...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
14
Jun 17
publicado por mpgpadre, às 23:23link do post | comentar |  O que é?

1 – Olhemos para a cruz. Jesus de braços abertos a pender da trave, entendido no tronco que se fixa na terra. A presença de Jesus na cruz é essencial, é salvação, doação, entrega, vida oferecida a Deus, vida oferecida por nós, pela humanidade. É uma vida inteira que da terra Se levanta e nos levanta para Deus. Um corpo desfeito pela violência do nosso pecado, ensanguentado, em falência, pronto para se gastar até à última gota de sangue.

Cuidar de Jesus Cristo, como tão bem nos ensina Santa Teresa de Calcutá, nas feridas de pessoas concretas e reconhecê-las como presença de Deus, para não as reduzir a números nem a meios…

Um risco inverso, fazer da Igreja uma entidade espiritual, desfazendo-se dos bens que tem e dos organismos que os gerem para ajudar os pobres, esquecendo que é através desses mesmos organismos que pode intervir. Quando o Papa Francisco manda colocar chuveiros públicos no Vaticano para os sem-abrigo, não se pense que os chuveiros e o trabalho caiu do céu e foi executado por anjos!

A Igreja não se pode remeter à sacristia. Mas também não pode ser apenas ONG. A Cruz obriga a ligar-se a Deus, verticalidade, sem deixar de abraçar a terra, as pessoas que a habitam, horizontalidade.

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2 – Como Igreja, depois da Morte e Ressurreição de Jesus, somos o Corpo de Cristo. Ele a Cabeça, nós os membros. Jesus não espiritualizou, como um fantasma. Encarnou. Assumiu um Corpo. Ele é Corpo, é pessoa, de carne e osso e sangue e pele. Veio habitar no meio de nós como um de nós, em tudo igual, exceto no pecado.

A nossa corporeidade (e assim a de Jesus) fixa-nos na terra, sujeitos às coordenadas do tempo e do espaço. Nascemos a um tempo e morremos. Vivemos num espaço, aqui e não acolá. A pele, a extremidade do nosso corpo, delimita-nos em relação aos outros e ao mundo. Mas também nos identifica: eu diferencio-me do outro. O que nos separa, o corpo, também nos permite comunicar e aproximar-nos.

A solenidade do Corpo de Cristo acentua a Sua presença na Igreja, em particular na Hóstia consagrada. O Seu corpo, melhor, a Sua vida oferecida por nós continua presente na história, nas nossas vidas. Ele está vivo e apareceu aos Apóstolos. Não é um espírito, é Jesus Crucificado-Ressuscitado. Aparece-nos também a nós, como foi da Sua vontade. Dando-nos o Espírito Santo que no-l’O dá sobretudo nos Sacramentes e de forma peculiar na Eucaristia.

Na Última Ceia, Jesus, antecipando a Sua morte e ressurreição, confia-nos o Seu corpo, a Sua vida. Isto é o Meu Corpo. Isto é o Meu sangue, entregue por vós, entregue por todos, para a todos redimir. Sempre que fizerdes isto em Minha memória Eu estarei no meio de vós. Como quem serve!

 

3 – «Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo».

Na multiplicação dos pães, Jesus sublinha a abundância do alimento que nos vem de Deus. Quem O segue alimentar-se-á até à eternidade. Jesus terá oportunidade de fazer a ponte entre o alimento corporal, necessário, como direito fundamental, como apelo à partilha solidária, como obra de misericórdia, dar de comer a quem tem fome, como resposta à mendicidade de Jesus, o que fizerdes ao mais pequeno dos irmãos é a Mim que o fazeis, mas ao mesmo tempo, insiste que os Seus discípulos não devem buscar apenas o alimento que perece, mas o alimento que permanece para sempre e que os fará entrar na comunhão plena e definitiva na glória do Céu. Há que buscar o Reino de Deus e a sua justiça, o mais virá por acréscimo, pois quem busca o reino de Deus já se está a comprometer com a justiça.


Textos para a Eucaristia (A): Deut 8, 2-3. 14b-16a; Sl 147; 1 Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

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25
Mai 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – Eis que venho, ó Deus para fazer a Vossa vontade. Não quiseste sacrifícios, mas fizeste-me um corpo. As palavras atribuídas a Jesus apresentam a encarnação, como possibilidade para a partilha da vida de Deus com a vida humana. Só na carne humana é possível Deus tocar o nosso sofrimento e a própria morte. E, por conseguinte, só nessa comunhão é possível Deus salvar-nos por inteiro.

Jesus vem para nos dar a vida em abundância. Assume um Corpo, a Vida humana, limitada e finita, num tempo e num espaço concretos. Falou-nos de diferentes maneiras, mas na plenitude do tempo, Deus veio em Pessoa ver-nos, viver connosco e como nós, para que aprendamos a viver com Ele e como Ele. Daí a necessidade de constantemente nos confrontarmos com Jesus e com a Sua misericórdia.

Se somos Corpo de Cristo – a Igreja é o Corpo de Cristo, Ele a cabeça, nós os membros – o compromisso é o mesmo e assim também a vontade se há de conciliar. Não é possível que um membro puxe para um lado e outro para o outro. O corpo deixa-se comandar pela Cabeça, pela inteligência e pela vontade. Daí a oração e o colocar-nos à escuta para que a inteligência de Cristo nos possa guiar, fazendo-nos entrar em comunhão, para sermos verdadeiramente Corpo de Cristo.

Jesus insinua-Se como o alimento para todos. Alimento abundante, que sobeja para que possa ser partilhado por outros, pelos que estão ausentes. Os apóstolos veem (sobretudo) o número: muitas pessoas, poucos alimentos, dinheiro insuficiente para tanta gente. Como é verdade ainda hoje: tanta gente que não tem como alimentar-se! A riqueza nas mãos de uns poucos. A nossa responsabilidade compromete-nos. Jesus compromete-nos: «Dai-lhes vós de comer».

Tanta gente. Cinco pães e dois peixes. Ontem como hoje. Também hoje podemos operar verdadeiros milagres, pela partilha. Quando partilhamos o pouco que temos dá para mais, dá para muitos, dá para todos. Deus conta connosco, com os nossos cinco pães e dois peixes e conta que sejamos nós a distribuir.

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2 – "Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram". Milagre da multiplicação, milagre da partilha. Jesus é alimento que sacia todas as pessoas, alimento que sobeja para outras que venham. Neste gesto, Jesus antecipa a Sua entrega. Agora faz com que o pão se multiplique pela multidão, para Ele ser o Corpo, o Pão, partilhável por todos. E se comungamos o mesmo Corpo teremos que prosseguir ao jeito d’Aquele que nos dá a Sua vida, nosso alimento, nossa força e nosso guia, o Bom Pastor!

"O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim. Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha».

Celebramos Eucaristia, comungamos o Corpo e Sangue de Jesus, para O anunciar, para que Ele nos transforme a partir de dentro. Comungamo-l’O para O partilharmos. O Alimento dá-nos o ânimo (a alma) para prosseguimos a missão d'Aquele que vem habitar-nos e viver em nós. Refira-se novamente: a cumplicidade e a progressiva identificação/comunhão com Jesus leva-nos a fazer o que Ele fazia. O cenário pode ser diferente, o compromisso é o mesmo: amar servindo, servir amando. Dar a vida, optando por cuidar dos mais frágeis.

"Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção".

A Adoração de Deus – só Deus é digno de ser adorado – para que a nossa vida resplandeça cada vez mais a alegria e a paz do Evangelho, a misericórdia e a ternura em que Jesus nos enxerta, para que, dóceis ao Espírito Santo, nos acolhamos ao Coração do mesmo Pai e usemos da mesma complacência uns para os outros, constituindo uma só família, um só Corpo.

_______________________

Textos para a Eucaristia (C): Gen 14, 18-20; Sl 109 (110);1 Cor 11, 23-26; Lc 9, 11b-17.

 

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06
Jun 15
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 –  A celebração do Corpo de Deus vem da Idade Média e da necessidade da Igreja Católica reafirmar a presença de Jesus Cristo na hóstia e no vinho consagrados. Jesus coloca-Se por inteiro, pelo Espírito Santo, no pão e no vinho. Uma presença não visível mas real, como é real mas não visível o amor, o que nos liga uns aos outros.

Primeiramente, a elevação da hóstia consagrada, para que todos contemplassem o mistério que ali se realizava. Por outro lado, se Jesus está no pão consagrado, Ele permanece Eucaristia depois da celebração da mesma e não apenas durante a liturgia. O pão eucarístico pode levar-se aos doentes, aos presos, pois permanece Corpo de Cristo. É significativa a sensibilidade do povo na delicadeza com que se aproxima do sacrário e zela para que a lamparina não se apague, indicando que ali se encontra a verdadeira LUZ e a VIDA verdadeira, Aquele que deu a vida por mim e por ti, e vela por todos.

Todos precisamos de saber e de sentir que alguém olha por nós. Precisamos de ouvir, de ver, de abraçar, de tocar. Um dia, o Santo Cura d'Ars, interrogou um camponês, que todos os dias entrava na Igreja e não mexia os lábios, sobre o que dizia a Deus. A resposta é sintomática: não digo nada, Ele olha para mim e eu olho para Ele.

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2 – Em Cristo, Deus faz-Se como nos fez, verdadeiro HOMEM, visível num CORPO como o nosso. Nasce de uma Mulher, a quem Se liga pelo cordão umbilical, como qualquer um de nós. Liga-Se primeiramente pelo corpo, dentro de outro corpo, alimentando-Se desse corpo materno e sendo protegido enquanto Se prepara para vir ao mundo.

Não quiseste sacrifícios, formaste-Me um Corpo. Eu venho ó Deus para fazer a Tua vontade (cf. Heb 10, 5-10).

Esta intuição está presente no Antigo Testamento, num desafio crescente para que os sacrifícios sejam substituídos pela conversão, pela justiça, pela prática do bem. «Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, invocando, Senhor, o vosso nome. Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, na presença de todo o povo» (Salmo).

Na primeira leitura, vemos como Moisés, depois de pôr por escrito as palavras do Senhor, ordena a oferenda de holocaustos e sacrifícios, imolando novilhos. Diz-nos o autor sagrado que Moisés derramou o sangue dos novilhos sobre o altar, depois leu, em voz alta, o Livro da Lei ao povo e sobre este aspergiu a outra metade do sangue recolhido, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».

O rito não é mágico, operando o que quer que seja, mas promove a vivência dos mandamentos da Lei: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».

Jesus leva à plenitude o sacrifício e a própria Lei.

 

3 – Jesus e os seus discípulos, como judeus, seguem as tradições de seus pais. Dois dos discípulos vão adiante e preparam o necessário para comer a Páscoa. Longe de imaginarem que seria uma Páscoa diferente, provisória e antecipadora da verdadeira Páscoa, a morte e a Ressurreição de Jesus. O sangue de Jesus selará uma nova Aliança.

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu Corpo». Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele. Disse Jesus: «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus». Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras”.

Jesus prepara a ausência do Seu corpo com a promessa e a certeza da Sua presença no pão e no vinho, sempre que em Seu nome nos reunirmos, invocando de Deus Pai o Espírito Santo. Ele estará sempre connosco até ao fim dos tempos.

O culto provisório de Moisés, passa a pleno e definitivo em Jesus, o sumo-sacerdote por excelência, que “não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna”.

____________________

Textos para a Eucaristia (B): Ex 24, 3-8; Sl 115; Hebr 9, 11-15; Mc 14, 12-16.22-26.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

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24
Jun 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?
Como habitualmente na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, celebração da Primeira Comunhão dos meninos do 3.º Ano de Catequese, no dia em que se celebra a grande Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus, popularmente reconhecida como Festa do Corpo de Deus. Este ano tivemos 10 meninos a comungarem pela primeira vez.
       Algumas fotos que ilustram vários momentos, ofertório, comunhão, ação de graças, procissão do Santíssimo, oferta de flores a Nossa Senhora, entrega de diplomas, para recordar e para viver no compromisso de fidelidade a Jesus Cristo.

Foto de Grupo
       Os 10 meninos, do 3. ano de Catequese (ordem alfabética): Cláudia Beatriz; Fábio Alexandre; Guilherme; Joana Filipa; João Miguel; João Pedro; João Rafael; Jorge Daniel; Leonor; Rita Alexandra. O Pároco. E as respetivas catequistas: Eva La Salette; Graça Ferraz e Ângela Teixeira.
Outras fotos e outros momentos:

Para outras fotografias visite a página da Paróquia de Tabuaço no Facebook


21
Jun 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Como seria se não tivéssemos corpo, ou não fôssemos corpo? Como comunicar? Numa perspetiva espiritual, seria uma comunicação perfeita. O corpo distingue-nos e aproxima-nos, identifica-nos e permite colocar-nos como um EU frente a um TU. A pele separa-nos dos outros e do mundo, mas permite-nos ver os outros e o mundo. Mesmo um Anjo (ser de luz?) assume uma forma que se torna visível.

       Deus comunica-Se através de sinais, de pessoas e acontecimentos. Podemos ouvir uma voz interior. A oração convoca-nos para esse santuário onde nos encontramos connosco, com a nossa consciência, com Deus. Assim o que há de mais importante na vida – não tem cor nem forma nem cheiro, não faz barulho nem se deixa ver – os sentimentos, o amor, a ternura, a compaixão, a nossa vontade, este querer ser para os outros e diante dos outros, a ligação espiritual e afetiva. Mas também o AMOR assume formas e se exterioriza corporalmente um beijo, um abraço, um presente, uma palavra, um olhar, um sorriso.

       Qual a melhor maneira de Deus Se dar a conhecer? Pelo nosso interior? Pela oração? Pela meditação? Certamente, como ponto de partida, como consciência do que somos e da nossa origem. Chegada a plenitude dos tempos, porém, Deus manifesta-Se num CORPO, assumindo a nossa CARNE, osso dos nossos ossos, sangue do nosso sangue, Um entre nós, Um connosco. No seio da Virgem Mãe, no sim de Maria, Deus encarna. Jesus, verdadeiro Deus, é verdadeiro homem, o Seu Corpo é visível, pode aproximar-Se sem assustar ninguém ou sem que alguém O julgue fantasma. Podemos aproximar-nos d'Ele.

       Com a Sua morte, o Seu corpo desaparecerá para sempre? Com a Ressurreição e as Aparições, a certeza de que continuará num Corpo glorioso, que pode deixar-Se ver e tocar, tem as marcas do Crucificado. Por outro lado, no pão e no vinho, por ação do Espírito Santo, deixa-nos um CORPO, o Seu Corpo, a Sua vida. Torna-Se presente, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Até ao fim dos tempos.

       2 – Durante a última Ceia, Jesus tomou o pão, depois o cálice com vinho, deu graças a Deus, recitou a bênção e disse, alto e bom som: Isto é o Meu corpo, tomai e comei; Este é o Cálice do Meu sangue, tomai e bebei, fazei isto em memória de Mim. As palavras de Jesus são o Seu testamento, a NOVA ALIANÇA. Ele dará a Sua vida, o Seu Corpo por inteiro, até à última gota de sangue. Mas não nos deixa sós. Ele ficará no MEIO. Sempre que nos reunirmos no Seu nome. Comendo e bebendo o Seu Corpo e o Seu Sangue.

       Será uma PRESENÇA NOVA, que Jesus antecipa na Primeira Ceia, e não Última, como sublinha D. António Couto, a Primeira Ceia do TEMPO NOVO, cuja ação e a vitalidade do Espírito Santo, O tornarão real e sacramentalmente presente.

       O povo eleito experimentou a presença de Deus também pelo alimento, pelo pão: "Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná…"

       Mas agora é o próprio Deus que Se faz Carne e Se dá a comer:

«Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo... Se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha Carne é verdadeira comida e o meu Sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente»…

       3 – O pão e o vinho e o corpo. Trigo, semeado, amadurecido, e colhido, cujos grãos, moídos, dão origem à farinha, que depois de amassada e cozinhada formará um único pão. Diversidade de grãos, unidade da massa e do pão. Uvas de muitos cachos, pisados, para formarem o mesmo líquido, o mesmo vinho. Corpo com diversos membros, mas um Corpo único em que os membros, tendo funções diversas, formam a harmonia do conjunto.

       A este propósito, São Paulo recorda-nos o que nos identifica como seguidores de Jesus Cristo: "Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do mesmo pão".


Textos para a Eucaristia: Deut 8, 2-3.14b-16a ; 1 Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


28
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 15:43link do post | comentar |  O que é?

       "Iniciávamos este mês com a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, e com a Primeira Comunhão dos meninos do 3.º ano de catequese, reconhecendo que a oferenda de Jesus evidencia a totalidade, a plenitude do amor de Deus por nós. Deus ama-nos até ao último sopro, até à última gota de sangue. Ele faz de nós a Sua herança, a terra que vem habitar" (Editorial).

       Nas mãos, ou nesta realidade virtual e globalizante, o Boletim Voz Jovem de junho. Este mês, coomo referido neste pedaço de editorial, torna presente as celebrações mais importantes para a Igreja e, em particular, para a comunidade paroquial de Tabuaço. Destaque neste número para a Primeira Comunhão, celebrada na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus), no dia 2 de junho (tendo passado a celebração de quinta para domingo, em virtude sa supressão do feriado do Corpo de Deus). Outros temas que enformam o boletim: a Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, ainda Profissão de Fé, o encerramento da catequese,  e outras informações para a comunidade.

O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


02
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – “Ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo... Então, Eu disse: Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade". Esta passagem da Epístola aos Hebreus, clarifica o conteúdo da celebração da solenidade do Corpo de Deus, apresentado Jesus como Sacerdote, que "suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo. E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre”.

       Toda a vida de Jesus está incorporada na história. Deus encarna, assume a natureza humana. Vem até nós, não apenas de uma forma espiritual e invisível, mas desde dentro, do interior do homem, identificando-se connosco, assumindo-nos na nossa carne.

       2 – Ligamo-nos espiritual e afetivamente, mas a partir do nosso corpo que nos identifica e nos diferencia dos outros. Somos CORPO. Não é uma parte separável que podemos dispensar quando nos apetece, mas integra-se na nossa identidade.

       Como é que comunicamos uns com os outros? Com a voz, e com o timbre com que falamos, comunicamos com os gestos, com o olhar, com o sorriso, com as expressões do rosto e até com a postura do corpo. Como podemos constatar, o Corpo já é comunicação. Aliás, sem corpo, nem se colocaria a questão da comunicação entre pessoas.

       A filosofia grega acentuava o confronto entre a alma e o corpo. O corpo era um entrave à verdadeira vida. Na Bíblia o corpo é dom da criação de Deus. Não somos um espírito dentro de um corpo, a tentar escapulir como de uma prisão, deixando o corpo para trás. Somos PESSOAS, criadas pelos Deus Amor, e que nos quer bem. Em Jesus, é o próprio Deus que vem, e assume um Corpo.

 

       3 – Na idade média, foi ganhando forma a convicção de acentuar o mistério da Eucaristia, a presença real de Jesus na hóstia e no vinho consagrados. Começou pela elevação da hóstia (século XII), para que todos pudessem ver o Corpo de Cristo.

       Era um passo, porém, a Eucaristia continuava “limitada” à celebração da missa e da comunhão, estando prevista a conservação da hóstia consagrada, inicialmente apenas, para as pessoas doentes e ausentes.

       No século XIII, a adoração da Eucaristia acentua-se e sai à rua, ganhando progressivamente relevo a Procissão do Santíssimo Sacramento, presença do Senhor, que bendiz a cidade e as pessoas.

 

       4 – Celebrar o Corpo de Deus, significa acreditar num Deus que faz caminho connosco. Deus não é um foragido, que Se esconde, mantendo-se à distância para não Se envolver, mas tem um ROSTO, um CORPO, uma PRESENÇA efetiva e real na nossa vida.

       Jesus morre, mas pelo Espírito Santo, dá-Se de novo. Paulo recorda e atualiza esse momento: “Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».

       Sempre que nos reunimos em Seu nome, fazemos o que Ele fez naquela noite. Mais, reunimo-nos para fazermos o que Ele fez em toda a vida, o serviço permanente a favor dos outros.

 

       5 – Somos responsáveis uns pelos outros. Celebrar a Eucaristia, como membros do Corpo de Cristo, a Igreja, comungando o Corpo de Cristo, partilhamos Cristo e tornamo-nos guardadores uns dos outros. Não podemos sentar-nos à volta da mesma mesa, unidos no Corpo, e depois sair cada uma para sua casa, para a sua vida, como se tivesse sido um encontro de estranhos e/ou inimigos.

       O evangelho hoje proposto é sintomático: “Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer»… Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram”.

 

       6 – Que a celebração festiva do Corpo de Deus, e a Primeira Comunhão das nossas crianças, seja um desafio a fazermos chegar o pão a toda a gente, alimento com o sabor da alegria e da caridade.

       A abundância recebida do Senhor, compromete-nos na partilha. Ele responsabiliza-nos uns pelos outros. Ainda que sejam 5 pães e dois peixes, multiplicar-se-ão se fizermos a nossa parte.


Textos para a Eucaristia (ano C): Gen 14, 18-20; 1 Cor 11, 23-26; Lc 9, 11b-17.

 


14
Jun 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Solenidade do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço é tradicionalmente o dia da Primeira Comunhão. Este ano foram as 17 crianças do 3.º ano de catequese que comungaram pela primeira vez. Depois de algumas fotos para recordar este momento, deixamos agora um pequeno vídeo com mais algumas fotos que juntamos às nossas e cedidas pela Foto Martinho e Pinto. Acompanham as imagens duas canções retiradas do CD "SOMOS +", Edições Salesianas e de apoio ao 8.º ano de catequese...

 

Para ver fotos de todas as Festas da Catequese 2012,

visite o perfil da paróquia de Tabuaço no facebook


08
Jun 12
publicado por mpgpadre, às 09:51link do post | comentar |  O que é?

       A Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (CORPO de DEUS), celebração festiva da EUCARISTIA, na paróquia de Nossa Senhora de Tabuaço é também o dia, de há muitos anos a esta parte, da Primeira Comunhão.

       Hoje 17 crianças do terceiro ano de catequese comungaram pela primeira vez. Uma festa alegre, sorridente, bela... Ficam algumas imagens da Eucaristia e da Procissão Eucarística...

»» Para ver mais fotografias deste dia poderá consultar

o perfil no facebbok da paróquia de Tabuaço.


30
Jun 11
publicado por mpgpadre, às 10:24link do post | comentar |  O que é?

       Os meninos do 3.º Ano de catequese realizaram a sua Primeira Comunhão, no passado dia 23 de junho, solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus). Tivemos entretanto acesso às fotos da Foto M&P e aqui fica a foto de grupo e um pequeno filme com alguns dos momentos desta celebração festiva, durante a Eucaristia e a Procissão do Santíssimo.


24
Jun 11
publicado por mpgpadre, às 20:15link do post | comentar |  O que é?

       Na Paróquia de Tabuaço, nesta Quinta-feira solene do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus) celebrámos também a Primeira Comunhão. Assim, os meninos e meninas do terceiro ano de catequese, vestiram-se de beleza e alegria, de encanto e boa disposição, para se abeiraram da comunhão eucarística pela primeira vez.

       Ficam para já algumas imagens da celebração e da Procissão do Santíssimo Sacramento:

 

 

 


05
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 10:13link do post | comentar |  O que é?

       Para nós cristãos, Jesus Cristo é o Reino de Deus, encarnado na história e no tempo, é o nosso Céu, é n'Ele, com Ele e por Ele que vamos ao Pai, que entramos na eternidade.

       Do mesmo modo que é a Ressurreição e a Vida, o nosso Céu, podemos também dizer que Jesus é o nosso Purgatório, entendido aqui positivamente como purificação e preparação para o encontro com Deus e não como castigo.

        Ao celebrarmos a solenidade de Todos-os-Santos - aqueles que se encontram na glória de Deus Pai -, e logo depois a Comemoração dos Fiéis Defuntos - aqueles que se encontram em (no) Purgatório -, somos interpelados pelos bens últimos, pela ESPERANÇA de salvação.

       A Igreja Católica, e assim o professamos no CREDO, crê na misericórdia infinita  de Deus que nos orienta para o Céu, mas também na possibilidade de escolhermos a nossa vida à margem ou contra Deus - Inferno -, e num estado intermédio, o Purgatório: a caminho do Céu, do encontro definitivo com Deus Pai, mas ainda necessitados de purificação, para que nos apresentemos limpos de toda a mácula.

       O PURGATÓRIO, no entanto, não é um lugar físico, uma antecâmara do Céu, ou o Hall de entrada para o Céu. É um estado do nosso ser pessoa. Nem um tempo cronológico, mas um tempo teológico, ou seja, já faz parte da eternidade de Deus.

       A nossa natureza ascendeu para junto de Deus Pai. Jesus Cristo na ressurreição/ascensão ao Céu, colocou a natureza humana à direita do Seu e nosso Pai. Como nos diz a Sagrada Escritura, quem vir o rosto de Deus morrerá, tal é a luminosidade de Deus, ferirá de morte todos os que d'Ele se aproximarem em tão grande proximidade.

       Quando estamos preparados, entrámos na glória da Ressurreição. Se o nosso olhar ainda não está suficientemente preparado/purificado, precisamos, nesse caso, de nos prepararmos. Como? Pela oração, pelo sacrifício supremo da nossa fé - a EUCARISTIA. É Jesus Cristo que nos conduz, que nos guia, que nos leva a Deus - "ninguém vai ao Pai senão por Mim -.

       É o nosso Purgatório, é Ele - verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - que faz a ponte, em comunhão com a nossa natureza humana, purifica-a e introdu-la na natureza divina.

       Vejamos um exemplo: quando saímos de um compartimento escuro para a claridade do dia, ficámos "como" que cegos. E se tentarmos olhar directamente para o Sol ficamos cegos momentaneamente, e podemos ficar com ferimentos na vista. Deus é o nosso SOL, e, assim, só quando estamos verdadeiramente luminosos ascendemos à Sua presença. Para olharmos para o sol, abrimos pouco a pouco os olhos, colocamos uma mão à frente, paramos um pouco para nos habituarmos a tamanha claridade, ou pomos óculos do sol.

      Jesus Cristo desempenha a função de óculos de Sol, na nossa aproximação à luminosidade de Deus Pai - através d'Ele purificamos o nosso olhar, a nossa alma, para chegarmos ao Céu, para vermos Deus face a face. Ele é, nesta perspectiva, o nosso Purgatório, enquanto nos prepara/purifica para a Glória eterna de Deus.

       Como é imenso e incomensurável o MISTÉRIO de DEUS!

       Peçamos-Lhe o Espírito de Sabedoria para entendermos mas sobretudo para vivermos, aproximando-nos de Jesus Cristo, preparando-nos com Ele, para ascendermos com Ele até ao Pai do Céu.


06
Jun 10
publicado por mpgpadre, às 13:03link do post | comentar |  O que é?
       A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, na comunidade paroquial de Tabuaço, traz também a celebração da Primeira Comunhão, dos meninos do 3.º ano de catequese. Com a música de fundo do Pe. Marcos Alvim, do CD "Seguir-Te", recordámos este dia de festa com as imagens que se seguem...


04
Jun 10
publicado por mpgpadre, às 10:31link do post | comentar |  O que é?
       Celebrámos ontem a Solenidade de Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpo de Deus) e esta é uma estória que nos ensina a partilhar genuinamente o pão que temos, na certeza que o multiplicaremos...
       Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, o que o entristecia e envergonhava muito.
       Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo, quando viu chegar um casal. Vítor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.
       - Não tenho trocos - foi a resposta seca.
       A mulher, ouvindo a resposta do marido, perguntou:
       - Que queria o pobre do homem?
       - Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.
       - Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
       - Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
       - Mas eu tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
       Mesmo de costas para eles, Vítor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugir dali, mas a voz amável da mulher reteve-o:
       - Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, e, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança: há-de haver, nalgum lugar um trabalho para si. Faço votos para que o encontre.
       - Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.
       - Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o! - acrescentou ela com um largo sorriso, dirigido mais ao marido do que ao mendigo.
       Vítor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorresse o corpo.
       Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte: comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.
       Mas uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!
       "Um momento! - pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".
       Parecia-lhe como que escutar o eco de um hino antigo que tinha aprendido na catequese. Naquele momento, passava um velhote ao seu lado. - Quem sabe, se este pobre homem não terá fome também - pensou - Tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.
       - Ouça - chamou Vítor - Quer entrar e comer uma comidinha quentinha? O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.
       - Está a falar sério, amigo?
       O homem não acreditava em tanta sorte, até estar sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente. Durante a refeição, Vítor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.
       - Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.
       - Não, não. É conheço um miúdo da rua e que tem passado mal ultimamente. Estava a chorar com fome, quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.
       - O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
       Ao longe, os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes lhe tinha ressoado na cabeça. Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.
       - Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.
       O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.
       - Até logo! - disse Vítor ao velho - Nalgum lugar encontrará emprego. Não desespere! Sabe? - sussurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!
       Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar, quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono. Vítor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta. Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado, o homem primeiro ficou todo contente; depois, tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado; mas, encarando a cara séria de Vítor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:
       - Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!
       Vítor olhou o dinheiro, meio espantado, e disse:
       - Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.
       - Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego, vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.
       Vítor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele hino que recordava a sua infância e que lhe ressoava no espírito. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.
NÃO TE CANSES DE DAR,
MAS NÃO DÊS SOBRAS,
DÁ COM O CORAÇÃO,
MESMO QUE DOA.
QUE O SENHOR NOS CONCEDA
A GRAÇA DE TOMAR
A NOSSA CRUZ E SEGUI-LO,
MESMO QUE DOA!
       Bem, agora se o desejares, reparte com os teus amigos. Ajuda-os a repartir e a reflectir. ESPERO QUE SIRVA para a tua VIDA... QUE DEUS NOS ABENÇOE SEMPRE...!!! Jesus: Senhor, eu amo-te muito, e necessito de ti sempre: estás no mais profundo do meu coração. Abençoa, com o Teu carinho, a minha família, a minha casa, o meu emprego, os meus bens, os meus sonhos, os meus projectos e os meus amigos.
Autor desconhecido.


03
Jun 10
publicado por mpgpadre, às 21:10link do post | comentar |  O que é?

       A Igreja celebra com grande júbilo a Festa do Corpo de Deus, com a solene celebração da Eucaristia e com a Procissão do Santíssimo. Sugerimos este vídeo do Faz-te ao Largo.


12
Jun 09
publicado por mpgpadre, às 13:13link do post | comentar |  O que é?

       11 de Junho de 2009. Paróquia de Nossa Senhora da Conceição - Tabuaço. Solenidade, em toda a Igreja, do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na paróquia de Tabuaço, e como em anos transactos, celebrou-se também a festa da Primeira Comunhão com os meninos e a meninas do 3.º Ano de Catequese.

       Aqui ficam algumas imagens em formato de vídeo.

 


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