.

       Vejam-se os oito capítulos em que se divide o livro e que fazem referência direta ao início da vida, à fecundação, mas também ao Mestre dos Mestres, Mestre da Vida, Mestre da Sensibilidade, Mestre do Amor, Mestre da Emoção, Jesus Cristo:

 

  1. Você venceu o maior concurso da história
  2. Você foi o maior nadador da história
  3. Você foi o maior alpinista da história
  4. Você viveu o maior romance da história
  5. O mais excelente mestre da emoção
  6. O treino da emoção do Mestre dos mestres
  7. A corrida pela vida o grande encontro
  8. Você é insubstituível: um ser único no universo

       Umas das obras de referência de Augusto Cury é sobre a inteligência de Jesus Cristo. A análise parte de uma perspetiva psicológica, pedagógica, e não do ponto de vista religioso e divide-se em 5 volumes: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre do Amor, O Mestre Inesquecível, O Mestre da Vida. Jesus tinha tudo para ser uma pessoa ansiosa, stressada, derrotista. Desde as condições em que nasceu às dificuldades que teve que enfrentar ao longo da vida. Quando se aproxima a morte, no Horto das Oliveiras, a ansiedade é tão grande que se dá com ele uma fenómeno muito raro: suor com gotículas de sangue. Mas logo desperta os seus discípulos, fala-lhes do que está a sentir, sem medo, sem se esconder numa suposta supremacia.

"O mestre da emoção andou com o seu traidor, Judas, por muito tempo e, embora tivesse consciência da sua traição, não o baniu do convívio do seus discípulos. Previu que Pedro iria negá-lo de maneira dramática e não fez nada para impedi-lo. Que homem é este que não desiste nem de um traidor e que suporta ser negado com paciência? ... Ele sabia navegar e ser livre nas águas da emoção!"

       Este é mais um contributo de Augusto Cury para que nunca desistamos da vida. Já fomos os melhores alpinistas, os maiores nadadores da história, já vivemos o maior romance da história, então não desistamos agora ou no momento em que a nossa vida pareça desfeita.


06
Jan 16
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AUGUSTO CURY (2015). Ansiedade. Como enfrentar o mal do século. Lisboa: Pergaminho. 160 páginas.

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       Augusto Cury tornou-se um escritor de renome, que lhe vem da formulação de algumas teorias em psicologia e psiquiatria. Durante 17 anos estudou e produziu um nova teoria: Inteligência Multifocal (TIM), escrevendo milhares de páginas. A tese inicial tinha mais de 3 páginas. Para conseguir que publicassem o seu trabalho teve de batalhar muito. Ao longo do tempo têm vindo a público diversas publicações, que partem daquela teoria, exemplificam-na, tornam-na explícita e acessível a todos.

       Este livro coloca em evidência o SPA - Síndrome do Pensamento Acelerado. Pensar faz bem. Não temos forma de parar o pensamento. É o maior centro de lazer do ser humano. No entanto pensar demasiado é prejudicial à saúde mental e, consequentemente, à pessoa.

        Temos muita informação, mas não somos mais felizes. A ciência e a tecnologia permite-nos resolver muitos problemas mas não têm acrescentado muita qualidade à nossa vida emocional, afetiva. A esperança média de vida é muito mais elevada, mas começamos a morrer muito antes, a envelhecer, ficando pessimistas, agressivos, doentes. E com um forte poder da mente, o surgimento de doenças corporais. O corpo e a mente estão interligadas. Somos psicossomáticos.

       Um dos males maiores do nosso tempo, segundo Augusto Cury, é o SPA, a ansiedade. Não estamos satisfeitos com nada. Pensamos em demasia, fazemos luto antes do tempo, andamos demasiado ocupados e preocupados, não temos tempo para apreciar a vida, a beleza à nossa volta, trabalhamos muitas horas que nem temos tempo para as pessoas que nos são queridas.

       Lembra-nos o autor, que a nossa mente regista milhares de informações, num fenómeno que chama de RAM (Registo automático da memória). Num computador podemos apagar o que não nos interessa, na nossa mente não, não podemos apagar partes da memória, quando muito podemos reeditar as memórias. Com efeito, a memória regista privilegiadamente os acontecimentos, momentos, mais significativos, positivos ou negativos. Se não fizermos a crítica aos nossos pensamentos, se não duvidamos do nosso pessimismo, então poderemos viver num campo minado de emoções.

       Outro dos termos utilizados por Augusto Cury, as janelas killer, pensamentos assassinos. Um clique e disparamos, por vezes sem saber bem porquê. Vem uma lembrança e caímos derrotados, antecipando problemas ou criando-os, deixando-nos abater por uma crítica ou uma derrota. O desafio do autor é a que façamos higiene mental através da técnica de DCD - duvide, critique, determine... Duvide da sua incapacidade, critique os seus pensamentos sobretudo os que são negativos. Seja determinado em promover pensamentos e decisões positivas.

 

Algumas expressões do autor neste livro:

"Quem não estiver preparado para perder o trivial não é digno de conquistar o essencial. E, se formos amigos da sabedoria, descobriremos que o essencial são as pessoas que amamos... " (p 7).

"O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional" (pp 10-11).

"Tudo o que mais detestamos ou rejeitamos será registado com maior poder, formando janelas traumáticas, que denomino killer. Se o leitor detesta alguém, tenha a certeza de que essa pessoa dormirá consigo e estragará o seu sono" (p 27).

"A loucura e a racionalidade são mais próximas uma da outra do que imaginamos. Por isso, uma pessoa inteligente jamais discrimina ou diminui os outros" (p 30).

"Quem vence sem riscos triunfa sem dignidade" (p 33).

"Quem vence sem dificuldade triunfa sem grandeza" (p 86).

"Quem vence sem crises e acidentes vence sem glória" (p 144).

"Não há céu sem tempestade" (p 40).

"Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como hipótese de recomeçar" (p 45).

"A maturidade psíquica não exige que sejamos heróis, mas seres humanos com uma humildade inteligente, capazes de reconhecer a nossa pequenez e imaturidade e de construir uma nova estratégia, uma plataforma de janelas saudáveis, um novo «bairro» na nossa memória. O heroísmo deve ser enterrado" (p 61).

"Pais que querem ensinar os seus filhos a ser pacientes quando eles são impulsivos... o exemplo grita mais do que as palavras... quem trai as suas palavras com as suas ações precisa de aumentar o tom de voz e exercer pressão para ser ouvido. É, portanto, um péssimo líder. Devemos plantar janelas light para contribuir para a formação de mentes livres e de emoções saudáveis" (p 68-69).

"É fundamental que os pais não deem presentes e roupas em excesso aos filhos nem os coloquem em múltiplas atividades. É igualmente fundamental que conquistem o território da emoção deles e saibam transferir o capital das suas experiências, ou seja, que lhes deem o que o dinheiro não pode comprar. Não deixá-los o dia inteiro ligados às redes sociais e a usar smartphones. A utilização ansiosa destes aparelhos pode causar dependência psicológica como algumas drogas..." (p 110).

"Um Eu saudável e inteligente percebe que todos os seres humanos são igualmente complexos no processo de construção de pensamentos, embora essa construção implique diferentes manifestações culturais, velocidade de raciocínio, coerência e sensibilidade (p 84).

"O Eu gestor faz uma higiene mental diária: duvida dos pensamento perturbadores, critica as falsas crenças e determina ou decide estrategicamente aonde quer chegar; portanto, usa a técnica do duvidar, criticar e determinar (DCD)" (p 86).

"Duvidar de tudo o que nos aprisiona, criticar cada pensamento que nos fere e determinar estrategicamente aonde queremos chegar quanto à nossa qualidade de vida e relações sociais são tarefas fundamentais do Eu" (p 136).

"Quem exige demasiado de si retira o oxigénio da própria liberdade, asfixia a sua criatividade e, o que é pior, estimula o registo automático da memória produzir janelas killer sempre que falha, tropeça, claudica ou não corresponde às suas altíssimas expectativas" (p 92)

"Quem faz muito do pouco é muito mais estável e saudável do que quem precisa de muito para sentir migalhas de prazer" (p 92).

"A imaturidade emocional acompanha algumas necessidades neuróticas: de poder, de estar sempre certo, de não saber lidar com os limites, de controlar os outros, de querer tudo rapidamente e de ser o centro das atenções sociais" (p 122).

"Quem não luta pelos seus sonhos e quer tudo rapidamente será uma eterna criança" (p 123).

"Só os amigos nos traem; os inimigos dececionam-nos. Só as pessoas a quem nos damos nos podem ferir tanto" (p 145).

Outros livros que já sugerimos anteriormente (clique sobre o título):


05
Jan 16
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MARTIN PISTORIUS (2015). Quando eu era invisível. Amadora: Nascente. 272 páginas.

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        A partir dos 12 anos, Martin entrou em estado vegetativo, encerrado dentro da sua mente, e com a o corpo descontrolado. Uma criança saudável, tímida, com um futuro risonho pela frente. Para os pais é um choque verem que o filho vai definhando. Ficam com a vida hipotecada. O pai nunca desistiu e sempre acreditou que o filho estava ali naquele corpo quase inerte. A mãe passou por um momento de dor, de perda e de luto, para poder cuidar dos outros dois filhos.

       Passando por diferentes centros de cuidados específicos, ou lares que acolhem pessoas com estas fragilidades enquanto os pais estão em viagem ou em férias, vai registando diversas experiências, positivas e negativas, desde pessoas que desabafam na sua presença, outras que o obrigam a comer, ou abusa dele, até que, passados 12 anos, conhece uma jovem terapeuta, Virna, que percebe que ali não está apenas um corpo, mas alguém que habita esse corpo e que só mexia os olhos.

       Após alguns testes, aos quais responde, apontando para símbolos, vai ser acompanhado mais de perto, com o apoio sempre presente dos pais e dos irmãos, adaptando-se a utilizar um computador, com software para produzir a fala e para responder através de símbolos e palavras. Vai-se aperfeiçoando com o corpo a responder a maiores estímulos e com um maior controlo.

       Pouco a pouco conquistou a autonomia que lhe permitiu estudar, trabalhar, executar algumas tarefas, ter um emprego a tempo inteiro.

        Há muitas situações diferentes, em casos semelhantes. Por vezes é quase um milagre encontrar as pessoas certas para verem além do corpo e das suas limitações. Este é um caso extraordinário de luta, de encontro, de amor e de afetos. Martin encontrará o amor da sua vida e de África do Sul viajará para Londres, para casar, e viver a sua vida. Com muitas necessidades e dependências, mas onde o amor vence barreiras e ilumina os seus dias.

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"Gostaria que todos vós parassem por um momento e imaginassem se não tivesse uma voz ou qualquer outro meio de comunicação.

Nunca poderia pedir "passa-me o sal" ou dizer a alguém coisas verdadeiramente importantes como "amo-te". Não poderiam dizer a ninguém que se sentiam incómodos, com frio ou com dores. Durante algum tempo, depois de descobrir o que me tinha acontecido, tive uma fase em que seria capaz de me morder de frustração pela vida que levava. Depois deixei-me disso. Tornei-me completamente passivo.

A minha vida sofreu uma mudança radical. Todavia, continuo a aprender a ajustar-me a ela e, embora as pessoas me digam que sou inteligente, tenho dificuldade em acreditar nisso. Os meus progressos são fruto de muito trabalho e do milagre que aconteceu quando as pessoas acreditaram em mim.

A comunicação é uma das coisas que nos torna humanos. E eu sinto-me honrado por me terem dado a oportunidade de comunicar".


18
Dez 12
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       No passado sábado, 15 de dezembro, no Auditório do Centro de Promoção Social de Tabuaço, realizou-se a Festa de Natal da Catequese. Com encontro marcado para as 14h30, a festa iniciou com a celebração da Santa Missa. Seguiu-se a apresentação dos vários anos de catequese, do 1.º ao 6.º ano, que nos brindaram com poemas, canções, teatro, dança.

        Ficam algumas imagens desta tarde bem animada, agradecendo a todos os que participaram e a todos os que apoiaram a logística.

 

Para ver todas as imagens que temos disponíveis

visite-nos na página da Paróquia de Tabuaço no facebook


22
Set 12
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Lições sobre a felicidade, sugeridas por Heitor, em "Heitor e a procura da felicidade":

Lição n.º 1: Uma boa maneira de estragar a felicidade é fazer comparações.

Lição n.º 2: A felicidade surge muitas vezes de surpresa.

Lição n.º 3: Muita gente só perpetiva a sua felicidade no futuro.

Lição n.º 4: Muita gente pensa que a felicidade é ser mais rico ou mais importante.

Lição n.º 5: Às vezes a felicidade é não compreender.

Lição n.º 6: A felicidade é uma boa caminhada no meio de belas montanhas desconhecidas.

Lição n.º 7: O erro é acreditar que o objetivo final é a felicidade (explicar melhor).

Lição n.º 8: A felicidade é estar com as pessoas que amamos.

Lição n.º 8 bis: A infelicidade é estar separado daqueles que amamos.

Lição n.º 9: A felicidade é não faltar nada à família.

Lição n.º 10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

Lição n.º 11:A felicidade é ter uma casa e um jardim.

Lição n.º 12: A felicidade é mais difícil feliz num país governado por pessoas más.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º 14: A felicidade é ser-se amado por aquilo que se é.

          Nota: as pessoas são mais simpáticas com uma criança que sorri (muito importante).

Lição n.º 15: A felicidade é sentir-se completamente vivo.

Lição n.º 16: A felicidade é festejar.

          Pergunta: Será a felicidade apenas uma reação química do cérebro?

Lição n.º 17: A felicidade é pensar na felicidade daqueles que amamos.

          Lição n.º 18: A felicidade seria poder amar várias mulheres ao mesmo tempo. (Riscado, as mulheres não estariam pelos ajustes. Para substituir a

Lição n.º 18: A felicidade é não dar demasiada importância à opinião dos outros.

Lição n.º 19: O sol e o mar são a felicidade para todas as pessoas.

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 21:A rivalidade é um poderoso veneno da felicidade.

Lição n.º 22: As mulheres são mais atentas que os homens à felicidade dos outros.

Lição n.º 23: A felicidade é ocuparmo-nos da felicidade dos outros?

As três lições que o monge lhe sugere:

Lição n.º 20: A felicidade é uma maneira de ver as coisas.

Lição n.º 13: A felicidade é sentir-se útil aos outros.

Lição n.º10: A felicidade é ter uma ocupação de que se gosta.

 in François LELORD, As viagens de Heitor. Heitor e a procura da felicidade. Lua de Papel (Leya), Alfragide 2011.


03
Set 12
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16
Jul 12
publicado por mpgpadre, às 14:41link do post | comentar |  O que é?

O Sr. D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, em conjunto com o presbitério da Diocese e, em particular, os Reverendos P. Amadeu Costa e Castro e P. José Filipe Mendes Pereira, Párocos de Pereiro, concelho de Tabuaço, vêm, por este meio, manifestar a sua proximidade às vítimas e seus familiares do trágico acidente que, na manhã deste Domingo, dia 15 de Julho, vitimou uma pessoa e deixou feridas, com certa gravidade, outras cinco. Todas elas, bem como a Comunidade Paroquial de Pereiro, estão no pensamento e nas orações do Sr. Bispo e dos fiéis da Diocese de Lamego, que invocam a ajuda de Deus para superar este momento difícil e trágico.

 

Lamego, 15 de Julho de 2012

Diocese de Lamego - Gabinete de Comunicação, DIOCESE DE LAMEGO.


09
Mar 12
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Ouvir, Falar, Amar. A compreensão é a única força de mudança, Oficina do Livro. Alfragide: 2011.

 

 

       Laurinda Alves à conversa com o Pe. Alberto Brito. Já o conhecia de um encontro/retiro no distante ano de 1998, em Braga, na Casa dos Jesuítas. Um pensamento clarificador. Não para eliminar as dúvidas, mas para colocar mais questões.

       A Laurinda Alves não precisa de apresentação, mas para quem desconhece pode sempre consultar o seu blogue pessoal: Laurinda Alves - A Substância da Vida. 

       Ouvir/escutar, "porque ouvir os outros é a maior escola da vida". Escutar com o coração, prestar atenção não apenas ao que a pessoa diz e à sua história de vida, mas à pessoa em si mesma. Diz o Pe. Alberto que se nos fixarmos apenas nas histórias das pessoas e não nas pessoas, ficamo-nos pela fofoquice. Ficar-nos-íamos pelo ouvir, como se estivéssemos a ouvir um rádio e não uma pessoa concreta.
        Falar. É assim que a comunicação acontece,
é "a comunicar e a dialogar que nos entendemos e que se constroem relações". Temos uma boca e duas orelhas/ouvidos. Escutámos com interesse, a história da pessoa, mas sobretudo escutar com atenção o que a pessoa é, o que a pessoa sente, o que a pessoa vive, ouvindo o seu grito, o seu desabafo, acolhendo a sua partilha. Pode não ser fácil... queremos falar mais que escutar... queremos que alguém nos escute, nos compreenda, que por vezes esgotámos o tempo com as nossas palavras e não escutámos a pessoa que está diante de nós, como apelo e desafio. Quem não ouve, ou não quer ouvir, corre o sério risco de ficar a falar sozinho.
        Amar, "porque é a partir da aceitação de nós próprios e dos outros que tudo é possível". Escutámos a pessoa, comunicamo-nos como irmãos, para acolhermos e aceitarmos os outros, aceitando-nos também a nós como pessoas, cidadãos, filhos de Deus. Como diz o Pe. Alberto, o que nos separa e divide não são as ideias ou as crenças, mas os sentimentos. O maior desejo do ser humano, de todo o ser humano, é amar e ser amado. E o maior medo é ser rejeitado pelo(s) outro(s). A escuta e a comunicação visam aproximar-nos dos outros, com amor, com paixão, celebrando a vida.
        Enquadra-se aqui outra realidade: a compreensão. "As pessoas quando se sentem compreendidas, mudam". É o que pode resultar da escuta que ama, das palavras que se tornam comunicação amistosa, dos sentimentos que se partilham e se acolhem.
        Seja/sê ouvinte (escutador não tanto de estórias, mas das pessoas que estão perto de ti); fala do que te vai na alma; confia, estimulando os outros à confiança, a libertarem-se do medo; ama, com toda a tua alma, faz do(s) outro(s) a tua casa, o teu refúgio, tendo sempre como horizonte originário e final o Senhor Deus.

       Mais uma leitura que recomendámos, e mais um texto que se lê de fio a pavio. Nesta entrevista perpassa uma grande alegria de quem pergunta e de quem responde, numa conversa fluente, também aqui ao correr da pena, ou melhor no fluir da conversa que existe entre pessoas amigas, entre familiares, entre pessoas que se respeitam e admiram.

       Vale a pena entrar neste diálogo entre e Laurinda Alves e o sacerdote jesuíta, Pe. Alberto Brito.


07
Fev 12
publicado por mpgpadre, às 19:30link do post | comentar |  O que é?

Descomplique / Simplifique / Descomprima / Alivie

Nem sempre é fácil olharmos para a nossa existência quotidiana com serenidade, ponderação, de forma descontraída. Por vezes é preciso demasiado pouco para alterarmos a cor com que vemos os outros e o mundo que nos rodeia. Basta uma leve irritação para que tudo se torne diferente, pesado, feio, mau, irritante, provocador.

Augusto Cury fala nos primeiros 30 segundos em que tudo se decide. Um leve toque. Uma picada ligeira que mexe com o nosso cérebro, com o nosso sistema nervoso, uma insinuação, uma palavra, um gesto fora de tempo, um clique, e a nossa mente dispara. E se dispara torna-se muito difícil corrigir a trajetória. Daí que os primeiros segundos de uma altercação sejam essenciais, para manter a calma ou para perder a paciência.

 

Obviamente, nem todas as pessoas são iguais. Cada pessoa é única e tem reações diferentes às mesmas provocações. No entanto, o clique que vai despoletar uma alteração, se não se resguardar a mente, embora diferente, há clique para todos. O importante é tentar não responder de imediato, em 30 segundos, para que o clique que espicaça a nossa mente possa ser redirecionado, assimilado, compreendido. Por vezes reagimos quase por reflexo.
Augusto Cury conta uma pequena história. Num tribunal, perante um júri, o advogado de defesa, para defender o seu cliente e justificar que por vezes uma palavra, ou um estalo, podem desencadear uma guerra violenta e mortífera, pega um copo com água, e sem ninguém (quase) dar por isso, zás, atira a água para a cara do Juiz... o que acontece... de imediato o Juiz irritado se põe a discutir com o advogado, ameaçando expulsá-lo do tribunal e da própria Ordem... O ponto de vista do advogado: se um copo de água arremessado contra alguém provoca tamanha irritação, quanto mais...

Sabendo isto, podemos ver que muitas vezes reagimos de imediato ainda antes de  compreendermos o verdadeiro motivo, as razões, ou nos irritamos com alguém logo que abre a boca... mas aquela palavra, aquele gesto, aquela frase, já as conhecemos e o nosso cérebro melhor, aquece rapidamente, reage instintivamente, defende-se, fecha-se logo... Somos admiráveis. Deus criou-nos admiravelmente.

Pensemos num outro exemplo.
Sublinhamos de novo que cada pessoa é ela mesma um mistério, única e irrepetível, um milagre de Deus (ou da natureza, do ocaso!). E por outro lado, nem tudo é linear, pode dar-se numas pessoas e outras não. A vida não é branca ou preta, é um conjunto de mil cores, colorida pelas mãos de Deus.

Imaginemos que a nossa vida é um novelo de lã. Um fio que nos conduz de uma ponta a outra. Para nós crentes, é um fio que nos traz do Céu à terra, de Deus à história, pela criação, e que nos faz regressar de novo ao Céu, como a água que cai e não volta sem ter produzido fruto. Estamos ligados.
Por um lado, o fio de lã que é a nossa vida entrelaça-se com outros fios de lã que são as vidas das muitas pessoas que se cruzam connosco, ou que direta ou indiretamente têm a ver connosco.

 

Por outro lado, no feminino e no masculino, salvando a identidade e a irrepetibilidade de cada pessoa, também aqui as diferenças e características masculinas e femininas... o homem é quase sempre apenas um fio que se desprende de cada vez, dois ou três fios que se desprendem do novelo já é muito para um cérebro masculino; para a mulher, podem desprender-se vários fios, ao mesmo tempo, que consegue dar conta do recado tal é a riqueza da sua mente.
Mas à parte estas diferenças, que podem ajudar a compreender melhor a mente humana, na sua masculinidade e na sua feminilidade, sabendo que todos temos as duas dimensões. Na mulher acentua-se o feminino. No homem, o masculino. Mas cada um de nós, em diferentes situações, pode acentuar mais o masculino ou o feminino que nos caracteriza...

 

Se há vários fios entrelaçados, os nossos (para já não falar nos fios que entrelaçamos com todos aqueles com quem nos cruzamos), podemos chegar a uma altura que nos desorientamos completamente. Para uns e outros, homens e mulheres, importa pegar num fio condutor, ver de onde parte e para onde vai, onde passa e o que está a impedir que se desenvencilhe. Elas, talvez consigam pegar em vários fios e testá-los. Em certas situações é um emaranhado tal que nenhum homem é capaz de compreender, é uma riqueza muito grande para um homem só. Para eles, um problema é um problema, mas também se pode diabolizar de tal forma que pareça muitos fios, muitos problemas, muito difícil de perceber-se...

Descomplique, descontraia, simplifique. Lembre-se, por vezes a árvore - um problema que se agiganta - pode esconder toda a beleza da floresta, pode esconder a riqueza da outra pessoa.
Os pássaros voam porque não complicam. Também temos asas, mas por vezes a amargura da vida, as desilusões, os fracassos, os tropeços, podem impedir-nos de voar, de ver mais longe.
Que o fio da nossa vida nos ligue aos outros. Que o fio da nossa vida nos ligue a Deus. Se todos nos ligarmos a Deus, estaremos ligados entre nós. Seja feliz.


01
Fev 12
publicado por mpgpadre, às 11:45link do post | comentar |  O que é?

       É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, nos mesmos sítios, mas sempre distantes, ausentes, frias, de cara "fechada".

        Vivemos numa sociedade governada pelo medo do próximo, falta de atenção, de simpatia, a pensar apenas em si próprio no eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando e nem sempre da melhor maneira.

       Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um “bom-dia” sorridente, um “olá” que muda a outra pessoa. Quantas vezes não acontece chegarem a um sítio para tratarem de alguma coisa e aparecer uma cara sisuda para vos atender e vos deixa de pé atrás?

       Mas não desanime porque mesmo nesses casos um sorriso da nossa parte é uma maneira de falar melhor e, mais, tornar as coisas mais agradáveis. Depois temos aquelas pessoas que nos veem todos os dias e nos sorriem, que nos tratam bem, que nos sabem atender e nos fazem sentir bem. E isso é muito muito bom. Por isso, sorriam, façam algo pelos outros, mudemos algumas coisas e pode ser que o que está a nossa volta mude também de alguma forma para nós. 

 

Ofélia Santos, Boletim Voz Jovem, janeiro 2012


23
Jan 12
publicado por mpgpadre, às 15:54link do post | comentar |  O que é?

Aprenda a apreciar as qualidades dos outros.
O célebre psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, defende à saciedade que os defeitos que criticamos nos outros, são os defeitos que existem em nós. Odiamos neles, o que não gostamos em nós. Então tentemos inverter, procuremos apreciar, com humildade e generosidade, o que os outros nos podem oferecer de bom, de belo e de sábio.

Quando verificamos que existem pessoas que vivem com a desgraça alheia, só podemos concluir que ainda não descobriram que a maior felicidade e compensação vem de dentro, do que somos - numa perspetiva cristã, somos filhos amados de Deus -.
A autoestima não ilude as insuficiências que nos moldam, mas, no reconhecimento das nossas fragilidades, levam-nos a potenciar as nossas qualidades e a contar com as qualidades dos outros.
Há árvores que crescem, crescem, crescem, mas não são fator de crescimento para outras árvores, secam tudo em redor. Como seres humanos, o nosso caminho não é sermos árvores gigantescas contra os outros, ou com os outros distantes, mas árvores de fruto, que se amparam e protegem mutuamente, que se alimentam "da mesma seiva", buscam a mesma água, que partilham, o mesmo húmus, a mesma terra, crescem juntamente, não se impedem de buscar o sol e absorver as suas propriedades. O SOL que eu recebo não se esgota, por mais que eu recolha. Também outros poderão beneficiar do mesmo sol, da mesma luz, do mesmo calor.

Nesta imagem sugestiva, o desafio a valorizarmos o que de bom e bem os outros são capazes. Comecemos em casa. Por vezes, em casa, desdenhamos do que o outro tem, da forma como veste, das escolhas que faz, da maneira de falar, isto que lhe fica mal, a mim ficava melhor... Invertamos, procuremos os aspetos positivos, e certamente descobriremos rapidamente que existem muitos motivos para engrandecermos os outros (da nossa família, da nossa turma, no nosso local de trabalho, na nossa comunidade). O que o outro faz de bem não me empobrece, ensina-me, incentiva-me a procurar o bem e a fazer bem o que faço.

Apreciar os outros, é uma forma de descobrirmos neles a presença de Deus.
Quando depreciamos os outros, pensemos se não estamos a fazê-lo por inveja, por ciúme, ou porque nos revemos neles, criticando-os naquilo que não gostamos em nós, ou criticando-nos para escondermos as nossas fragilidades.
Isto acontece com alguma frequência: criticar o outro para esconder o que em nós é "censurável"... ou porque gostaríamos de ser assim como eles, ou fazer como eles fazem, ou termos a áurea que eles têm... Somos diferentes, não há mal nisso. Valorizemos os outros, veremos como nos sentimos melhor. Veremos como podemos, dessa forma, ganhar mais autoestima e confiança.

Jesus chama a Si pessoas que pouco têm para lhe oferecer, humanamente falando. Um técnico de recursos humanos não escolheria nenhum deles, a não ser Judas Iscariotes... talvez! Jesus aprecia neles o que eles ainda não foram capazes de desenvolver... mas acredita, e com o tempo eles tornam-se grandes pregadores, grandes missionários, pessoas extraordinárias...


17
Jan 12
publicado por mpgpadre, às 19:30link do post | comentar |  O que é?

Em busca do essencial e da essência da vida!
O essencial é invisível aos olhos, é visível ao coração (Principezinho).
As aparências iludem. Olhar para além do visível.

Na primeira leitura proposta para a Eucaristia desta terça-feira (1 Sam 16, 1-13), O Senhor Deus envia o profeta SAMUEL ter com Jessé de Belém, a fim de escolher um novo rei. Diante de Samuel vão desfilando os filhos de Jessé.
Samuel, como qualquer um de nós, deixa-se "levar" pelas primeiras impressões. Chega o primeiro dos irmãos, de belo aspeto, alto, forte. Samuel prepara-se para o ungir. As palavras do Senhor são inequívocas: "Não te impressiones com o seu belo aspeto, nem com a sua elevada estatura, porque não foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração".

É uma lição importante. A nossa vida, a sociedade do nosso tempo, orienta-se demasiado pela aparência, pela moda. Mas como passa a moda, também a nossa vida se a vivermos apenas para a aparência. Tornar-se-á passageira, efémera, curta, sem nos tocar no fundo da alma.
Devemos procurar o essencial, em nós e nos outros. O essencial leva-nos a Deus. No mais íntimo de nós encontrámos a nossa identidade primeira. Se procurarmos nos outros o essencial, acabaremos por encontrar-nos com a visibilidade de Deus.

A vida não é branco e preto. Buscamos o essencial. Pelo caminho, por opção ou por necessidade, encontramos momentos de aparência. É uma busca que nos há de levar do acessório e secundário para o essencial e o verdadeiramente importante.

Todos falhamos. Mas nem todas as falhas nos destroem. Muitas falhas podem converter-se em novas oportunidades, como provações.

Na nossa relação com a aparência, encontramo-nos com pessoas cuja primeira impressão corresponde, depois de a conhecermos, positiva ou negativamente.
Há pessoas que são o que parecem. (Há ladrões que parecem o que são).
Há pessoas que parecem-nos de boa índole e são-nos de facto.
Há pessoas que nos parecem de má índole e o tempo confirma-no-lo, mesmo que tenha havido espaço e tempo para a tolerância.
Há pessoas que não são o que parecem.
Há pessoas que nos parecem afáveis e generosas e efetivamente não o são.
Há pessoas que nos parecem arrogantes e orgulhosas e na volta mostram que são extraordinárias, humildes, generosas.

E pelo meio ainda haverá pessoas que ora se aproximam ora se distanciam dos nossos conceitos e preconceitos, e nem são tão más como nos pareciam, ou não são tão generosas como quereríamos que fossem. E como nós também estão a caminho.
Procuramos o essencial, ou como quem diz, aperfeiçoamo-nos, mas porquanto vamos também vivendo das imperfeições que nos caraterizam...


04
Jan 12
publicado por mpgpadre, às 13:00link do post | comentar |  O que é?

Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias

        A UE pretende desenvolver, até 2014, uma série de iniciativas/respostas ao crescente envelhecimento da sua população. A mais saliente de entre elas será a celebração do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo, que agora começa.

       Os números justificam-no claramente: “em 2060 haverá apenas uma pessoa em idade ativa (15-64) por cada pessoa com mais de 65 anos”. É, pois, evidente o desafio que daqui emerge; mas também a oportunidade de pensamento e mudança que tal comporta. Sobretudo, se tal fizer aprofundar políticas sociais e alterar preconceitos...

       Um deles é a ideia, muito assimilada, de que a vida (quase) termina no dia em que se passa à reforma. A pessoa em causa facilmente sente que perdeu status numa sociedade que considera que deixar de trabalhar é deixar de produzir e aumentar o número dos descartáveis.

       Contrariar esta mentalidade e aprender a tirar partido da vida em tais circunstâncias é uma tarefa de cada um; mas há, igualmente, que fazer ver à opinião pública o potencial dos mais idosos para o serviço à sociedade e à economia: não os afastando do mercado do trabalho e incrementando a sua participação na vida da comunidade. Concretamente, proporcionando contextos para a transmissão dos respetivos conhecimentos, que enriquecem outras gerações e salvaguardam a própria autoestima. Ao mesmo tempo, os mais idosos também se enriquecem, pois que nenhuma geração tem o monopólio do saber: cada um tem conhecimentos de que outros carecem!

       Este é um caminho a percorrer, contra o individualismo que ameaça dominar-nos e nos fecha dentro de fronteiras que os outros rotulam: de um lado, os “cotas”; do outro, os “inconscientes”. Uns e outros, porém, fechando aos demais as condições do seu (des)envolvimento pessoal e social.

       Entendo que neste ano e neste diálogo indispensável a Igreja tem muito a aportar. A começar pela prática - mostrando que, no seu seio, não há lugar para a discriminação. Pelo contrário, assumindo-se como lugar onde cada ser humano vale e é reconhecido pelo que é e não pelo que faz ou produz.

       Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias, mediante o acolhimento dos seus dons. E o voluntariado não é o menor dos espaços de participação, sendo que a imaginação e a sensibilidade pastoral saberão encontrar outros ministérios.

       Comecemos por deixar intervir, contrariando a tentação de manter ou desejar idosos passivos ou como meros e mais frequentes fregueses da Missa e outros sacramentos...

       A este propósito encontrei citado, acho que apropriadamente, o Salmo 92 “Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o Senhor é reto”.

       Amá-los e respeitá-los é muitíssimo mais que ter saudades dos contos do avô ou das receitas da avozinha!

 

João Aguiar Campos, Editorial da Agência Ecclesia.

 


10
Nov 11
publicado por mpgpadre, às 10:47link do post | comentar |  O que é?

       Esta é uma canção proposta no manual de EMRC do 6.º Ano de escolaridade. Na unidade letiva 1 - Sou Pessoa - Deus é-nos apresentado como PESSOA, que Se relaciona connosco, e que nós trazemos em nós, a nossa identidade fala-nos de Deus, trazemos em nós os traços da divindade, com a mesma capacidade criativa para amar e ser amado, para construir, para renovar, para fazer "coisas novas". Pedacinho de Deus recorda-nos o que há de melhor em nós.


23
Set 11
publicado por mpgpadre, às 10:30link do post | comentar |  O que é?


20
Jul 11
publicado por mpgpadre, às 10:29link do post | comentar |  O que é?

       1 – Jesus apresenta-Se-nos com o poder de curar, que, por sua vez, comunica aos discípulos (Mt 10, 1-7: Jesus chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus»).

       Como seus discípulos para este tempo, também nós recebemos o poder de expulsar espíritos demoníacos e de curar doenças e enfermidades, nossas e dos outros.

 

       2 – O poder curativo é próprio do ser humano.

       O nosso corpo tem organismos de defesa contra doenças, vírus, bactérias… Avisa-nos quando não está a funcionar bem. Por vezes adiamos o problema à espera que se restabeleça por si. Em muitas situações precisa de ser ajudado, ou pela nossa mente, ou por mecanismos externos, medicamentos...

       Por exemplo, uma ferida exposta cura-se através das propriedades do sangue. Quando se tapa, não é para que cure, mas para evitar a infecção. As aplicações terapêuticas visam potenciar os nossos poderes curativos.

       O auxílio médico visa preparar o organismo para que este possa ganhar a batalha da cura. Por vezes, o estado gravoso pode levar a uma intervenção mais profunda, substituindo elementos naturais por mecanismos artificiais. As drogas ingeridas ou introduzidas, em forma de medicamentos, procuram interferir, escondendo, enganando, adulterando o organismo. De contrário, este rejeitaria tudo o que lhe é estranho. Por vezes, mesmo com medidas drásticas, o organismo rejeita enxertos, ou órgãos alheios e/ou artificiais. A cura está dentro de nós. O médico e o medicamento potenciam o organismo para que este cure. Às vezes leva muito tempo, dias, semanas, meses, anos, até à cura, até que o organismo assimile e faça seu o que é ou era alheio.

 

       3 – Psicologicamente, o mecanismo é semelhante. Mesmo em estados de grande ansiedade e depressão, a cura é interior. Por vezes é necessário forçar o organismo, para que este descanse, retempere forças. Os medicamentos utilizados em psiquiatria visam anestesiar a pessoa, ou prepará-la para que descubra e assuma as ferramentas da sua própria cura ou para que o processo autodestrutivo não seja completo, impedindo o retorno e a cura.

       4 – Os milagres, do mesmo modo, são uma potenciação das nossas capacidades curativas. Jesus exige sempre a fé. A cura não é um passe de mágica que se obtenha espectacularmente. As palavras como os gestos, quando acontecem, visam que a pessoa desperte e se deixe tocar pela graça.

       O grande milagre de Jesus, que é pedido à humanidade, é a conversão interior, a mudança de mentalidades, agindo para curar, para salvar, para dar vida. As palavras de Jesus são sintomáticas, a cura exige a fé: "a tua fé te salvou", "vai e não tornes a pecar", "os teus pecados estão perdoados", "levanta-te e anda". As expressões são claramente um desafio à cura interior, à mudança de vida. Jesus provoca a cura, provocando a fé ou, provocando fé, provoca também a cura.

 

       5 – Os médicos e a medicina são essenciais à humanidade e à qualidade de vida. Há doenças que exigem a intervenção de clínicos especialistas no corpo e na mente. É meritório o trabalho realizado. São louváveis os esforços técnicos e científicos. Mas a lógica continua a ser a de potenciar o organismo para reagir. Quantas doenças físicas não são curadas porque a força de vontade e o instinto de sobrevivência estão também em desequilíbrio. Os médicos sabem como a força interior e a ajuda das pessoas queridas são essenciais para a cura! Pode curar-se uma pessoa contra a sua própria vontade? Muito dificilmente.

 

       6 – Jesus envia-nos para curar.

       Quantas pessoas ficam melhor com uma palavra de conforto? Quantas vezes uma criança fica bem só porque foi acarinhada pela mãe? Quantas situações desastrosas foram evitadas com uma palavra de simpatia?

       Fica a pergunta: como é que podemos ser agentes curativos?

 

in Boletim Voz Jovem, Julho 2011

Editorial elaborado a partir da nossa reflexão:

A NOSSA CURA ESTÁ DENTRO DE NÓS.


08
Mar 11
publicado por mpgpadre, às 12:02link do post | comentar |  O que é?

  • Bem-aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

  • Bem-aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro!

  • Bem-aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande!

  • Bem-aventurada a mulher quando nela e ao redor dela acolhe, faz crescer e protege a vida!

  • Bem-aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

  • Bem-aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Deus: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres ao longo da História, e se deixa iluminar por Ele na opção da vida!

  • Bem-aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano!

  • Bem-aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade!”

       Reconheça e agradeça a DEUS pelas mulheres que foram e continuam a ser importantes na sua vida: a sua mãe, irmãs, esposa (se casado), companheiras de trabalho, amigas... Todas elas foram e continuarão a ser presenças da bondade e do amor de DEUS na vida de todos nós...

 

“SER MULHER É TRAZER EM SI MESMA A FORÇA E A SENSIBILIDADE QUE LHE PERMITE TRANSFORMAR A PRÓPRIA ESSÊNCIA EM UMA EXISTÊNCIA DE CARINHO E AFECTO.”

(Rosemére Cordeiro).

“A MULHER QUE TEME O SENHOR, ESSA SERÁ LOUVADA.”

(Provérbios 31,30).

“RECOMENDO-VOS A NOSSA IRMÃ FEBE, QUE ESTÁ SERVINDO À IGREJA DE CENCRÉIA, PARA QUE A RECEBAIS NO SENHOR... PORQUE TEM SIDO PROTETORA DE MUITOS E A MIM INCLUSIVE.”

(Rom 16,1-2a. Febe, uma mulher que exercia a liderança na comunidade cristã do século I)

 

BÊNÇÃO DAS MULHERES

Que o Deus de Eva te ensine a discernir o bem e o mal.

Que o Deus de Agar conforte a ti e a todas as mulheres quando se sentem sós no deserto da vida.

Que o Deus de Miriam te faça instrumento de libertação.

Que o Deus de Débora te conceda audácia e coragem para lutar pela justiça.

Que o Deus de Ester te conceda fortaleza para afrontar os poderosos.

Que o Deus de Maria de Nazaré abra o teu coração para que tu possas receber o gemem Daquele que vive para sempre.

JESUS E AS MULHERES:

       Jesus, que disse à Samaritana tudo aquilo que ela havia feito, te torne evangelizadora do teu povo.

       Jesus, que curou a mulher encurvada, liberte a ti e a todas as mulheres oprimidas pelas tradições culturais da escravidão.

       Jesus, que se deixou ungir a cabeça por uma mulher, te conceda ser profetiza para que o reconheça sempre como Senhor e Messias.

       Jesus, o amigo de Maria Madalena, te envie como uma apóstola para que possas levar a mensagem de libertação a todos os povos.

       Que o Espírito te consagre para que em Jesus Cristo, tu possas anunciar boas notícias aos pobres e liberdade aos prisioneiros, em nome de Deus que é, que era e que sempre será o Deus-connosco. Assim seja!!!

Fonte: AQUI, via Paróquia de Tarouca.


26
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

       É de todos conhecido. É o melhor treinador do mundo. Nesta entrevista, do programa 70X7, a pessoa que está por detrás do treinador de sucesso. As referências, a espiritualidade, a leitura da Bíblia, a família, o fundamental para o sucesso,... e muito mais...


24
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 17:35link do post | comentar |  O que é?
Sem comentários... Veja... Julgue por si... Decida!...
 


07
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 10:28link do post | comentar |  O que é?

       O corpo humano:

       É uma harmonia perfeita, tudo trabalha às mil maravilhas, a maior parte dos dias não nos perguntamos como funciona, a não ser que estejamos doentes. A mão não pergunta por que é que leva a comida à boca. A boca não se incomoda com o que acontecerá à comida que passa por si. As pernas levam-nos ao lugar da comida...

       Porém nem sempre foi assim.

       Um dia, os diversos membros do corpo humano começaram a interrogar-se sobre o seu papel, ou a sua função, por que é que faziam isto ou aquilo e não deviam simplesmente descansar.

       As pernas e os pés disseram:

       – As mãos e a boca que trabalhem, já estamos fartos de andar à procura de comida e ninguém nos agradece.

       As mãos do mesmo modo:

       – Já é tempo de a boca se esforçar e pegar ela na comida, não somos criadas de ninguém.

       A boca ao ver que nem os pés se encaminhavam para a comida, nem as mãos se moviam para pegar em alguma coisa, também desistiu:

       – Porque é que me hei-de preocupar? Sempre fiz a minha parte! Fiz com que o alimento, através de mim, chegasse ao estômago, nunca recebi qualquer agradecimento, não me abrirei para deixar entrar a comida, não vou desperdiçar as minhas energias!

       Bom, o estômago ainda reclamou, não percebia porque é que estava há tantas horas sem receber alimento. Procurou saber o que se passava. Informaram-no que os pés, as mãos, a boca, estavam em greve e se recusavam a trabalhar. E o estômago começou a ficar cada vez mais incomodado, mas pouco a pouco foi-se conformando:

       – Têm razão, mal eles sabem da minha canseira, senão já há muito tempo tinham feito greve. Não há um minuto, um segundo em que eu não esteja em movimento, de ora em diante vou repousar. Não me chateiem. Tenho direito a descansar, nunca ouvi uma palavra de agradecimento por trabalhar o alimento para que o corpo funcione...

       Entretanto, o tempo ia passando, e cada um dos membros do corpo mantinha com firmeza a sua posição. E à medida que as horas avançavam os membros começaram a sentir uma certa sonolência, mas julgaram que era resultado do descanso e que daí não viria mal ao mundo.

       E o tempo foi passando... foi passando... foi passando... E o corpo cada vez mais mole, mais fraco, e ninguém queria dar parte fraca. As pernas já não se sentiam, estavam a ficar roxas, frias... As mãos estavam caídas sobre o corpo... A boca de quando em vez ainda fazia um ligeiro esforço para se abrir, mas acabava por desistir por achar que não valia a pena desperdiçar energias.

       E o tempo ia passando... ia passando...

 

PALAVRA de DEUS:

 

       Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.

       O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: “Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: “Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido, onde estaria o olfacto?

       Deus, porém dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.

        (1 Cor 12, 12-31).


25
Out 10
publicado por mpgpadre, às 19:08link do post | comentar |  O que é?

       Cristo teve um nascimento indigno e uma história de turbulências e aflições. Nasceu entre os animais. Num estábulo, Ele derramou as suas primeiras lágrimas...

       Tinha, portanto, todos os motivos para ser uma pessoa tensa, ansiosa, irritada e infeliz, mas, para nosso espanto, era uma pessoa alegre e tranquila. Apresentou-se como uma fonte de prazer, uma fonte de água viva que matava a sede da alma humana. Quem, no deserto mais escaldante, conseguiu, como Ele, fazer da sua vida um oásis inesgotável que saciava a sede dos sedentos?

       Por incrível que pareça, Ele fazia poesia até mesmo da Sua miséria. Muitos têm bons motivos para ser alegres, mas estão sempre insatisfeitos. São incapazes de valorizar o que têm, valorizam apenas o que não têm. Tornam-se especialistas em acusar os outros pelos seus conflitos e detestam a vida que possuem.

       Jesus, pelo contrário, tinha muito pouco exteriormente, mas fazia pouco caso do que tinha. N'Ele não havia sombra de insatisfação. Queixar-se não fazia parte do dicionário da Sua vida. Nunca acusava ninguém pelas suas misérias. Era forte para enfrentar os Seus desafios sem precisar de ferir nem agredir ninguém.

       Os homens podiam desistir d'Ele, mas Ele nunca desistia de ninguém. Tinha consciência de que O feririam sem piedade, mas Ele não Se suicidaria. Havia predito que O humilhariam, que Lhe cuspiriam no rosto e que O tornariam num espectáculo público de vergonha e de dor, mas Ele permaneceria de pé, firme, a fitar os olhos dos seus acusadores e a suportar com dignidade a sua dor.

 


20
Out 10
publicado por mpgpadre, às 14:24link do post | comentar |  O que é?

       Contam alguns anciãos que, numa pequena terra do interior, um grupo de pessoas se divertia às custas do tonto da aldeia. Um pobre infeliz que vivia de pequenos recados e de esmolas.

       Diariamente era chamado ao café da terra por uns homens que lhe davam a escolher entre duas moedas: uma pequena, de 1 euro, e uma grande, de 50 cêntimos. Ele escolhia sempre a maior, de valor inferior, o que causava uma onda de riso e chacota por entre a assistência.

       Um dia, observando este triste espectáculo, um homem compadeceu-se e chama o tonto de parte perguntando-lhe se, por acaso, não saberia que a moeda que sempre tendia a escolher era a de menor valor. Ele respondeu-lhe:

       - Sei sim, meu senhor, não sou assim tão tonto, vale metade da outra. Mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo acaba e fico sem a minha moeda diária.

 

       A história poderia muito bem acabar aqui mas é mais importante salientar algumas das conclusões que podemos tirar dela:

1ª - Nem sempre aquele que parece tonto o é na realidade.

2ª - Os verdadeiros tontos da história são, na verdade, os homens que dele se riam.

3ª - Uma ambição desmedida pode acabar com a nossa fonte de rendimentos

4ª - A mais interessante de todas: Podemos viver bem mesmo quando os outros têm uma ideia menos boa acerca de nós. O que importa não é o que os outros pensam de nós mas sim a ideia que temos de nós mesmos.

MORAL:

O Homem verdadeiramente inteligente

é aquele que aparenta ser tonto

diante daquele que, sendo tonto, aparenta ser inteligente

In Cristo Jovem.


15
Out 10
publicado por mpgpadre, às 10:09link do post | comentar |  O que é?

Num antigo mosteiro budista, um jovem monge perguntou ao mestre:
- Mestre, como faço para não me aborrecer com as pessoas? Algumas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, sinto ódio vindo das que são mentirosas e sofro com as que me insultam.
- Vive como as flores. – aconselhou o mestre.

Não foi nenhum pessimista que descobriu o segredo das estrelas, ou  que navegou para terras desconhecidas, ou que abriu um novo caminho  para o espirito humano. (Helen Keller)

- Como é viver como as flores? – perguntou o discípulo.

- Repara nas flores. – continuou o mestre, apontando as flores que cresciam no jardim.

O cinico sabe o preço de tudo e o valor de nada. (Oscar Wilde)

- Elas nascem na terra suja, no entanto, são puras e perfumadas.

Nas profundezas do Inverno aprendi que havia em mim um Verão  invencivel. (Albert Camus)

- Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, sem permitir que o azedume da terra manche a frescura das suas pétalas.

A maior descoberta da minha geração é o Homem poder alterar a sua  vida alterando simplesmente a sua atitude mental. (James Truslow Adams)

- É justo angustiares-te com as tuas próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros te importunem. Os defeitos deles são deles e não teus.

Não há trabalhos menores, apenas atitudes menores. (William John  Bennett)

- Rejeita todo o mal que vem de fora e aceita todo o bem que venha até ti.

Uma atitude positiva poderá não resolver todos os nossos problemas  mas aborrecerá um número suficientes de pessoas para valer a pena o  esforço. (Herm Albright)

- Quando o conseguires, estarás a viver como as flores.

 

Retirado do blogue "A Árvore de Pérola", a partir do nosso Caritas in Veritate.


14
Out 10
publicado por mpgpadre, às 10:01link do post | comentar |  O que é?

O velho Mestre pediu a um jovem triste, que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.

- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.

- Ruim - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse, outra mão cheia de sal,e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.

Então o velho disse:

- Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água corria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

- Qual é o gosto?

- Bom! - Disse o rapaz.

- Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre.

- Não - disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer, é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.

É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser "copo",

para tornar-se um "lago".  Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

 

autor desconhecido, a partir do nosso Caritas in Veritate.


12
Out 10
publicado por mpgpadre, às 10:22link do post | comentar |  O que é?
       O valor da amizade…
       A amizade é um dom. Algo que todos podemos possuir e desenvolver; contudo, nem sempre o valorizamos.
       A amizade brota de repente, como uma semente, talvez até por um simples sorriso. Cresce pouco a pouco à medida que a alimentamos com cuidado. Primeiro, começamos a conhecer-nos, a admirarmos as nossas virtudes embora reconhecendo os defeitos. Então, floresce e frutifica quando temos completa confiança. É assim que se consolida a relação até que tenha fortes raízes e ramos.
Todos gostamos de ter amigos.”Ter um amigo, é ter um tesouro».Por toda a parte encontramos oportunidades de nos relacionarmos com outras pessoas.
       Não é fácil ter um verdadeiro amigo. Na realidade, damos esse nome a uma pessoa conhecida com quem falamos ocasionalmente. Mas, um amigo verdadeiro, é aquele que infunde sinceridade, compreensão, confiança, respeito, amor e edificação de carácter.
       Podemos afirmar que obtemos algo de grande valor ao encontrar um bom amigo. Ele, anima-nos quando estamos deprimidos e desesperados, aconselha-nos quando temos algum problema é nosso confidente e abre-nos o seu coração, tenta evitar tudo o que nos magoe. Além disso é leal e sincero.
       A amizade é a chave para sermos felizes, pois aprendemos a dar valor à vida e, do mesmo modo, sabemos que , quando estamos sós ou o perigo nos espreita, quando as tempestades da vida nos derrubam, encontramos na amizade um impulso para continuarmos a lutar. Se já tens um amigo, e esse amigo te transmite valores, conserva-o e valoriza-o! Não te esqueças que o nosso carácter se forma de acordo com o tipo de pessoas com quem nos relacionamos. As influências que nos rodeiam levam-nos ao êxito ou ao fracasso.
        Se queres um amigo, prepara-te para seres aquilo que gostarias que ele fosse para ti, é que os tesouros começam a rarear, quando se tem um amigo leal, somos ricos e felizes, mesmo sendo nós pobres de euros.
 
Goretti Ribeiro, in Caritas in Veritate.


15
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 10:31link do post | comentar |  O que é?
       O padre Elói Pinho, já falecido, que falava habitualmente na RR, escreveu um livro com este título, que nos serve hoje para falarmos de interioridade. O mundo é definido em grande medida no nosso coração, na nossa alma, isto é, nas decisões que cada um vai tomando.
       Por vezes, o mundo que nos é exterior é-nos também um mundo estranho, desconhecido, amedronta-nos, oprime-nos, provoca-nos o desânimo. E no entanto, o futuro, a felicidade e o próprio mundo, está nas nossas mãos, na atitude que assumimos perante as adversidades, diante dos outros, na vivência do quotidiano.
       No cristianismo, o apelo à conversão interior é permanente, somos convocados para modificarmos os nossos comportamentos, transformando o mundo que nos rodeia. É, antes de mais, uma opção pessoal. O mundo somos nós, o mundo está em nós, a harmonia do mundo também depende de nós.
       Podemos ter tudo e isso ser nada. Podemos ter todas as riquezas, toda a juventude, uma multidão de pessoas à nossa volta e ainda assim sentirmos que a felicidade/vida nos escapa por entre as mãos. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?” (Mt 16, 26 ).
       É nesta perspectiva que o cristianismo enquadra o princípio: carpe diem, vive o dia presente. Com responsabilidade, certamente, mas valorizando desde já cada momento, cada encontro, cada sol e cada chuva, não esperando indefinidamente por amanhã para ser feliz, à espera do príncipe ou princesa encantados, que o companheiro/a seja mais atento/a, que as finanças sejam mais favoráveis, que alguém reconheça o nosso valor.
       A felicidade depende em grande parte de mim. Hoje quero ser feliz. Hoje vou ser feliz. Para amar, para perdoar, para fazer o bem, para edificar a paz, não posso estar à espera que os outros se resolvam. Cabe-me a mim empenhar-me. E os outros? São essenciais. Posso cativá-los. E se ninguém mudar?! E que importa, se me sinto bem, se fiz as melhores escolhas, se optei pelo bem, se tenho a consciência tranquila?
       Mas, e os outros?
       Não se trata dos outros. Trata-se de mim, de ti, de cada um assumir uma atitude de conversão e de amor. Hoje, não amanhã! Agora, amanhã posso já não estar!
       No meio dos desertos, interiores e exteriores, o lugar para o encontro connosco, com os outros e com Deus. Opte pelo positivo, faça uma coisa diferente:
       – uma oração, um momento de silêncio; caminhe um pouco, deixe o carro estacionado por um dia; desligue o televisor a uma refeição e fale com a família; não fume durante um dia; hoje não tome café; leia um livro, uma passagem da Bíblia; cante, olhe as estrelas, contemple a noite, colha uma flor, a beleza, coma fruta; por um dia não use palavras negativas, não fale de ninguém, fale a todos com serenidade, transmita paz; visite um doente, vá até ao Lar e/ou Centro de Dia; fale um pouco mais com o seu vizinho; sorria; tem um problema complicado, faça uma pausa, amanhã Deus dar-lhe-á um sinal. Sorria descontraidamente!
 
editorial Voz Jovem, n.º 74, Março 2006


16
Jun 10
publicado por mpgpadre, às 12:19link do post | comentar |  O que é?
Para ser cristão é preciso, antes de tudo, ser “humano”.
 
       Para nos salvar Jesus assume a humanidade e a vive integralmente, mostrando que não se pode fazer a vontade de Deus na terra a não ser através da humanidade. Olhar para a humanidade de Jesus é olhar para o que Deus espera de nós, seres humanos.
       Para compreender o sentido de ser “humano” é necessária a calma, a tranquilidade para mergulhar no próprio interior e descobrir “quem somos”, sem qualquer sombra de julgamento. Pois assim como Deus estava em Jesus, assim também está em nós.
       Quem procura Deus tem que procurar a si mesmo, à sua verdade.
       Nos dias atuais, o ser humano é assombrado por três medos fundamentais:
 
Medo de ser determinado pelos outros:
       – isto é, agir segundo a vontade de outras pessoas abrindo mão do seu livre arbítrio. Quando a Bíblia nos diz que Jesus foi obediente a Deus (Fl 2,8) não significa que agiu contra a própria vontade, mas que ouvindo a Deus que falava em seu íntimo aceitou e assumiu o projeto do Pai como seu próprio protejo e determinou-se a ser fiel a esse protejo, mesmo diante da morte tramada pelos que detinham o poder.
       No mundo actual, onde impera o individualismo, muitos vêem a vontade de Deus como empecilho à liberdade individual. No entanto, Deus não está em nós para quebrar a nossa própria vontade, ao contrário Ele vem dar o sentido da nossa existência humana. A vontade de cada um tem diferentes dimensões, mas a base será sempre a manifestação da vontade de Deus, que também se manifesta nos anseios do povo e nos clamores da sociedade. Quando Jesus, no Horto das Oliveiras, pede ao Pai que afaste o cálice do sofrimento (Mt 26,39), no mesmo instante Ele reafirma a sua base ao pedir que se faça a vontade de Deus. Jesus sabe que o Pai não deseja seu sofrimento, mas apenas a fidelidade ao seu protejo de amor. O sofrimento pelo qual Jesus passará é fruto da maldade do homem e não da vontade de Deus. Assim, a obediência evangélica é aquela que nos leva a agir sendo fiéis a Deus, ao que somos e aos valores humanos.
 
Medo da fome:
       – de não ter o necessário para sobreviver. “Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?” (Mt 6,26). Ser pobre é não ter nada, não pensar nada e não querer nada. Não ter nada não significa não possuir bens, mas também não querer possuir Deus. A pobreza evangélica é aquela que nos leva a não considerar os bens como propriedade exclusiva, e mais ainda não considerar Deus como nossa propriedade.
       A riqueza não é ruim em si, mas tem a capacidade de reforçar em nós o apego e a induzir as pessoas a usar máscaras, o que provoca o vazio interior. Quem não consegue renunciar às coisas, jamais conseguirá fortalecer o próprio “EU”. Somos chamados a viver a generosidade da partilha total, conscientes de que o que possuímos é temporário e jamais deverá ser estocado, mas deve servir para o bem de todos; “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13).
 
Medo da solidão:
       – de não ser amado, ser abandonado. Empreendemos uma busca desesperada de agradar os outros passando por cima dos nossos próprios valores e anseios esperando com isso a atenção desses. Com isso perdemos a própria identidade. “Amai ao próximo como a ti mesmo” (Mt 19,19) – aqui Jesus deixa claro que só podemos amar aos outros se nos amarmos primeiro, e quem se ama se respeita e procura se conhecer. Assim, devemos descobrir quem somos no mais profundo do nosso íntimo e nos amarmos. E quando isso acontece, nos encontramos com Deus que nos ama do modo mais profundo e descobrimos que jamais estaremos sozinhos. A partir daí, construiremos a base da nossa vida no próprio Deus. A castidade evangélica é fruto de uma vida construída sobre alicerces de integração da sexualidade e não da sua negação, identificando para onde ela nos leva.
       Encontramos na Bíblia belíssimos relatos impregnados de sexualidade que nos falam do amor de Deus pela humanidade, o “Cântico dos Cânticos” é um exemplo disso.
Para desenvolver a integração da sexualidade é necessário:
  • Desenvolver uma cultura de vida saudável. Hoje há um movimento de destruição da vida, é preciso cultivar a vida saudável, a própria casa e o próprio ser como lugar onde se habita com paz e bem estar.
  • Cultivar a amizade sincera, deixando que as pessoas cheguem ao coração, deixando-se cativar.
  • Cultivar a criatividade, usando-a como meio de expressão pessoal e até mesmo da própria sexualidade.
  • Cultivar a espiritualidade mística, que tem a ver com experimentar Deus, com silêncio e meditação. A espiritualidade mística não leva a perder o contato com a realidade, nem a ficar girando em torno de si mesmo na busca pelo próprio bem estar e a própria salvação, mas induz ao questionamento pessoal do que pensamos, sentimos e fazemos na busca da comunhão e do bem comum.
       Cada pessoa tem o desejo de amar e ser amado que leva à experiência de sentir-se pleno ou vazio, acolhido ou rejeitado. É essa experiência que nos leva a compreender que permanecer no amor é permanecer em Deus.
Desafios são vencidos quando se vive o Baptismo:
       O baptismo nos confere o ser rei, sacerdote e profeta; e cada um desses selos tem um significado próprio que nos identifica com Jesus.
  • Ser rei ou rainha é ter a capacidade de viver por si mesmo, sem se deixar levar pelos outros, é ser soberano de si mesmo e da própria dignidade.
  • Ser sacerdote é ser guardião do sagrado, é guardar em si o espaço sagrado interior. Jesus afirmou que o Reino de Deus está em nós (cf. Lc 17, 20-24). O sagrado está livre do mundo e dá liberdade para que possamos estar no mundo sem nos deixarmos prender por ele ou por seus julgamentos. O espaço sagrado é o espaço da autenticidade, da originalidade; é o lugar da entrega, onde não há espaço para o sentimento de culpa.
  • Ser profeta é dizer algo de Deus a partir da própria experiência que se tem dele e da sua presença em nossa vida. É ter sensibilidade para falar sobre coisas que ferem o ser humano e clamam contra Deus.
       O desejo de controle absoluto, de si e do outro, nos coloca na contramão da caminhada cristã e impede as pessoas de serem “humanas”; quanto mais nos entregamos ao amor de Deus e nos deixamos guiar e transformar por esse amor, mais nos aproximamos da humanidade perfeita, perfeição a que Jesus nos chamou (Mt 5,48).
postado a partir do blogue: Nos Passos de Jesus.


03
Mai 10
publicado por mpgpadre, às 09:53link do post | comentar |  O que é?

       Antes de mais nada, ninguém se deve desesperar porque NÃO será o fim do mundo. Pelo menos não como as pessoas imaginam o fim do mundo (dilúvios, terremotos, tsunamis, etc.)

       Já estamos na fase de transição para a nova dimensão humana desde 1992. O que acontece é que muita gente nunca colocou "2 e 2" juntos para deduzir que o que tem acontecido com o planeta e com os seres que o habitam nestes anos todos, tem a ver com a profecia maia.

       Estamos nos direccionando para uma dimensão onde o amor, a verdade, honestidade, caridade, os bons pensamentos e emoções reinarão. Todos se estão encaminhando para o "shift" dimensional? Sim e não.

       Sim, porque eventualmente todos os seres humanos chegarão lá. Não, porque de início apenas alguns terão a capacidade para realmente compreender e assimilar o que está realmente se passando com seus corpos, espíritos e mentes.

       Não importa. Eventualmente, todos conseguirão atingir a nova dimensão e mais um capítulo da história da humanidade se terá iniciado, de facto.

        A coisa mais incrível sobre o nosso actual "shift" é que ele acontecerá dentro do espaço de apenas UMA geração. Nunca dantes, na história da evolução humana ou animal no planeta, houve uma mudança tão drástica no processo evolucionário de uma espécie em apenas UMA geração.

       E esta geração somos nós! Nós estaremos vivos e presenciaremos tudo o que está por vir.

       Não há razão para medo ou pânico.

       Observe que, o que de ruim iria acontecer já vem acontecendo. Veja a crise económica mundial. Algo jamais visto, com tamanha intensidade, antes no planeta.

       Hoje mesmo, um enorme terremoto afectou partes da Itália.

       Nosso planeta está nos avisando que teremos de mudar nossos hábitos ou SUCUMBIREMOS! Terremotos e outros desastres naturais são uma prova incontestável de que a Terra está tentando chamar nossa atenção para a conservação de nosso meio ambiente, através de um redireccionamento energético e comportamental da espécie humana.

       Todos os nossos pensamentos e emoções afectam, não apenas a todas as outras pessoas do planeta, mas ao planeta em si. Não há como negar isso, é facto. Cientistas que estudam a física quântica já conseguiram provar que as ondas de nossos pensamentos contêm campos energéticos poderosíssimos e conseguem afectar muito mais do que se pensava antes.

       É tempo de unirmos a religião (ou espiritualidade) e a ciência.

       É como um de meus cientistas e professores favoritos, Albert Einstein, costumava dizer:

       "A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega."

       Alguns conseguem enxergar o que se passa. Não todos, infelizmente. Mas aqueles que sabem e entendem o que está acontecendo não temem. Muito pelo contrário: se sentem privilegiados por estarem vivos para presenciar algo que mudará para sempre o curso da história humana e do nosso lindo, amado e bondoso planeta Terra.

 

Retirado do blogue "Pedacinhos de Luz". postado a partir do nosso Caritas in Veritate.


16
Abr 10
publicado por mpgpadre, às 15:38link do post | comentar |  O que é?

É um vídeo de bom humor sobre uma denúncia que não pode ser denúncia, mas que ainda assim é denúncia... sobre algo, que não se pode dizer o que é, e sobre alguém que não se pode acusar, e sobre instituições que não podem ser nomeadas...


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