...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
20
Jun 17
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Bento XVI, Papa Emérito, em “Conversas finais” respondeu a uma questão sobre se tinha regredido e exemplo disso era o de dar a comunhão na boca. A resposta é clarificadora: “Sempre dei a Comunhão das duas maneiras. Só que, havendo tanta gente na Praça de São Pedro que o poderia entender mal (havia quem, por exemplo, metesse a hóstia no bolso), pareceu-me que a Comunhão na boca, como sinal, era um gesto muito acertado. Mas que eu fosse nisso de algum modo retrógrado… Devo dizer, aliás, que essas categorias de velho e de novo não se aplicam à liturgia”.

Guardariam as hóstias para algum tipo de bruxaria ou porque assim tinham uma “relíquia” recebida das mãos do Papa. Um pouco como aqueles que vão a um concerto, a um grande evento, querem tocar no artista, tirar um selfie com ele, assinar um autógrafo para emoldurar. Com a figura do Papa também pode acontecer. Ir ao encontro de João Paulo II a um estádio de futebol ou ir ver um cantor famoso para alguns é a mesma coisa, pois no final o mais importante é que se esteve perto, se trouxe uma recordação, se tocou na figura.

No Evangelho Jesus depara-se com algo semelhante. Vendo os sinais milagrosos que fazia, alguns queriam fazê-l’O rei (à força). Por isso, Jesus retira-se sozinho para o monte (cf. Jo 6, 14-15). Percebe-se como Jesus recomendava discrição quando realizava alguns prodígios, correndo-se o risco de se perder o essencial, a conversão, a luta diária por um mundo melhor, a resiliência e persistência nas dificuldades e a confiança para prosseguir, a entreajuda solidária. Por outras palavras, o risco de deixarmos a Deus o que nos cabe realizar, ficando de braços cruzados a olhar para o Céu!

Em Listra, Paulo e Barnabé, depois da cura de um coxo, são aclamados como deuses. Ao saberem disto os apóstolos rasgam as vestes e alertam: «Também nós somos homens da mesma condição que vós, homens que vos anunciam a Boa-Nova de que deveis abandonar os ídolos vãos e voltar-vos para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles se encontra». É a custo que impedem que lhes ofereçam um sacrifício (Atos 14, 8-20).

As palavras de Francisco no regresso ao Vaticano alertam precisamente para este risco: aderirmos a uma jornada e/ou peregrinação, irmos ver o Papa, mas depois na prática deixarmos de lado o que a Igreja nos pede e os valores e princípios que nos identificam como católicos e nos enraízam no Evangelho.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4414, de 30 de maio de 2017


19
Jun 17
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Ano de 1999: Viagem Apostólica de João Paulo II ao México e à cidade de St. Louis, nos EUA. O Papa apresentava-se já muito desgastado mas atraía cada vez mais multidões. Já não se tratava do que dizia, mas da pessoa e do que representava na Igreja e no mundo.

O início do pontificado de João Paulo II não foi fácil. Quando precisava de ser duro, mesmo em público, João Paulo II era-o de facto, como em certa ocasião a um sacerdote da América Latina que se tinha envolvido na política partidária e que se ajoelhou, preparando-se para o cumprimentar e lhe beijar o anel, o Papa passou-lhe uma reprimenda e avançou sem lhe estender a mão. Com os anos e sobretudo depois do atentado que sofreu a 13 de maio de 1981 na Praça de São Pedro, do qual sobreviveu por milagre que o próprio atribui a Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II passou a ser seguido cada vez por mais pessoas com uma clara aura de santidade. Afinal tinha sobrevivido a um atentado e a nova tentativa no ano seguinte em Fátima.

Na Viagem aos EUA entrevistaram alguns jovens acerca da “personalidade” de João Paulo II e porque é que estavam nas ruas para o aclamar e as respostas assentavam precisamente no facto de ser uma figura mundial. Quando perguntaram se estavam sintonizados com as posições do e da Igreja acerca da vida, da moral, da família, a resposta foi perentória: isso já não!

Na Viagem Peregrina de Francisco a Fátima, no regresso ao Vaticano, a bordo do avião, na habitual conferência de impressa com os jornalistas, foram-lhe colocadas perguntas sobre questões fraturantes na sociedade atual. Sem se querer alongar muito, para que não fossem desvalorizados os motivos e o conteúdo da peregrinação a Fátima, respondeu que “a consciência católica não é, às vezes, uma consciência de pertença total à Igreja, por trás disto não há uma catequese variada, uma catequese humana”, no que concerne a temas sobre a vida e sobre a família.

Acrescentou o Papa que a Igreja tem de promover a formação, o diálogo, a catequese, a consciencialização de valores humanos.

O Papa Francisco é, hoje, para a Igreja e para o mundo, uma figura incontornável, com sinais e marcas que envolvem, desafiam, provocam, remetendo para Jesus e o Evangelho da Alegria e do Serviço. Logo no início o Papa Francisco dizia que um Bispo ou um Padre não tem que estar a falar do que o Papa disse ou diz, mas a falar do Evangelho e a apontar para Cristo.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4413, de 23 de maio de 2017


10
Abr 17
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BENTO XVI (2016). Conversas Finais, com Peter Seewald. Alfragide: Publicações Dom Quixote. 288 páginas.

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Decorria o ano de 1993, ainda seminarista quando tive a oportunidade de ler o livro-entrevista com os mesmos protagonistas, sob o título, Sal da Terra (1992), Peter Seewald à conversa com o então Cardeal Joseph Ratzinger. Além de todas as perguntas e respostas sobre a vida, a vocação, os tempos atuais, a Igreja nos nossos dias, como criança e jovem, como sacerdote, Bispo, Cardeal e Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, duas ideias ficaram-me gravadas na memória: para chegar a Cristo há tantos caminhos quantas as pessoas. O Cardeal respondia dessa forma a uma questão sobre se único caminho para Cristo era a Igreja. Outra ideia que surge também nesta obra é o facto da Igreja poder ser constituída por minorias. Bento XVI volta a reafirmar esta "profecia" sobretudo na Europa, sublinhando que não é algo de negativo ou desmotivador, pelo contrário, como no início da Igreja poderá levar os que são crentes a serem mais convictos, mais autênticos, mais missionários. "Os crentes terão de se esforçar ainda mais por continuarem amoldar e serem portadores da reflexão sobre os valores e a vida... a responsabilidade torna-se maior".

Como seminarista recorri a outros textos do então Cardeal Ratzinger, como leitura e para trabalhos a realizar no curso de teologia. É sempre um desafio ouvir ou ler Ratzinger e/ou Bento XVI. Esta esta entrevista não é exceção. Clareza, simplicidade, transparência, sem fugir às perguntas, sem falsas modéstias, reconhecendo decisões ou momentos em que falhou, em que foi ingénuo ou acreditou nas informações que lhe chegaram. Há muitos motivos para ler Conversas Finais, talvez por isso mesmo, por serem finais. O Papa da eleição, da sua e da do Papa Francisco, do oito anos de pontificado, e da frescura de Francisco, fala da infância, da juventude, do jovem sacerdote e professor, de perito do Vaticano II, Arcebispo de Munique, fala da ligação ao Papa João Paulo II e como tentou regressar ao sossego da investigação teológica, fala dos escândalos na Igreja e como os enfrentou. Tudo isso pode ser motivo para ler esta obra. Mas destacaria algumas curiosidades:

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  • O Pai era polícia e como tal tiveram que mudar de casa umas 14 vezes;
  • Família manifestamente contrária ao poder nazi. O pai era profundamente católico e contrário ao proceder de Hitler; o pai achava que a Igreja deveria ter uma intervenção mais ativa contra o nacional-socialismo, cardeais e papa...
  • depois da reforma do pai, a mãe teve que ir trabalhar para poder sustentar a casa, e possibilitar que os três irmãos pudessem estudar; o pai teve que aprender a cozinhar e a fazer a lide de casa;
  • Com a iminência da guerra que se adivinhava, os pais decidem comprar casa;
  • Nenhum dos irmãos tirou a carta de condução, embora fosse vontade expressa do pai que todos a tirassem;
  • Integrou o exército alemão, como todos os jovens alemãs que estivessem aptos. Ficou na retaguarda, acabando por desertar. Ainda assim foi preso pelos americanos... dormiam no chão, no exterior, passaram vários dias sem comer;
  • Não era muito bom em desporto, mas aguentava-se muito tempo a caminhar, pois percorria grandes distâncias ora a pé ora de bicicleta.
  • O ano mais feliz da sua vida, também dos mais dramáticos, foi o ano como vigário paroquial, um desafio... todos os sábados confessava umas duas horas...
  • A habilitação à docência universitária gerou a discussão entre dois dos seus mestres, elementos do júri, que em vez de fazerem perguntas e discutirem com Ratzinger, discutiram entre eles;
  • Uma das preocupações nesta habilitação era continuar a ajudar os pais;
  • Como teólogo sempre se considerou como progressista, com o recurso predominante à Sagrada Escritura e aos Padres da Igreja (Patrística). Os conservadores eram sobretudo escolásticos. Mais, muito mais Santo Agostinho que São Tomás de Aquino;
  • Obediência dialogada... recusou mudar de universidade, ainda que fosse o seu Bispo a pedir-lhe, adiou a ida para Roma, logo em 1979, um ano depois da eleição de João Paulo II, porém viria a aceitar o convite do Papa polaco em 1982. Comunicavam em alemão, que era a segunda língua de João Paulo II;
  • Chegou a ser acusado de maçónico e coisas do género... e até acusado de trair o Cardeal Frings, de que era conselheiro, acusação que não aceita...
  • Escreveu o texto para a Audiência Geral, na qual João Paulo II iria sancionar e identificar-se com o documento da Congregação da Doutrina da Fé, Dominus Iesus... foi então dito que o Papa se afastava do documento, quanto tinha sido o próprio a solicitar o texto... Curiosamente, diz Bento XVI, nunca escreveu nenhum texto da Congregação... «É obvio que colaborei e também reformulei criticamente o texto e assim. Mas eu próprio não escrevi nenhum dos documentos, nem sequer a Dominus Iesus».
  • Teve um papel importante no Vaticano II, como conselheiro do Cardeal Frings e depois como perito...
  • Os bispos alemãos, com os austríacos, terão tido um peso importante na eleição de João Paulo II... mais à frente, Bento XVI diz claramente que era favorável à eleição de João Paulo II...
  • Desde 1997 que Bento XVI tem um pacemaker...
  • Em 1994 perdeu por completo a visão do olho direito, em consequência de alguns derrames cerebrais. Em 1991 teve uma hemorragia cerebral, consequências sentidas nos anos seguintes...
  • Amigo de Hans Küng, cooperaram algum tempo, depois distanciaram-se, pois Küng foi-se radicalizando contra o Concílio e o primado do Papa... porém quando lhe perguntaram a opinião, respondeu: «Deixem-no». Mais tarde sancionou, com outros Bispos alemães, a decisão tomada pela Congregação da Doutrina da Fé pelo seu afastamento... O Cardeal Franjo Sper, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé foi decidido: há quinze anos que a Igreja está a ser destruída e nós não fazemos nada...
  • No conclave para eleger o Sucessor de João Paulo II, o Cardeal Ratzinger estava sossegado, certo que iria finalmente descansar e dedicar-se ao estudo teológico, mas logo no primeiro dia de votações percebeu que poderia vir a ser o 265.º Papa da Igreja Católica... Bento XVI fala também das profecias de Malaquias...
  • Renovação do Papado, no ecumenismo e no diálogo inter-religioso, ambiente que lhe era familiar enquanto sacerdote e professor e como Arcebispo...
  • As Audiências Gerais agregaram multidões para o escutarem... discursos aclamados, por exemplo na Sede das Nações Unidas, milhões de pessoas leram as suas Encíclicas... 
  • Aquando da eleição não aceitou ficar no apartamento mandado construir por João XXIII, tendo preferido ficar em Santa Marta, até que algumas obras foram feitas no Palácio Apostólico... mandou tirar a alcatifa... ou chão ou alcatifa...
  • Dificuldade em usar os botões de punho, que não gostava de usar... "Irritavam-me bastante, tanto que cheguei a pensar que quem os inventou tinha de ir parar ao fundo do purgatório (ri)".
  • Precisa de dormir 7 a 8 horas...
  • Na Alemanha foi onde teve a maior contestação... num discurso falou na necessidade da "desmundanização" da Igreja... tema agora querido e explicitado pelo Papa Francisco...
  • Na Missa matinal, o Papa João Paulo II tinha sempre convidados, pessoas diferentes... com Bento XVI as Missas matinais passaram a ser em recolhimento, pois não se sentia preparado para ver todos os dias novos rostos, precisava de celebrar tranquilamente...
  • Não se considera místico... para escrever precisa de silêncio...
  • Na questão da pedofilia, chamou a Si, à Congregação da Doutrina da Fé, para que os processos fossem mais céleres, modificou a legislação, o que permitiu, já como Papa afastar 400 sacerdotes, reduzindo-os ao estado laical...
  • Em relação ao lobby gay, considera que foi desmantelado...
  • No caso Williamson, Bispo da Fraternidade de São Pio X, a quem o papa levantou a excomunhão... só foi informado depois de tudo ter acontecido... "Não compreendo como é que, sendo um caso tão conhecido, nenhum de nós deu por ele. Para mim é incompreensível, inconcebível"... "Na altura houve uma batalha propagandística gigante contra mim. Quem estava contra mim teve finalmente o pretexto para dizer «ele é incapaz, não é o homem certo para o lugar». Foi por conseguinte uma hora negra e um tempo difícil, mas as pessoas acabaram por compreender que eu não tinha sido realmente informado".
  • Em relação a Vatileaks, com o próprio mordomo a revelar documentos... "Não consigo compreender como é que se pode querer algo assim... Eu nem sequer o conhecia. Ele passou pelo crivo do sistema, passou todas as provas e em tudo parecia o homem certo".
  • "O lado político foi para mim o mais penoso" do pontificado...

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"Diria que tentei sobretudo ser um pastor, o que implica naturalmente também uma relação apaixonada com a Palavra de Deus, ou seja aquilo que um professor tem de fazer. Implica, além disso, ser um professante, um confessor. Os termos professor e confessor, filologicamente, significam mais ou menos o mesmo, sendo que a missão está naturalmente mais próxima da de confessor"....

"A direção prática não é bem a minha qualidade..."

"É preciso continuar a aprender o que a fé nos dia neste nosso tempo. É preciso aprender a ser mais humilde, mais simples, mais sofredor e a ter mais coragem para resistir; e, por outro lado, aprender a ser sincero e a estar disponível para continuar a caminhar".


15
Jun 16
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RINALDO DONGHI (2016). A Pequena via da misericórdia. Da Agenda pessoal do Papa João XXIII. Prior Velho: Paulinas Editora. 176 páginas.

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Mais um livro obrigatório para quem quiser conhecer São João XXIII, canonizado no dia 27 de abril de 2014, num acontecimento significativo, pois foram canonizados dois Papas (João Paulo II e João XXIII), com a presença de dois Papas, Francisco, o nosso Santo Padre, e Bento XVI, o magno papa Emérito.

Por outro lado, e por maioria de razão porque vivemos o Jubileu da Misericórdia, João XXIII, o Bom Papa, introduziu a simplicidade, a bondade e a misericórdia no Papado e na Igreja. Na abertura do Concílio Vaticano II, a 11 de outubro de 1962, deixava claro que "agora, a Esposa de Cristo prefere usar o medicamento da misericórdia em vez de abraçar as armas do rigor [...]. A Igreja Católica, enquanto com este Concílio Ecuménico levanta o facho da verdade católica, quer mostrar-se mãe amorabilíssima de todos, benigna e paciente, inclinada à misericórdia e com a bondade para com os filhos dela separados".

A sua natural bonomia, simplicidade, com gestos espontâneos, apostando tudo na delicadeza, na atenção às pessoas e às suas situações, o trato próximo e benevolente com todos, o cuidado com os mais pobres, procurando construir uma Igreja pobre para os pobre, levou muitas pessoas a identificarem o papa Francisco com o bom Papa João, ainda que o próprio Papa Francisco se afirme mais devedor do grande Papa Paulo VI.

Com a temática da misericórdia e com sua a canonização, João XXIII tem vindo a ser descoberto, através de biografias e da publicação das suas intervenções. Neste livro, o autor enquadra, numa perspetiva das 14 obras de misericórdia o viver e João XXIII como Delegado Apostólico na Grécia e na Turquia e Administrador do Vicariato latino de Estambul, partindo dos apontamentos que o futuro Papa iam fazendo nas suas agendas, mostrando à saciedade a bondade, a simplicidade, a preocupação pelas pessoas que viviam em situações mais precárias, nomeadamente em ambientes de gruerra. Angelo Roncalli procura atender a todos os pedidos, receber todas as pessoas, usar a influência que tem para libertar prisioneiros ou tentar aliviar-lhes as penas. Recebe cada pessoa com fidalguia. Vai ao encontro dos pobres, visita orfanatos, hospitais, prisões, usa os recursos da Santa Sé para aliviar uns e outros, e usa dos próprios recursos. Ajuda até onde pode.

A santidade perpassa no compromisso quotidiano de cada pessoa. João XXIII transparece com facilidade o compromisso com Jesus Cristo, com a Igreja, com o mundo, usando a caridade, a paciência, o diálogo e o respeito.


02
Jun 16
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WALTER KASPER (2015). Papa Francisco. A revolução da Misericórdia e do Amor. Prior Velho: Paulinas Editora. 136 páginas.

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       O Cardeal Walter Kasper já é conhecido como o teólogo do Papa Francisco. Na primeira oração do Angelus, à janela do palácio apostólico, o Papa revelou aos fiéis reunidos na praça de são Pedro que estava a ler um livro, do Cardeal Kasper, sobre a misericórdia e que lhe estava a fazer muito bem. A misericórdia é o tempero das intervenções e gestos do Papa Francisco. E o livro do Cardeal teve um boom de vendas. O Cardeal, bem conhecido nos meios académicos e mais eclesiais passou a ser conhecido e requisitado para entrevistas, comentários, conferências. Na preparação dos Sínodos sobre a família, o Papa solicitou-lhe uma reflexão, com questionamentos, sobre a famílias, os principais problemas e desafios. Abriu o debate, sustentado pelo "relatório" do Cardeal Kasper. Curiosa é a ponte que faz para Bento XVI e sobretudo para o "teólogo" Joseph Ratzinger", aludindo às suas reflexões sobre as problemáticas da famílias.

       Curiosamente, sabendo-se que são dois teólogos de renome, alemães, com algumas "disputas", mormente na relação "Igreja Universal - Igrejas particulares", o Cardeal Kasper, que acentua a revolução extraordinária com o pontificado de Francisco, a meu ver e pelo que li, faz uma rasgado, reconhecido e merecido elogio a Bento XVI. Kasper fala da continuidade do papado, preparado e antecipado por Bento XVI e, como expectável, da rutura, quanto à linguagem, ao método, e ao ambiente que os moldou. Pode ver-se a proximidade e afinidade com Francisco mas vê-se que não há qualquer necessidade de contrapor negativamente o pontificado de Bento XVI ou de João Paulo II. Simplesmente a acentuação é diferente e as realidades originárias também. A preocupação é a mesma: servir a Palavra de Deus, comprometida com a humanidade.

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"Uma surpresa, sim, como um raio no céu sereno fora já o anúncio do papa Bento XVI a 11 de fevereiro de 2013... esta renúncia foi um ato de coragem, de grande generosidade e de humildade, que merecia a máxima estima e pareço".

"O Papa Bento XVI, em muitas questões, preparou teologicamente o presente pontificado muito mais que à primeira vista possa parecer".

"O Papa Bento representa, de modo bem delineado, a melhor tradição europeia. Parte da fé, procura torná-la acessível, intelectual e espiritualmente, à compreensão, para depois, de harmonia com a tradicional relação entre teoria e práxis, traduzir e transpor a doutrina da fé para a prática... o Papa Francisco, pelo contrário, é guiado pela teologia querigmática. Aqui ele não é, porventura, um franciscano mascarado; é de cima a baixo um jesuíta... não parte da doutrina, mas da situação concreta; não quer, decerto, ajudar-se simplesmente a ela, mas tenta antes, como previsto no livro dos Exercícios de Inácio, julgar segundo as regras do discernimento dos espíritos..."

"Apesar de todas as diferenças de origem e de personalidade, para Francisco, Paulo VI é o Papa do qual, entre os seus predecessores, ele se sente mais próximo. O seu estilo dialógico comunicativo manifesta-se na Encíclica Ecclesiam Suam (1964). Nas suas posições ético-socais, ele alude, várias vezes, à importante encíclica social do Papa Paulo VI, Populorum Progressio, de 1967, e à sua Carta Apostólica Octasegima adveniens, de 1971".

"O Papa Francisco move-se no seio da grande tradição. Na história da Igreja, o Evangelho esteve na origem de muitos movimentos de renovação, desde o monaquismo antigo aos movimentos de reforma da Idade Média. O mais conhecido é o movimento evangélico de São Francisco de Assis e São Domingo de Gusmão. Francisco, juntamente com os seus irmãos, quis apenas viver o Eavngelho sine glosa, sem nada lhe roubar ou acrescentar"

"O papa Francisco insere-se numa tradição que remonta aos inícios, em especial dos seus predecessores imediatos... O retorno à origem não é, todavia, um desdobrar-se sobre o ontem e o anteontem, mas força para um início para amanhã... lançar pontes para as origens é construtor de pontes (pontífice) rumo ao futuro".

"Para o Papa Francisco, no centro do Evangelho está a mensagem da misericórdia...a misericórdia de Deus é infinita; Deus nunca se cansa de ser infinitamente misericordioso com cada um para que também nós não nos cansemos de implorar a sua misericórdia. Deus não exclui e não abandona ninguém. Um pequeno gesto de misericórdia entre os homens pode mudar o mundo".

"A misericórdia é a justiça própria de Deus, não condena o pecador desejoso de conversão, mas justifica-o. No entanto, entendamo-nos, a misericórdia justifica o pecador, não o pecado. O mandamento da misericórdia quer também que a Igreja não torne a vida difícil aos seus fiéis, e não transforme a religião numa espécie de escravidão. Ela quer - assim o afirma São Tomás de Aquino, na linha de Agostinho - que sejamos livres dos fardos que nos tornam escravos. É o fundamento da alegria que o Evangelho nos oferta".

"O arquiteto do documento de Aparecida foi o cardeal Jorge Bergoglio como presidente da comissão de redação. Não causa, pois, supresa que Aparecida seja citada em muitas passagens da Evangelium Gaudium. A opção preferencial pelos pobres não permaneceu uma especialidade latino-americana. João Paulo II e Bento XVI acolheram-na no seu próprio magistério. Bento XVI dotou-a de uma fundamentação cristológica. Na alocução final da sua visita à Alemanha, a 25 de setembro de 2011, em Friburgo, com a palavra-chave «desmundanização», já quis dizer o que afirma hoje o papa Francisco. Na altura não foi bem compreendido ou, então, nem sequer existiu a vontade de o compreender. Francisco diz agora, com total clareza e de modo programático, de que é que se trata, e di-lo não só com a sua palavra, mas também com o seu simples e sóbrio estilo de vida".

"O Papa pronuncia um quádruplo não: não a uma economia de exclusão em que os seres humanos são apenas remetidos para as margens e se tornam escória e rebotalho; não a um aidolatria do dinheiro e à ideologia da absoluta autonomia dos mercados; não ao dinheiro que, em vez de servir, domina; não à desigualdade social que gera violência".

"... o Papa fala de uma tempestade do amor, o único que é capaz de transformar o mundo desde dentro. A revolução da ternura e do amor acontece, sim, com paixão, mas sem violência, sem fanatismo e ressentimento".

Outros títulos que já recomendei:


03
Nov 14
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GISELDA ADORNATO (2014). Paulo VI. Biografia. A história, a herança, a santidade. Lisboa: Paulus Editora. 296 páginas.

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        Surpreendente. Um retrato muito completo de um Papa que trouxe a Igreja para a atualidade, no meio de grandes provações, na procura de a manter fiel ao Evangelho da Verdade e da Caridade, tornando-a próxima do nosso tempo, da cultura e da ciência, apostando na evangelização, no compromissso missionário, aberta ao mundo, promovendo o ecumenismo e o diálogo com outras religiões e outras sensibilidades.

       A recente beatificação de Paulo VI, no passado dia 19 de outubro, no encerramento da III Assembelia Extraordinária do Sínodo dos Bispos (instituído por Paulo VI no prosseguimento do Vaticano II) e dedicada à família, tema amplamente refletido por ele que lhe trouxe muitos dissabores nomeadamente com a publicação da Exortação Apostólica Humanae Vitae, que suscitou as mais variadas reações, algumas de violento ataque ao papado e à Igreja, e que mesmo dentro da Igreja suscitou oposição e rutura.

       O pontificado de Paulo VI transformou a Igreja, ainda que tenha ficado marcado por vários episódios de tormento e provação. Depois da morte do bom Papa João XXIII, o Cardeal Montini, depois de um tempo de fervor pastoral na maior Diocese do mundo, Milão, regressa a uma casa que conhece bem, no serviço aos seus antecessores, nomeadamente Pio XII. Regressa como Papa, escolhendo o nome de Paulo, sublinhando desde logo a missionaridade da Igreja. 1963, o concílio está a meio e com a morte do Papa saltam as dúvidas se continuará e terá um desfecho. Logo Paulo VI retomará as sessões do Concílio, com uma intervenção muito interventiva, procurando pontes, não cedendo a pressões, com visões muitas vezes antagónicas entre os chamados conservadores e os progressistas. Paulo VI procura que uns e outros dialoguem, e se aproximem da verdade que é Jesus Cristo.

       Com Paulo VI iniciam-se as Viagens Apostólicas do Papa a diversos países do mundo: Israel, EUA, Portugal, Índia, Colómbia, Uganda... e um intenso trabalho apostólico de diálogo com os Ortodoxos, com as diversas confissões cristãs, mas também o diálogo interreligioso, com judeus e muçulmanos, mas também com outras culturas religiosas, encontro com o Dalai Lama.

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       Para quem viveu e cresceu com a figura de João Paulo II, de depois Bento XVI, e agora Francisco, os Papas anteriores são uma memória longínqua que nos é recordada de tempos a tempos. No entanto, com o reconhecimento da heroicidade das virtudes de Paulo VI, em 20 de dezembro de 2012, pela mão de Bento XVI e agora a beatificação, pelas mãos de Francisco, tornou-se urgente redescobrir esta figura iminente da Igreja.

       Tantas foram as vicissitudes que atravessaram a Igreja no século XX. Num tempo de grande transformação, a Igreja contou, no Papado, com figuras extraordinárias, pela inteligência, pela cultura, pela bondade, pela fé. Alguns dos Papas foram entretanto canonizados: Pio X, João XXIII, João Paulo II, e beatificado Paulo VI, mas decorre também o processo de beatificação de Pio XII aberto ainda por Paulo VI.

 

       Curiosa, nesta biografia, a grande proximidade de Paulo VI com os Predecessores mas também com os Sucessores. Trabalhou diretamente, na Cúria Romana, com Pio XI, Bento XV, Pio XII.

 

       João XXIII criou-o Cardeal, em 15 de dezembro de 1958. Por sua vez, Paulo VI cria Cardeal dois dos seus Sucessores, o futuro João Paulo II e Bento XVI.

       As intervenções de Paulo VI encontram eco alargado, pela clareza, pela insistência, pela frontalidade, pela humildade. Alguns temas são problemáticos e geram tensões. Ficará conhecido sobretudo pela Humanae Vitae, mas o seu magistério é muito mais abrangente, com a reforma litúrgica, a implantação do Concílio, a intervenção e compromisso social, o diálogo com a cultura e com a ciência, a aproximação aos jovens, a colegialidade dos Bispos em comunhão com o Papa, o ecumenismo, o diálogo interreligioso, as conferências episcopais, o dia Mundial da Paz, as viagens apostólicas, a intervenção na ONU, peregrino de Fátima, a internacionalização da Cúria Romana, e a reforma da mesma, o Ano da Fé (1968) e o Ano Santo (1975), acentuando precisamente a fé, a reconciliação, a centralidade de Jesus Cristo. As dissensões com os Bispos Holandeses, com Lefebrve, o beijar da terra em Milão, o beijar o pés a Melitone, metripolita de Calcedónia, estreitando os laços com a Igreja Luterana. A abertura da Igreja às mulheres e aos leigos. A Ação Católica.

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        Nasceu a 26 de setembro de 1987, em Bréscia, e faleceu a 6  de agosto de 1978, em Castel Gandolfo. Formado em Filosofia, Direito Canónico e em Direito Civil. Durante a Segunda Guerra Mundial é o chefe do Serviço de Informações do Vaticano e repsonsável por procurar soldados e civis presioneiros ou dispersos. A 1 de novembro de 1954, é eleito por Pio XII para Arcebispo de Milão, é ordenado a 12 de dezembro do mesmo ano, no Vaticano. A 15 de dezembro de 1958, é feito Cardeal. É eleito Papa a 21 de junho de 1963. A 8 de dezembro de 1965 encerra o Concílio Ecuménico Vaticano II.

       Em 21 de novembro de 1964, Consagra Nossa Senhora com o Título de Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o Povo de Deus.

       Em 24 de dezembro de 1964, proclama São Bento como Padroeiro principal da Europa.

       Em 1971, atribui o prémio da Paz João XXIII a Madre Teresa de Calcutá.

       Morre "velho e cansado", mas com esperança na Igreja, conduzida por Cristo, o verdadeiro timoneiro. Alguns meses passa por mais uma grande provação: o rapto (16 de março de 1978) e morte do estadista democrata cristão Aldo Moro, cujo funeral se realiza na Basílica de São João de Latrão, a 13 de maio. Depois a aprovação da Lei do Divórcio, em Itália, no seu último ano de vida assiste ainda à entrada em vigor da Lei do Aborto. Morre às 21h40 de 6 de agosto de 1978.

 

       O futuro Papa João XXIII sobre Montini quando este vai para Arcebispo de Milão: "E agora, onde poderemos encontrar alguém que saiba redigir uma carta, um documento como ele sabia?"

 

       João XXIII, em Carta ao Arcebispo de Milão: "Deveria escrever a todos: bispos, arcebispos e cardeais do mundo [...]. Mas para pensar em todos contento-me de escrever ao arcebispo de Milão, porque nele levo-os a todos no coração, tal como diante de mim ele a todos representa".

 

       Montini-Paulo VI sobre João XXIII: "Que Ele fosse bom, sim, que fosse indiferente, não. Como ele se atinha à doutrina, como temia os perigos, etc. [...] Não foi um transigente, não foi um atraído por opiniões erradas. [...] O seu diálogo não foi bondade renunciatória e pacífica..."

 

       Em 27 de junho de 1977, nomeia Cardeal Joseph Ratzinger, arcebispo de Mónaco e Frisinga. Sobre o futuro Bento XVI:

"Damos atestado desta fidelidade também a V. Eminência, cardeal Ratzinger, cujo alto msgistério teológico em prestigiosas cátedras universitárias da Sua Alemanha e em numerosas e válidas publicações fez ver como a investigação teológica - na via maestra da fides quarens intellectum - não possa e não deva nunca andar separada da profunda, livre a criadora adesão ao Magistério que autenticamente interpreta e proclama a Palavra de Deus...".

       Sobre JOÃO PAULO II... Paulo VI nomeia-o Arcebispo de Cracóvia em 1964 e Cardeal em 1967. Recebeu-o pessoalmente 20 vezes e outras quatro com o Cardeal Wyszynski ou outros bispos polacos. Pedir-lhe-á para orientar os exercícios Quaresmais de 1976. 

       João Paulo II sobre Paulo VI: "Paulo VI trazia no seu coração a luz do Tabor, e com essa luz caminhou até ao fim, levando com alegria evangélica a sua cruz".

 

       Os os Bispos da América Latina que tomaram a iniciativa de promover o processo de Paulo VI para ser elevado aos altares. Por aqui se pode tirar um fio de ligação ao Papa Francisco...


13
Out 13
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

BENTO XVI. A Alegria da Fé. Paulinas Editora. Prior Velho 2012

        O Papa Bento XVI é uma comunicador por excelência, porque comunica o que lhe vai na alma, fruto de uma experiência profunda de fé, na proximidade com Jesus Cristo, enxertado e mergulhado na história da Igreja, como estudioso, sacerdote, professor, catedrático, pastor, bispo, e como "humilde servidor da vinha do Senhor", desde 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013. Depois de convocar o Ano Paulino (2000 anos do nascimento de São Paulo) , de convocar o Ano Sacerdotal, convocou o Ano da Fé, a estender-se de 11 de outubro de 2012 (50 anos após o início do Vaticano II e 20 anos após a publicação do Catecismo da Igreja Católica) a 24 de novembro de 2013, solenidade do Cristo Rei do Universo.

       Num ambiente largamente fragmentado, em que ideias/ideologias, convicções, religiões, tudo é igual, marcado por doses significativas de indiferença em relação aos outros, de marginalização e privatização da fé e do fenómeno religioso, sobretudo na Europa e no mundo ocidental ou ocidentalizado, em que as prioridades na sua maioria são novas e velhas formas de escravização, colocando a economia no lugar de Deus, liberalizando e mercantilizando a vida, destruindo os mais frágeis, ser humanos por nascer e idosos vulneráveis arrumados para não incomodar... a convocação do Ano da Fé traz consigo o propósito de mostrar como a Luz da Fé clarifica o que é verdadeiramente importante. Para os cristãos a Porta da Fé é Jesus Cristo, que nos traz Deus, que nos abre a mente e o coração para os valores da vida, para a dinàmica e a essencialidade do amor e da verdade, para a prioridade da pessoa face ao mercado liberalizado e utilitarista.

       Um dos desideratos sublinhados por Bento XVI é a ALEGRIA da fé, a alegria de nos sabermos amados por Deus, nos descobrimos filhos no Filho, redimidos na morte e na ressurreição de Jesus, vastidão do Amor de Deus que clama por amor. Reconhecendo que vivemos no amor de Deus, a urgência de comunicá-lo aos outros para que que todos caminhemos como irmãos, na descoberta constante dos laços de ternura e de amizade que nos unem, na edificação do reino de justiça, de paz e de bem.

       Nesta publicação, Giuliano Vigini faz um apanhado de diversos textos de Bento XVI, homilias, mensagens, discursos, intervenções, cartas encíclicas, ajeitando-os nos grandes temas que nos remetem para o Credo, do Credo para a comunidade, da comunidade para o mundo inteiro: Creio em Deus Pai, Jesus Cristo, Espírito Santo, Igreja, Vida Eterna, Ressurreição dos mortos e comunhão Santos, Sacramentos, Eucaristia, Confirmação, Penitência, Batismo.

       Para aqueles que estão familiarizados com a escrita de Bento XVI têm aqui mais uma oportunidade de se deixarem tocar pela leveza, simplicidade, envolvência, como se estivesse a ouvir e não a ler, tal é a intensidade do texto, a clareza, assomando uma fé profunda, vivida, partilhada, com diversas experiências de vida, dentro da Igreja e em ambientes diversificados. É certo que nestes dias o olhar se fixa mais facilmente no Papa Francisco e na fluidez e espontaneidade do seu discurso e dos seus gestos, mas, para quem não for preconceituoso (em relação ao Papa alemão), não há antagonismo. Estou em crer que quem apreciar ao forma de comunicar de Francisco não terá dificuldade em entender a mensagem de Bento XVI, ainda que aqui ou acolá possam relevar a especificidade de cada um dos Papas, mas a leveza é demasiado similar.

       Para quem se tem deixado tocar pela presença, pelas palavras, pelos gestos do Papa Francisco, e que sempre se sentiu mais distante de Bento XVI, e se calhar nunca o escutou com atenção, com o coração, ou não o leu, terá aqui uma excelente oportunidade para de fazer uma juízo de valor mais equilibrado. São pedaços de uma vida preenchido, transparecendo a Luz de Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, na Igreja que formamos.

       Vai valer a pena deixar-se contagiar pela alegria da Fé, que irradia das intervenções de Bento XVI.


27
Set 13
publicado por mpgpadre, às 13:30link do post | comentar |  O que é?

       O Boletim da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Voz Jovem, está de regresso. Tirou férias em agosto, mas regressa ao trabalho, informação e formação, divulgação de atividades pastorais, de celebrações, realizadas ou a realizar, notícias e textos de reflexão, sugestões e desafios. Neste número de setembro destaque para a primeira página inteiramente dedicada ao LEMA pastoral para a DIOCESE de LAMEGO para o Ano Pastoral 2013/2014. Na segunda página, e como editorial, texto de enquadramento do tema - Ide e fazei discípulos (Mt 28,19) -, enquanto se aguarda pela CARTA PASTORAL do nosso Bispo, D. António Couto. Refira-se que no dia 5 de outubro realizar-se-á, no Seminário Maior de Lamego, a Assembleia do Clero, oportunidade para assumir diretizes, dar sugestões pastorais, envolver-se com os desafios da Diocese e da Igreja, e ao mesmo tempo com o fito de preparar o Encerramento do Ano da Fé, para o próximo dia 24 de novembro, solenidade de Cristo Rei e na nossa Diocese, Dia da Igreja Diocesana.

       Outro tema em destaque são as AVALANCHES DA FÉ, atividade sugerida por D. António, acerca de um ano, e para se realizar durante o Ano da Fé, o objetivo era/é percorrer todo o chão da Diocese de Lamego, bater a todas as portas, levar Jesus Cristo, a alegria do Evangelho, dar um sorriso, um abraço, uma palavra amiga, interpelar as pessoas para a dimensão da fé. Com a responsabilidade maior do SDPJ de Lamego e dos jovens mas alargadas a todas as pessoas que queiram participar. Neste número texto/reflexão sobre as avalanches e imagens das que foram realizadas no Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tabuaço, e nas quais participaram jovens de Tabuaço.

       Na última página, a reflexão bíblica, com a figura de José do Egipto, as informações habituais, e um pedaço da reflexão do Papa Francisco, numa das últimas Audiências Gerais, das quarta-feiras, onde compara a Igreja às Mães, convidando a frequentarmos a Universidade das Mães.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


27
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:28link do post | comentar |  O que é?

       Já no ambiente mais descontraído das festas, aí está a edição de julho do Boletim Paroquial Voz Jovem. Este número é dedicada à celebração do Sacramento da Confirmação, no passado dia 6 de julho, com a presença do Sr. Bispo D. António Couto, crismando 17 jovens da comunidade, que juntou dois grupos que frquentaram o 10.º ano de catequese, nos anos pastorais de 2011/2012 e 2012/2013.

       Para lá da notícia desenvolvida pelas catequistas, algumas fotos da celebração. Na página três duas questões colocadas por crianças ao Papa Bento XVI, e que fazem parte de um conjunto maior (pode ser lido na íntegra AQUI), sobre a comunhão e sobre a confissão.

       Na última página o editorial, com a assinatura do pároco, e o olhar de um jovem, que continua a apresentar a vida de José do Egipto, bem como outra informação paroquial.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


26
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:29link do post | comentar |  O que é?


16
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 19:16link do post | comentar |  O que é?


21
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 19:18link do post | comentar |  O que é?


publicado por mpgpadre, às 18:31link do post | comentar |  O que é?

       Segunda parte:


publicado por mpgpadre, às 17:58link do post | comentar |  O que é?

       Há 50 anos era eleito Papa o então cardeal Montini, Arcebispo de Milão...

       Uma minisérie sobre o venerável Paulo VI. Primeira parte. Visualizando no youtube poderá avançar para a segunda e terceira partes:


29
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:56link do post | comentar |  O que é?

       O momento mais importante da vida litúrgica da Igreja é a Páscoa da Ressurreição, na Qual nasce a Igreja. No boletim Voz Jovem deste mês não poderia faltar a referência e a reflexão à volta da Semana Santa, com as várias celebrações comunitárias e seus significados. Para lá deste tema central outros fizeram/fazem a vida da comunidade paroquial: a Vigília Vocacional, proposta pelo Departamento da Pastoral Vocacional da Diocese de Lamego, a solenização da Eucaristia e convívio com o Grupo Coral dos Bombeiros Voluntários de Vila Real - Cruz Verde. No boletim, outras informações mais voltadas para a comunidade paroquial, mas também outros motivos de interesse: reflexão bíblica, ou editorial, neste mês, sobre o gesto de renúncia do Papa Bento XVI.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


21
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:29link do post | comentar |  O que é?


05
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


04
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

Venerados e queridos irmãos!

       Com grande alegria vos acolho e dirijo a cada um de vós a minha cordial saudação. Agradeço ao cardeal Angelo Sodano que, como sempre, soube fazer-se intérprete dos sentimentos de todo o colégio: 'Cor ad cor loquitur'. Obrigado, eminência, de coração. E gostaria de dizer - retomando a experiência dos discípulos de Emaús - que também para mim foi uma grande alegria caminhar convosco nestes anos, na luz da presença do Senhor ressuscitado.

       Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotaram a praça São Pedro, a vossa proximidade e o vosso conselho foram de grande ajuda no meu ministério. Nestes oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiante no caminho da Igreja, junto a momentos nos quais algumas nuvens pairavam no céu. Procuramos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total, que é a alma do nosso ministério. Demos esperança, aquela que vem de Cristo, que somente pode iluminar o caminho. Juntos podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão, e juntos rezar para que vos ajude a crescer ainda nesta profundidade, de forma que o colégio de cardeais seja como uma orquestra,onde a diversidade - expressão da Igreja universal - contribua sempre para uma maior concórdia e harmonia.

       Gostaria de deixar-vos um pensamento simples, que tenho muito no coração: um pensamento sobre a Igreja, sobre o seu ministério, que constitui para todos nós, podemos dizer, a razão e a paixão da vida. Deixo-me ajudar por uma expressão de Romano Guardini, escrita propriamente no ano em que os padres do Concílio Vaticano II aprovavam a Constituição 'Lumen Gentium', no seu último livro, com uma dedicação pessoal também para mim; por isso as palavras deste livro são para mim particularmente queridas. Diz Guardini: a Igreja "não é uma instituição concebida e construída em cima de uma mesa..., mas uma realidade viva... Ela vive ao longo do curso do tempo, em andamento, como cada ser vivo, transformando-se... Contudo na sua natureza permanece sempre a mesma, e o seu coração é Cristo". Foi a nossa experiência, ontem, parece-me, na praça São Pedro: ver a Igreja que é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo e vive realmente da força de Deus. Ela está no mundo, mas não é do mundo: é de Deus, de Cristo, do Espírito. Vimos isso ontem. Por isto é verdadeira e eloquente outra famosa expressão de Guardini: "A Igreja se desperta nas almas". A Igreja vive, cresce e se desperta nas almas, que - como a Virgem Maria - acolhem a Palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo; oferecem a Deus a própria carne e, propriamente na sua pobreza e humildade, tornam-se capazes de dar à luz a Cristo hoje no mundo. Através da Igreja, o Mistério da Encarnação permanece presente para sempre. Cristo continua a caminhar nos tempos e em todos os lugares.

       Permaneçamos unidos, queridos Irmãos, neste Mistério: na oração, especialmente na Eucaristia quotidiana, e assim sirvamos à Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria, que ninguém pode nos tirar.

       Antes de saudar-vos pessoalmente, desejo dizer-vos que continuarei a ser próximo na oração, especialmente nos próximos dias, a fim de que estejam plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre aquilo que é desejado por Ele. E entre vós, entre o colégio cardinalício, há também o futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha incondicional reverência e obediência. Por isto, com afeto e reconhecimento, concedo-vos de coração a benção apostólica.

 

BENEDICTUS PP XVI

Sala Clementina do Palácio Apostólico - Vaticano

Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

 

 "Não sou mais pontífice, mas um simples peregrino que cumpre a última etapa nessa terra junto com a Igreja"


02
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

Se as encíclicas, os livros, as homilias, as mensagens e tudo o que foi dizendo e escrevendo ao longo do pontificado vai merecer releituras e estudos detalhados, muito mais este gesto de Bento XVI pela sua “gravidade e inovação”.

 

       Não se alcança nestes dias o horizonte da decisão de Bento XVI. Sabe-se, por enquanto, que a sua atitude é uma grande mensagem, um capítulo central do legado que deixa à Igreja Católica e um gesto que expressa a sua personalidade e a perceção acerca da missão de cada batizado, incluindo a do Papa, num momento específico da história.

       Se as encíclicas, os livros, as homilias, as mensagens e tudo o que foi dizendo e escrevendo ao longo do pontificado vai merecer releituras e estudos detalhados, muito mais este gesto pela sua “gravidade e inovação”.

       As palavras são do próprio Bento XVI e foram pronunciadas em português na sua última audiência na Praça de S. Pedro, em Roma.

       “Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito”, disse Bento XVI após ter recordado o seu estado de espírito quando foi eleito Papa, no dia 19 de abril de 2005, nomeadamente o “peso grande” que lhe caía sobre os ombros.

       É esse mesmo realismo que permite a Bento XVI dar este passo. E ter prometido, já em ambiente de pré-conclave, obediência “incondicional” ao futuro Papa, depois de ter tomado a decisão “mais justa” para o bem da Igreja.

       Bento XVI comunicou a renúncia ao pontificado no dia 11 de fevereiro. Depois, no decorrer da agenda já assumida, foi explicando os motivos e o contexto em que tomou essa opção e as consequências que espera para a vida da Igreja, que liderou até ao último dia de fevereiro. E são essas palavras que interessa manter por perto quando se procura interpretar um gesto que introduz rutura na forma de entender e exercer o ministério de ser o sucessor de Pedro no contexto atual.

       Assim, as sensações e as emoções provocadas por este momento de viragem na história têm de ser geridas na consciência de cada pessoa: a dos crentes, interessados em contribuir para que a Igreja seja cada vez mais de Cristo; e a de todos os cidadãos, cativados por uma instituição que, na sua origem e identidade, tem por fim único propor a felicidade a todos.

       A isso nos ensina também o Papa que resigna. A decisão que tomou parte da sua consciência, depois de a “ter examinado repetidamente” e de o ter feito “diante de Deus”. Nesse diálogo, entre a consciência e Deus, num ambiente espiritual fundamentado e seduzido pelo exemplo de Cristo, encontra-se o segredo para decisões acertadas, voltadas não tanto para o bem próprio, antes para o bem de todos, o único capaz de gerar alegria.

       Uma convicção afirmada até ao último momento. No seu último tweet, Bento XVI escreveu, dizendo de si e desafiando todos: “Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida”.

 

Paulo Rocha, Editorial da Agência Ecclesia.


27
Fev 13
publicado por mpgpadre, às 18:00link do post | comentar |  O que é?

       Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na primavera. Já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita. Ou melhor, escrita não pela sua pena mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.

       A 19 de abril de 2005 um homem que pertence à raça das águias intelectuais, temido pelos seus adversários, admirado pelos seus estudantes, respeitado por todos devido à acutilância das suas análises sobre a Igreja e o mundo, apresenta-se, recém-eleito Papa, como um cordeiro levado para o sacrifício. Utilizará até a terrível palavra «guilhotina» para descrever o sentimento que o invadiu no momento em que os seus irmãos cardeais, na Capela Sistina, ainda fechada para o mundo, se viraram para ele, eleito entre todos, para o aplaudir. Nas imagens da época, a sua figura curvada e o seu rosto surpreendido testemunham-no.

       Depois teve que aprender o mister de Papa. Extirpou, como raízes arraigadas sob o húmus da terra, o eterno tímido, lúcido na mente mas desajeitado no corpo, para o projetar perante o mundo. Foi um choque para ambas as partes. Não conseguia assumir a desenvoltura do saudoso João Paulo II. O mundo compreendia mal aquele Papa sem efeito. Bento XVI nem teve os cem dias de "estado de graça" que se atribuem aos presidentes profanos. Teve, sem dúvida, a graça divina, fina mas pouco mundana. Contudo teve, ainda e sempre, a humildade de aprender sob os olhares de todos.

       Foram sete anos terríveis de pontificado. Nunca um Papa teve, num certo sentido, tão pouco "sucesso". Passou de polémica em polémica: crise com o Islão depois do seu discurso de Ratisbona, onde evocou a violência religiosa; deformação das suas palavras sobre a Sida durante a primeira viagem à África, que suscitou um protesto mundial; vergonha sofrida pelo explodir da questão dos sacerdotes pedófilos, por ele enfrentada; o caso Williamson, onde o seu gesto de generosidade em relação aos quatro bispos ordenados por D. Lefebvre (o Papa revogou as excomunhões) se transformou numa reprovação mundial contra Bento XVI, porque não tinha sido informado sobre os discursos negacionistas da Shoah feitos por um deles; incompreensões e dificuldades de pôr em ação o seu desejo de transparência quanto às finanças do Vaticano; traição de uma parte do seu grupo mais próximo no caso Vatileaks, com o seu mordomo que subtraiu cartas confidenciais para as publicar...

       Não teve nem sequer um ano de trégua. Nada lhe foi poupado. Às violentas provações físicas do pontificado de João Paulo II, ao atentado e ao mal de Parkinson, parecem corresponder as provações morais de rara violência desta litania de contradições sofrida por Bento XVI.

       Ao renunciar, o Papa eclipsa-se. À própria imagem do seu pontificado. Mas só Deus conhece o poder e a fecundidade da humildade.

 

Jean-Marie Guénois, in Le Figaro Magazine, 15-16.2.2013. Transcrição: L'Osservatore Romano © SNPC | 25.02.13.

 


publicado por mpgpadre, às 11:59link do post | comentar |  O que é?

BENTO XVI na última Audiência Geral, 25 de fevereiro de 2013, aqui em português:


26
Fev 13
publicado por mpgpadre, às 10:54link do post | comentar |  O que é?


23
Fev 13
publicado por mpgpadre, às 17:00link do post | comentar |  O que é?

       No passado dia 11 de fevereiro, de forma surpreendente, o Papa Bento XVI comunicou aos Cardeais, e a toda a Igreja, a decisão de renunciar ao ministério petrino, como Bispo de Roma: "declaro - disse o Papa Bento XVI - que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20h00, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice".

       A partir de 28 de fevereiro, às 19h00 portuguesas, a Sé de Pedro fica vacante. É neste contexto muito próximo e importante para a Igreja, que editámos o Boletim Voz Jovem deste mês de fevereiro, inteiramente dedicado ao Papa Bento XVI, em jeito de gratidão pelo Seu ministério muito profícuo. A edição é baseada sobretudo em imagens de Bento XVI, em algumas delas ao lado do beato João Paulo II. As imagens são acompanhadas por três textos: o da renúncia, o da Audiência Geral, quarta-feira seguinte a ser conhecida a renúncia de Bento XVI, e também as primeira palavras de Bento XVI, como Papa, no dia 19 de abril de 2005.

   O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


18
Fev 13
publicado por mpgpadre, às 11:51link do post | comentar |  O que é?


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