...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
04
Jan 17
publicado por mpgpadre, às 11:01link do post | comentar |  O que é?

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       As Portas da Misericórdia encerram-se mas não a Misericórdia divina. Como referiu o nosso Bispo, na Solenidade de Cristo Rei, no passado dia 20 de novembro, o encerrar das Portas recorda-nos a urgência de ir e levar a misericórdia a toda a gente, a todo o mundo.

       No Arciprestado de Moimenta da Beira-Sernancelhe-Tabuaço, a Caminhada do Advento, proposta às paróquias que o constituem, sintonizando com o plano pastoral diocesano e com a liturgia dominical, inicia com uma porta fechada, para impedir os ladrões de entrar. No decorrer da Eucaristia, a porta abre-se para que Jesus entre, deixando que Ele nasça na nossa vida. Fechamo-nos ao mal, a todo o tipo de guerra, dispomo-nos à paz, a construir, a viver as obras de misericórdia, a despertarmos do sono para saborearmos o DIA que irradia com a vinda de Cristo.

       O Advento é tempo de graça e salvação. Sendo um tempo novo, o Advento não se desfaz do que está antes, mas dá-lhe o colorido da festa que se aproxima, comprometendo-nos mais, fazendo-nos recordar a razão da nossa esperança e do nosso compromisso com os outros. Preparamo-nos para celebrar o aniversário de Jesus. Não é algo que se repita. Nada se repete na nossa vida. Cada instante conta. Cada segundo. É a minha, a tua, a nossa vida. Todos os momentos são importantes. Todos os minutos valem!

       Um ciclo finda, outro se inicia, entrelaçando-se no anterior e projetando-nos para o futuro, em espiral. Nos textos da liturgia (cf. Mt 24, 37-44), Jesus a desafia-nos à vigilância para que a Sua vinda não passe despercebida como no tempo de Noé, em que as pessoas comiam e bebiam, casavam-se e davam em casamento e só se aperceberam do dilúvio quando este chegou. Era tarde demais!

       Jesus anuncia aos seus discípulos um tempo novo que está a chegar, aproxima-se a Sua morte. Logo advirá a Sua ressurreição, inaugurando, em plenitude, um Reino novo, de paz e de misericórdia, de justiça e de amor. Naquele tempo, o mistério da Sua morte e da Sua ressurreição passou indiferente para muitos. Também nos pode passar ao lado. Não podemos deixar o tempo correr. É preciso que saboreemos a vida e nos comprometamos uns com os outros.

       Ele continua a emergir na nossa vida e a ressuscitar connosco em todo o bem que praticamos. Por ora, preparamos a celebração da Sua primeira vinda, mas em dinâmica futura. Jesus volta. Não tardará. Como nos vai encontrar? Como O vamos receber?
 
Publicado na Voz de Lamego, n.º 4389, de 29 de novembro de 2016


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       «Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais» (Mt 24, 42-44).

       O que se avizinha não tem de ser atemorizador! A salvação está ao nosso alcance, foi-nos colocada na palma da mão. Jesus viveu e morreu por nós, por mim e por ti. E, por mim e por ti, por nós, ressuscitou. Introduziu-nos na eternidade de Deus. Deixemos que nasça em nós, na nossa vida, que nasça e nos ressuscite, nos desperte para a vida abundante de graça e de misericórdia.

       Nada há a temer quando estamos preparados. Sabendo que Ele vem. Há 2.000 mil anos veio ao mundo. A Sua vinda conjuga-se agora no presente. Vem. E vem para ficar, para criar raízes. E para que n'Ele enraizemos a nossa vida. Lembremo-nos que os ramos crescem à medida que as raízes se fincam na terra. Ou, noutra imagem, a videira e a seiva que alimentam os ramos e as folhas. Quando a vida de Jesus Cristo circula em nós então a nossa vida está garantida, como promessa e como tarefa. Os sustos que apanhamos têm a ver com o facto de estarmos desprevenidos. Jesus previne-nos para estarmos preparados, para O reconhecermos e O acolhermos.

       No "Principezinho", a Raposa sublinha a alegria a crescer com o aproximar do encontro com o Principezinho quando sabe a hora do mesmo. "Teria sido preferível teres voltado à mesma hora. Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, eu, a partir das três, já começo a ser feliz. Quanto mais se aproximar a hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já estarei agitada e inquieta; descobrirei o preço da felicidade! Mas se vieres a qualquer hora, ficarei sem saber a que horas hei de vestir o meu coração..."

       Ora, Jesus diz-nos que está a chegar. Revistamo-nos de alegria e de esperança. Preparemo-nos para que não nos surpreenda distraídos. Abramos os ouvidos, os olhos, o coração, a vida por inteiro. Ele está a chegar. Não aqui ou ali. Mas em nós. Em cada pessoa que se aproxima de nós, em cada pessoa de quem nos aproximamos. Em todo o tempo! A qualquer hora!

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4391, de 13 de dezembro de 2016


31
Dez 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – Cada novo ano civil se inicia sob o patrocínio de Maria, Mãe de Deus. Renovamos a esperança num mundo em que (re)nasça e cresça a paz e a alegria, a luz e a justiça e a ternura da Virgem Mãe.

A vida de Jesus é envolvida pela docilidade e delicadeza, pela inclusão e pelo cuidado aos mais frágeis. Por certo não será difícil encontrar a doçura, a afetividade, a delicadeza em Maria e em toda a sagrada Família. A entreajuda nas tarefas de casa e nos compromissos sociais, a participação na vida da comunidade, os tempos de festa e de alegria, os momentos de dor, de perda e de luto.

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2 – No Principezinho, o narrador inicia a sua história com um desenho: uma jiboia a digerir um elefante. Como os adultos não percebem o desenho, faz um segundo, colocando os contornos do elefante dentro da jiboia. Tinha então seis anos de idade e mostra o desenho 1 e depois o 2 para meter medo, mas para quem vê não passa de um chapéu. Dizem-lhe que deixe de brincar e se dedique à história, à geografia, à matemática e à gramática. Só mais tarde, muito mais tarde, já aviador, perdido no deserto do Saara, alguém, o pequeno Príncipe, percebe espontaneamente o seu desenho: uma jiboia a digerir um elefante! Afinal, as pessoas adultas são esquisitas, andam de um lado para o outro e nem sabem o que procuram!

«Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos…» (Lc 10, 21). Só os pequeninos, pobres, simples e humildes de coração compreendem os mistérios de Deus e, quando não compreendem, confiam. Não admira, portanto, que sejam os pastores os primeiros a escutarem a voz que vem das alturas e a compreenderem que Aquele Menino é uma bênção de Deus dado à humanidade.

Os pastores são gente simples, pobre, humilde! Aproximam-se rapidamente de Maria e de José, veem o Menino deitado na manjedoura e extravasam de alegria, relatando tudo o que ouviram acerca d'Aquele Menino. Todos ficam maravilhados. Têm o encanto do encontro e a alegria da partilha. Há de ser assim o nosso encontro com Jesus, contando-Lhe a nossa vida e confiando-Lhe os nossos anseios e preocupações, os nossos sonhos e projetos. Em simultâneo, atraiamos outros com o nosso entusiasmo em falar e transparecer Jesus.

Sublinha-se, neste episódio, a importância da dimensão missionária. Os pastores escutam os Anjos. Diante de Jesus, Maria e José, dizem as razões da sua alegria. No regresso a suas casas continuam a anunciar Jesus e o que Deus fez a favor de todo o povo.

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3 – «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra…  A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1, 38.46-55). As palavras de Maria sublinham a humildade com que acolhe e vive a Sua vocação de Se tornar a Mãe do Salvador. Transparece a grandeza de Deus para o mundo. É a Sua missão. Há de ser também a nossa: engrandecermos, com humildade, a presença de Deus, para que Ele, em nós e através de nós, opere maravilhas.

Os pastores não disfarçam a alegria deste encontro e têm urgência em comunicar tudo o que ouviram acerca deste Menino.

Maria deixa que as palavras saltem do coração, quando se encontra com Isabel. Hoje silencia, escuta com o coração, medita nas palavras proferidas pelos pastores. «Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração». Como reiteradamente tem salientado o nosso Bispo, D. António Couto, Maria não apenas escuta mas compõe as palavras e os acontecimentos que lhe chegam ao coração. É uma melodia nova que está a manifestar-Se ao mundo.


Textos para a Eucaristia (A): Num 6, 22-27; Sl 66 (67); Gal 4, 4-7; Lc 2, 16-21.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


10
Dez 16
publicado por mpgpadre, às 19:45link do post | comentar |  O que é?

1 – Alegra-te, rejubila. O terceiro domingo do Advento, é Domingo da Alegria (gaudete), pois estamos às portas do Natal, celebração festiva do nascimento de Jesus. Em menos de nada estamos lá. À nossa volta já tudo nos fala desta quadra, mesmo que este tudo seja pouco, enfeites e prendas, vendas e compras e luzes, tudo faz parte e obviamente é importante, mas já que se faz a despesa que se festeje com o aniversariante, com Jesus. Essencial será renovar a fé, acolher Jesus, amar Jesus, descobrir Jesus, na oração e na celebração, em casa e na rua, na Igreja e no trabalho, na pessoa amiga e na vizinha, no que está próximo e no que está distante, naquele de quem precisamos e quem precisa de nós.

O dia a nascer! São horas de despertar. Os primeiros raios de Sol começam a clarear a aurora. Já o galo canta e já a vida encanta. É tempo de cantar, de sorrir, de louvar, é tempo de amar e de servir, é tempo de aprontar o biberão e dispor das mãos para trabalhar.

A certeza da chegada prometida, será cumprida. A promessa vem de Deus, o anúncio feito pelo Batista, tem em Jesus guarida. João cumpriu a sua missão, preparar a vinda do Messias. É o mensageiro que mostra o Reino a emergir. João é preso pela frontalidade com que anuncia e denuncia, pondo a descoberto os artesãos do mal e da corrupção. Da cadeia pede informações sobre Jesus e a Sua luz. Já ouviu dizer mas quer saber em definitivo que Aquele Jesus é mesmo o Messias prometido. A resposta, faz saber Jesus, está nas palavras proferidas, na mensagem proclamada, mas sobretudo no fazer e no viver: «Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo».

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2 – Querendo ainda olhar para João, para melhor perceber o que nos quer levar a viver, ouçamos então o que Jesus também tem para dizer: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

O deserto é incerto, mas é desafio certo, dele sair para cumprir o projeto que está a surgir. Jesus é a Palavra e o Rosto e a Vida do Pai. João é a Voz que ressoa pelo deserto até que doa, é Profeta e Precursor, que mostra que é essencial seguir o Salvador, Cristo Senhor.

 

3 – E continuando neste pendor, em preparação para celebrarmos o nascimento do Redentor, o desafio do Profeta Isaías: alegria, alegria! Não por qualquer passe de magia. Pelo contrário, é a vida, dada e oferecida, trabalhada e comprometida.

A convocação para o júbilo abarca toda a criação, o campo, o descampado e a terra árida. Dirige-se a todos, especialmente aos que estão fatigados. O Senhor Deus "vem fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos". É um tempo novo, de graça e de salvação. Anuncia-se o que se cumprirá com a chegada do Messias, cegos, coxos e mudos hão de ver, saltar e cantar com alegria.

A alegria firma-se na fé e na confiança em Deus. A Sua vinda está para breve. A Sua promessa é para concretizar. Ele volta-Se para nós, especialmente para aqueles que se predispõem a crescer, a amadurecer, que se querem protegidos, amados e redimidos.

Preparamos a chegada do Salvador agindo ao Seu jeito, cuidando de quem está mais frágil, pois cada vez que tratarmos a ferida do outro é de Cristo que estamos a cuidar, como muitas vezes lembrava a Santa Teresa de Calcutá.


Textos para a Eucaristia (A): Is 35,1-6a.10; Sl 45 (46); Tg 5,7-10; Mt 11,2-11.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


03
Dez 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – Um tronco! Uma vida. Uma raiz! Um começo. Um rebento! Vida nova a germinar! Anúncio de primavera! Tempo de esperança! Aurora de um novo dia, claridade a despontar! E com o dia, mais tempo para viver, para aproveitar. Um tronco! Uma raiz! Um rebento! O deserto! Vazio ou espaço a preencher? João Batista a pregar, a anunciar, a provocar! Um Messias para vir! Um profeta novo a chegar!

De uma raiz desponta um rebento, de onde florescerá uma nova criação, um mundo novo. João Batista, sem peias nem teias: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». No dizer do profeta Isaías é a VOZ que clama no deserto, que nos interpela a prepararmo-nos para recebermos e reconhecermos a PALAVRA que vem do alto, que vem de Deus. Um rebento do qual germinará a vida e a salvação! Aprontemo-nos para perceber a Sua chegada. "Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão".

A salvação está aí, a árvore tem de dar fruto. De contrário, apenas servirá para fazer sombra, produzir oxigénio, para deitar ao lume... já é bastante útil e até necessário, mas não se compreende que árvores de fruto não deem fruto, se foram plantadas para esse efeito!

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2 – João e Jesus. Advento. A vinda de um prepara a vinda do outro. João vem primeiro, como Precursor, dulcificar os corações para se deixaram cativar por Jesus. Jesus está antes. Junto do Pai, desde sempre. Vem para salvar, para ajuntar, para redimir. Ele batizará no Espírito Santo e no fogo. Vem depois, mas é perante Ele que João Batista (e cada um nós) se prostrará para O adorar.

Do tronco de Jessé brotará um rebento. Um enxerto. Um novo David, novo Adão, novo Moisés. O rebento florescerá, dando frutos de misericórdia, de perdão, de justiça e de paz. O enxerto de uma árvore visa a produção de frutos de qualidade. Jesus enxerta-se na humanidade, assumindo-nos, Ele mesmo se torna em raiz, em árvore, na qual, doravante somos enxertados. Uma vez enxertados em Cristo, se o enxerto vingar, só podemos produzir bons frutos.

O profeta Isaías convida-nos a olhar para o Messias que virá, sobre Quem "repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus... não julgará segundo as aparências…"

Com Ele, um tempo de paz. "O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir... A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora..." A partir dos frutos saberemos se estamos no caminho certo!


Textos para a Eucaristia (A): Is 11, 1-10; Sl 71 (72); Rom 15, 4-9; Mt 3, 1-12.

 

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09
Jan 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

O Céu abre-se para que a VOZ de Deus se faça ouvir. Com Jesus, Deus está mais perto de nós, tão perto que O podemos ver, tocar, O podemos perseguir, podemos apedrejá-lo e até matá-l'O. Deus está tão perto que Se esconde no meio de nós. Caminha connosco. Percorre ruas e vielas e avenidas que também percorremos, e sonhos e projetos de transformar o mundo e fazer com que todo o mundo seja uma só família e em que todos sejamos irmãos.

A voz que vem de Deus diz-nos que Aquele Homem da Galileia (e da Judeia e do mundo inteiro) é o Filho, o Amado do Pai. É único para o Pai, pois todos aqueles que amamos são únicos para nós. Ama-O com todo o amor. Deus não Se dá aos pedaços, às prestações, ou sob condição em conformidade com o comportamento futuro. Como a Jesus, também a nós Deus nos ama. Ama-nos primeiro. Antes de o merecermos. Ama-nos por inteiro. Como a Jesus. Seremos, como Ele, filhos únicos e bem-amados.

 

2 – A vida pública de Jesus inicia com o Seu Batismo. A nossa vida, como membros do Corpo de Cristo que é a Igreja, inicia com a inserção no Batismo de Jesus, tempo novo de graça e de salvação, novas criaturas, beneficiários da Misericórdia de Deus.

Importante lição de João Batista quando a multidão se pergunta se não será ele o Messias. Poderia deixar andar e beneficiar da expetativa e do sucesso granjeado entre a multidão. Mas depressa lhe assenta o estômago: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».

João prepara o caminho, é a Voz que torna audível a Palavra de Deus que é Jesus Cristo. Aponta para o Messias: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele está antes, porque desde sempre é o Filho de Deus. É Ele que Eu anuncio. Foi por Ele que eu vim.

E lição importante de Jesus que se coloca na fila, sem passar à frente, ao largo ou ao longe, sem Se colocar acima, à margem ou de fora, coloca-Se em fila e como parte daquele povo que se aproxima de João Batista para ser batizado.

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3 – Um dos fios condutores do Evangelho e da missão evangelizadora de Jesus é a sintonia com o Pai. O Meu Alimento, diz Jesus, é fazer a vontade de Meu Pai. Nada faço por Mim mesmo. Como vi fazer ao Pai, assim Eu faço. Mais tarde, no entardecer de Quinta-feira santa, o mandato aos seus discípulos: Como EU fiz, fazei vós também. É o caminho e compromisso com o amor, com o serviço, no cuidado terno aos semelhantes que em Jesus se tornam irmãos de cada um de nós.

Enquanto levanta o olhar, o coração, a vida e o mundo para Deus, o céu abre-se e o Espírito Santo assume a forma corporal de uma pomba. E faz-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

No Batismo de Jesus, e no nosso também, Deus está por inteiro, Pai e Filho e Espírito Santo, manifesta-Se totalmente e assume-nos por inteiro. Ele coloca em nós todo o Seu amor de Pai.

 

4 – São Pedro, na segunda leitura, aponta-nos o CAMINHO a seguir, acessível a todos, já que Deus não faz aceção de pessoas e, portanto, cada um de nós se habilita à Sua herança. Ele enviou-nos Jesus Cristo, Sua palavra, que nos anuncia e nos traz a paz. A condição é o temor/amor a Deus e a prática da justiça.

A referência, o nosso CAMINHO, é Jesus Cristo, Enviado pelo Pai, ungido com a força do Espírito Santo, “passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele».

Deus está connosco! Está no meio de nós. Avancemos fazendo o bem e sendo cura para todos os que vêm até nós. Partamos ao encontro uns dos outros.

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Textos para a Eucaristia (ano C): Is 42, 1-4. 6-7; Sl 28 (29); Atos 10, 34-38; Lc 3, 15-16. 21-22.


02
Jan 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – Todos os encontros podem deixar marcas em nós, mas contam verdadeiramente aqueles que nos tocam a alma e mudam a nossa vida. Se cada encontro pode influenciar-nos e enriquecer-nos, há aqueles que nos ajudam a ver a vida de um perspetiva diferente, a acreditar no amanhã, a depositar os nossos sonhos no futuro com esperança. Sentimos que chegamos a casa. Há estrelas que brilham no firmamento e nos atraiam para o melhor que a vida tem para nos dar.

Os Magos vêm de longe. Seguem com leveza e com pressa de chegar. É uma das características destes dias: Maria com pressa de chegar junto de Isabel; os pastores com pressa de chegar ao Presépio, e os Magos com pressa de adorarem o Deus Menino.

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2 – «Onde está o rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Quando não sabemos a direção é melhor parar e perguntar. O GPS – a estrela – levar-nos-á ao destino, mas a confusão da cidade pode distrair-nos do caminho.

Herodes fica perturbado. O medo toma conta do seu coração. Habituou-se ao poder e não quer que nada ponha em causa a sua comodidade. Chama os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, informa-se acerca do local do nascimento do Messias, que segundo as profecias será «em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’».

O alvoroço provocado pela notícia de que o Messias nasceu mobiliza Herodes e a cidade. Deve também inquietar-nos, desinstalar-nos, levar-nos a querer saber mais, a descobrir onde O encontrar.

O mais triste é se estamos ao pé do sino e não ouvimos as horas, por habituação, por desleixo ou preguiça. O alvoroço está instalado. Ficamos com Herodes, comodamente instalados à espera que as notícias nos cheguem aos ouvidos, ou seguimos com os Magos, para fora do palácio e da cidade, e vamos a Belém?

 

3 – A esperança de Israel concretiza-se n'Aquele Menino. Todos se hão de prostrar diante d'Ele porque d'Ele virá todo o bem. "Prostrar-se-ão diante dele todos os reis, todos os povos o hão de servir. Socorrerá o pobre que pede auxílio e o miserável que não tem amparo".

O nascimento de Jesus é um acontecimento inaudito, Deus assume-nos por inteiro. A todos. Vem para o Seu povo, mas ao alcance de todos os povos, como relembra o Velho Simeão: «Agora, Senhor, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo» (Lc 2, 22-35). Os magos mostram que a Mensagem de Deus e os sinais da Sua presença no meio de nós chegam a toda a parte.

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4 – Logo que os magos se afastam do palácio, da cidade, e das distrações, a Estrela que os guia volta a estar visível. Por vezes precisamos de nos afastarmos um pouco, fazendo silêncio para ver melhor e para perceber o que nos rodeia e que caminho havemos de retomar.

"Eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra".

Os magos chegam finalmente onde se sentem em casa, junto de Jesus. E dão-lhe os presentes, simbólicos, a um tempo: ouro realeza; incenso divindade, e mirra humanidade. Há mais alegria em dar do que em receber. E mais que dar, importa dar-se. É o que fazem os pastores, é o que fazem os magos. Dão o melhor que têm porque se querem dar fazendo-se presentes. E recebem o maior presente: Jesus, Deus Menino. E tudo muda.

O encontro com Jesus fá-los voltar por outro caminho. "E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho". Também o nosso encontro com Jesus nos há de levar por outro caminho, não preferentemente ao palácio, mas ao mundo.

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Textos para a Eucaristia: Is 60, 1-6; Sl 71 (72); Ef 3, 2-3a. 5-6; Mt 2, 1-12.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE.


31
Dez 15
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Iniciamos cada ano sob o olhar materno da Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, para que em todo o ano Ela seja a Estrela da Manhã que nos guia para Jesus e nos conduz para dentro do Presépio, dando-nos Jesus, para O adorarmos, contemplando-O, enchendo-nos da Sua alegria e da Sua paz. Exige-se-nos o mesmo que a Maria: acolhê-l'O, adorá-l'O e dando-O aos outros.

        Um Menino nos foi dado, um Deus no meio de nós. Em Jesus, Deus entranha-Se na história a partir da própria história, encarnando, fazendo-Se Um de nós. Sem anúncios espetaculares ou publicidade enganosa, sem reportagens ou parangonas. Simplesmente nascendo numa família o mais normal possível, de Nazaré, e como qualquer família, com os seus contratempos, desde logo o nascimento em Belém de Judá.

       Há sinais que muitos veem, mas que poucos valorizam e dão crédito. Por regra, só quem tem um coração pobre, grande, disponível para os outros, vazio das coisas e sem orgulhos vãos, é que consegue ler os sinais que surgem na sua vida e à sua volta. Os que estão cheios de si raramente veem o que é verdadeiramente importante, o que conta, o que transforma a vida. Cheios de si, só eles contam, ninguém mais importa, nada têm a aprender ou a descobrir, a importância está neles, os outros são acessórios que embelezam as suas vitórias ou escadas que se permitem pisar para subir mais e mais.

       Como Maria a caminho da Montanha, apressadamente, assim os pastores ao encontro do Menino, apressadamente. Não há tempo a perder. Tudo é importante. Mas há acontecimentos que são decisivos e há pessoas – que nos trazem a salvação – que precisam de toda a nossa atenção. Os pastores deixam os rebanhos, partem por que nada têm de mais importante que a adoração de Jesus, o Menino que vem da parte de Deus. Diante de Jesus, tudo é relativo, secundário, dispensável. Só Jesus não se pode dispensar. Recordamos a liturgia da Festa da Sagrada Família: quando Jesus não está no MEIO, não está connosco, então há que deixar tudo, tudo, absolutamente tudo, para ir ao Seu encontro. Sem Ele de pouco vale o que temos ou o que somos. Com Ele, até as provações têm sentido e poderão ser redentoras.

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       2 – Chegados a Belém, encontram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura, conforme o Anjo do Senhor lhes revelara. E de novo não há tempo a perder, não importa a pressa que traziam, nem o que deixaram lá fora, estão em casa pois estão junto de Jesus, encontraram uma RAZÃO maior que iluminará as suas vidas por completo.

       Que importa o mundo inteiro se tenho o mundo ao pé de mim, se estou em casa, se sou iluminado pela maior luz, se diante dos olhos e do coração tenho o essencial para ser feliz?

        Madre Teresa de Calcutá lembrava muitas vezes que o fundamental é dar atenção e cuidar da pessoa que tenho à minha frente. Se tenho uma pessoa a quem valer e não valho por estar preocupado com a doença, o sofrimento e a miséria de milhares de pessoas, de pouco me adianta fazer e ter bons propósitos. Há que começar por algum lado, melhor, por alguém. Quantas vezes estamos a falar com alguém e não escutamos por que estamos centrados noutras coisas, noutros mundos, em outras pessoas! Mas então e esta pessoa que está diante de mim? Não me merecerá toda a atenção do mundo? Há que acudir a Jesus nesta pessoa concreta.

        Os pastores dão-nos uma lição importante: ir ao encontro de Jesus e colocar-nos por inteiro diante d'Ele, com o que somos, com as nossas dúvidas e incertezas, com os nossos sonhos e projetos. Levamos-lhe o nosso dia-a-dia. Quando chegaram, os Pastores contaram tudo o que ouviram do Anjo.

       E como será o regresso? Se Ele nos tocou a alma, regressamos mudados para sempre. "Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado".

 

       3 – Capacidade de admiração dos ouvintes. De cada um de nós. Mal é quando a vida já não tem nada para nos dar, nada que nos faça sorrir, nada a apreciar. Todos ficam admirados, mas obviamente Maria ocupa um lugar especial. As mães bebem, mastigam, cada palavra que se diz dos filhos. "Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração".

       Silêncio que acolhe, guarda e medita. Maria também nos desafia pelo Seu silêncio da oração e da adoração. É a primeira a admirar Jesus, a pegar-lhe ao colo, a olhar para as suas feições, a tatear-lhe o corpo, cada pedaço de pele, a aconchegá-l'O contra o seu peito, embrulhando-O para o manter confortável, procurando-lhe o olhar.

       Quando os Pastores os encontram, Jesus está na manjedoura. É possível que Maria O tivesse em seus braços, mas coloca-O para que os pastores O possam adorar e pegar-lhe sem se sentirem retraídos. Os Pastores aproximam-se, presenciam o que lhes disseram: o Messias nasceu e está diante dos seus olhos. Como os habitantes da Samaria, quando a Samaritana lhes falou de Jesus: acreditamos não pelo que disseste mas pelo que vimos e Lhe ouvimos. Os pastores confiaram nas palavras do Anjo e partiram, mas fazem a experiência de encontro com Jesus.

       E com os pastores, outras pessoas se aproximam do Presépio. Vamos também nós a Belém adorar o Deus Menino. Maria, que lá O tem, estendê-l'O-á para que possamos pegar-lhe, deixando que Ele toque a nossa mão, o nosso coração, e nos envie, como aos pastores, em missão.

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       4 – Para o cristão, o Batismo marca o arranque de uma vida que se quer de identificação ao autor do Batismo, Jesus Cristo. Um dos primeiros gestos do ritual do Batismo é a escolha do nome do batizando. A primeira missão de Adão e Eva é a de dar nome às coisas e aos animais, para que dominem sobre eles, num domínio que é serviço e cuidado, responsabilidade por aqueles a quem se dá um nome. Quando queremos bem a alguém tratamo-lo pelo nome, num tom e num timbre que ressoe no coração. É das melhores músicas para os nossos ouvidos: o nosso nome dito e ouvido com alegria e amizade, com ternura e afabilidade.

"Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno". Ele é o Filho de Deus, mas está ao cuidado de Maria e de José, que Lhe dão o nome e a casa. "Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abá! Pai!». Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus".

       Somos filhos de Deus, em Jesus Cristo e como tal somos responsáveis por cada irmão, filho, pai, mãe, pois Deus os colocou na nossa vida para deles cuidarmos. Maria e José exemplificam este cuidado. Jesus nasce e imediatamente lhes merece toda a atenção. Sublinhe-se o facto de São José que sendo pai adotivo e não biológico logo assume a missão de acolher, amar, cuidar, proteger, dar nome a Jesus e amparar a Virgem Mãe. Os laços que nos unem radicam no amor e na proximidade, ultrapassando os laços sanguíneos.

 

       5 – Neste primeiro dia de 2016, colocamo-nos, com Maria, sob o olhar misericordioso de Deus, para que nos ilumine e nos dê a Sua bênção. "Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho".

       A bênção há de ser a oração que nos liga a Deus e aos outros, e nos compromete na construção da paz. Como diz Deus através de Abraão: "O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz". Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei». E como salmodicamente respondemos à Palavra de Deus: «Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção, resplandeça sobre nós a luz do seu rosto. Na terra se conhecerão os seus caminhos e entre os povos a sua salvação. Alegrem-se e exultem as nações, porque julgais os povos com justiça e governais as nações sobre a terra». 

       São também os votos do Papa Francisco, na tradicional Mensagem para o Dia Mundial da Paz que hoje comemoramos: «Não perdemos a esperança de que o ano de 2016 nos veja a todos firme e confiadamente empenhados, nos diferentes níveis, a realizar a justiça e a trabalhar pela paz. Na verdade, esta é dom de Deus e trabalho dos homens; a paz é dom de Deus, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo».

       O compromisso será vencer a indiferença, reconhecendo que os outros são nossos irmãos em Jesus Cristo e, desta forma, conquistar a paz que Ele nos traz.

 

Pe. Manuel Gonçalves

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Textos para a Eucaristia (ano C): Num 6, 22-27; Sl 66 (67); Gál 4, 4-7; Lc 2, 16-21.


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Dez 15
publicado por mpgpadre, às 21:59link do post | comentar |  O que é?

1 – Jesus, Deus connosco, ensina-nos o caminho da fraternidade, da partilha, da comunhão, pelo perdão e pelo amor, colocando os outros em primeiro lugar, servindo-os. A quadra de Natal recorda-nos esta família de Nazaré, cujo ambiente promove o diálogo, o respeito pelas diferenças e pela missão de cada um, e sobretudo, o acolhimento da vontade de Deus.

Não é uma família extraordinária e, muito menos, extraterrestre. É uma família simples, pobre ou remediada, de uma pequena cidade-aldeia, de Nazaré. Não vive num palácio. São José trabalha a pedra, a madeira e em tudo o que é necessário às construções daquele tempo. Maria cuida da casa, dos animais, recolhe o leite, fabrica o queijo, fia a lã, trata das roupas, amassa a farinha e coze o pão. E, como em qualquer família judaica, Maria tem o cuidado por Jesus, ensina-O a rezar, a ler, a comportar-se. Sendo rapaz, a partir dos 7/8 anos, passa a acompanhar o pai, ajudando-o e aprendendo a mesma profissão. Filho de um carpinteiro, carpinteiro será.

A religião marca o ritmo das famílias e das aldeias. Como sublinha São Lucas, a Sagrada Família ia todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. É nesse contexto que "perdem” Jesus. É a idade em que os rapazes são iniciados na vida adulta: vão ao Templo e, pela primeira vez, leem a Sagrada Escritura em público.

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2 – Indo em caravana, com os membros da família alargada e com as pessoas da mesma cidade, protegendo-se mais facilmente dos salteadores, era possível que as crianças, nas correrias e brincadeiras, se afastassem dos pais. No regresso de Jerusalém, Maria e José "perdem-se" de Jesus.

Durante o dia da caminhada, as crianças mais crescidas poderiam ir juntas. No final do dia, a família reúne-se para a refeição e para descansar. É então que se apercebem que Jesus não voltou e procuram-n'O entre familiares e conhecidos.

Encontram-n’O no Templo entre os doutores da Lei, que se admiram com a sua sabedoria. Maria questiona-O: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus responde-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?».

Sobrevém o clima de diálogo. Maria pergunta a Jesus se tinha consciência de que Ela e São José estavam preocupadíssimos. Jesus responde-lhes com outra pergunta e que aponta para a Sua identidade original e para a missão que terá de assumir.

Visualiza-se a delicadeza de Maria e de José. Maria guarda estes acontecimentos e palavras no coração e certamente também José. Logo o evangelista nos lembra que "Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens".

A família de Nazaré também tem a sua dose de dificuldades, por ocasião do nascimento de Jesus, na fuga para o Egipto e agora na "perda" de Jesus. Como é que se terão sentido Maria e José?

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3 – O texto do Evangelho diz-nos, entre muitas coisas, algo essencial: se nos perdermos de Jesus, como aconteceu com Maria e José, e por mais caminho que tenhamos percorrido, é imprescindível que regressemos a todos os lugares onde O pudermos encontrar. Não adianta correr se não sabemos para onde vamos.

Peçamos com fé: "Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas".

Maria e José estão atentos à vontade de Deus, fazendo com que Jesus esteja no centro das suas preocupações e das suas vidas, por maiores que sejam as dificuldades e os desafios. Assim ter de ser connosco. Encontrar Jesus, para O levarmos na nossa vida…

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Textos para a Eucaristia: Sir 3, 3-7. 14-17a; Sl 127 (128); Col 3, 12-21; Lc 2, 41-52.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


24
Dez 15
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – O Natal é luz, é paz, é esperança. O Natal é amor, solidariedade, é vida. O Natal é ternura, justiça, é alegria. O Natal é humanidade, compaixão e misericórdia. O Natal é encontro e transformação, o Natal é vida nova e tempo novo. O Natal é bênção e chegada. É vinda e salvação, inclusão e fraternidade. O Natal é partilha e verdade. O Natal é aconchego e denúncia, é transparência do bem e do mal, é desafio e provocação. O Natal é Jesus a nascer em nós. Deus a fazer-Se um connosco. O Natal é acolhimento e calor. Proximidade e reconciliação. O Natal é tempo da família, dos afetos, e da gratidão. O Natal é Casa de Oração e de Misericórdia. É tempo da memória agradecida. É a oportunidade para recomeçar, para partir, para descobrir, é o tempo para construir, para criar ou solidificar os laços. Todas as comemorações nos fazem parar, refletir, olhar para trás, fazer propósitos para caminhar, emendar a mão, ir ao encontro do irmão.

       À nossa volta não faltam sinais: luzes, enfeites, decorações, Pais-natais, árvores de Natal, Presépios, estrelas, anjos, renas... doces, bolos, convites, prendas... campanhas de solidariedade (algumas das quais servem para as marcas venderem mais). É um tempo muito especial, muito sensível. Sentimentos à flor de pele. As lembranças da infância e do tempo perdido; os sonhos e as vidas que se desfizeram; a família e os que já ficaram para trás. Tudo lembra. Muito mais nestas alturas em que a família se reúne. A alegria mistura-se com a nostalgia. A festa traz-nos de volta os familiares e amigos que estão longe, fisicamente ou pelos meios tecnológicos de comunicação; mas traz-nos também os que já morreram.

       Aos desertos exteriores – pobreza, guerra, toxicodependência, corrupção, fosso entre ricos e pobres, desemprego, fome – acrescem os milhentos desertos interiores – a solidão, falta de sentido para a vida, o vazio da alma. Nestas palavras emprestadas por Bento XVI, e que novamente retomo, um diagnóstico que se torna um desafio a levarmos Luz a todos os recantos, a levar Luz às trevas, ao pecado, aos momentos de desencanto.

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       2 – O Natal é Luz que vem do Céu, da eternidade para o tempo, do Infinito para a história. O Deus que nos criou por amor, por amor nos quer salvar.

       O profeta do Advento e que nos introduz no Natal, Isaías, proclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos».

       Ao longo de gerações, Deus não deixou de Se manifestar, de nos enviar os Seus mensageiros, de nos falar, como Pai e Mãe, perscrutando o nosso coração e o nosso olhar, chamando-nos a Si, procurando-nos nos nossos caminhos, muitas vezes incertos e perdidos. «Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo».

       Desde sempre pendeu sobre nós a Misericórdia do Deus altíssimo. Chegado o tempo, Deus quebrou o jugo que pesava sobre todo o povo, para restabelecer a paz e a justiça. «Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado "Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz". O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo».

       Por conseguinte, podemos dizer e alegrar-nos com o Profeta: «Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação... Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém. O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus».

       Deus nos dará a paz em abundância. E com a abundância da paz que nos desafia a ser irmãos, a alegria do coração, que nos faz atravessar por vales e montanhas, por mares revoltos e por todas as tempestades que nos atrasam e nos desviam do caminho que nos leva a Jesus.

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       3 – Há Natal e há mais luz, Luz que vem de Deus para nos guiar. Haverá Natal quando o homem quiser, quando o homem sonhar, quando cada um de nós dos outros cuidar, e então haverá Natal porque Deus quer, porque Deus vem, porque Deus nos ama e nos envolve em ternura e misericórdia, porque Deus nos redime e salva, porque Deus nos quer bem e nos assume como filhos no Filho que é nosso irmão, para que n'Ele, Jesus Cristo, dando as nossas mãos e o coração, possamos voltar a ser como no paraíso, como no início, como irmãos, família que caminha, apoiando-se nos momentos bons e nos enfadonhos, nos sonhos e nos agravos. Nunca escravos, sempre irmãos.

       Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para que todos se recenseassem na sua terra natal. Maria e José tiveram que partir, da cidade de Nazaré para a cidade de David, chamada Belém. «Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria».

       Logo o Anjo do Senhor se aproxima dos pastores que andavam por ali e os cerca de luz, dizendo-lhes: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura».

       Quando alguém chega, quando alguém nasce, é tempo para cantar, agradecer, louvar. É a bênção de Deus que chega até nós. Juntemo-nos aos Anjos e aos Pastores e cantemos: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

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       4 – «Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens». Um Menino nos foi dado. Deus no meio de nós. Deus connosco. Tal é o Seu amor que nos assumiu inteiramente, abaixando-Se, colocando-Se ao mesmo nível que nós, para nos elevar com Ele às alturas do Céu, donde veio, de onde nos atrai, para onde nos encaminha, de onde nos acompanha.

       «No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade».

        Acreditando no Filho de Deus, recebemos o poder e a graça de nos tornarmos também nós filhos de Deus e instrumento de salvação para os outros, fazendo com que a Luz que nos salva, incidindo em nós, reflita para os outros.

 

Pe. Manuel Gonçalves

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Textos para a Eucaristia:

Missa da Noite - Is 9, 1-6; Sl 95 (96); Tito 2, 11-14; Lc 2, 1-14;
Missa do Dia - Is 52, 7-10; Sl 97 (98); Hebr 1, 1-6; Jo 1, 1-18.


25
Dez 14
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

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        O Anjo anunciou a Maria e Ela concebeu pelo Espírito Santo. / Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra. / O Verbo encarnou e habitou entre nós.

       O mistério escondido torna-se manifesto. O Verbo (Palavra) de Deus tem agora um Rosto humano. O que estava prometido, mas encoberto, está a revelar-se com toda a força, com toda a luz. "A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer" (Jo 1, 18; evangelho do dia de Natal). Deus tem um ROSTO. "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14, 9).

       Deus vem de longe, mas nunca como agora esteve tão próximo de nós. O Anjo anuncia a Maria que Ela será a Mãe do Filho do Altíssimo. Deus não Se impõe, propõe um tempo novo, novos céus e nova terra. Mas conta connosco, respeita a nossa liberdade. O Omnipotente cabe nas células humanas, seguindo as leis com as quais nos criou. Quer precisar do nosso SIM, para nascer Um de nós.

       Deus vem de longe, desde a eternidade, e, por amor, quer dar-nos o melhor de Si, o Seu amor maior, o Seu próprio Filho. Antes prepara Maria. «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo... encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus... O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus» (Lc 1, 26-38).

       E aí está o Anjo, enviado de Deus, à espera da resposta de Nossa Senhora, que não se faz esperar: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». E então o Natal (de Deus) começa a realizar-se na história e no tempo.

       A história da Humanidade desemboca em Maria, para avançar para o Seu Centro, Jesus Cristo. Agora sabemos como prosseguir. No SIM de Maria, Deus opera maravilhas, dando-nos Jesus. Aprendamos com Ela a dizer sim a Deus: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». Sigamos o que Ela nos diz: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5). Para que Jesus continue a nascer, para que haja Luz em toda a terra.

       Santo Natal e que a Luz da Fé, inunde o nosso coração, as nossas casas e famílias, e as nossas comunidades. A todos os ambientes levemos Deus connosco.

 

Reflexão proposta e publicada na Voz de Lamego, 23 de dezembro de 2014


publicado por mpgpadre, às 10:30link do post | comentar |  O que é?

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       Para os cristãos, o Natal é – ou deveria ser – o encontro solene e festivo com Jesus, Deus que Se faz próximo da humanidade e da história, encarnando, fazendo-Se um de nós e um connosco, o Emanuel.

 

       Na Sua benevolência, Deus dignou-Se procurar-nos, não do exterior ou do alto, mas a partir de dentro, do interior, enxertando-Se na nossa humana fragilidade e finitude. Veio e vem para iluminar as nossas escolhas, para que estas reflitam a verdade, o bem e o amor, e nos conduzam a um felicidade duradoura, aberta à eternidade de Deus. Assume-nos na inteireza de seres humanos, de filhos Seus, de irmãos em Jesus.

       A celebração do Natal enche-nos da Luz de Cristo. Na dinâmica pastoral da nossa Diocese, o desafio a sermos, na expressão consagrada em Aparecida (Brasil), discípulos missionários, saindo do nosso conforto para anunciarmos o Evangelho, construindo, afetiva e efetivamente, a família de Deus, o que só se fará concretizando o amor de Deus que nos habita. “Os discípulos missionários sabem que a luz de Cristo garante a esperança, o amor e o futuro” (Gutiérrez).

       Advento ainda, João Batista ilustra a missão. “Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz” (Jo 1, 7-8). Faz eco de Isaías que nos apresenta o Natal como a Luz: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9, 1; cf. Mt 4, 16). João aponta para o Messias: eis o Cordeio de Deus que tira o pecado do mundo.

       Expressão muito querida ao Papa Francisco: Igreja em saída, uma Igreja lunar, que transpareça a Luz de Cristo, recusando a autorreferência, para que Jesus seja a único centro, e o CENTRO ilumine as periferias geográficas e existenciais.

       Do mesmo jeito, a Senhora do Advento, Maria, que gera Jesus e logo no-l'O dá. Faça-se em mim segundo a Sua palavra... Fazei o que Ele vos disser. Os pastores e os magos têm acesso imediato a Jesus, sem interferências de Maria ou de José. Tudo n’Ela aponta para Jesus.

       O tempo que decorre evidencia um Natal comercial e consumista. Em todo o caso, a celebração do Natal continua a ser ocasião, motivação e oportunidade para anunciar Deus que nos visita em Jesus Cristo e nos irmãos. O brilho das montras e as campanhas solidárias visualizam carências e fragilidades que – desligadas as luzes do Natal – comprometem os cristãos e as comunidades.

Santo e Feliz Natal e que a Luz de Cristo nos reenvie a construir com Amor a família de Deus.

 

Reflexão proposta e publicada na Voz de Lamego, 16 de dezembro de 2014


18
Mar 14
publicado por mpgpadre, às 10:46link do post | comentar |  O que é?

        O Boletim Voz Jovem, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço, desde o último número, outubro-dezembro 2013, que passou para uma edição trimestral (antes era mensal) e a ser publicado a cores (antes era uma cor). Este número de janeiro-março atualiza a memória das celebrações e acontecimentos da paróquia, inserida no Arciprestado (de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço) e na Diocese. Temas e imagens do Natal, da Missa do galo, da festa da Apresentação do Senhor e Bênção das crianças, o Compromisso dos Acólitos, as Escolas de Fé, atividades promovidas pelo SDPJ de Lamego, nomeadamente a formação de animadores e o retiro quaresmal, informações paroquiais. Muito importante será a fixação de algumas datas do Plano Pastoral, ficando registadas não apenas para memória mas sobretudo para agendamento.

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


17
Fev 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Três momentos festivos realcionados entre si, com a envolvância da comunidade, do grupo de jovens (GJT), da catequese: Festa de Natal da Catequese, a 21 de dezembro de 2013; Missa do Galo, na passagem do dia 24 para 25 de dezembro de 2013, e Apresentação de Jesus, no dia 2 de fevereiro de 2014, com a bênção das Velas, bênção do pão, bênção das Crianças. A música de fundo é a belíssima melodia do Pe. Zézinho, qua apresentamos abaixo.

       Vídeo-diaporama com algumas fotos dos três momentos à volta do Presépio:

1. Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar,

se ouvires a voz do tempo, mandando esperar:

 

A decisão é tua, a decisão é tua.
São muitos os convidados, são muitos os convidados.
Quase ninguém tem tempo. Quase ninguém tem tempo.

 

2. Se ouvires a voz de Deus chamando sem cessar,

se ouvires a voz do mundo querendo-te enganar:

 

3. O trigo já se perdeu, cresceu ninguém colheu.

O mundo passando fome, passando fome de Deus.


12
Jan 14
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

       Boletim VOZ JOVEM dos meses de outubro, novembro e dezembro. Após alguma reflexão, o boletim paroquial sofreu novas alterações, desta feita quanto à cor e à periocidade. Para ver como resultaria e tendo em conta que todos os domingos é distribuída a Folha Dominical com a reflexão do pároco, com os cânticos sugeridos para a Eucaristia, e com as informações das diversas atividades e celebrações, o Voz Jovem passará a ser impresso a cores, mais dispensioso mas com menos edições, quatro ao ano.

       O primeiro boletim a cores é dedicado especialmente à Festa da Padroeira, a Imaculada Conceição, nos 25 anos do Monumento erigido em Sua honra, na Fraga do Tostão, sob a vila e paróquia de Tabuaço. Além de algumas imagens, das várias celebrações de outubro a dezembro, textos sobre a novena e e festa de Nossa Senhora da Conceição, avalanchas da fé, preparação dos jovens para o Natal, e a Consagração a Nossa Senhora da Conceição feita há 25 anos, pelo pároco de então, Pe. Manuel Pinto Afonso.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


11
Jan 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».

       Se há verdade que Jesus faz questão em vincar é precisamente que Deus é Pai. Haveria (e ainda há) a imagem de um Deus distante, juiz, pronto a castigar-nos e exigir tudo de nós, parecendo que a felicidade de Deus dependeria do nosso sofrimento. Quanto maior fosse o nosso sofrimento maior seria o Seu contentamento. Jesus desfaz este distanciamento. Deus é tão próximo que Se faz um de nós, assume a nossa fragilidade. "Para Jesus a verdadeira metáfora de Deus não é o «cedro», que faz pensar em algo grandioso, mas a «mostarda», que sugere o pequeno e insignificante" (J. Pagola).

       O Deus que Jesus nos revela é Pai. Ele espera por nós. Acredita em nós. Aposta em nós. Quanto maior a nossa felicidade, a nossa alegria, tanto maior o Seu sorriso. Se um de nós é feliz mas à volta há alguém a precisar de ajuda, de uma palavra, de um ombro amigo, ou de bens para viver com dignidade, o meu, o teu, o nosso compromisso com Deus obriga-nos a fazer o que está ao nosso alcance para solucionar ou minorar a dor alheia, o sofrimento dos nossos irmãos.

       2 – «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». No Batismo e na Transfiguração (Mt 17,1-19), Deus declara a Sua predileção pelo Filho, por Jesus. É extensível a nós.

       Jesus encontra-se com João, o Batista. Ouviram falar um do outro. João vem antes, no tempo. Prepara a chegada do Messias. Batiza na água. É um batismo simbólico que antecipa o verdadeiro batismo, operado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo.

       Jesus revela-Se nos gestos simples e banais, é Um entre nós. Não começa por dizer que é Deus ou filho de Deus, começa por viver como nós, submetendo-se às nossas leis, preceitos, tradições.

       Durante mais de trinta anos Jesus vive como qualquer simples mortal. Em casa dos pais. Vai às festas da família e da aldeia, está presente no luto de familiares, amigos e vizinhos. Come. Bebe. Trabalha. Torna-se carpinteiro. Está entranhado na comunidade de Nazaré.

       Entretanto submete-se ao batismo de João, no Rio Jordão. João sabe que Jesus não precisava de ser batizado: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Logo Jesus contesta dizendo: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça».

       Jesus integra a multidão, não está acima ou de fora. Com efeito, ao longo da Sua vida pública é vê-l’O ir à margem, à beira do caminho, às periferias, buscar os que andam perdidos.

       3 – «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». Esta é a voz que vem do Céu. Com efeito, logo que foi batizado "abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele" e fez-se ouvir a voz do Pai, como testemunho, como desafio, envolvendo-nos.

       Ele é o Messias de Deus, o Príncipe da Paz. Vem como aragem suave que convida, e não como vendaval que destrói. Sobre Ele repousa o Espírito de Deus para trazer a paz, a justiça, a concórdia a todas as nações. Ele é a LUZ verdadeira que ilumina toda a treva.

 

       4 – Somos batizados na água e no Espírito, na morte e ressurreição de Jesus Cristo. É um batismo novo, redentor, sacramental, traz-nos a oferenda de Jesus a nosso favor, introduz-nos na vida de Deus.

       O encontro com Deus gera “seguidores”. Jesus é assumido pelo Pai, publicamente, na assembleia reunida no Jordão, e a partir do Batismo torna-se o Profeta, por excelência. Após os batismo, os discípulos tornam-se apóstolos, anunciadores do Evangelho. E com a Palavra, imitando o Mestre, levam o conforto, a esperança, a cura.

        Como é que vivemos o nosso Batismo? Somos pessoas diferentes? Que significa para nós sermos batizados?


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 42, 1-4.6-7; Atos 10, 34-38; Mt 3, 13-17.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço

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04
Jan 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Dia de Reis, ainda que sejam magos (estudiosos) e não reis, este é o Dia da manifestação de Jesus ao mundo inteiro como o verdadeiro Rei de Israel. Os Magos, vindos do Oriente, de todo o mundo conhecido naquela época, representam a humanidade que procura Deus e se prostra diante d'Ele em adoração, não como o escravo frente ao seu senhor, mas como filho diante do Pai.

       A Boa Nova para hoje mostra os Magos à procura do Messias, o rei dos judeus que acaba de nascer: «Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Tal notícia apanha alguns desprevenidos e instalados, como Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Ali tão perto e não se deram conta de nada, ao pé do sino sem ouvir as horas! A preocupação primeira de Herodes é saber se de facto os “boatos” se confirmam, pois logo vislumbra uma possível ameaça ao seu poder. Afinal é ele o rei dos judeus e não qualquer criança que possa nascer. “Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela”. Para Herodes aquela criança é uma ameaça!

       Os Magos seguem a estrela que tinham visto no Oriente. Quando veem a estrela a fixar-se no lugar onde estava o Menino, “sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho”.

       2 – A adoração dos Magos é um quadro que poderemos e deveremos viver na atualidade. Em primeiro lugar, a certeza de que Deus é Pai, e nunca abandona a obra criada. Ele toma a iniciativa de nos procurar, de vir ao nosso encontro. Dá-nos sinais para O encontrarmos.

       Os Magos. Acolhem o chamamento de Deus. Vivem disponíveis para escutar e para ver. Deixam-se surpreender pela novidade. Não estão enclausurados na sua concha. Levantam o olhar para o horizonte e para os outros. O limite é o céu. Buscam a vida até ao Infinito. Uma estrela nova. É necessário disposição para a escuta, para acolher o chamamento. Não se enche um cálice que está a transbordar!

       Mas não basta acolher os sinais que vêm do Céu, é preciso pôr-se a caminho, arriscando, sabendo que haverá dificuldades. Os Magos deixam o conforto da sua casa e da sua terra e partem ao encontro d'Aquele que a estrela lhes revelará. Nem sempre a estrela estará visível, a dúvida e a hesitação podem advir, a incerteza sobre o caminho a percorrer. Herodes recebe o mesmo sinal, o Menino que nasceu, mas nem por isso se põe a caminho, deixa-se ficar, juntamente com escribas e sacerdotes, no Palácio, no seu lugar de conforto.

       Chegados ao local onde está o Menino, rapidamente se prostram em adoração, transparecendo amor, entrega, proximidade, contemplando o mistério do mundo com ternura e benevolência, com amor. A adoração não nos desliga do compromisso. Quanto mais perto de Deus, mais perto dos Seus filhos. «Quem meus filhos beija minha boca adoça». A adoração leva-nos a oferecer o melhor de nós mesmos, em atitude de reconhecimento e louvor. Magos e pastores dão do que têm, as suas vidas, deixam o que estão a fazer e partem ao encontro de Jesus, dão o tempo e o coração, a vida. Os magos oferecem também: ouro – símbolo da dignidade do ser humano; incenso – abertura ao transcendente, disponibilidade para participar na vida de Deus; mirra – todos buscamos cura, cuidados, alívio, conforto, justificação. De onde nos virá a resposta à nossa inquietação?

       Alegria, que atinge a sua expressão máxima no encontro com Jesus, o Deus Menino. Os magos vivem pequenas alegrias que os faz caminhar com esperança, culminando no encontro com o Menino, com Maria e José. Esta alegria contagiante levá-los-á por novos caminhos. Com efeito, o encontro com Deus provoca conversão. Aquele que se encontra com Jesus não pode voltar à vida anterior. Há novos desafios. São os mesmos Magos que se puseram a caminho, mas transformados pelo olhar d'Aquele criança, comprometidos com o anúncio da Boa Notícia a todos os povos. A imensidão da alegria e da conversão fazem trasvazar o que nos vai na alma. Não é possível guardar tamanho tesouro só para nós. A luz não se pode esconder debaixo do alqueire!

       Chamamento. Resposta – pôr-se a caminho. Atitude – adoração. Sentimento – alegria. Frutos – conversão e anúncio do Evangelho. Testemunho.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 60, 1-6 ; Ef 3, 2-3a.5-6 ; Mt 2, 1-12.
 
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03
Jan 14
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

Papa FRANCISCO. Espírito de Natal. Paulus Editora. Apelação 2013. 88 páginas.

       A Paulus Editora brinda-nos com este pequeno livro, com mensagens do Papa Francisco para o Natal, homilias na noite de Natal, mensagens à Diocese de Buenos Aires, reflexões sobre esta quadra.

       Diríamos desde logo que os textos apresentados são do papa Francisco e não são do Papa Francisco, pois referem-se a um período anterior, como Arcebispo de Buenos Aires, o então D. Jorge Maria Bergoglio. São do Papa Francisco pois a linguagem acessível, simples, familiar, transparecendo proximidade de fé é a mesma que atualmente utiliza como Bispo de Roma, como Papa. Assim também os temas estão na base do discurso, das mensagens e das homilias de Francisco. A este propósito se vê claramente uma continuidade. A pessoa é a mesma, como Arcebispo e Cardeal e como Papa, as coordenadas são semelhantes: fé em Cristo, alegria, proximidade sobretudo com os mais próximos, diálogo, cultura do encontro e da proximidade.

       Obviamente que a esta altura do campeonato há muito livros escritos sobre o Papa Francisco, muitos livros com as suas intervenções na Argentina, e agora como Papa. A Paulus faz-nos o favor de agregar textos para esta quadra, desafiando-nos a colocar Jesus Cristo no centro do Natal, com Maria e José, com as pessoas simples, como os pastores, em contágio com o mundo inteiro, como os magos do Oriente.


31
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Iniciamos o novo Ano com o belíssimo quadro do presépio de Belém, ainda Natal, Maria e José diante do Menino que colocam à adoração do mundo. Os pobres são os primeiros, ou os únicos, a reconhecer Jesus como Filho de Deus, como Luz, o Enviado das alturas. Aquele Menino é uma joia que move corações, que enche toda a casa, como cada criança poderia e deveria encher as nossas casas, as nossas famílias. Desafio permanente, de ontem e de hoje: acolher Aquele que nasce como bênção para nós e para o mundo. Ainda havemos de ver alguns que passam à frente, ou indiferentes, ou se deixam ficar em seus lugares, como Herodes no Palácio, ou os Escribas no Templo, e com eles outros aduladores do poder, da segurança e do prestígio, esquecendo o essencial: o amor sincero e puro, simples e transparente.

       Há os que ouvem e se deixam ficar. Há os que nem sequer ouvem. Lá longe, os Magos, descobrem uma estrela nova. Ocupados com o saber, atentos ao que se passa no mundo, põem-se a caminho em busca de um Menino. Antes, os pastores. Pouco têm e são tidos em pouca conta. Emprestam à Sagrada Escritura uma das mais belas imagens para falar de um Deus próximo, como Bom Pastor, que caminha com as suas ovelhas, dá a vida por elas, conhece-as pelo nome. Os pastores ouvem o Anjo. Não pensam duas vezes. Não fazem cálculos. Partem para Belém. Apressadamente. Como Maria quando sabe que a Sua prima Isabel está grávida. Como José, que ainda de noite pega em Maria e no Menino e vai para o Egipto.

       A Boa Nova para hoje: “Encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado”.

       2 – Fixemos o nosso olhar nos pastores para os seguirmos na adoração do Menino e no testemunho de tudo o que ouvimos no nosso coração e o que vemos junto ao Presépio. Regressam às suas vidas, louvando e glorificando a Deus. O encontro com o Menino, com Maria e José, encheu-lhes o coração de alegria. Continuarão a ser pastores, mas aquela alegria há de acompanhá-los até à morte. E quando estiverem mais cansados hão de lembrar-se do sorriso d'Aquela criança.

       Voltemos agora o nosso olhar para Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa. Com José, Maria continua a cuidar o melhor que sabe do Seu Menino, que não é Seu de todo, nasceu d'Ela mas não lhe pertence. Ela guarda tudo no coração. A primeira atitude dos cristãos é a adoração, e o silêncio orante. Os pastores prostram-se diante de Jesus. Assim os magos. Assim Maria. Assim cada cristão. Só na adoração de Deus o nosso coração adquire o tamanho necessário para acolher o outro como irmão.

       3 – A Encarnação de Deus visa assumir-nos por inteiro, na nossa fragilidade e na nossa finitude. Ele é um de nós. Nasce de uma MULHER, é "fruto" da terra e do Espírito de Deus. Assume-nos como irmãos. Temos o mesmo Pai. Mas se dúvidas existissem, Ele dá-nos Maria por Mãe. Confia-nos Sua Mãe. E a Ela nos entrega como filhos. Recebamo-l'A com carinho em nossa casa, para que, tendo-A por Mãe, nos sintamos realmente irmãos uns dos outros.

       Atente-se nas palavras do papa Francisco, na Sua Mensagem para este Dia Mundial da Paz: “Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige uma paternidade transcendente. A partir do reconhecimento desta paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele fazer-se «próximo» para cuidar do outro”.

       O Papa evidencia o fundamento da fraternidade: Deus, que é Pai de todos. Só nos entenderemos como irmãos se antes nos reconhecermos filhos do mesmo Pai, do mesmo Deus. Nesta casa que é o mundo, o chão que nos irmana, precisamos da ternura e da delicadeza de uma Mãe, para nos empenharmos mais, e mais, e mais, edificando a concórdia, como fruto do amor, do diálogo, da compreensão, e do esforço por sublinharmos o que nos pode enriquecer mutuamente, os dons de cada um, para o bem de todos.

       4 – Que a Virgem Imaculada, Mãe de Deus, não cesse de nos despertar da sonolência e nos conduzir a Jesus Cristo, Seu Filho, o Príncipe da Paz, para n’Ele nos assumirmos como irmãos, estreitando os laços de amizade e parentesco espiritual.

     Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós.  Feliz 2014!


Textos para a Eucaristia (ano A): Num 6, 22-27 ; Sl 66 (67); Gal 4, 4-7; Lc 2, 16-21.

 

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28
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 16:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – José sonha novamente. Todos sonhamos: uma vida melhor, mais fácil, mais feliz, na companhia daqueles que nos fazem sentir vivos. Porém, nem tudo é como sonhamos. O sonho exige dedicação e, por vezes, sacrifício e renúncia. José sonhou e acolheu Maria como esposa, dando-lhe casa e proteção. José volta a sonhar e dá a Maria e a Jesus outra casa, outros cuidados, foge com eles para um lugar seguro. A verdadeira CASA é onde estão os nossos amigos.

       Em sonho, o Anjo do Senhor interpela José: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». Para escutar Deus é preciso fazer silêncio. No silêncio da noite, José é visitado pelo Anjo do Senhor. Ainda ensonado, José toma o Menino e Sua Mãe e parte para o Egipto, onde permanecerá até à morte de Herodes. Não lhe ouvimos nenhum lamento, apenas a pressa para proteger a família.

       Após a morte de Herodes, o Anjo do Senhor volta a aparecer a José, em sonhos: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel". Entretanto fica a saber que o filho de Herodes governa a Judeia e, tendo receio de colocar a família em perigo, segue para Nazaré. José permanece em atitude de escuta, de silêncio, de sonho, para perceber a vontade de Deus.

       Em todas as etapas vem ao de cima o cuidado de José, a sua serenidade, o seu silêncio, a sua fé, a sua predisposição para escutar a voz de Deus, através do Anjo, a sua prontidão em agir, em acolher a vontade de Deus. José não é uma figura decorativa. A sua missão é essencial para resguardar Jesus e a Maria de diferentes perigos.

       2 – A família de Nazaré passou por momentos difíceis, desde o início. Maria encontra-se grávida. José, homem justo e temente a Deus, fica a saber da gravidez misteriosa daquela que lhe estava prometida. Surge a primeira sombra. José dorme antes de tomar qualquer decisão. A travesseira é boa conselheira. A bondade e a prudência de José dão frutos. Reza e deixa-se inspirar por Deus.

       Logo depois novas dificuldades. Têm que partir com certa urgência para a cidade de Belém (casa do pão), para se recensearem na terra natal de José. A gravidez de Maria está avançada, a qualquer instante pode dar à luz. Confiam em Deus. Partem. Chegados a Belém não encontram lugar em hospedarias ou, visto de outro ângulo, cedem a habitação própria para que outros tenham um teto onde ficar naqueles dias agitados. Continuam a confiar na providência de Deus. E até os animais ajudam a aquecer o lugar onde vai nascer o salvador do mundo. Afinal a minha, a tua casa, a verdadeira casa, é onde estão os que nos querem bem. Jesus está em casa, com José e com Maria, com os pastores e com os magos.

       Novas dificuldades. Herodes quer matar o Menino. Têm de fugir à pressa e procurar abrigo em outro país. Mas não desanimam. Põem mãos à obra e partem. Deus não deixará de estar com eles, Deus não deixará de estar connosco.

       No regresso a casa, têm de adiar esse sonho e fixar-se em Nazaré, para que fiquem garantidas a estabilidade e a segurança. Pela vida fora outras adversidades chegarão. Até ao fim. Não têm a vida facilitada. Também por esta razão, a família de Nazaré pode ser um estímulo para as nossas famílias. Confiar em Deus, procurando cada um dar o melhor de si para o bem de todos, com prudência e sobretudo com muito amor, cuidando especialmente dos mais frágeis.

       3 – Ser família é, hoje mais que nunca, um desafio enorme. Se a humanidade está em crise é porque antes a família começou a colapsar. Há uma mão cheia de desculpas e/ou descuidos. A família tonar-se-á um fardo dispensável se apenas olhamos para as próprias necessidades.

       Por outro lado, os bens materiais não podem ocupar o espaço dos afetos, dos sentimentos, da disponibilidade de tempo e atenção. O mais importante são os filhos, ou os pais e avós, mais importante é a companhia. Sem esta, tudo o mais vale pouco. Só quando os pais morrem é que damos pela sua falta, só quando não temos mão nos filhos é que percebemos que não tivemos tempo para eles!

       Na família aprende-se a viver e a respeitar as diferenças dos seus membros, aprende-se a ser filho e irmão, a ser mãe e pai, aprende-se a ser neto e ser avó e avô. Na família aprende-se a acolher o outro e a respeitar o seu espaço. Assim na família, assim na sociedade.


Textos para a Eucaristia (ano A):

Sir 3, 3-7.14-17ª; Sl 127(128) Col 3, 12-21; Mt 2, 13-15.19-23.

 


27
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

       Durante os quatro domingos do Advento, a comunidade paroquial de Pinheiros foi sendo introduzida, com a coordenação dos acólitos, na dinâmica do Advento como preparação para a celebração festiva do Natal, com o acender das 4 velas e preparação do presépio. No dia de Natal, no início da Eucaristia, a colocação da imagem do Menino Jesus no presépio e jogral sublinhando algumas expressões: celebrar, fraternidade, Deus connosco, Jesus Luz Verdadeira, Família. No pai-nosso, união das mãos e das pessoas, com as crianças frente ao altar. Durante o beijar do Menino um pequeno postal de felcitações para as famílias. Algumas imagens ilustrativas:

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publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       A tradicional Missa do Galo, ou Missa da Meia-Noite, contou este ano, de novo, com o grupo de jovens, que se empenhou em preparar a encanção do Evangelho, dando mais alegria e envolvência a uma noite fria e sobretudo muito chuvosa. Os tons de festa, de acolhimento, de alegria estiveram presentes em toda a celebração, numa belíssima interação entre o grupo coral e o grupo de jovens.

       Ficam algumas imagens desta noite:

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22
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?
       1 – "A virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel". O sinal dado por Deus ao povo da Aliança, através do profeta Isaías, ganha consistência e realidade com o nascimento de Jesus Cristo, Verbo Encarnado, Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, pelo poder do Espírito Santo.
       Será um Deus próximo, no meio de nós. Naqueles dias, o povo vivia um tempo de trevas, de afastamento, conflito, divisões, uma noite contínua. Porém, Deus não afasta a Sua mão, e muito menos o Seu coração. Desafia o regresso à Aliança, acalenta a esperança: «Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho».
       É um sinal que vem do futuro, como promessa e como esperança, mas também como aviso e como compromisso. A mensagem profética reclama dos que molestam o seu próximo, em particular aqueles que tem o poder e a missão para cuidar do povo. O sinal – A virgem dará à luz um filho – há de envolver-nos já, aqui e agora (hic et nunc) no cuidado com os mais frágeis, aqueles que Deus nos dá para O acolhermos e amarmos.
       2 – São Mateus acentua, de forma clarividente, a ligação do Messias ao povo eleito. Envolvido pela Luz divina, cujo nascimento está marcado pelo mistério, o Filho de Deus está genealogicamente inserido no povo hebreu, na sua cultura e na sua história. Vejamos a Boa Notícia:
"O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa".
       O Deus que salva (= Jesus), nasce pelo poder do Espírito Santo no seio de Maria. São José faz parte deste mistério de salvação, sendo-lhe revelado a origem do Menino Deus e a missão de Lhe dar o NOME, preparando-Lhe uma CASA e uma FAMÍLIA humana. O sonho de José revela-nos, a todos, a vinda do Filho de Deus à terra, para habitar junto de nós e nos habitar.
       Ele é o Emanuel, Deus connosco, Deus no meio de nós. Vem para salvar o povo dos seus pecados, libertando-nos de tudo o que gera ruína, divisão, afastamento dos outros e de Deus.
       3 – O sonho alimenta a vida. José tem um sonho. Sem sonho. Sem esperança. Sem luz. Sem caminho. Sem saída. Morte. Tristeza. Deserto. Desencanto. Escuridão. Mar revolto. Águas agitadas. Tempestade. Fuga. Distância. Indiferença. Desespero. Morte. Sem sonho. É preciso sonhar. Esperar. E deixar-se iluminar, guiar, é preciso sair de si, e de dentro do sonho. Há vida e luz e horizonte e esperança. E Deus. No meu e no teu sonho. Procurar. Encontrar. Acolher e amar. Viver. Criar. Juntar. Comungar. Dar. Partilhar. Viver, como filhos de Deus, irmãos em Jesus Cristo.
       E eis que vem, do alto, do Céu, da eternidade, de Deus, o Filho. Traz-nos a paz que brota do amor sem limites nem tréguas. É o AMOR que salva e nos dá uma vida nova. Uma vez inundados pela LUZ que nos chega de Jesus, uma vez convertidos, assumimos a missão de levar a outros esta Mensagem de salvação. Com efeito, tornamo-nos discípulos missionários, apóstolos. "Ele é Jesus Cristo, Nosso Senhor. Por Ele recebemos a graça e a missão de apóstolo, a fim de levarmos todos os gentios a obedecerem à fé, para honra do seu nome, dos quais fazeis parte também vós, chamados por Jesus Cristo".
        Cristo constitui-nos, como a São Paulo, Apóstolos do Evangelho: a Alegria que salva, a Boa Notícia que nos provoca e nos assume como discípulos missionários. A Alegria do Evangelho é como a luz que se acende para colocar em lugar que ilumine toda a casa e não para ficar escondida debaixo do alqueire. Ou como a água do rio que se vai entranhando na terra, avança fertilizando as margens, com a vida que transporta no seu seio. Assim o Evangelho, vida que gera vida. Alegria que transborda. Boa notícia que se espalha.

Textos para a Eucaristia (ano A): Is 7, 10-14; Rom 1, 1-7; Mt 1, 18-24.

 

Reflexão Dominical na página da Paróquia de Tabuaço.


16
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 15:58link do post | comentar |  O que é?
SONHA TAMBÉM
Há dois mil anos Deus sonhou
E foi
Natal em Belém.
Sonha também.
Se o jumento corou
E o boi se ajoelhou,
Não deixes tu de orar também.
1. A notícia ecoou nos campos de Belém. Com o celeste recital que ali se deu, o céu ficou ao léu, a terra emudeceu de espanto, e os pastores dançaram tanto, tanto, que até os mansos animais entraram nesse canto.

2. Isaías 1,3 antecipou a cena, e gravou com o fulgor da sua pena o manso boi e o pacífico jumento comendo as flores de açucena da vara de José sentado ao lume, e bafejando depois suavemente o Menino de perfume. Enquanto os meigos animais vão comer à mão do dono, o meu povo, diz Deus, não me conhece, e perde-se nos buracos de ozono.

3. Nos campos lavrados passeiam cotovias, ondulam os trigais, e vê-se Rute a respigar o trigo ao lado dos pardais. Que estação é esta que reúne as estações e os anais? Abre-se ali num instante um caminho novo. Vê-se que passam Maria e José e o Menino, que salta logo do colo e suja as mãos na terra, tira da sacola estrelas todas de oiro, e semeia-as na terra com carinho.

4. Anda à sua volta um bando de boieiras, leves e ledas companheiras, correndo no mesmo chão de oiro semeado. E nós continuamos a passar ali ao lado daquela sementeira toda de oiro, que o Menino pobre acaricia, e logo se transforma em trigo loiro. Mas ninguém para, ninguém acredita que o Menino pode ser dono de um tal tesoiro.

5. Vem, Menino! E quando vieres para a tua doirada sementeira que logo cresce e se faz messe (João 4,35), quando assobiares às boieiras, chama também por mim, diz bem alto o meu nome, vamos os dois para o campo e para a eira, e enche-me de fome de um amor como o teu, pequenino e enorme.

6. Meu irmão de Dezembro, levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

Desejo a todos os meus irmãos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e fiéis leigos, doentes, idosos, jovens e crianças da nossa Diocese de Lamego e da inteira Igreja de Cristo, um Santo Natal com Jesus e um Novo Ano cheio das Suas maravilhas. Ele estará sempre connosco nos caminhos da missão e da Alegria do Evangelho.

Vem, Senhor Jesus. Bate à nossa porta.
+ António, vosso bispo e irmão


13
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 –  A liturgia batismal, na bênção da água, apresenta referências bíblicas nas quais a água está em clara evidência. No relato da criação, melhor, nos dois relatos da criação: Deus faz separar as águas da terra para que haja vida; Deus faz chover para que a vida germine da terra. O episódio sobejamente conhecido do Dilúvio, com Noé e a construção da Barca, sendo a água um elemento destruidor – a humanidade do pecado é submersa – e a mesma água suporta e salva a Arca com Noé e a sua família. A travessia do mar vermelho marca a condenação dos soldados egípcios que a água aniquila, que simbolicamente representam o mal agora levado pela água. A mesma travessia protege o povo eleito, que passa pela água para terra firme, com Moisés. Os filhos de Israel são salvos pela água. Um dos significados possíveis do nome MOISÉS é precisamente “salvo das águas”.

       O episódio que hoje celebrámos – o batismo de Jesus no rio Jordão – é também evocado na bênção da água. João batiza o autor do batismo. É um batismo de penitência, de preparação, pois logo virá Aquele que batizará no fogo e no Espírito Santo.

       A própria palavra – baptizar –, de origem latina, significa mergulhar. O neófito entrava por três vezes na água, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para que água levasse o homem velho, e dela surgisse o homem novo, nova criatura para Deus.

       2 – Quando lhe perguntam por que batiza se não é o Messias, João sublinha que o seu batismo é sobretudo chamada de atenção, apelo à conversão, à penitência, à mudança de vida. Só um coração atento, humilde, desperto para os outros, poderá reconhecer e acolher Aquele que vem de Deus, o mistério, o divino. Prepara a terra para que a semente lançada encontre o ambiente propício…

       Pressente-se um tempo novo que ora chega com Jesus:

«Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

       Com o batismo de Jesus cumpre-se, simbolicamente, toda a justiça. Sendo filho de Deus, não precisava de ser batizado. No batismo, Jesus garante que em tudo cumpre com a ENCARNAÇÃO, seguindo também os usos e tradições do povo que O vê nascer. Está entranhado na história e no tempo, e não por cima ou à margem.

 

       3 – A vida pública de Jesus arranca a partir do batismo. Como cristãos a nossa vida inicia-se com o batismo, Sacramento de pertença a Jesus Cristo, identificação com a Sua morte e ressurreição, inserção no Corpo de Cristo que é a Igreja. Morremos para o pecado, ressurgimos para a vida nova. Somos, pelo Espírito Santo, novas criaturas.

       O batismo celebra-se todos os dias da nossa vida. O batismo não é um dia de festa, é toda a vida. Dizer SIM com os lábios, de uma vez para sempre, e depois agir como NÃO ao longo da vida quase sempre dá mau resultado.

       Exemplos: quando os noivos dizem SIM de uma vez para sempre e se sentam à sombra da bananeira, como se tudo estivesse garantido a partir desse primeiro momento, vão sair magoados, infelizes e lesados… O SIM não é passivo nem passado, é proactivo, presente, significa cuidar, ouvir, amar, sofrer com o outro, usar de palavras atenciosas, e ter gestos de gratidão e de alegria pela presença do outro, renovando o desejo e o sentimento.

       Os pais para com os filhos. Não basta fazê-los, é preciso cuidar, educar, acompanhar, repreender, elogiar, apontar limites e possibilidades, marcar fronteiras, para que o filho saiba que os pais estão atentos ao que faz, ou deixa de fazer, por que o amam e lhe querem bem, mesmo que tenham os seus defeitos e pecados e por vezes sejam injustos... mas estão presentes, renovando o SIM primeiro todos os dias.

       O SIM que Deus nos dá há de levar-nos a um SIM permanente. Todos os dias somos batizados, renovados, todos os dias ressuscitamos com Jesus Cristo.


Textos para a Eucaristia (ano C): Is 42, 1-4.6-7; Atos 10, 34-38; Lc 3, 15-16.21-22.

 

 


07
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Diaporama/vídeo com fotos da quadra de Natal, das paróquias de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, incluindo a Festa de Natal da Catequese, em Tabuaço, e imagens da Solenidade de Natal em Pinheiros e Carrazedo, e Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, em Távora e Tabuaço. A música de fundo é do SDPJ de Lisboa, no CD "Em Teu Nome...", com o tema "O Verbo de Deus acampou", escrita pelo Pe. Tolentino Mendonça.

 


06
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 –  Celebramos hoje a solenidade da Epifania do Senhor, revelação ao mundo inteiro da realeza de Jesus Cristo, reconhecida e dada a conhecer pelos Magos vindos do Oriente.

“Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O»... E eis que a estrela seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram e viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho”.

       Quando encontrámos Jesus na nossa vida, qual o caminho que percorremos? Voltamos ao mesmo de sempre, ou regressamos à vida por uma caminho novo, diferente?

 

       2 – Os magos de então seriam hoje astrónomos (e não tanto astrólogos); simbolicamente representam o mundo da ciência e da cultura, que se abre à fé e presta adoração a Deus que Se revela na fragilidade daquele Menino. A grandeza e o extraordinário quase sempre se faz ver no que passa despercebido.

       Os Magos vêm do Oriente, vêm do mundo inteiro, representam a Humanidade toda. E nesta medida, a Visita dos Magos é Epifania do Senhor, é o reconhecimento de Cristo como Rei do Universo. Os magos estavam ao serviço do rei; agora deixam o serviço real e prostram-se diante do Rei por excelência.

       Olham para o Céu, e não apenas para si mesmos. Quando nos centramos apenas em nós, acabaremos sós, em ruína, tropeçando nos acontecimentos. A Estrela que está no Céu só é visível pela fé, por um olhar que escuta. É possível que quem se centre em si mesmo, não veja outra luz (ou outra escuridão) que não seja a sua.

       No Céu daquele tempo havia uma nova Estrela, mais brilhante que todas as outras. E nós? Olhamos para o Céu, para Deus? Quais são as estrelas que nos guiam? Onde está colocado o nosso olhar? Que luz nos faz caminhar, procurar, peregrinar, descobrir, partir? Que estrela nos faz sair de casa para encontrar Deus?

       Voltam por outro caminho. O encontro com Jesus é revelador e transformador. A vida não voltará a ser como dantes. Os caminhos serão outros, transformados pelo olhar e pela fé. É bem diferente olhar a vida a partir do nada, ou olhar a vida a partir da Estrela, a partir de Jesus Cristo, do amor que Deus nos tem.

 

       3 – O profeta Isaías, na primeira leitura, canaliza a esperança de todo o Israel para a LUZ de Deus que está a chegar. A estrela que guia os Magos até Jesus, também guiou os profetas, através dos tempos, levando-os a preparar a humanidade para reconhecer e acolher a Luz viria irradiar todas as trevas.

“Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro”.

       O que Isaías vê para o futuro, como esperança, os Magos contemplam agora, em intensa alegria, e pode ser experimentado por todos os discípulos de Jesus, como bem o refere São Paulo:

“Foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho”.

       A Luz de Deus já não é apenas para o povo da Aliança, mas estende-se, em Jesus Cristo, Nova Aliança, a toda a humanidade.


Textos para a Eucaristia: Is 60, 1-6 ; Sl 71 (72); Ef 3, 2-3a.5-6 ; Mt 2, 1-12.

 


03
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

(Esboço do Editorial Voz Jovem - dezembro 2012)

 

       1 – Como é que um acontecimento tão longínquo pode dizer-nos respeito e modificar a nossa vida? Como é que a nossa fé poderá hoje ter a vitalidade que tinha para os apóstolos e nas primeiras comunidades cristãs?

       Com efeito, o Natal é tão atual agora como no tempo de Jesus. Como? Precisamente porque se trata de um evento intemporal. O mistério de Deus envolve a humanidade toda. Jesus nasce para todos. É luz de Israel que revelará a todas as nações, como profetiza o velho Simeão por altura da apresentação de Jesus no templo (Lc 2, 21-39).

        O grande salto de Deus é a Encarnação. Ora Se Deus pode ENCARNAR, de forma discreta, quase no anonimato e dar-Se a conhecer ao mundo inteiro, simbolizado na adoração dos Magos, então o acesso ao Deus Menino é igual para as pessoas de todos os tempos e lugares. Os pastores souberam da boa e alegre NOTÍCIA, a partir do Céu, sob o qual também nos encontramos. Pisámos a mesma terra, protegida pelo mesmo Céu.

       As circunstâncias são diferentes como diferente é o tempo que passa, mas é o mesmo Deus que quer habitar em nós e ficar entre nós. Um dia lá em Belém, hoje em qualquer coração, em todas as casas, em todas as aldeias e cidades.

 

 

       2 – Como reagiria eu se Maria e José me batessem à porta? Tenho lugar para Deus na minha vida? São interpelações feitas por Bento XVI na missa da noite de Natal, no Vaticano. Como viver hoje o Natal?

       Se estamos cheios de nós mesmos não há lugar para os outros. Importa voltar ao mistério do Natal. Deus, na Sua grandeza ousa assumir a nossa natureza frágil, “como se dissesse: Sei que o meu esplendor te assusta, que à vista da minha grandeza procuras impor-te a ti mesmo. Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar” (Bento XVI, missa da noite de Natal).

       A LUZ projetada então em Belém, há de invadir-nos de novo. A glória a Deus implica-nos na promoção da paz e da justiça na terra dos homens. Voltemos à expressividade de Bento XVI:

       “Onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz… Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros”.

       Esta é a candura de Deus que Se faz Menino, vulnerável, mas cuja Luz é redenção. Com o Menino aprendamos a ser irmãos, tornemo-nos verdadeiramente filhos de Deus, reconhecendo no outro a PRESENÇA do Deus altíssimo que por amor Se faz criança, inocente, frágil, com um olhar que nos procura e nos desafia.

 

       3 – Viver hoje o Natal imitando Maria.

       Docilidade que escuta e se dispõe a acolher o mistério que vem de Deus. Não compreende tudo. Nem tudo se encerra nos nossos esquemas racionais, há mais vida para lá das nossas justificações e para lá do que é palpável. O essencial só é visível aos olhos do coração.

       Docilidade que interroga. Não aceitar tudo o que vem do mundo, ou das pessoas que nos rodeiam ou que venha com a roupagem do divino. Em ano da fé, importa de novo interrogar os fundamentos da nossa fé, as razões da nossa esperança. Ela interroga o Anjo. Interroga Jesus. Medita os acontecimentos.

       Docilidade no serviço. Pressa em ser prestável. Primeiro ajudar e só depois pensar. Quem pensa demasiado como ajudar, quase nunca descobre a alegria de servir. Simplesmente servir, em casa da sua prima Isabel (Lc 1, 39-45), nas bodas de Canaã (Jo 2, 1-11). Serviço que começa por casa e pela família.

 

       4 – Viver hoje o Natal imitando José.

       Não fazer julgamentos precipitados. José descobre que Maria está grávida. O filho não é seu. Não se precipita. Aguarda. Pensa. Reflete. Sonha. Só então percebe como os planos de Deus vão além dos planos humanos e temporais. É um homem justo. Não lhe conhecemos palavras. Mas conhecemos o compromisso com Maria e com Jesus. Conhecemo-lo como trabalhador. Protege a sua casa com trabalho e com dedicação, dá um nome a Jesus e constrói a casa para serem verdadeiramente família, em Belém ou em Nazaré.

 

       5 – Viver hoje o Natal com a Família de Nazaré.

       A vida nunca é a ideal. Maria e José encontram dificuldades por altura do nascimento, tem de ser criativos para protegerem o Menino, e logo depois a necessidade de deixarem a casa e a terra para sobreviverem. Tinham o suficiente. Sem ostentações. Mas em clima de oração e de diálogo. Cumprem com as tradições religiosas. Apresentam Jesus no Templo. Todos os anos vão ao Templo de Jerusalém, pela Páscoa. Estão inseridos na comunidade, vivem a fé na abertura à comunidade. Quando encontram Jesus não O recriminam, perguntam-lhe as razões de tal atitude…

       Compreensão e tolerância. A religião há de aproximar, proteger, promover a vida, o diálogo, a harmonia. Não é propriedade privada. A religião abre-nos aos outros. Maria e José colocam Jesus na manjedoura, abrem as portas para os pastores, para os magos, para nós!

 

       6 – Viver hoje o Natal com a postura de Jesus.

       Jesus alimenta-se da vontade de Deus. Vive a partir de Deus. Isso não significa que não deva obediência a Maria e a José. O episódio narrado por Lucas é significativo (Lc 2, 41-52). Não se trata apenas da perda de Jesus no templo. Muito mais. Primeiro, mostra como a família se insere na prática da religião. Como Jesus acompanha os pais. Como nos situa no essencial: ocupamo-nos das nossas coisas, Jesus ocupa-se sobretudo com as coisas de Deus. Quando não há lugar para Deus, deixa de haver espaço para os outros.

       Escuta Maria (e José). Regressa com eles. Respeita. É obediente. Alimenta a sabedoria em família.

 

       7 – Viver o Natal a partir do Natal de Jesus.

        É recorrente que as festas do Natal tenham muito de benéfico para as famílias e pontualmente para pessoas mais carenciadas, com campanhas solidárias. Não é menos verdade, que esta e outras festas são oportunidade de negócio. Para muitas pessoas não é mais do que isso. Tudo se resume a comprar e a vender, a gastar e a consumir. Como no Antigo Testamento, também hoje as posses parecem ser sinal de bênção. O consumo pode iludir por certo tempo o questionamento da vida.

       Cada vez mais o Natal dispensa Jesus. Dispensa a LUZ que nos vem do alto. E definitivamente a vida pulsa mais nos afetos e sentimentos que nos bens que possuímos. Com conta, peso e medida, estes ajudam-nos a viver melhor, mas por vezes são apenas fonte de preocupação. No presépio (curral) onde o milagre acontece não há muitas coisas, mas há calor. Aquele nascimento irradia luz. Abre as portas. Aquela criança é uma bênção. Para os pais. Para Israel. Para os pastores. Para os magos. Para os povos da terra.

       E hoje? As vidas que nascem (e as que estão para nascer) são bênção para os pais? Para a sociedade? Como é que acolhemos quem irrompe na nossa vida?

       Viver hoje Natal, com desprendimento, com simplicidade, acentuando os afetos, atendendo a cada olhar, recebendo o outro como presente de Deus, e oferecendo-nos como DOM a favor de todos, concretizando em nossa casa, na nossa rua, no nosso bairro, na nossa comunidade.


publicado por mpgpadre, às 10:35link do post | comentar |  O que é?

       1 – Como é que um acontecimento tão longínquo pode hoje modificar a nossa vida?

       Com efeito, o Natal é tão atual agora como no tempo de Jesus. Como? Trata-se do mistério de Deus que envolve a humanidade toda. Jesus é luz de Israel que Se revelará a todas as nações (cf. Lc 2, 21-39). É o mesmo Deus que quer habitar em nós. Um dia lá em Belém, hoje em cada coração.

 

       2 – Como reagiria eu se Maria e José me batessem à porta? Tenho lugar para Deus na minha vida? Interpelações de Bento XVI na noite de Natal. Se estamos cheios de nós mesmos não há lugar para os outros.

       Importa voltar ao mistério do Natal. Deus, na Sua grandeza, assume a nossa natureza frágil, “…Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar”.

       De novo as palavras de Bento XVI:

       “Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros”.

 

       3 – Viver hoje o Natal imitando Maria.

       Docilidade na escuta. Não compreende tudo. O essencial só é visível aos olhos do coração.

       Docilidade que interroga. Maria interroga o Anjo e Jesus. Guarda e medita os acontecimentos. Interroguemos a nossa fé. Não aceitar tudo o que vem do mundo, ou com a roupagem do divino…

       Docilidade e pressa no serviço. Primeiro ajudar e só depois pensar. Quem pensa demasiado como ajudar, quase nunca ajuda…

 

       4 – Viver hoje o Natal imitando José.

       Não fazer julgamentos precipitados. José descobre que Maria está grávida. O filho não é seu. Não se precipita. Aguarda. Pensa. Reflete. Sonha. Só então percebe como os planos de Deus vão além dos planos humanos e temporais.

       5 – Viver hoje o Natal com a Família de Nazaré. A vida nunca é a ideal. Maria e José encontram dificuldades, têm de proteger o Menino, no nascimento. Depois, têm de deixar a casa e a terra para sobreviver.

       Compreensão e tolerância. A religião abre-nos aos outros. Maria e José abrem as portas para os pastores e os magos. Cumprem com as tradições religiosas. Apresentam Jesus no templo, vão lá todas as páscoas, voltam para O procurar, interrogam para perceber, guardam no coração o que ultrapassa a compreensão humana.

 

       6 – Viver hoje o Natal com a postura de Jesus.

       Jesus alimenta-se da vontade de Deus. Vive a partir de Deus. Mas obedece a Maria e a José (cf. Lc 2, 41-52).

 

       7 – Viver o Natal a partir do Natal de Jesus.

       Cada vez mais o Natal dispensa Jesus… A vida pulsa mais nos afetos e sentimentos que nos bens que possuímos. No presépio (curral) onde o milagre acontece não há muitas coisas, mas há calor, luz. Aquela criança é uma bênção. Para os pais. Para Israel. Para os povos da terra.

       E hoje? As vidas que nascem (e as que estão para nascer) são bênção para os pais? Para a sociedade? Como é que acolhemos quem irrompe na nossa vida?

 

in Boletim Voz Jovem, dezembro 2012

Para uma melhor compreensão consultar o esboço: Viver o Natal em 2013


01
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – “Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos. Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus”.

       Com a vinda de Jesus, chegou até nós o próprio Deus, em Pessoa, a eternidade no tempo, o Infinito no finito. Em Jesus tornamo-nos filhos e herdeiros da eternidade, da graça divina.

       Oito dias de celebração do Natal como se fora um só DIA para acentuarmos a importância deste nascimento, a plenitude dos tempos, desta PRESENÇA entre nós, para percebemos melhor a grandeza do mistério, que nos envolve.

       A liturgia propõe-nos, no primeiro dia do NOVO ANO, a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, coincidindo, desde 1968, por iniciativa do Papa Paulo VI, com o Dia Mundial da Paz.

       O quadro é o mesmo. A proximidade de Maria no presépio conduz-nos Àquele que nos traz a verdadeira Paz.

       2 – “Os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração”,

       A descoberta de Deus naquele Menino não é uma conquista do poder, da inteligência ou de capacidades extraordinárias, como bem se vê na narração evangélica, é uma graça de Deus, concedida segundo a Sua liberalidade, aos pobres, a todos aqueles e aquelas que têm uma coração disponível para se deixar surpreender.

       Só um coração vazio de si mesmo, pode abrir-se ao mistério, aos outros, a Deus, e acolher Aquele que vem do alto, perceber  como o mistério de Deus pode preencher de Luz os seus corações.

 

       3 – Os pastores estão cheios de vida, de esperança. Estão vazios das preocupações palacianas e das disputas do poder. Vivem em função das mulheres e dos filhos, enfrentam as dificuldades para sustentar a família. Dependem uns dos outros e das condições do tempo e da terra. Não são magos, mas vivem de mãos dadas com os céus e com a terra, com o tempo.

       Pastores diante do Pastor, por excelência. Eles juntam os seus rebanhos; o Deus Menino apascentará a humanidade inteira como um só rebanho. Saliente-se de novo a estreita ligação ao projeto da paz, ajuntar, família, rebanho, para que todos se sintam e sejam filhos, e irmãos, e herdeiros da graça de Deus.

 

       4 – Na Sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, Bento XVI coloca como pano de fundo a bem-aventurança – bem-aventurados os obreiros da paz – mostrando como a família é crucial na promoção da paz, na grande medida de ser promotora da vida e da felicidade.

       A família é espaço de diálogo, de compreensão. As mães, na maioria da vezes, com a sua sensibilidade e delicadeza, têm um rosto conciliador, são obreiras da paz, entre os filhos, destes com os pais, e com a sociedade.

       Como aos pastores, também a nós Ela nos mostra Jesus, que vem de Deus. Diz-nos o Papa, “a realização da paz depende sobretudo do reconhecimento de que somos, em Deus, uma úni­ca família humana”. Com efeito, “através da encarnação do Filho e da redenção por Ele operada, o próprio Deus entrou na história e fez surgir uma nova criação e uma nova aliança entre Deus e o homem”, colocando-nos diante da possibilidade de termos um novo coração, transformado pelo amor.

       Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. A paz é dom de Deus, mas também obra e responsabilidade do homem. Na verdade, continua Bento XVI, “a paz pressupõe um humanismo aberto à transcendência; é fruto do dom recíproco, de um mútuo enriquecimento, graças ao dom que provém de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A ética da paz é uma ética de comunhão e partilha”.

 

       5 – Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós. Rainha da Paz, dai-nos a paz.


Textos para a Eucaristia (ano C): Num 6, 22-27 ; Sl 66 (67); Gal 4, 4-7; Lc 2, 16-21. 

 

Reflexão dominical na página da Paróquia de Tabuaço


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