...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
19
Fev 17
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

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Depois das duas últimas Assembleias Gerais do Sínodo dos Bispos se debruçar, de forma ordinária e extraordinária, sobre a Família, o Papa Francisco quer que o próximo – em outubro de 2018 – seja dedicado aos jovens (“Jovens, a fé e o discernimento vocacional”).

Para preparar este Sínodo, a publicação de um documento que servirá, nas palavras do Papa, de «bússola» para orientar este caminho que desembocará na Assembleia sinodal. É o tempo de colocar questões, fazer sugestões, apontar caminhos novos, tempo de debater, de refletir, de fazer achegas sobre o que sentem os próprios jovens, as suas dúvidas, sonhos, dificuldades. É uma Igreja que procura responder a uma das aspirações do Vaticano II: perscrutar os sinais dos tempos para melhor viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo no mundo atual.

Entretanto, o Papa Francisco, no passado dia 13 de janeiro, dirigiu uma missiva aos jovens, contextualizando o Sínodo dos Bispos e a razão da escolha da temática. Diz o Papa, “a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores… inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38)”.

O Papa Francisco conta com os jovens. “Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre”.

Duas realidades que se interligam: a vontade de mudança e a generosidade. Pode haver um grande desejo em transformar o mundo, tornando-o mais justo e fraterno, mas depois, como se costuma dizer, há que arregaçar as mangas e meter mãos à obra. Não bastam boas intenções, ainda que sejam um bom indicador e um bom ponto de partida, porém, será necessário “sair”, levantar-se do sofá e pôr-se a caminho, como Abraão, para uma nova terra, que é precisamente um mundo mais fraterno e mais justo. É válido para os jovens. É válido para cada cristão. É válido para mim e para ti.

 

publicado na Voz de Lamego, n.º 4395, de 17 de janeiro de 2017


03
Out 15
publicado por mpgpadre, às 22:47link do post | comentar |  O que é?

1 – Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é Pai e Filho e Espírito Santo. Santíssima Trindade. Comunidade de vida e de amor. Também nós somos família, fomos criados para vivermos como povo, como irmãos, solidariamente, ajudando-nos. Osso dos meus ossos, carne da minha carne. Estamos enxertados uns nos outros, ainda que nos esqueçamos da nossa origem, identidade e ADN, cujas células se interligam além da aparência e das diferenças.

Quando olhamos para nós e para o mundo em que vivemos, constatamos o quanto estamos distantes deste ideal de vida fraterna, sinal e expressão da vida de Deus. O autor do Génesis chegou à mesma conclusão: observou os conflitos, as guerras, a violência, o derramamento de sangue dentro das famílias, ódios e invejas. Concluiu que o projeto de Deus se transformou ao longo das gerações. O início não poderia ter sido assim. Deus não projetaria a desgraça. O que terá então acontecido? O pecado. O egoísmo, a pressa em resolver tudo à sua maneira, a inveja pelos dons dos outros, a não-aceitação das diferenças. Por outras palavras: a disputa sobre quem é o maior!

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2 – A Palavra de Deus centra-nos no serviço ao outro como único caminho para seguir Jesus. Os primeiros, no reino de Deus, serão os que amam de todo o coração os irmãos e deles cuidam.

Os fariseus estão por perto e atentos. Formavam, na realidade, um grupo religioso muito zeloso pelo cumprimento da lei mosaica. O problema surge no radicalismo excludente, quando se coloca em causa a soberania de Deus e a universalidade da salvação.

Aproximam-se de Jesus e põem-n'O à prova: «Pode um homem repudiar a sua mulher?». Jesus fá-los procurar a resposta em Moisés: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio, para se repudiar a mulher». Logo Jesus completa, dizendo-lhes da provisoriedade da lei mosaica: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher… não separe o homem o que Deus uniu».

No início, Deus criou o Homem e a Mulher para viverem harmoniosamente e se auxiliarem mutuamente: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele». A terra estava povoada de seres vivos, animais, aves, peixes. Mas o homem precisava de alguém que lhe fosse igual, da sua estirpe, do seu sangue. É preciso encontrar um olhar que possa ser devolvido na mesma proporção, um sorriso que possa ser acolhido, devolvido, partilhado: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne».

 

3 – Em casa os discípulos procuram compreender melhor as palavras de Jesus. A Sua resposta é taxativa: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

É uma resposta que nos custa ouvir, sabendo da nossa fragilidade e da nossa pequenez e da dificuldade enorme que muitas vezes se coloca em prosseguir um matrimónio sonhado e realizado. Teremos que encontrar o jeito para não excluir ninguém com a escusa dos princípios, mas também sem mitigar a verdade do Evangelho, do matrimónio e da família. Há de prevalecer a misericórdia.

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4 – Apresentam a Jesus umas crianças para que Ele as abençoe. Os discípulos acham as crianças um estorvo. Jesus faz-lhes ver de novo que os pequeninos são os preferidos: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». Sublinha São Marcos: Jesus "abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas".

Belíssima coincidência: celebra-se hoje a memória de São Francisco de Assis, expoente luminoso da Igreja como serviço, tendo-se tornado pobre para servir especialmente os mais pobres, para seguir Jesus, imitando-O na opção preferencial pelos mais frágeis.

_________________________

Textos para a Eucaristia (B): Gen 2, 18-24; Sl 127 (128); Hebr 2, 9-11; Mc 10, 2-16.

 

Reflexão dominical COMPLETA no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


22
Jan 15
publicado por mpgpadre, às 12:21link do post | comentar |  O que é?

Como se costume dizer, tarde é o que nunca chega. Aí está o boletim Paroquial Voz Jovem, referente aos meses de outubro - dezembro de 2014, já distriuído em formato de papel. Como expectável, a primeira página é toda dedicada à Festa da Padroeira, Imaculada Conceição, apostando em algumas fotos expressivas desta celebração, com a presença de toda a comunidade, dos Bombeiros Voltuntárias, que A têm como Madrinha, das Guias e Escuteiros da Europa e de todos os grupos paroquiais.

A última página é toda inteira dedicada à Festa de Natal da Catequese, seguindo a mesma lógica da primeira página, preenchida com fotos deste dia, com os diversos anos da catequese e com o Grupo de Jovens.

Nas páginas centrais vários temas retratados: Bodas de Ouro Matrimoniais, Festa do Acolhimento, Compromisso de Acólitos 2014, Festa da Imaculada Conceição, Festa de Natal da Catequese, Missa do Galo e participação do GJT, Vigília Missionária, em Castro Daire, com a participação do GJT.

vj_out-dez-2014.jpgO Boletim poderá ser lido a partir da página da Paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


05
Nov 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

GERARD-LUDWIG MÜLLER (2014). A esperança da Família. Diálogo com o Cardeal Gerhard-Ludwig Müller. Prior Velho: Paulinas Editora. 48 páginas.

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        Realizou-se há pouco a 3.ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada a refletir a Família: "Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização". No próximo outono, de 2015, realizar-se-á a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que aprofundará esta temática e procurará clarificar linha de atuação pastoral para este tempo.

       Já aqui sugerimos outras leituras relacionadas com o tema, como a intervenção do Cardeal alemão Walter Kasper, O Evangelho da Família, publicado pela mesma editora.

       A sugestão da leitura "A esperança da família", é referido a outro Cardeal alemão, o reconhecido teólogo Gerhard-Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e neste concreto sucessor do Cardeal Joseph Ratzinger que assumiu este cargo até ser eleito Papa Bento XVI. Por sua vez nomeou o Cardeal norte-americano William Joseph Levada para lhe suceder, mantendo-se este no cargo de maio de 2005 a junho de 2012; a partir de julho, ainda sob o pontificado de Bento XVI, o Cardeal Müller assume a missão de uma das mais importantes e emblemáticas Congregações e que está encarregado de zelar pela sã Doutrina da Igreja Católica, escutando, refletindo, propondo, acolhendo contributos de teólogos, de pastores, de comunidades, auxiliando o ministério do Papa. É também o Presidente da Pontifícia Comissão «Ecclesia Fidei», da Comissão Teológica Internacional e da Pontifícia Comissão Bíblica. Foi professor de Teologia durante 16 anos na Universidade Ludwig-Maximilianus de Munique (1986-2002) e Bispo de Resensburg (2002-2012).

       Este opúsculo recolhe uma entrevista ao Cardeal, guiada pelo Pe. Carlos Granados, diretor-geral da BAC. Para quem deseja aprofundar a temática da família, no enquadramento teológico, doutrinal, pastoral, será de todo recomendável ler as respostas do Prefeito da Congregação.

       Sem fugir às perguntas, o Cardeal faz-nos rever a mensagem da Igreja sobre a família, o matrimónio, a teologia do corpo, o magistério da Igreja, os concílios, as dificuldades pastorais, a misericórdia de Deus, a ligação doutrina-vida.

"Nem mesmo um concílio ecuménico pode alterar a doutrina da Igreja, porque o seu Fundador, Jesus Cristo, confiou a fiel custódia dos seus ensinamentos e da sua doutrina aos Apóstolos e aos seus sucessores... a doutrina da Igreja nunca será a soma de umas quantas teorias elaboradas por uns quantos teólogos, por mais geniais que sejam, mas a confissão da nossa fé na Revelação, nada mais, nada menos, que a Palavra de Deus confiada ao coração - interioridade - e à boca - anúncio - da sua Igreja".

 

Do Cardeal Ludwig Müller, valerá a pena ler ou reler, a obra publicada em conjunto com Gustavo Gutiérrez,

Alguns textos citados nesta obra elaborada a quatro mãos:


24
Ago 14
publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar |  O que é?

WALTER KASPAER (2014). O Evangelho da Família. Prior Velho: Paulinas Editora. 72 páginas.

       No dia 17 de março de 2013, o Papa Francisco, na oração do ANGELUS, a primeira aparição na varanda do Palácio Apostólico, referiu que a leitura de um livro de Walter Kasper, sobre a misericórdia de Deus, lhe tinha feito muito bem. Menos de um ano depois, Walter Kasper recebeu o convite do Papa para refletir sobre a problemática da família, tendo em conta o Sínodo Extraordinário dos Bispos, no outono de 2014, e o Sínodo ordinário dos Bispos, em 2015, que terão como pano de fundo os "Desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização".

       Com efeito, foi enviado às Dioceses, paróquias, comunidades eclesiais, e disponibilizados em diferentes plataformas um extenso questionário procurando abranger os vários temas relacionados com a Família, dificuldades e potencialidades, a família e a Igreja, a família e a sociedade, novas formas de entender ou viver a família.

       No Consistório extraordinário dos Cardeais, 20 e 21 de fevereiro de 2014, coube a Walter Kasper a reflexão sobre a família, não antecipando conclusões do Sínodo, mas deixando pistas de reflexão, partindo da dinâmica bíblica, contextos, evoluções, conjugando a estrutura do matrimónio e da família com o anúncio do Reino de Deus, acentuando a misericórdia de Deus com a fidelidade às promessas feitas.

        Uma das problemática afloradas nesta apresentação, agora em livro, é a dos divorciados recasados, com a sugestão de uma prática pastoral de acolhimento, procurando dar respostas novas e acolhendo o contributo daqueles que vivem essas situações difíceis, para que a solução, o caminho encontrado, sob a sintonia do Papa, possa brotar dos anseios e preocupações das pessoas.

        Com grande sentido e abertura, o Cardeal avança com algumas hipóteses, para que a verdade esteja revestida da misericórdia de Deus, procurando que as respostas vão de encontro às sugestões das comunidades eclesiais de todo o mundo. A unidade a encontrar na reflexão não será fácil, mas como em outros momentos da história da Igreja, há que procurar um caminho comum, comprometendo-nos com a vivência do reino de Deus. É uma obrigação. Um compromisso. Um desafio, para que não se percam as gerações seguintes, dos filhos e dos netos.

       O livrinho, além da exposição feita aos Cardeais, apresenta alguns anexos explicativos das propostas apresentadas, entre as quais a sugestão do então professor Joseph Ratzinger (depois Papa Bento XVI) para se retomar de um modo novo a posição de Basílio, também partilhada pelo próprio Walter Kasper.


20
Mar 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?
MANUEL FORJAZ. Não te distraias da vida. Poderei morrer da doença, mas a doença não me matará. Oficina do Livro. Alfragide 2014. 172 páginas.
       Quase por acaso, ou talvez não, encomendei, via Internet, este livro, sem conhecer o autor. Vi a promoção da publicação e pela descrição seria uma leitura interessante e envolvente afinal era o testemunho de alguém que tem cancro e que já passou por muitas intervenções, tratamentos, por melhoras e por recaídas, por momentos em que o otimismo natural o predispunha a celebrar a vida, outras vezes as notícias que se tornavam desanimadoras sobretudo quando chegavam novos exames a contradizer a esperança de vencer a doença. Num dia seguinte, encontrei o José Alberto Carvalho, na TVI 24, a entrevistar um homem, sem cabelo, que me fez lembrar o economista Vítor Bento (outro Vítor que poderia ter sido Ministro das Finanças). Afinal, pelo desenrolar da conversa, me apercebi que era precisamente o autor do livro que tinha encomendado nas vésperas.
       Como diria Tolstoi, as famílias felizes são todas iguais, as famílias tristes são cada uma à sua maneira. Ou como popularmente se vai dizendo, não há doenças, há doentes, pois cada pessoa reage de maneira específica à manifestação da doença, que pode ter o mesmo nome, mas cuja reação interage com a pessoa. Acrescentaríamos que a doença se faz particular na pessoa, a pessoa "faz" a doença ser diferente que noutras pessoas. Assim também o cancro, no caso concreto num pulmão. Uns querem falar da doença, outros não. Uns reagem com esperança e não quebram as rotinas, a não ser que a isso sejam forçados, outros deixam de viver.
       O livro resulta do desejo de acalentar a esperança para os que enfrentam situações semelhanças e para as pessoas que convivem com doentes oncológicos. Há pouco tempo recomendámos a leitura do livro da Fernanda Serrano - Também há finais felizes -, que viveu momentos de grande aflição e que parece ter superado os anos de maior risco da doença "reincidir". Pelo que se vê no presente testemunho, Manuel Forjaz continua a viver à espera do próximo tratamento, da próxima experiência, sem deixar de procurar, de lutar, de incentivar outros. Além do livro, tem usado várias plataformas para contar a sua experiência, para responder a quem busca respostas, fazendo sugestões para enfrentar a doença, mas também acompanhar, trabalhando na área de empreendedorismo, a criação de empresas.
       É uma história de vida, como filho, como marido, como pai, como católico, como professor, como diretor de empresas de sucesso mas que também passam por dificuldades. O importante é não desistir. Como refere no subtítulo: «poderei morrer da doença, mas a doença não me matará [a vida]». Há tantas coisas que se podem fazer. Não adiar para amanhã. Não desanimar. Pior é ter cancro no Sudão do Sul onde os cuidados médicos são muito deficitários. Não se contente com uma resposta, busque outras.
       Uma das perspetivas, e apesar da doença por vezes o deixar de rastos, é a procura por manter hábitos e rotinas. Veio à memória outro livro, outra história comovente, a de um médico oncologia, José Maria Cabral, em quem se manifestou o cancro. O título - O desafio da Normalidade - mostra como é possível arranjar forças para procurar viver a vida com os amigos e com a família, não deixando que a doença ganhe na qualidade dos afetos e dos sentimentos.
       Conheça ou não alguém com cancro, tenha alguém na família ou não, esta leitura será sempre um desafio, uma provocação. Pode lembrar-nos, no meio das nossas aflições, que há outros cujo sofrimento é bem mais violento e constante. Por outro lado, e numa perspetiva de fé que o autor também expressa, não valerá a pena perguntar: "Porquê eu?", pois pode acontecer a todos. Não é certamente um castigo de Deus. Integra a fragilidade biológica do ser humano. A fé pode abrir outra perspetiva, dando-nos força mas também esperança diante da eminência da morte.

ANEXO 1
O MEU CANCRO: REGRAS PARA VIVER MELHOR
- Proíba quem quer que seja de lhe falar de quem morreu de cancro; quem tem cancro tem presente que vai morrer provavelmente mais cedo que a maioria, não precisa ser lembrado todos os dias;
- Por outro lado, e em sentido contrário, estimule quem o rodeia a contar histórias de quem venceu, está a vencer ou vive com a doença há muito tempo; inspire-se nas boas histórias, sem nunca perder o bom senso;
- Não tenha pena de si próprio. Isso gera um círculo fechado de tristeza e angústia de que é difícil libertar-se;
- Não tente perceber «porquê eu?». Porque sim. Uns cancros são genéticos, outros são ambientais, outros são profissionais. Acontece, não há razões místicas ou religiosas. Toca a muitas pessoas, aqui e no Sudão do Sul, onde claramente as condições de tratamento são bem piores;
- Se ainda assim tem tendência para ficar a remoer esse tipo de pensamentos, lembre-se (quem, como eu, tiver filhos) que ainda bem que fomos nós e não eles;
- Perceba que vai morrer, mas lembre-se que morrem todos os dias 155 mil pessoas, algumas em circunstâncias bem piores que a sua. E vai morrer, mas não é já amanhã. E até lá, a vida segue, bela, poderosa, pujante, cheia de coisas boas, cheia de amor, de pequenos prazeres, de sol e peixe grelhado;
- Não perca demasiado tempo a pensar na sua morte e no disparate das bucket list (apesar de ser tolerável ir ver o filme de Morgan Freeman e Jack Nicholson). Se o fizer, esquece-se de viver. Manter tudo exatamente na mesma - contactos, vida social e profissional -, praticar exercício físico e seguir uma boa alimentação, é a melhor maneira de continuar a viver;
- Siga as medicinas alternativas que entender, mas só depois de as estudar, de ouvir testemunhos credíveis e certificar-se de que não afetam os tratamentos clássicos que estiver a seguir.
Anexo II
O CANCRO DOS OUTROS: REGRAS PARA LIDAR COM A DOENÇA
- Lembre-se que ninguém morre logo amanhã; às vezes morre-se em poucas semanas, mas a vastíssima maioria dos doentes com cancro dura bastante mais e alguns sobrevivem além da idade de morrer de velho;
- Prepara-se para possíveis recaídas. Muitos doentes tratam-se à primeira, outros à segunda e outros à terceira (mas nunca desistimos);
- Não dramatize. A medicina evoluiu muito e hoje os doentes vivem com razoável qualidade de vida;
- Há doentes que querem falar do cancro e outros que preferem não tocar no assunto. Respeite essa decisão mas, em qualquer caso, se não está psicologicamente preparado é melhor não se armar em enfermeiro ou psicólogo;
- Esqueça as tragédias alheias e as histórias de quem nãos e safou, disso os doentes já têm chegue. Dê sorrisos, miminhos e amor que é tudo o que um doente com cancro precisa na eterna luta contra a doença;
- A quimioterapia não é um horror de diarreias, enjoos e aftas. Há dois dias de «psicadélicos», ao segundo e ao terceiro dia, mas cada caso é um caso e cada pessoa reage de maneira diferente. O segredo para reforçar a energia é «canja de galinha», muito mar, se possível, e boa disposição à volta;
- Ficar careca acontece a muita gente, mas o cabelo volta a crescer, não há drama nenhum nisso - brinquem com a situação (só os carecas mesmo é que perdem o cabelo para sempre);
- Todos morremos, disso ninguém escapa. O segredo não é por isso falar de morte, que é óbvia e absoluta, mas sim lembrar o outro de não se esquecer de viver a vida, que é fantástica, surpreendente e extraordinária;
- Nunca digam a alguém com cancro que está mal ou vai morrer, sejam, louca e racionalmente positivos e otimistas.
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23
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Em vésperas de Natal, a Festa da Catequese. Simples, alegre. Descontraída. Convite a viver o Natal com Jesus, Maria e José e com cada pessoa da família e da vizinhança. No Auditório do Centro de Promoção Social de Tabuaço. Celebração da Eucaristia e intervenção dos grupos da catequese. 21 de dezembro de 2013. Algumas fotos:

Para ver outras fotos visitar a página da Paróquia de Tabuaço no facebook

ou no nosso GOGLE +


13
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

BENTO XVI. Com Jesus, a vida é uma festa. O Papa às crianças da Primeira Comunhão. Paulinas Editora. Prior Velho 2013, 32 páginas.

       É um pequeno livro, ilustrado, sobre a Primeira Comunhão, o Domingo, a Vida, o Amor, o Perdão, a Presença de Deus. De forma simples, o Papa alemão responde às crianças da Primeira Comunhão, no dia 15 de outubro de 2005. O texto pode ser lido na página do Vaticano (sublinhe-se que o livrinho das Paulinas está enriquecido com ilustrações, de Sandra Bersanetti, e com um breve comentário, ótimo presente para crianças): AQUI ou de seguida:

 

Andrea:

       "Caro Papa, que recordação tens do dia da tua Primeira Comunhão?".

 

BENTO XVI:

       Antes de tudo, gostaria de dizer obrigado por esta festa da fé que me ofereceis, pela vossa presença e alegria.

       Agradeço e saúdo o abraço que tive de um de vós, um abraço que simbolicamente vale para vós todos, naturalmente.

       Quanto à pergunta, recordo-me bem do dia da minha Primeira Comunhão. Era um lindo domingo de Março de 1936, portanto, há 69 anos.

       Era um dia de sol, a igreja muito bonita, a música, eram muitas coisas bonitas das quais me lembro. Éramos cerca de trinta crianças, meninos e meninas, da nossa pequena cidade com não mais de 500 habitantes.

        Mas, no centro das minhas recordações alegres e bonitas está o pensamento o mesmo já foi dito pelo vosso porta-voz que compreendi que Jesus tinha entrado no meu coração, tinha feito visita justamente a mim.

       E com Jesus, Deus mesmo está comigo. Isto é um dom de amor que realmente vale mais do que tudo que pode ser dado pela vida; e assim estava realmente cheio de uma grande alegria porque Jesus tinha vindo até mim.

        E entendi que então começava uma nova etapa da minha vida, tinha 9 anos, e que então era importante permanecer fiel a este encontro, a esta Comunhão.

       Prometi ao Senhor, por quanto podia: "Gostaria de estar sempre contigo" e pedi-lhe: "Mas, sobretudo permanece comigo". E assim fui em frente na minha vida.

        Graças a Deus, o Senhor tomou-me sempre pela mão, guiou-me também nas situações difíceis. E dessa forma, a alegria da Primeira Comunhão foi o início de um caminho realizado juntos.

       Espero que, também para todos vós, a Primeira Comunhão que recebestes neste Ano da Eucaristia seja o início de uma amizade com Jesus para toda a vida. Início de um caminho juntos, porque caminhando com Jesus vamos bem e a vida se torna boa

 

 Livia:

       "Santo Padre, antes do dia da minha Primeira Comunhão confessei-me. Depois, confessei-me outras vezes. Mas, gostaria de te perguntar: devo confessar-me cada vez que recebo a Comunhão? Mesmo quando cometo os mesmos pecados? Porque eu sei que são sempre os mesmos".

 

BENTO XVI:

       Diria duas coisas: a primeira, naturalmente, é que não te deves confessar sempre antes da Comunhão, se não cometeste pecados graves que necessitam ser confessados.

        Portanto, não é preciso confessar-te antes de cada Comunhão eucarística. Este é o primeiro ponto. É necessário somente no caso em que cometes um pecado realmente grave, que ofendes profundamente Jesus, de forma que a amizade é destruída e deves começar novamente. Apenas neste caso, quando se está em pecado "mortal", isto é, grave, é necessário confessar-se antes da Comunhão. Este é o primeiro ponto.

       O segundo: embora, como disse, não é necessário confessar-se antes de cada Comunhão, é muito útil confessar-se com uma certa regularidade. É verdade, geralmente, os nossos pecados são sempre os mesmos, mas fazemos limpeza das nossas habitações, dos nossos quartos, pelo menos uma vez por semana, embora a sujidade é sempre a mesma. Para viver na limpeza, para recomeçar; se não, talvez a sujeira não possa ser vista, mas se acumula. O mesmo vale para a alma, por mim mesmo, se não me confesso a alma permanece descuidada e, no fim, fico satisfeito comigo mesmo e não compreendo que me devo esforçar para ser melhor, que devo ir em frente.

       E esta limpeza da alma, que Jesus nos dá no Sacramento da Confissão, ajuda-nos a ter uma consciência mais ágil, mais aberta e também de amadurecer espiritualmente e como pessoa humana. 

       Portanto, duas coisas: confessar é necessário somente em caso de pecado grave, mas é muito útil confessar regularmente para cultivar a pureza, a beleza da alma e ir aos poucos amadurecendo na vida.

 

Andrea:

       "A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!".

 

BENTO XVI:

       Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais.

       Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc...

        Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes.

       Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A electricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante.

       Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc...

       Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. 

       Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

 

Giulia:

       "Santidade, dizem-nos que é importante ir à Missa aos domingos. Nós iríamos com gosto mas, frequentemente, os nossos pais não nos acompanham porque aos domingos dormem, o pai e a mãe de um amigo meu trabalham numa loja e nós, geralmente, vamos fora da cidade visitar os avós. Podes dizer-lhes uma palavra para que entendam que é importante ir à Missa juntos, todos os domingos?". 

 

BENTO XVI:

       Claro que sim, naturalmente, com grande amor, com grande respeito pelos pais que, certamente, têm muitas coisas a fazer.

       Contudo, com o respeito e o amor de uma filha, pode-se dizer: querida mãe, querido pai, seria tão importante para todos nós, também para ti, encontrarmo-nos com Jesus. Isto enriquece-nos, traz um elemento importante para a nossa vida.

       Juntos encontramos um pouco de tempo, podemos encontrar uma possibilidade. Talvez até onde mora a avó há uma possibilidade.

       Numa palavra diria, com grande amor e respeito pelos pais, diria-lhes: "Entendei que isto não é importante só para mim, não o dizem somente os catequistas, é importante para todos nós; e será uma luz do domingo para toda a nossa família".

 

Alessandro:

       "Para que serve ir à Santa Missa e receber a Comunhão para a vida de todos os dias?".

 

BENTO XVI:

       Serve para encontrar o centro da vida. Nós vivemos entre tantas coisas.

       E as pessoas que não vão à igreja não sabem que lhes falta precisamente Jesus. Sentem, contudo, que falta algo na sua vida.

        Se Deus permanece ausente na minha vida, se Jesus não faz parte da minha vida, falta-me um guia, falta-me uma amizade essencial, falta-me também uma alegria que é importante para a vida. A força também de crescer como homem, de superar os meus vícios e de amadurecer humanamente. 

       Portanto, não vemos imediatamente o efeito de estar com Jesus quando vamos à Comunhão; vê-se com o tempo. Assim como, no decorrer das semanas, dos anos, se sente cada vez mais a ausência de Deus, a ausência de Jesus. É uma lacuna fundamental e destrutiva.

        Poderia falar agora facilmente dos países onde o ateísmo governou por anos; como as almas foram destruídas, e também a terra; e assim podemos ver que é importante, aliás, diria, fundamental, nutrir-se de Jesus na comunhão.

       É Ele que nos dá a luz, nos oferece a guia para a nossa vida, uma guia da qual temos necessidade.

Anna:

       "Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: "Eu sou o pão da vida"?".

 

BENTO XVI:

       Então deveríamos talvez, antes de tudo, esclarecer o que é o pão. Hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento.

       E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude.

       E, por conseguinte, se Jesus diz eu sou o pão da vida, quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se.

       E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente.

       Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.

Adriano:

       "Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isto? Obrigado".

 

BENTO XVI:

        Então, o que é a adoração, como se faz, veremos imediamente, porque tudo está bem preparado: faremos algumas orações, cânticos, a genuflexão e estamos assim diante de Jesus.

       Mas, naturalmente, a tua pergunta exige uma resposta mais profunda: não só como fazer, mas o que é a adoração.

       Eu diria: adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra.

       Portanto, adorar é dizer: "Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo".

       Poderia também dizer que a adoração na sua essência é um abraço com Jesus, no qual eu digo: "Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo".

 

PALAVRAS DO PAPA BENTO XVI NO FINAL DO ENCONTRO

       Caríssimos jovens e moças, irmãos e irmãs, no fim deste belo encontro, só mais uma palavra: obrigado. Obrigado por esta festa de fé. Obrigado por este encontro entre nós e com Jesus. E obrigado, é claro, a quantos fizeram com que esta festa fosse possível: os catequistas, os sacerdotes, as religiosas, a todos vós. Repito no final, as palavras do início de todas as liturgias e digo-vos: "A paz esteja convosco", isto é, o Senhor esteja convosco e, assim, a vida seja boa. Bom domingo, boa noite e até à próxima com o Senhor. Muito obrigado!

 

Outros diálogos de Bento XVI,


15
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 13:58link do post | comentar | ver comentários (2) |  O que é?

ANA CASACA. Todas as palavras de Amor. Guerra e Paz Editores. Lisboa 2013.

       Entre mãos tenho um livro IMENSO e intenso, cheio de palavras, emoções, sentimentos, vida, e vidas entrelaçadas, sofrimento, paixão, estórias de pessoas e de famílias, de perdão, de conformismo, de vidas novas, com desafios à novidade, e ao compromisso, mesmo e depois de vidas falhadas. O primeiro pressuposto poderá ser mais ou menos polémico, dependendo dos olhos que o filtram. Correspondência entre uma mulher, que se separou do marido, e viajando pelo mundo encontra, em Londres aquele que pensava ser o homem da sua vida. Escreve-lhe cartas para um sítio da Covilhã, com um nome e uma morada, que não corresponde a esse amor de ilusão, mas a um padre, que lhe responde, surpreendido pela inquietação provocada.

       É um texto envolvente. Do princípio ao fim. De fácil leitura. Numa escrita agradável. Faz lembrar livros do Virgílio Ferreira como "Para sempre" ou "Cartas a Sandra". Também aqui o formato mais usado são cartas, de encontros e desencontros, de esperanças e ilusões. Uma linha muito visível, a meu ver, é a defesa da família, baseada em laços de amor, desgastada pelo tempo, mas cuja aposta há de ser permanente. Um amor que se perde em busca de outro e que volta ao amor primeiro, um casal adormecido mas que decide descobrir-se de novo. Vidas marcadas pelo sofrimento, em relação aos pais, ou às circunstâncias do tempo, mas que encontram novos desafios.

       Outra linha que perpassa neste belo romance, é a solidariedade. A vida vale também quando e se somos úteis a alguém.

       Outra linha ainda, ou a primeira linha que se entrelaça em todo o texto, é a busca da felicidade, nem sempre nos caminhos certos, mas num desafio permanente a não desistir.

       Aqui algumas palavras que podem servir de chave de leitura:

"Sabes que cada pessoa tem um outra pessoa algures por aí, a sua pessoa. Tu encontraste a tua e perdeste-a, buscando em vão pelo resto dos teus dias o passado que te fez feliz. Eu consegui encontrar a minha e guardá-la. Mas muitos há que a têm ao seu lado e não a enxergam e outros pensam tê-la e não a possuem. Depois tens os que esperam a vida inteira pela pessoa certa e só encontram pessoas erradas, ou os que depois de vários erros acertam e dão um tremendo valor quando o amor lhes acontece. Eu não sei de nada, não possuo soluções universais, sei apenas que tudo o resto se supera quando temos a nossa pessoa por perto.

Adoro-te, avó, e hás de tecer para sempre as linhas invisíveis que me guiam..."


26
Set 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       O emigrante também pode rezar e participar nas Eucaristias no país de acolhimento.

       É possível estar com Deus no trabalho.

       Estar com Deus e rezar em Sua casa quando estamos distantes das nossas origens ou da nossa terra… Parece que é difícil arranjar um tempo para podermos estar junto de Deus, mas da mesma maneira que temos tempo para trabalhar e para nos divertirmos devemos arranjar tempo para ir à casa do Pai agradecer pela semana de trabalho e pelos benefícios da semana.

       Eu (Tony) estou por terras de África, em Angola, e vou praticamente todos os Domingos à Missa, onde quer que eu me encontre, no Golungo Alto, em N’Dalatando, ou no Dondo Caxito. Tenho de me levantar às 6h00 da manhã, mas mesmo com sacrifício vou e na Igreja sinto que estou mais perto de casa, sinto que estou mais leve e ajuda-me a passar melhor a semana. Vou sempre sozinho. Somos cerca de 30 portugueses e ninguém me acompanha. E na Igreja também é difícil ver outros portugueses. Acho que os emigrantes só são católicos quando estão de regresso à sua terra. Quando estamos emigrados esquecemos!

       As celebrações aqui são muito bonitas e também muito demoradas, uma missa normal demora cerca de 2 horas, pois os angolanos são muito participativos.

       Já participei em celebrações muito bonitas, tais como a Páscoa, os votos perpétuos de uma Irmã, a chegada de um novo Padre, o Encontro Nacional dos Jovens, no Dondo, que teve a presença das Relíquias de Dom Bosco, Pai, Mestre e Amigo dos Jovens.

       Nas Eucaristias, gosto principalmente dos cânticos e das danças, eles dançam e cantam bastante e animam muito a celebração. Depois, o ofertório solene também é muito participado. As pessoas dão aquilo que às vezes lhes faz falta mas partilham com os outros a contar sempre com a graça de Deus. Partilhar o pouco que têm com quem tem menos isso é lindo. Essas ofertas servem para alimentar o Seminário, os mais pobres, a cadeia, alguns doentes do hospital, etc.

       No encontro nacional dos jovens achei que podiam ter feito mais, achei que foram pouco participativos e acabou por ser quase uma celebração normal, embora com muita dedicação.

       É assim a vida de um emigrante que queira estar com Deus… E que Deus vá cuidando de nós.

 

Angola, setembro 2012, TONY SILVA, in Boletim Paroquial Santa Eufémia, n. 2


19
Jun 12
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

       Sábado, 16 de junho de 2012: encerramento da catequese da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, com um momento de convívio, no Centro Paroquial, e com a celebração da Eucaristia, que incluiu o batismo da Mariana e um ofertório solene englobando cada ano de catequese, com alusão a festa de catequese proposta nos diversos anos. A música de fundo é uma proposta para o 8.º ano de catequese: Deus precisa de ti, interpretada por João Pedro Neves.

 

»» Para as fotos do ENCERRAMENTO DA CATEQUESE 2012,

visite o perfil da paróquia de Tabuaço no facebooK.


12
Fev 12
publicado por mpgpadre, às 19:30link do post | comentar |  O que é?

Família.

O Domingo, para os cristãos, como o Sábado para os judeus, é o dia do Senhor, do descanso, dia da oração comunitária, da Eucaristia, da festa, é o dia do encontro e da partilha, é o dia da família.

Os judeus, ao Sábado, iam à Sinagoga, rezar, escutar a Palavra de Deus, refletir sobre a Palavra de Deus e depois reuniam-se em família para a festa da páscoa. Em cada Sábado a comemoração semanal, em que se recordavam as maravilhas realizadas por Deus e favor do seu povo, e que eram transmitidas de geração em geração, através das famílias. A família tem um papel preponderante no mundo judaico.

O cristianismo, da mesma forma, celebra de forma solene a Páscoa cada ano, mas ao Domingo, na celebração da Eucaristia faz presente a Páscoa de Jesus. Com efeito, a Eucaristia é memorial da Paixão redentora de Jesus, sobretudo memorial da Ressurreição. Também para os cristãos o Domingo se tornou o dia da Família. Seria bom que este hábito não se perdesse, pois é uma bênção que aproxima, que fortalece, que dá vida nova, que segura, que ampara, que protege, que envia. Famílias que vivem numa dinâmica de partilha, de afeto, de encontro, de festa, estarão mais preparadas para "criarem" homens e mulheres saudáveis, com segurança e com valores para hoje e para amanha.

 

F - Felicidade, Fortalecimento, Filiação, Fraternidade, Força, Firmeza.

A - Amor, Amizade, Âncora, Agradecimento, Apoio, Amparo.

M - Mesa comum, Memória/memorial, Mensagem, Mimetismo, Música do coração.

I - Inteligência, Imaginação, Ideal, Idioma, Interior, Inspiração.

L - Ligação, Laços, Liberdade/livres, Labuta/Lavor, Louvor, Lembrança.

I - Investimento, Interpessoal, Incorporação, Iniciação, Instinto (sobrevivência)

A - Acolhimento, Alimento, Abraço/Amplexo, Ajuda, Advir, Alegria.

 

Escolhemos algumas palavras para caracterizar o acróstico FAMÍLIA. Algumas são muito próximas, mas todas elas ajudam a perceber melhor o papel e a importância da família nas nossas vidas, e na sociedade do nosso tempo.

A família permite-nos a ligação ao mundo, é ponto de apoio, de descoberto, é na família que nasce e se desenvolvem os valores e se aprende a interagir com os outros; a família é um apoio, um esteio que protege, que ampara, ajuda, apoia, é uma âncora que nos mantém à tona, que não nos deixa ir ao fundo; é na família que se comunica a vida e a história; a família é a nossa melhor inspiração, o nosso descanso, o nosso calor, a família é a nossa casa, o porto de abrigo, no nosso refúgio, a nossa barca. A família é o lugar da descoberta, da aprendizagem, da mensagem de vida, de respeito, de dignidade. É com a família que aprendemos a vida, a ler o que nos rodeia e nos tornamos livres, para voar, porque temos um poiso, temos onde regressar. A família que nos acolhe, nos ama, nos lança, nos inspira. A família continua a ser o melhor investimento e a melhor herança da sociedade. Com a família aprendemos a partilhar, a amar, a confiar; em família aprendemos a partilhar as alegrias e a condividir das tristezas. Não estamos sós. E sabermos que temos alguém a nosso lado já é força suficiente para nos soerguermos e caminharmos. Temos alguém que nos dá a mão e a quem podemos estender/dar a mão. É o nosso amparo. É ajuda e advir, sossega-nos e garante o nosso amanhã, num abraço que nos estreita, coração a coração, nos alimenta e nos alegra.

 

Não somos ilhas. O ser humano é o animal mais dependente. Se calhar por isso... Deus coloca-nos uns com os outros, para nos protegermos mutuamente... Uma pessoa sem família, sem casa, sem este lugar de conforto, é como semente e cai e cresce em terra pedregosa, entre espinhos, como diz Jesus no Evangelho, que floresce em beleza, mas sem raízes que a segurem e que a alimentem pelo tempo fora. Quando chegarem as primeiras chuvas e ventanias logo é arrancada e perde-se... ou quando chegar o sol do meio-dia e o calor, porque não tem raízes que a alimentem logo morre, seca, desaparece...

Uma pessoa sem família, sem referência, sem raízes, sem substrato, sem alimento, logo que chegam as adversidades, quebra e dificilmente se levantará, a não ser que encontrem família, apoio, um lugar de refúgio e conforto. É na família que primeiramente se equilibram os sentimentos e a própria vida.

Por outro lado, também nos momentos de bonança, a pessoa precisa da família (ou de quem a substitua). Não se faz festa sozinho, não tem sabor nem sentido. Pode haver contentamento (passageiro) mas não alegria que acalenta. Precisamos de alguém com quem apreciar as coisas boas que a vida nos proporciona, alguém com quem partilhar e em quem sabemos poder confiar os nossos medos, inseguranças, os nossos defeitos e as nossas qualidades. Na família, estamos despidos (de todo o preconceito, de todas as imagens que por vezes elaboramos para nos protegermos dos outros ou para dos outros obtermos o reconhecimento).

Precisamos uns dos outros, muito mais da família, para saborear, para mastigar os momentos belos da nossa existência, e para que nos momentos de dor de desilusão termos alguém que nos deita a mão e não nos deixa naufragar. Precisamos de alguém que seja casa para nós, que nos protege, nos ampara e nos conforta, dando-nos força para levantar. Do mesmo modo, em sentido contrário, como família nos tornamos apoio, conforto, segurança, almofada, força para os nossos irmãos, pais... A família é a nossa casa mais luxuosa. Não existe casa mais nobre do que a casa do amor, do afeto, da família.

Como cristãos, e por maioria de razão, podemos e devemos fazer da comunidade a nossa família e a nossa casa, sem descurar a família primeira, que também é a primeira igreja, a igreja doméstica. A comunidade eclesial há de ser família enquanto ajuda a crescer, protege, ampara, ensina, guia, comunica a vida, permite-nos partilhar e festejar as nossas alegrias, e amaciar, tornando oração, a nossa dor e o nosso sofrimento.

 

Nem  todos têm família, e nem todos a têm para sempre, e nem todos a têm como lugar de conforto, de beleza, de amor... mas se a temos, valorizemos cada momento. Se é nosso hábito encontrar-nos, continuemos a fazê-lo não por obrigação ou pressão, mas com alegria, em festa. Aproveitemos, é o tempo favorável. Se não temos hábitos que nos façam sentar no mesmo espaço, à volta da mesma mesa, e a partilhar, façamo-lo, quanto antes...


01
Jan 12
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

       1 - Hoje, neste domingo, ao começar um novo ano, reunimo-nos para celebrar o Filho de Deus feito homem. Fazemo-lo, contemplando-O nos braços de Maria, que no-l’O oferece, que nos convida a aproximar-nos d’Ele como fizeram os pastores em Belém.

       Com fé e com esperança, peçamos a Jesus, Príncipe da Paz, que o seu amor e a sua paz alcancem o mundo neste ano que hoje começamos.

       Desde há 45 anos que, por iniciativa do Papa Paulo VI, o primeiro dia do ano, dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, é celebrado como Dia Mundial da Paz. E como admirar-se desta escolha, se no fim da Ladainha de Nossa Senhora nós a invocamos como Rainha da Paz, coroando com esta invocação um dos bens maiores pelo qual anseia a humanidade!

        2 - O tema da mensagem de Bento XVI para este Dia Mundial da Paz é: Educar os Jovens para a Justiça e a Paz. O Santo Padre está convencido de que os jovens podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo. E é com esperança que o Papa afirma: “Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No Salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor ‘mais do que as sentinelas pela aurora’ (v.6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante.”

       A mesma toada confiante nos é transmitida por D. António Couto, o nosso novo bispo, que iniciará o seu ministério episcopal na diocese no próximo dia 29: ”Com alegria e confiança de criança, levanto os meus olhos para os montes, para Aquele que guarda a minha vida, de noite e de dia, quando saio e quando entro, desde agora e para sempre! É com esta luminosa melodia do Salmo 121, que canto, neste dia, ao bom Deus, que sei bem que «tem sido o meu pastor desde que existo até hoje» (Génesis 48,15). D’Ele quero ser transparência pura, sempre, como Ele, pastor que visita, com um olhar repleto de bondade, beleza e maravilha, os seus filhos e filhas que Ele agora me confia. Enche sempre, Senhor, o meu olhar, mãos e coração com a tua presença bela e boa. Que, em mim, sejas sempre Tu a visitar o teu povo. É esta divina maneira de ver bem, belo e bom (episképtomai), que diz o bispo (epískopos) e a visita ou visitação pastoral (episkopê) (Lucas 1,78; 7,16; 19,44).” 

       Unamo-nos nos mesmos sentimentos aos nossos Pastores e enfrentemos o novo ano na confiança, na esperança e na paz.

 

       3 – A paz é dom de Deus, mas é também trabalho do homem. Deus não nos dispensa do nosso trabalho e a tarefa que Bento XVI que aponta é a aposta na educação. O Santo Padre lembra que educar – na sua etimologia latina “educere” - significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma felicidade que faz crescer a pessoa. E aponta lugares concretos para uma verdadeira educação para a paz e a justiça:

  • A família, já que os pais são os primeiros educadores e a família é a célula originária da humanidade;
  • Os responsáveis das instituições com tarefas educativas, que devem velar para que, em todas as circunstâncias, seja valorizada e respeitada a dignidade de cada pessoa;
  • Os responsáveis políticos, que devem ajudar as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito - dever de educar;
  • O mundo dos media, para que não se limitem a informar mas também a formar na medida em que existe uma ligação estreitíssima entre educação e comunicação;
  • Também os jovens são convidados a fazer um uso bom e consciente da liberdade para serem responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz. 

        Aceitemos a missão que o sucessor de Pedro nos confia, com a mesma confiança e generosidade com que Nossa Senhora aceitou a interpelação do Anjo, que lhe permitiu ser a Mãe de Deus.

 

Pe. João Carlos,


21
Dez 11
publicado por mpgpadre, às 11:17link do post | comentar |  O que é?

Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que Cristo se forme em nós

        Acende-se, neste tempo, a nostalgia nos nossos corações. E quando escrevo "nossos", estou a pensar em quantos ainda viveram um Natal religioso, familiar e feliz; afinal os que conheceram outra realidade diferente desta pressa anónima, irrefletida e comercial que hoje nos afoga.

       Nostálgicos, exclamamos que "já não é como dantes". Estranhamente, porém, resignamo-nos, qual pedaço de esferovite perdido na corrente: apesar de flutuar, está decididamente rendido a uma força estranha!

       Foi já há mais de uma dezena e meia de anos que me confrontei com um grito de alarme numa revista espanhola: "Roubaram-nos o Natal". Mas aonde nos levou esta constatação? Que reação provocou, para além do estranho sentimento de perda? Às indefinições que vivemos…

       Sempre tive grande dificuldade em lidar com a resignação, mesmo quando ma apresentavam vestida de suposta virtude. Realmente, tenho medo de cobardias dóceis ou cómodas abdicações.

       É por isso mesmo que defendo uma urgência: recuperar a verdade do Natal - lavando-a de todas contaminações e "distrações", para usar a ideia expressa pelo Papa Bento XVI no Angelus do passado domingo.

       Se o fizermos, torna-se natural o anúncio e a partilha da impensável notícia: "Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho unigénito".

       Reconheça-se que muitos cristãos assim procedem, trabalhando para que os sinais do Amor não desapareçam das casas, das ruas e, sobretudo, dos gestos. Deparamo-nos, por isso, com exposições, presépios, estandartes às janelas e campanhas que levam ao encontro do outro - que é sempre o lugar de encontro com Deus. Mas são demasiados os embrulhados numa mera generosidade de coisas; ou em atitudes simplesmente protocolares, vividas com o desencanto de quem eterniza indiferenças, ainda que escritas sob o manto de "cordiais saudações"!..

       Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que Cristo se forme em nós. Sem medo, pois que quanto mais fugirmos de Deus, mais nos desumanizamos.

 

João Aguiar Campos, Editorial da Agência Ecclesia.


13
Set 11
publicado por mpgpadre, às 16:27link do post | comentar |  O que é?


23
Fev 11
publicado por mpgpadre, às 15:29link do post | comentar |  O que é?

       Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer torradas.

        Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.

       Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

       Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

       Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado.

       Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.

       E eu nunca esquecerei o que ele disse:

       – Amor, eu adoro torrada queimada…

       Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

       Ele me envolveu em seus braços e me disse:

       – Sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.

A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado ou cozinheiro!

       O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo não relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

       Essa é a minha oração para você, hoje.

       De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

       Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.

       Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele;

       você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

       As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse, mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

 

autor desconhecido, postado a partir do nosso CARITAS IN VERITATE.


26
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 10:38link do post | comentar |  O que é?

       É de todos conhecido. É o melhor treinador do mundo. Nesta entrevista, do programa 70X7, a pessoa que está por detrás do treinador de sucesso. As referências, a espiritualidade, a leitura da Bíblia, a família, o fundamental para o sucesso,... e muito mais...


27
Dez 10
publicado por mpgpadre, às 10:22link do post | comentar |  O que é?
       Mais um belíssimo trabalho de Arménio Rodrigues, in Faz-te ao Largo, sobre o NATAL, nascimento do Salvador, Deus omnipotente que Se revela na fragilidade de um bebé...


18
Ago 10
publicado por mpgpadre, às 10:23link do post | comentar |  O que é?

       Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá dentro dizia:
       - Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...
       A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente:
       - Você agora, só tem oito minutos.
       Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!
       A riqueza durou pouco e o desespero, sempre. O mesmo acontece, por vezes, connosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:

       - Não se esqueça do principal!
       E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a vida.
       Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado. Assim esgotamos o nosso tempo, aqui, e deixamos de lado o essencial: "OS TESOUROS DA ALMA!"
       Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado, e quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações.

"NÃO ESQUEÇAMOS DO PRINCIPAL!"
       Dê importância à sua família, seus amigos, seu companheiro, esses sim, são tesouros preciosos e valiosos demais para deixarmos partir sem apreciar os momentos com eles.

 

Autor desconhecido, postado a partir do nosso Caritas in Veritate.


09
Jul 10
publicado por mpgpadre, às 10:52link do post | comentar |  O que é?

       Havia uma jovem muito bonita que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que pagava muitíssimo bem, uma família unida. O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas. Se o trabalho consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido...

 
       E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois. Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um exemplar apenas em todo o mundo.
       E disse a ela: "Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, às vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores."
       A jovem ficou emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
       Ela chegava em casa, olhava a flor e as folhas ainda estavam lá, não mostravam nenhum sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.
       Ela chegou em casa e levou um susto! Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas. A Jovem chorou muito e contou ao seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: "Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única assim como seus filhos, seu marido e sua família.
       Todos são bênçãos que o Senhor te deu você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a elas, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor lá, sempre florida, sempre perfumada e se esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!"
       E nós? Temos cuidado das bênçãos que Deus tem nos dado?
 
Patriciana Gomes, in 33catolico a serviço da Igreja.


21
Abr 10
publicado por mpgpadre, às 11:19link do post | comentar |  O que é?

Certa noite eu quis falar com Jesus, mas Ele me disse:

"Agora estou muito ocupado.

 

"É urgente!", eu disse, "trata-se de minha mãe!"

"Calma ...agora não posso", respondeu Ele suavemente.

 

Entre chocado e desapontado eu bradei

"Está bem! Com quem posso falar então?!?"

 

"Comigo, mas não agora que estou tão ocupado".

Eu, doente e febril, tive que me conformar

e aguardar o momento "certo" para falar com Ele.

 

Sozinho, naquela cidade estranha, tudo que eu queria era o abraço de

minha mãe, naquele momento tão distante de mim.

 

A febre deve ter se elevado tanto, que adormeci.

Tive sonhos confusos e agitados, onde eu me via

sendo envolvido pelos braços amorosos de minha mãe.

 

Quando acordei, ensopado de suor, eu me sentia maravilhosamente bem.

Tinha desaparecido a febre e toda aquela sensação de abandono.

 

Lembrei-me que havia chamado por Jesus, mas não sabia exactamente se

fora um delírio ou se Ele falara comigo realmente.

 

Arrisquei, sentindo-me patético, a chamá-Lo de novo:

"Senhor! Agora é possível só responder-me a uma pergunta?"

 

Para minha surpresa, eu ouvi:

"Sim. O que você quer ?"

 

"Era só para saber se realmente falei com o Senhor.

Agora não quero mais nada. Já estou bem.

Quando O chamei, eu ia pedir-Lhe que me trouxesse minha mãe,

mas o Senhor estava muito ocupado para atender ao meu chamado.

Sonhei com ela e isso foi o bastante para curar-me."

 

"Sim, eu estava muito ocupado,

atendendo alguém que tinha mais urgência do que você

Eu estava escutando sua Mãe que me pedia para levá-la até aí."

Silvia Schmidt, postado a partir do nosso Caritas in Veritate.


17
Mar 10
publicado por mpgpadre, às 10:49link do post | comentar |  O que é?

       No manual de EMRC, do 6.º ano de escolaridade, "Nós e o Mundo", na temática sobre a família, é proposto o texto que se segue: "As janelas Douradas". Um menino que todos os dias olha para o horizonte e numa casa distante vê uma casa com janelas douradas e com diamantes. E um dia vai ao encontro dessa casa...

       O menino trabalhava arduamente durante todo o dia, no campo, no estábulo e no armazém, pois os pais eram pobres e não podiam pagar a um ajudante. Mas, quando o sol se punha, o pai deixava-lhe aquela hora só para ele. O menino subia ao alto de um morro e ficava a olhar para um outro morro, distante alguns quilómetros. Nesse morro, via uma casa com janelas de ouro e de diamantes. As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele era obrigado a piscar os olhos. Mas, pouco depois, ao que parecia, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, e então a casa ficava igual a qualquer outra casa. O menino achava que faziam isso por ser hora de jantar; então voltava para casa, jantava e ia deitar-se. Um dia, o pai do menino chamou-o e disse-lhe:

       - Tens sido um bom menino e ganhaste um dia livre. Tira esse dia para ti; mas lembra-te: tenta usá-lo para aprenderes alguma coisa boa.

       O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe. Em seguida partiu, tomando a direcção da casa das janelas douradas.

       Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o seguiam, fazendo-lhe companhia. A sombra também caminhava ao seu lado, dançando e correndo, tal como ele. Era muito divertido.

       Passado um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada de dourado. Aproximou-se e sentiu vontade de chorar, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada que fizesse lembrar o ouro.

       Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.

       - Vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim de propósito para as ver de perto, mas elas são de vidro!

       A mulher meneou a cabeça e riu-se.

       - Nós somos fazendeiros pobres - disse - e não poderíamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através dele!

       Convidou o menino a sentar-se no largo degrau de pedra e trouxe-lhe um copo de leite e uma fatia de bolo, dizendo-lhe que descansasse. Chamou então a filha, que era da idade do menino; dirigiu aos dois um aceno afectuoso de cabeça e voltou aos seus afazeres.

       A menina estava descalça como ele e usava um vestido de algodão castanho, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Passeou com ele pela fazenda e mostrou-lhe o seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele falou do bezerro que tinha em casa, e que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas. Depois de terem comido juntos uma maçã, e se terem tornado amigos, ele fez-lhe perguntas sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele se tinha enganado na casa.

       - Vieste numa direcção completamente errada! - exclamou ela. - Vem comigo, vou-te mostrar a casa de janelas douradas, para ficares a saber onde fica.

       Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.

       - Eu sei, é isso mesmo! - confirmou o menino.

       No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro e de diamantes, exactamente como ele tinha visto. E quando olhou, o menino viu que era a sua própria casa!

       Apressou-se então a dizer à menina que precisava de se ir embora. Deu-lhe a sua melhor pedrinha, a branca com uma lista vermelha, que trazia há um ano no bolso. Ela deu-lhe três castanhas- da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina ficava a vê-lo afastar-se, na luz do sol poente.

       O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou a casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro. Quando abriu a porta, a mãe veio beijá-lo e a irmãzinha correu a pendurar-se-lhe ao pescoço; sentado perto da lareira, o pai levantou os olhos e sorriu.

       - Tiveste um bom dia? - perguntou a mãe.

       - Sim! - o menino passara um dia óptimo.

       - E aprendeste alguma coisa? - perguntou o pai.

       - Sim! - disse o menino. - Aprendi que a nossa casa tem janelas de ouro e de diamantes. 

William J. Bennett, O Livro das Virtudes II. O Compasso Moral. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996.


03
Mar 10
publicado por mpgpadre, às 09:59link do post | comentar |  O que é?

       Atrás do balcão, Marcos olhava a rua. 0 movimento esteve fraco na sua loja o dia inteiro. De repente, uma miudinha aproximou-se e colou o rosto no vidro da montra. Os seus olhos brilhavam e tinham um rumo certo: um colar de turquesa azul. Entrou na loja e foi directa ao balcão.

       - Quero aquele colar azul. E para a minha irmã, pode fazer um embrulho bem bonito?

       Desconfiado, o dono da loja olhou para a menina e perguntou:

       - Quando dinheiro tens tu?

       A miúda colocou a mão no bolso, tirou um saquinho de pano e despejou em cima do balcão algumas moedas.

       - Isto dá? - perguntou orgulhosa.

       Completou:

       - Quero dar um presente à minha irmã mais velha. Quando a minha mãe morreu, ela ficou sozinha a cuidar de nós. Não nos abandonou em nenhum momento e sempre nos deu muito carinho. Agora é o aniversário dela e tenho a certeza de que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

       Marcos retirou-se por alguns instantes e voltou de seguida com um embrulho bonito, um papel brilhante enrolado com uma fita azul.

       - Toma, mas leva com cuidado - disse o homem.

       Ela saiu saltitante, feliz por ter encontrado o presente perfeito para a sua irmã.

       Ainda no mesmo dia, algumas horas mas tarde, entra na loja uma linda jovem, de cabelos longos e com uns belos olhos azuis.

       Colocou sobre o balcão um embrulho que foi logo identificado pelo dono da loja. - Este colar foi comprado aqui?

       - Sim - respondeu.

       - E quanto custou?

       - Bom - hesitou - o preço de qualquer produto da minha loja é guardado entre mim e o cliente.

       - Mas a minha irmã não tinha dinheiro, a não ser umas quantas moedas. Ela não teria dinheiro nem para uma bijutaria, quanto mais para comprar um colar legítimo. Como é que ela pagou?

       Marcos pegou no embrulho. Fechou e enrolou novamente a fita com cuidado. Devolveu à jovem e disse:

       - Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.


PARA REFLECTIR:

       Duas atitudes merecem grande destaque nesta parábola.

       Primeiro a do vendedor. Dificilmente presenciaremos uma acção assim na nossa sociedade. A sua comoção e iniciativa de presentear alguém que nunca viu antes, que não faz parte do seu círculo de amigos, é maravilhosa. Quão diferente seria o mundo se existissem pessoas com esse espírito de doação e generosidade.

       A atitude de maior destaque, no entanto, é a da menina. Ingenuamente, procura o presente mais bonito para agradar a sua irmã, a quem tanto deve. A sua inocência rompe a resistência do dono da loja e quebra os padrões de uma sociedade materialista. A sua preocupação não é o dinheiro, mas a felicidade da pessoa mais importante da sua vida: a sua irmã.

       NÓS deveríamos aprender com esta atitude, aprender a valorizar mais as pessoas que fazem parte de nossa vida, aprender a dar tudo o que temos para levar a alegria aos nossos irmãos, pais, filhos, amigos...

 

Retirado do livro Parábolas sobre a Fé, Ir. Darlei Zanon, PAULUS Editora, in ASAS DA MONTANHA.


11
Jan 10
publicado por mpgpadre, às 10:03link do post | comentar |  O que é?

Abre os olhos para ver as coisas como realmente são. 

Basta apenas acreditares em ti.

Considera as coisas por vários ângulos.

Desistir é palavra que deve ser riscada do vocabulário.

Entende-te a ti mesmo para entenderes melhor os teus semelhantes.

Família e amigos são tesouros escondidos, procura encontrá-los e desfrutar das suas riquezas.

Ganha mais quem faz bem.

Hoje aproveita a vida. O ontem já passou e o amanhã pode nunca chegar.

Ignora aqueles que te tentam desencorajar.

Já chegou a hora de agir. Faz agora. Age!!!.

Know-how, novas técnicas e preparo são fundamentais.

Lê, estuda e aprenda sobre tudo o que é importante na tua vida.

Mais do que tudo,acredita nos teus sonhos.

Nunca mintas ou roubes enquanto persegues um objectivo.

Obtém mais paz e harmonia evitando fontes, pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos.

Prática leva a perfeição.

Quem desiste nunca vence e os vencedores nunca desistem.

Redefine os teus objectivos e vai em direcção a eles.

Sonhos são a matéria prima de qualquer realização. Agarra-te a eles.

Toma e assume o controle do teu próprio destino.

Uma boa atitude positiva deve ser preservada sempre.

Visualiza o que queres.

Watts: Põe energia na tua vida. Acelera os teus esforços e faz com que aconteça.

Xis: o "x" da questão é: És uma criação única, nada nem ninguém te pode substituir.

Zela pela tua auto-estima. Adora-te!!!

 

Autor Desconhecido, postado a partir do nosso blogue Caritas in Veritate.


07
Jan 10
publicado por mpgpadre, às 10:57link do post | comentar |  O que é?

       "Filho és, pai serás, como fizeres assim acharás". É um ditado popular que bem conhecemos, ilustrado por algumas lendas/histórias que nos sensibilizam para o cuidado a ter com as pessoas mais idososas. Veja agora uma destas histórias em formato de canção.

              No nosso blogue Caritas in Veritate, pode ver duas versões, a portuguesa e a chinesa.


27
Nov 09
publicado por mpgpadre, às 10:33link do post | comentar |  O que é?

       Um homem de idade já bem avançada veio à clínica onde trabalho, para fazer curativo a uma mão ferida.

       Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe qual o motivo da pressa.

 

      

       Ele disse-me que precisava ir a um lar de idosos para, como sempre, tomar o café da manhã com a sua mulher que estava lá internada...

       Disse-me que ela já lá estava há algum tempo, porque tinha Alzheimer bastante avançado.

       Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria, por ele chegar mais tarde.

       - Não, disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.

       Estranhando, perguntei-lhe:

       - Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?

       Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse:

       - É. Ela não sabe quem eu sou, mas eu contudo sei quem ela é

       Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía e eu pensei:

       "Essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida."

       O verdadeiro amor não se reduz ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é..."

 

(Traduzido de um texto espanhol, de autor desconhecido).

Postado no blogue: Caritas in Veritate.


20
Jun 09
publicado por mpgpadre, às 21:07link do post | comentar |  O que é?

       Veja agora alguns dos momentos da VI Assembleia Diocesana da Família, em Tabuaço:

 


publicado por mpgpadre, às 20:07link do post | comentar |  O que é?

       20 de Junho, VI Assembleia Diocesana da Família. Tabuaço. Uma oportunidade para destacar o papel da família na construção de uma sociedade mais solidária, mais fraterna, mais compreensiva.

       A família é fundamental para a sociedade. A família é fundamental para a Igreja. É nela que se aprendem os sentimentos, é nela que se aprende a amar.

       O tema vem de encontro aos 50 anos do Monumento ao Cristo Rei, em Almada, celebrando o Sagrado Coração de Jesus, que celebrámos, em toda a Igreja, no dia anterior (19 de Junho) e do Imaculado Coração de Maria, que se celebrava hoje.

       Iniciou-se o encontro pelas 10 horas, no Auditório do Centro de Promoção Social de Tabuaço, com a Oração da Manhã. Para depois tomar a palavra o Professor universitário Juan Ambrósio, procurando desenvolver a temática proposta: "Família: do Coração de Deus ao Coração do Homem.

       Estiveram representadas várias paróquias do Arciprestado de Tabuaço (Arcos, Chavães, Távora, Pinheiros, Tabuaço), do Arciprestado de Moimenta da Beira, do Arciprestado de Sernancelhe e do Arciprestado de Lamego.

       Da parte de tarde, uma caminhada que se realizou no Parque Abel Botelho, mais conhecido como lugar do Calvário, onde se representaram alguns quadros e onde famílias deram o seu testemunho de vida cristã. A parte de tarde contou também com os meninos da catequese paroquial de Tabuaço. Seguiu-se a Eucaristia, presidida pelo nosso Bispo, D. Jacinto.


29
Dez 07
publicado por mpgpadre, às 10:43link do post | comentar |  O que é?
(retirada de: www.paroquias.org)

Ó Deus, de Quem provém toda paternidade,
nos céus como na terra,
Tu, Pai, que és amor e vida,
pelo teu Filho Jesus Cristo,
"nascido de uma mulher",
faz que na terra inteira
cada família humana
se torne verdadeiro santuário
de vida e amor,
para as gerações
que incessantemente se renovam.

Faz que a tua graça oriente sempre
os pensamentos e as acções dos esposos
para o maior bem das suas famílias,
de todas as famílias do mundo.
Faz que as novas gerações
encontrem na família um apoio sólido,
e as faça crescer na verdade e no amor.

Faz que o amor,
consolidado pela graça
do sacramento do matrimónio,
seja sempre mais forte
do que todas as fraquezas,
mais forte do que todas as crises,
que, por vezes,
se verificam nas nossas famílias.

Faz, enfim, nós te pedimos
por intercessão
da Sagrada Família de Nazaré
que em todas as nações da terra
a Igreja possa realizar com fruto
a sua missão,
na família e pela família.

Tu, ó Pai, que és a vida,
a verdade e o amor,
na unidade do Filho
e do Espírito Santo.

Ámen.


publicado por mpgpadre, às 10:42link do post | comentar |  O que é?

Senhor, nosso Pai,
Tu quiseste que o Teu Filho
nascesse e crescesse
no seio de uma família como as outras.
Assim, ao longo de uma vida simples,
Ele aprendeu, pouco a pouco
de José e de Maria
a tornar Se adulto
e a descobrir a sua missão.

Por isso, Senhor, nosso Pai,
nós Te pedimos que as famílias de hoje
sejam fortes, estáveis e vivam em harmonia.
Que cada um atinja o pleno desenvolvimento
na alegria de estar juntos, até ao perdão.
Que elas escutem todos os apelos
vindos de fora.

Pai, tu que és todo Ternura,
concede às famílias feridas pela doença,
o luto, a divisão ou a ruptura,
a coragem de continuarem a crescer
e a esperar em Ti,
sem nunca perderem a confiança um no outro.

Que cada família acolha o Teu Espírito
e, dia após dia, d’Ele receba a inspiração.
Isto é vital para a Igreja.
Isto é vital para o mundo.

(Cardeal G. Dannels, Bélgica)


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