...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Jun 17
publicado por mpgpadre, às 11:33link do post | comentar |  O que é?

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O mês de maio desafia-nos a olhar com mais atenção para Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. O primeiro dia do mês é dedicado às Mães, com uma referência muito peculiar a Santa Maria Mãe de Deus. N'Ela, as características que queremos encontrar nas nossas mães: a candura, a doçura, a capacidade de nos amar em todas as circunstâncias, de nos desculpar e justificar, a diplomacia para a paz e para unidade na família, defendendo-nos com unhas e dentes, procurando a harmonia na família, o diálogo, a disponibilidade para o esforço e sacrifício, para sofrer em nossa vez, a humildade e, em muitas situações, a sujeição à humilhação.

A vida de Maria mostra-nos a Sua delicadeza para com aqueles que precisam de ajuda, exemplo disso a pressa em ir ao encontro de Isabel ou a intervenção junto de Jesus para agir em favor dos noivos de Caná da Galileia; prontidão para se inteirar da vida do Filho, como quando lhe trazem más notícias. Respeita a Hora do Filho mas mantém-se por perto, vigilante.

Pelos frutos se veem as árvores. Jesus não nasceu do ar, como extraterrestre, é de carne e osso. Ele aprendeu a ser delicado com os Seus pais, Maria e José. Com o Pai, o trabalho, a profissão, os valores do respeito e da honra, da palavra dada e do compromisso. Com a Mãe, a atenção aos outros, a doçura, a humildade, o olhar terno e a capacidade de se colocar – tanto quanto possível – no lugar dos outros, com as suas necessidades e dúvidas.

A história bíblica vai-nos mostrando que Deus é Pai que nos ama com amor de Mãe. Jesus transparece a beleza e a misericórdia de Deus Pai, nas palavras, na postura, nas imagens utilizadas, na pregação, nos gestos assumidos. O seu último desejo, contudo, aponta para a Maria, dando-no-l'A por Mãe, assumindo-nos como irmãos, afiliando-nos a Maria: Eis a tua Mãe. Eis o teu filho.

O Papa Sorriso, João Paulo I, lembra-nos que Deus é Pai, mas é mais Mãe. Mas se a referência para o Pai a podemos encontrar em Jesus – quem me vê, vê o Pai; Eu e o Pai somos Um – a referência maternal de Deus podemos encontrá-la visível em Maria. N’Ela Deus ensina-nos a dizer sim, a amar, a despojar-nos do nosso egoísmo e até de projetos mais pessoais, para responder ao Seu chamamento e embarcar num projeto que nos leve a frutificar, como Ela que no Seu ventre nos dá Jesus, e com Jesus a Luz e a eternidade.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4411, de 9 de maio de 2017


21
Jun 17
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

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Teológica e liturgicamente o acontecimento mais importante da vida da Igreja e dos cristãos é a Páscoa, o mistério maior da nossa fé, a celebração da morte e da ressurreição de Jesus. Marca os tempos e os espaços, cria os contextos, introduz-nos na vida divina, faz de nós aquilo que somos, cristãos, discípulos missionários de Jesus e do Seu Evangelho de Perdão, de Amor e de Paz.

A figura da Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe santíssima, tem, em todo o caso, um lugar especial no coração dos cristãos e, por certo, especialíssimo no coração dos católicos portugueses.

A devoção a Maria em nada nos desvia da vivência comprometida e esclarecida da fé que nos congrega ao Deus de Jesus Cristo, Pai, Filho e Espírito Santo. Em qualquer casa, em qualquer família, mesmo que seja o pai a mandar, quem efetivamente cria ambiente, pela doçura, pela paciência, pela docilidade, pela diplomacia, que brota do amor, da paixão, é a Mãe.

As palavras de Maria nos evangelhos são clarificadoras: Eis a escrava do Senhor, faça-se em Mim segunda a Tua palavra; a minha alma glorifica o Senhor que olhou para a Sua humilde serva. Maria tem consciência da sua missão. Como Jesus, também Ela aponta para Deus: faça-se a Sua vontade. Como Mãe, intercede junto de Jesus: não têm vinho! Como discípula mostra-nos o caminho: fazei o que Ele vos disser.

Se olharmos para Maria a partir de Jesus, sobretudo nas Suas últimas palavras e desejos, Ela torna-se a nossa casa, pois Ele no-l’A dá por Mãe e nos confia a Ela como filhos bem-amados. Para sermos o discípulo amado há que recebê-l’A em nossa casa, no nosso coração e na nossa vida e com Ela aprendermos a fazer tudo quanto Jesus nos pede.

Semana a semana, domingo a domingo, celebrámos a Páscoa de Jesus, no sacramento que nos faz Igreja, Corpo de Cristo, a Eucaristia, sublinhando, para melhor assimilar, dimensões do mistério e da vida de Jesus Cristo, a que não falta a presença constante de Sua Mãe Maria santíssima, que acolhemos como Mãe da Igreja (= Corpo de Cristo), e nossa Mãe (integramos o Corpo de Cristo, como membros). Invocámo-l’A com títulos e com o mistério que nos guia para Jesus. Logo no primeiro dia do ano litúrgico, como Santa Maria Mãe de Deus.

Portugal desde cedo a têm como Rainha, como Padroeira, como Mãe, sob a invocação da Sua Imaculada Conceição. Com as Aparições aos Pastorinhos de Fátima, há 100 anos, mais se acentua o carinho pela Virgem Mãe…

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4410, de 2 de maio de 2017


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Jun 17
publicado por mpgpadre, às 11:35link do post | comentar |  O que é?

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Muito se tê, refletido sobre a mensagem comunicada por Nossa Senhora aos Pastorinhos e as vivências e riscos da devoção mariana. Alguns dos critérios para validar as Aparições e a Mensagem são conhecidos, como a continuidade com o Evangelho e os frutos: Fátima converte? Leva as pessoas a mudar de vida, positivamente falando? Compromete com os outros? Compromete com a Igreja? Faz-nos mais atentos às necessidades dos irmãos? Amadurece a nossa fé em Deus?

Deus não está longe de quantos O invocam de todo o coração. Não está longe de Jacinta, de Francisco, de Lúcia; não está longe de nós. Deixa-Se ver de forma privilegiada em Jesus Cristo, mas também em todos aqueles que em Seu nome procuram ser fiéis ao mandato de amor que Ele corporiza.

A Virgem Maria é a primeira discípula e, como discípula de Jesus, aponta-nos para Ele, sempre: Fazei tudo o que Ele vos disser. Por outro lado, foi vontade de Jesus que Maria assumisse na nossa vida um papel preponderante, o de Mãe. Nos Seus últimos desejos, nas Suas palavras finais, Jesus dá-nos Maria por Mãe e faz-nos reconhecer que somos filhos d'Ela, pelo que Ela há ser Casa para nós, há de preencher de graça e de confiança o nosso coração e a nossa vida. Também com Ela a continuidade é lógica: Ela faz-nos sentir em Casa, dulcificando a nossa vida para melhor acolhermos o Seu Filho. Quem meus filhos beija, minha boca adoça. Antes de Lourdes, antes de Fátima, está o Evangelho e a vontade expressa por Jesus, no alto da Cruz, mas também em outros momentos mostrando que Maria é bem-aventurada por ser Sua Mãe mas também por escutar a Palavra de Deus e a pôr em prática (cf. Lc 11, 27-28).

Maria, porém, não é um para-raios que nos defende da maldade de Deus, como uma mãe que se interpõe entre o pai e os filhos para que estes não sejam agredidos, com o risco de levar em vez dos filhos. Pelo contrário, Deus é fonte de todo o bem, o Seu maior atributo é a Misericórdia. Como relembrou o Papa Francisco, em Fátima, “devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia”. Como Mãe, Maria pega na nossa mão e leva-nos a Jesus, ajuda-nos a perceber e a familiarizar-nos com o Amor de Deus. Cheia de Graça, gera Jesus, para que também nós frutifiquemos na graça e na bênção de Deus.

 

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4412, de 16 de maio de 2017


17
Mar 16
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

FREI CLODOVIS BOFF, OSM, (2015). O quotidiano de Maria de Nazaré. Prior Velho: Paulinas Editora. 136 páginas.

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Os Evangelhos centram-se em Jesus e sobretudo no processo da Sua condenação e morte na Cruz, sob a luz das aparições do Ressuscitado, alargando depois para a vida pública, com algumas incursões na Sua infância (São Mateus e São Lucas), ou na fundamentação teológica para O situar como Filho encarnado de Deus (São João).

A preocupação primeira dos evangelistas foi preservar as palavras e os acontecimentos vividos por Jesus, com a participação dos discípulos e com a experiência das comunidades cristãos, depois da Ressurreição. Não têm nem o cuidado nem a preocupação de escrever uma biografia completa da vida de Jesus, desde o nascimento à morte.

Com o passar dos anos, muitos sentiram a necessidade de preencher algumas lacunas. Os evangelhos apócrifos respondem a esta e a outras interrogações. Mesmo que sejam posteriores aos Evangelhos canónicos, e alguns com muitas fantasias, permitem comprovar dados, relacionar com o contexto, com a história da época.

O "Quotidiano de Maria de Nazaré" é um texto belíssimo que nos traz a vida de Nossa Senhora, inserida na família e na cultura, naquele povo e naquele tempo, a vivência simples, pobre, dedicada, com as dificuldades mas também da solidariedade das famílias na pequena cidade de Nazaré. Acompanhamos Maria da infância, ao compromisso matrimonial com São José, o nascimento e crescimento de Jesus, a morte de São José, a vida pública de Jesus e os problemas vividos então, a morte de Jesus. Maria familiariza-nos com Jesus, parentes e amigos.

Com os dados dos Evangelhos, dos evangelho apócrifos, de autores judeus e romanos da época, servindo-se também de descobertas recentes, recorrendo à arqueologia, à cultura, às vivências em outras cidades vizinhas, é possível aproximar-nos da vida de Maria e com Ela sentirmo-nos ainda mais próximos de Jesus. Ele não caiu do céu aos trambolhões, ousou tomar a nossa carne e ser Um entre nós.


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