...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
02
Fev 14
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

       No Encerramento do Ano da Fé, Dia da Igreja Diocesana de Lamego, Solenidade de Cristo Rei Senhor do Universo, no passado dia 24 de novembro de 2013, o nosso Bispo, D. António Couto, deu a conhecer a toda a Diocese a Sua CARTA PASTORAL para enquadrar o novo Ano Pastoral e o tema que o engloba: IDE E FAZEI DISCÍPULOS.

 

        Inicia a mesma com uma citação da Constituição Dogmática, Lumen Gentium (9): «Aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo». Segue o enquadramento bíblico. Eis a página do Evangelho:

«Então os Onze Discípulos partiram para a Galileia, para o monte que lhes tinha ordenado Jesus. E vendo-o, adoraram-no; alguns deles, porém, duvidaram.

E aproximando-se, Jesus falou-lhes, dizendo: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Indo, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que Eu convosco Sou todos os dias até ao fim do mundo”» (Mateus 28,16-20).

       A Carta sublinha prioridades, algumas delas constantes: primado da graça; vida de oração; proximidade; amor; Igreja como casa aberta a todos, dando também continuidade ao lema pastoral do ano anterior, "Vamos juntos construir a Casa da Fé e do Evangelho"; missão evangelizadora/missionária da Igreja; acolhimento do Evangelho com alegria, para o comunicar por palavras e com a vida; formação de cristãos conscientes e empenhados.

       O melhor mesmo é dedicar um tempo a ler, a reler, a meditar, a refletir e mastigar as palavras de D. António, para que depois se assume a beleza, a alegria e o compromisso de fidelidade a Jesus Cristo e ao Seu evangelho de perdão e de amor.

 

Para LER a CARTA PASTORAL:


16
Dez 13
publicado por mpgpadre, às 15:58link do post | comentar |  O que é?
SONHA TAMBÉM
Há dois mil anos Deus sonhou
E foi
Natal em Belém.
Sonha também.
Se o jumento corou
E o boi se ajoelhou,
Não deixes tu de orar também.
1. A notícia ecoou nos campos de Belém. Com o celeste recital que ali se deu, o céu ficou ao léu, a terra emudeceu de espanto, e os pastores dançaram tanto, tanto, que até os mansos animais entraram nesse canto.

2. Isaías 1,3 antecipou a cena, e gravou com o fulgor da sua pena o manso boi e o pacífico jumento comendo as flores de açucena da vara de José sentado ao lume, e bafejando depois suavemente o Menino de perfume. Enquanto os meigos animais vão comer à mão do dono, o meu povo, diz Deus, não me conhece, e perde-se nos buracos de ozono.

3. Nos campos lavrados passeiam cotovias, ondulam os trigais, e vê-se Rute a respigar o trigo ao lado dos pardais. Que estação é esta que reúne as estações e os anais? Abre-se ali num instante um caminho novo. Vê-se que passam Maria e José e o Menino, que salta logo do colo e suja as mãos na terra, tira da sacola estrelas todas de oiro, e semeia-as na terra com carinho.

4. Anda à sua volta um bando de boieiras, leves e ledas companheiras, correndo no mesmo chão de oiro semeado. E nós continuamos a passar ali ao lado daquela sementeira toda de oiro, que o Menino pobre acaricia, e logo se transforma em trigo loiro. Mas ninguém para, ninguém acredita que o Menino pode ser dono de um tal tesoiro.

5. Vem, Menino! E quando vieres para a tua doirada sementeira que logo cresce e se faz messe (João 4,35), quando assobiares às boieiras, chama também por mim, diz bem alto o meu nome, vamos os dois para o campo e para a eira, e enche-me de fome de um amor como o teu, pequenino e enorme.

6. Meu irmão de Dezembro, levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

Desejo a todos os meus irmãos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e fiéis leigos, doentes, idosos, jovens e crianças da nossa Diocese de Lamego e da inteira Igreja de Cristo, um Santo Natal com Jesus e um Novo Ano cheio das Suas maravilhas. Ele estará sempre connosco nos caminhos da missão e da Alegria do Evangelho.

Vem, Senhor Jesus. Bate à nossa porta.
+ António, vosso bispo e irmão


10
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


09
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?
       No passado sábado, 6 de julho, a celebração do Sacramento da Confirmação. Os dois últimos anos a terminarem o ciclo de 10 anos de catequese, num total de 17 jovens adolescentes, a que se juntou um jovem proposto por uma das paróquias vizinhas.

       Depois de 10 anos de catequese, e uma preparação mais intensiva nas últimas semanas, com um tempo de pregação, para os jovens e para a comunidade paroquial, eis chegado do dia da celebração. Numa tarde quente, não faltou o acolhimento caloroso ao Sr. Bispo D. António Couto, a comunhão alegre com os jovens crismandos, e agora crismados.

       Deixamos algumas das imagens desta celebração.













Outras fotos da Paróquia de Tabuaço, no FACEBOOK ou no GOOGLE +


12
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar |  O que é?

D. ANTÓNIO COUTO, Bispo de Lamego. A nossa Páscoa. Paulus Editora. Apelação 2013, 120 páginas.


       Nas palavras do autor, D. António Couto, é mais um livrinho como os dois anteriores, também publicados por esta editora: "Vejo um ramo de amendoeira e outra palavras em flor" e "Estação de Natal", procurando refletir a palavra de Deus, lida nos dias de hoje, com os fundamentos históricos, arqueológicos, culturais.

       Em tempo de Quaresma (que prepara liturgicamente a celebração da Páscoa, mas que surge depois da Páscoa, sem a qual não haveria nem quaresma, nem liturgia, nem Igreja), D. António Couto oferece-nos este subsídio sobre os diferentes domingos da Quaresma (1.ª parte), da Semana Santa (2.ª parte) e do Tempo de Páscoa (3.ª parte), com outras notas em outros textos que bem poderiam ser proclamados neste tempo. O ciclo de leituras é do ANO A, cuja liturgia da Palavra pode ser usada também nos anos B e C (o ciclo de leituras deste ano é o C), sobretudo nas comunidades onde os catecúmenos se preparam para o batismo.

       Para quem segue as reflexões propostas pelo nosso Bispo, em MESA de PALAVRAS, e também para quem quiser aprofundar a palavra de Deus e a inserção à comunidade crente, esta é uma leitura recomendada, a não perder, para mastigar, para ruminar e sobretudo para se deixar envolver pelo Evangelho, na fidelidade a Jesus, no compromisso atual com os irmãos.

 

Alguns pedaços de reflexão:

"Com esta celebração da Ceia do Senhor, em Quinta-Feira Santa, a Igreja Una e Santa reacende a memória da instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e da Caridade, e dá início ao Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do seu Senhor, que constitui o ponto mais alto do Ano Litúrgico, de onde tudo parte e onde tudo chega, coração que bate de amor em cada passo dado, em cada gesto esboçado, em cada casa visitada, em cada mesa posta, em cada pedacinho de pão sonhado e partilhado.

É assim que Deus nos dá a graça de caminhar durante todo o Ano Litúrgico, dia após dia, Domingo após Domingo, sempre partindo da Páscoa do Senhor, sempre chegando à Páscoa do Senhor...

Com Jesus Cristo, aprendemos a passar do pecado para a graça, da soleira da porta para a mesa, da morte para a vida em abundância, da nossa casa para a Casa do Pai. É assim que nós, por graça feitos filhos no Filho, aprendemos a ser estrangeiros e hóspedes, tranquilamente sentados em Casa e à Mesa daquele único Senhor que servimos e que nos diz: «Toda a terra é minha, e vós sois, para Mim, estrangeiros e hóspedes» (Quinta-feira santa).

"Ainda em João 18,15, os dois SEGUIAM Jesus, que é a correcta postura do discípulo. Pedro, porém, não SEGUIU Jesus até ao fim: ficou ali estacionado no pátio do Sumo Sacerdote! Mais do que isso e pior do que isso, em vez de estar com Jesus, Pedro ficou com os guardas, a aquecer-se com os guardas! (João 18,18). Pedro, portanto, não fez o curso ou o percurso de discípulo de Jesus até ao fim! Deixou por fazer umas quantas unidades curriculares. É por isso que agora tem de SEGUIR alguém que tenha SEGUIDO Jesus até ao fim. É por isso, e só por isso – nada tem a ver com idades (Pedro mais idoso, o «discípulo amado» mais jovem!) – que Pedro tem agora de SEGUIR o «discípulo amado», chegando naturalmente ao túmulo atrás dele. Note-se ainda que, não obstante um ir à frente e o outro atrás, correm os dois juntos. É aquilo que ainda hoje vemos na catequese e na mistagogia cristãs: corremos sempre juntos, mas alguém vai à frente, para ensinar o caminho aos outros! Belíssima comunhão em corrida!" (Páscoa da ressurreição)

"O Evangelho da Solenidade deste Dia Grande de Pentecostes (João 20,19-23) mostra-nos os discípulos de Jesus fechados num certo lugar, por medo dos judeus. O Ressuscitado, vida nova e modo novo de estar presente, que nada nem ninguém pode reter ou impedir, nem as portas fechadas daquele lugar fechado, vem e fica de pé no MEIO deles, o lugar da Presidência, e saúda-os: «A paz convosco!». Mostra-lhes as mãos e o lado, sinais que identificam o Ressuscitado com o Crucificado, e vincula os seus discípulos à sua missão: «Como o Pai me enviou (apéstalken: perf. de apostéllô), também Eu vos mando ir (pémpô)». O envio d’Ele está no tempo perfeito (é para sempre): a sua missão começou e continua. Não terminou. Ele continua em missão. A nossa missão está no presente. O presente da nossa missão aparece, portanto, vinculado e agrafado à missão de Jesus, e não faz sentido sem ela e sem Ele. Nós implicados e imbricados n’Ele e na missão d’Ele, sabendo nós que Ele está connosco todos os dias (cf. Mateus 28,20). «Como o Pai me enviou, também Eu vos mando ir». Este como define o estilo da nossa missão de acordo com o estilo e a missão de Jesus" (Domingo de Pentecostes)

AMOR PERFEITO:

É o amor, ainda que imperfeito,

É o amor, ainda que com defeito,

É o amor que faz correr a Madalena. 

 

É o amor, ainda que imperfeito,

É o amor, ainda que com defeito,

É o amor que faz chorar a Madalena. 

 

Mas tu sabes, meu irmão da Páscoa plena,

Tu sabes que há outro amor em cena,

E é esse amor que faz amar a Madalena.   

 

A PÁSCOA É JESUS

 

Páscoa é Páscoa. Simplesmente.                                          

Sem I.V.A. nem adjetivo pascal. 

Páscoa é lua cheia, inconsútil, inteira,

sementeira de luz à nossa beira.

 

Deixa-a viver, crescer, iluminar.

Afaga-lhe a voz e o olhar.

 

Não lhe metas pás, não lhe deites cal.

Não lhe faças mal.

Não são notas enlatadas, brasas apagadas.

É música nova, lume vivo e integral.

 

Não é paragem, mas passagem,

aragem a ferver e a gravar em ponto Cruz

a mensagem que ardia no coração dos dois de Emaús.

A Páscoa é Jesus.


11
Fev 13
publicado por mpgpadre, às 10:33link do post | comentar |  O que é?

RESPONDER AO AMOR DE DEUS

Mensagem para esta Quaresma

1. Na sua mensagem para esta Quaresma, vivida em pleno Ano da Fé, o Papa Bento XVI convida-nos a entrelaçar a fé e o amor. Assim: é de Deus a iniciativa de vir amorosamente ao nosso encontro (Dei Verbum, n.os 2 e 21), e é dele o primeiro movimento de amor em relação a nós (1Jo 4,10 e 19), quando em nós nada havia de amável (Rom 5,8). Portanto, diz bem o Apóstolo: «o amor vem de Deus» (1Jo 4,7a).

 

2. A este Deus que toma a iniciativa de vir ao nosso encontro por amor, e a nós se entrega por amor, só nos compete responder pela fé, que é a nossa entrega pessoal a Deus, implicando todas as nossas energias, faculdades e capacidades, também o nosso amor (Dei Verbum, n.º 5), que o amor primeiro de Deus em nós faz nascer. É outra vez verdade o que diz o Apóstolo: «Quem ama, nasceu de Deus» (João 4,7b). E é assim também que a nossa fé é verificada pelo amor.

 

3. Mas como Deus não veio apenas ao meu encontro para só a mim se entregar por amor e só em mim fazer nascer o amor, mas veio ao encontro de todos e a todos se entregou por amor, então a minha fé é verificada pelo meu amor a Deus e a todos os meus irmãos amados por Deus. Diz bem outra vez o Apóstolo: «Quem não ama o seu irmão, que bem vê, não pode amar a Deus, que não vê» (João 4,20).

 

4. E o Apóstolo insiste em pôr diante dos nossos olhos esta chave de verificação: «Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama, permanece na morte» (1 João 3,14). A verdadeira morte não é então o termo da vida, mas aquilo que, desde o princípio, impede de nascer: o não acolhimento do Deus que vem por amor, para, por amor, fazer nascer em nós o amor e novas e impensáveis pautas de fraternidade.

 

5. Sim, então o amor ou a caridade não cabe, longe disso, naquilo que habitualmente designamos por solidariedade ou ajuda humanitária. O amor ou a caridade desborda sempre dessas realidades, e impele-nos ao anúncio do Evangelho, que é mostrar Deus que vem por amor ao nosso encontro, para nos servir o amor e fazer nascer em nós, como resposta, o serviço humilde, próximo e dedicado do amor.

 

6. Por isso, o tempo da Quaresma é um tempo diferente. Não é o tempo segmentado de chrónos, em que se sucedem os dias e as horas, mas um tempo novo e insuspeitado, que a Bíblia chama kairós, que se mede, não pela quantidade, mas pela qualidade, não pelo que passa, mas pela plenitude: trata-se da enchente da Palavra de Deus que, inundando a nossa vida, reclama a nossa resposta amante e transforma a nossa vida.

 

7. Um visitante estrangeiro foi visitar o famoso rabino polaco Hofez Chaim, e ficou espantado quando viu que a casa do rabino era apenas um simples quarto cheio de livros, e os únicos móveis eram uma mesa e um pequeno banco. «Mestre, onde estão os teus móveis?», perguntou o visitante. «E os teus onde estão?», retorquiu o rabino. «Os meus? Mas eu sou um visitante; estou aqui apenas de passagem», respondeu o visitante. «Também eu», retorquiu o rabino.

 

8. Sim, convenhamos que acabámos de assistir a uma eloquente lição de «renúncia» aos bens terrenos. Mas facilmente nos apercebemos que o termo «renúncia», hoje, nesta cultura de «Laodiceia» em que vivemos, e que obedece ao refrão «sou rico, enriqueci, e não preciso de nada» (Apocalipse 3,17), está claramente fora de moda e resulta incompreensível. «Deixar é perder», repetem tranquilamente os maus mestres.

 

9. Mas o Mestre mesmo, que é Jesus, ensina-nos a «renunciar» às coisas e até a nós mesmos, às nossas gorduras materiais e espirituais. «Renunciar» é «dizer não». Aos pesos que atrapalham a suavidade e a leveza que nos configuram ao Mestre (Mateus 11,28-30). A Quaresma é este tempo novo, não nosso, de fazer um verdadeiro jejum na nossa vida. Jejuar não é deixar de comer hoje, para comer amanhã. De nada nos valeria. Jejuar é olhar para a nossa vida, para a nossa casa e para a nossa mesa, até perceber que tudo é dom de Deus, não apenas para mim, mas para todos os seus filhos e meus irmãos, e, agir em consequência, partilhando com todos a minha vida, a minha casa, a minha mesa.

 

10. Apelo, portanto, a todos os irmãos e irmãs que Deus me deu nesta querida Diocese de Lamego a que, nesta Quaresma, deixemos a enxurrada da Palavra de Deus tomar conta da nossa vida. No meio da enxurrada, perceberemos logo que não salvaremos muitas coisas, e que aquilo que mais queremos encontrar é uma mão segura que nos ajude a salvar a nossa vida.

 

11. Aí está o tempo santo da Quaresma. Já estamos a sentir a mão de Deus (Isaías 41,13; 42,6; 45,1; Jeremias 31,32). Demos também a nossa mão aos nossos irmãos mais necessitados. Por isso e para isso, proponho que façamos um verdadeiro caminho de «renúncia» quaresmal. Como já fizemos o ano passado, convido-vos a olhar por e para os nossos irmãos de perto e de longe. Vamos destinar uma parte da nossa «renúncia» quaresmal para o fundo solidário diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos de perto que precisem da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos de longe, vamos destinar outra parte do contributo da nossa caridade para as missões dos Padres Vicentinos espalhadas pelas zonas de Chókwe e Caniçado, no Vale do Rio Limpopo, Moçambique, grandemente devastadas pelas cheias, que ali provocaram dezenas de mortos e mais de 100 mil desalojados, e que deixam as populações pobres à mercê da fome e de doenças várias, como a cólera e a malária. A finalidade da nossa Renúncia Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.

 

12. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, escuteiros, cantores, ministros da comunhão, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação especial aos nossos emigrantes.

 

Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo António.

 

Lamego, 11 de fevereiro de 2013


20
Dez 12
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A NOTÍCIA DO NATAL

Chega uma criança

À madrugada

Desarmada

Traz mãos e pés e uns olhos tão bonitos

Traz um rasto de lume e de esperança

E uma espada

Apontada

À raiz dos nossos conflitos.

1. É assim que vem Jesus em filigrana pura, em contra-luz coada de alegria, e atravessa ao colo de Maria as páginas arenosas da Escritura. Ei-lo que vem rosado de ternura, acorda, esfrega os olhos azulados de lonjura, salta para o chão, vê-se que procura a minha mão, sabe o meu nome e o de toda a criatura.

 

2. Conta-me histórias, a dele e a minha, mas conta também as estrelas uma a uma, apresenta-me Abraão, Moisés, David, demora-se um pouco no caminho com Elias, Isaías, Miqueias, Jeremias, recebe os pastores dos campos de Belém, canta com eles, acena aos anjos nas alturas, fica longamente extasiado a abrir os presentes trazidos pelos magos.

 

3. O espaço que habita é um curral que os animais gratuitamente acederam partilhar com ele, com ele brincam, vê-se que sabem de cor a partitura de Génesis um e de Isaías onze.

 

4. Maria e José também conhecem e jogam esse jogo, esfuziante corre-corre de alegria, até eu dou por mim a fazer casinhas num prato de aletria, mas na sala ao lado há gente a dormir longe dali, refastelada e dormente, indiferente, trocando a luz do dia pela romaria.

 

5. Oh humanidade sem sal, sem sol e sem sonho, só com sono, acorda que já a luz desponta, todo o tempo é pouco porque o tempo é graça, não fiques atolada na desgraça, desconsolada e triste, como quem tem sempre que pagar a conta.

 

6. Levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há-de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há-de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

 

+ António Couto

 

Ps – O mais belo Natal de Jesus para todos e um Novo Ano cheio das maravilhas do nosso Deus, são os votos do vosso bispo e irmão, António.


02
Out 12
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28
Set 12
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13
Ago 12
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SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Nota Pastoral

 

1. No próximo dia 8 de Setembro, dia em que a Igreja celebra a Festa da Natividade da Virgem Santa Maria, a Igreja que vive na Cidade de Lamego celebra a Solenidade de Nossa Senhora dos Remédios, sua Padroeira principal.


2. Nossa Senhora dos Remédios é, com certeza, nas suas coordenadas culturais e religiosas, o ponto mais alto (falo de outras alturas) da cidade de Lamego, mas também de toda a nossa Diocese de Lamego, e ainda de muita gente humilde e devota do inteiro Portugal e até do estrangeiro, que acorre a este lugar alto (a Bíblia chama «lugar alto» [maqôm], mais alto do que eu, aos santuários de Deus) para, juntamente connosco, bater a esta porta aberta desta Casa da Mãe de Deus e nossa Mãe, à procura de algum consolo para as suas dores e de um bocadinho de esperança para a sua vida.

3. A nós, Igreja de Deus que vive nesta Cidade e nesta Diocese de Lamego, compete-nos, portanto, pôr a mesa e acender a lareira, para que esta Casa da nossa Mãe seja um lar belo e acolhedor, onde todos aprendamos outra vez a sentir-nos verdadeiramente filhos e irmãos.

4. Ouso, por isso e para isso, apelar a todos os Movimentos e a todas as Comunidades Paroquiais espalhadas pelo espaço da nossa Diocese de Lamego, com os seus párocos e fiéis, acólitos e porta-estandartes, a marcarem presença activa, peregrinante e orante, de modo a enchermos de Fé, de Amor e de Esperança todos os caminhos que vão dar ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

5. O Dia Grande é o Dia 8 de Setembro. Nesse Dia haverá no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, às 10 horas, a Solene Celebração da Eucaristia. E às 16 horas terá lugar a Solene Procissão que, saindo da Igreja das Chagas e atravessando as ruas da cidade, se dirigirá para o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

6. Toda a grande Celebração requer que nos preparemos condignamente para ela. Nesse sentido, o Santuário oferece um itinerário de preparação, que decorrerá de 30 de Agosto a 7 de Setembro, com dois momentos altos em cada um dos dias desta novena: às 6 horas da manhã, haverá a Recitação do Terço, Adoração e Celebração da Eucaristia; e às 18 horas, haverá um tempo de oração mariana, orientado pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras. No dia 6, no final da Oração da manhã, a imagem de Nossa Senhora dos Remédios será levada em Procissão para a Igreja das Chagas, de onde sairá no dia 8, em Solene Procissão, às 16 horas.

7. Aproveitemos este tempo de graça para renovarmos a nossa Alegria cristã e a nossa Dedicação à Mãe de Deus e Mãe nossa, que sempre nos acolhe na sua Casa e nos conforta nos seus braços maternais.

 

 

Lamego, 11 de Agosto de 2012, memória de Santa Clara de Assis
+ António Couto, Bispo de Lamego


14
Mar 12
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por ocasião do Dia Nacional da Cáritas

D. António Couto, no no Dia da Cáritas:

 

UMA REDE DE CARIDADE

 

«Edificar o bem comum: tarefa de todos e de cada um»

 

       1. O Evangelho deste Domingo III da Quaresma faz-nos ver Jesus a entrar no Templo de Jerusalém, que Jesus chama de forma significativa e carinhosa «a Casa do meu Pai» (João 2,16) ou «a minha Casa» (Mateus 21,13; Marcos 11,17; Lucas 19,46). Dito isto, ganha uma enorme relevância a informação que nos é transmitida de Jesus ter encontrado na Casa do seu Pai, que é também a sua Casa, não filhos e irmãos, mas vendedores, banqueiros e comerciantes (João 2,14). Estávamos todos à espera que lá fosse encontrar filhos e irmãos. Na verdade, «a Casa do meu Pai», e «a minha Casa», por um lado, e o Mercado, por outro lado, são lugares incompatíveis. Trata-se, de facto, de duas maneiras diferentes de conceber e ocupar o espaço. Avista-se daqui a vida jovem, leve e bela dos primeiros cristãos que, conforme o relato dos Atos dos Apóstolos, «partiam o pão nas suas Casas com alegria e simplicidade de coração» (Atos 2,46).

 

       2. Casa, Casa, Casa, é uma das palavras mais belas que conheço. Mesa, Mesa, Mesa, é outra das palavras mais belas que conheço. O Mercado são casas, mas sem Casa. São mesas, mas sem Mesa. Lareiras, mas sem Lar. Corações, mas sem Amor. Sem Pai nem Mãe nem Filhos nem Irmãos. O gesto de Jesus, de derrubar pedras e mesas, é emblemático e ilustrativo. É urgente quebrar esta crosta de indiferença. É urgente a Casa, é urgente a Mesa, é urgente o Amor.

 

       3. Permiti-me, meus irmãos, que traga para aqui uma antiga história rabínica. Um homem tinha três amigos. Mas tinha-os catalogados por ordem de importância: o amigo n.º 1, o amigo n.º 2 e o amigo n.º 3. O amigo n.º 1 era naturalmente o melhor amigo do nosso homem; digamos que eram amigos íntimos, e, por isso, inseparáveis: andavam sempre juntos. O amigo n.º 2 era aquele amigo que o nosso homem encontrava de vez em quando, apenas de vez em quando, altura em que confraternizavam e punham a conversa em dia. O amigo n.º 3 era aquele género de amigo que o nosso homem encontrava muito raramente, por mero acaso, e de quem já nem sequer se lembrava do nome.

 

       4. Um dia, o nosso homem foi apanhado de surpresa. Chegou-lhe pelo correio uma carta que provinha do palácio do Rei. O nosso homem abriu a carta, leu, releu, e ficou muito preocupado. Tratava-se de uma intimação que obrigava o nosso homem a comparecer no palácio do Rei. Ora, acontece que o nosso homem, o homem desta história, nem sabia o que era um Rei, e muito menos um palácio. Tão-pouco sabia o caminho para o palácio. Mas preocupava-o sobretudo o modo como se devia comportar na presença do Rei. Não era o mundo dele.

 

       5. Ficou aflito. Já nem conseguia comer nem dormir. Apoderou-se dele uma grande tremedeira. Quando isto nos acontece, lembramo-nos naturalmente de recorrer aos amigos. Foi assim que o nosso homem foi desabafar com o seu melhor amigo, o amigo n.º 1. Expôs-lhe o assunto que o preocupava. Tinha sido intimado a comparecer no palácio do Rei, e tinha muito medo, pois nada percebia de palácios e de reis. Foi assim que pediu ao seu amigo n.º 1 o favor de o acompanhar naquela viagem difícil.Nem era nada demais, dado que andavam sempre juntos, eram amigos inseparáveis. O amigo n.º 1 respondeu assim ao nosso homem: é verdade que somos muito amigos; de facto, andamos sempre juntos. Pede-me o que quiseres, que eu estou disposto a ajudar-te; porém, nessa viagem, não te posso acompanhar.

 

       6. É assim que o nosso homem, desiludido, tem de ir à procura do seu amigo n.º 2. Pô-lo a par do seu problema, e implorou-lhe, da mesma maneira, que o acompanhasse naquela viagem difícil. O amigo n.º 2 ouviu atentamente a exposição do nosso homem, e respondeu assim: sim, disponho-me a acompanhar-te, mas com uma condição: vou contigo, mas só até à porta do palácio; daí para a frente, terás de ir sozinho, pois não te posso acompanhar. O nosso homem, porém, insistiu: mas o meu problema é dentro do palácio, porque eu não entendo nada de reis e de palácios. Compreendo, retorquiu o amigo n.º 2, mas, nesse caso, não te posso mesmo ajudar. Terás de ir sozinho.

 

       7. Foi então que o nosso homem se pôs a caminho para ver se encontrava o seu amigo n.º 3, aquele amigo de quem já nem se lembrava do nome nem de quando tinha sido a última vez que se tinham encontrado. Com alguma sorte, lá o encontrou, e expôs-lhe o problema, e suplicou-lhe que o acompanhasse naquela viagem difícil. O amigo n.º 3 ouviu atentamente, e nem sequer deixou o nosso homem terminar. Respondeu logo: mas é claro que te acompanho. Até te digo mais: ficaria mesmo muito triste, se soubesse que estavas a braços com esse problema, e não me tivesses dito nada!

 

       8. Permiti-me agora, meus irmãos, que descodifique a história, para entendermos melhor o seu alcance. O nosso homem, o homem desta história, sou eu, és tu, pode ser qualquer um de nós. O Rei é Deus. A viagem é a morte. O amigo n.º 1, aquele que anda sempre connosco, é a nossa própria vida, os nossos projetos, os nossos trabalhos, os nossos sonhos, as nossas ambições. De facto, andamos sempre juntos, somos inseparáveis. Todavia, naquela viagem, os nossos projetos e trabalhos não nos podem acompanhar. O amigo n.º 2, aquele que encontramos de vez em quando para confraternizar e pôr a conversa em dia, são os nossos próprios amigos. Aqueles que se mostram dispostos a ir connosco, mas só até à porta… do cemitério! O amigo n.º 3, aquele que muito raramente encontramos, de quem até acabamos por esquecer o nome, mas que até ficaria triste e sentido se não lhe disséssemos nada, e que é o único que nos pode acompanhar, é o Bem que fazemos, o Amor que pomos naquilo que fazemos.

 

       9. Bem vistas as coisas, está bom de ver que temos de inverter a ordem dos nossos amigos, e passar para 1.º lugar aquele que temos no catálogo em 3.º lugar. Decisivo, decisivo, decisivo é o Amor. Temos de nos encontrar muito mais vezes com este amigo. Na verdade, diz bem S. Paulo, tudo passa; só o Amor permanece (1 Coríntios 13,8).

 

       10. Contei esta história, porque hoje é o dia do Amor, da Caridade, da Caritas. Hoje é o dia de partir a crosta da indiferença, daquela couraça ou máscara a que nos agarramos tanto, para nos defendermos, para subirmos na vida, ainda que seja à custa dos outros. Hoje é o dia de não olharmos apenas para o nosso grupinho de amigos. Hoje é o dia de visitar e acolher cada ser humano, de o sentar à nossa mesa, de lhe lavarmos os pés e a alma e o coração. Hoje é o dia do Amor. Hoje é o dia de sermos irmãos, e não comerciantes ou banqueiros desalmados. Hoje é o dia de limparmos as lágrimas que correm de tantos rostos belos como os nossos, porque também neles se espelha a imagem de Deus.

 

       11. Hoje é o dia do Amor que rompe bolsos e derruba corações empedernidos. Sim, diz-nos Jesus em jeito de séria advertência: «Destas majestosas construções não ficará pedra sobre pedra» (Mateus 24,2; Marcos 13,2). Os Templos, as paredes, as pedras da nossa idolatria, «obra de mãos humanas», convém que sejam destruídos, para darem lugar a outros, «não feitos por mãos humanas» (Marcos 14,58). Paredes desabitadas, sem Deus aqui no meio dos seus filhos e filhas, são ídolos. Neste sentido, refere João Paulo II, expondo diante dos nossos olhos, com singular afeto, um belo programa, que a paróquia é «a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas» (Christifideles Laici, n.º 26), e que a sua vocação «é a de ser a casa de família, fraterna e acolhedora» (Catechesi tradendae, n.º 67), e grava esta afirmação emocionada e mobilizadora: «O homem é amado por Deus. Este é o mais simples e o mais comovente anúncio de que a Igreja é devedora ao Homem» (Christifideles Laici, n.º 34), a todos os homens, porque a caridade tem a vastidão do mundo.

 

       12. Caríssimos irmãos da Caritas Diocesana, queridos avôs e avós, pais e mães, filhos e filhas, irmãos e irmãs, que Deus me deu nesta bela Diocese de Lamego, desafio-vos a todos a entretecermos, com as nossas mãos abertas e carinhosas, uma vasta rede de Amor em que todos nos sintamos unidos, envolvidos e empenhados. Apelo vivamente a que juntos defendamos o Amor, a Caridade, a Caritas. Se defendermos o Amor, o Amor defender-nos-á. O resto pouco vale. Até as mais majestosas construções caem.

 

       13. Apelo a todos os párocos e paroquianos de todas as paróquias desta nossa Diocese de Lamego a que, com a ajuda da Caritas Diocesana e em rede com ela e comigo, formemos o mais rapidamente possível – a tanto nos impele a urgência do Evangelho – em todas as paróquias Grupos de Caridade, Grupos Caritas, para que ninguém se sinta sozinho, abandonado ou desfigurado, mas todos transfigurados e configurados à Imagem de Cristo, Bom Pastor, que cuida carinhosamente de todas as suas ovelhas e vai, sem descanso, à procura da ovelha perdida até a encontrar.

 

       14. Ensina-nos, impele-nos, acaricia-nos, Senhor, com o vendaval manso do alento do teu Amor. Fica connosco, Senhor, bem no meio de nós, para te vermos bem no rosto dos nossos irmãos. Senhora do puro Amor, Mãe da Igreja e nossa Mãe, vela por nós, fica à nossa beira. É bom ter a Esperança como companheira.

 

Catedral de Lamego, 11 de março de 2012

D. António Couto, Bispo de Lamego


25
Fev 12
publicado por mpgpadre, às 19:30link do post | comentar |  O que é?

Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar (cf. 3, 19).

Nós somos do chão, da terra. Não deverá haver nada entre nós e o chão, o chão liga-nos a Deus e ao irmão. Diante de Deus não precisamos de estar apenas nós, nem ouro, nem prata, nem alforge, só nós e Deus, nós, Deus e o irmão. E assim diante do irmão. Quando estamos com o irmão ainda estamos diante de Deus, porque no outro está Deus.

Hoje, D. António Couto, na Jornada Diocesana do Catequista, subordinado ao tema: “Chamado por Deus, participante da missão de Jesus”, partiu da figura de Moisés para ilustrar o chamamento e o envio e o Deus que chama, Deus santo.
Prestemos atenção ao texto: “Moisés estava a apascentar o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madian. Conduziu o rebanho para além do deserto, e chegou à montanha de Deus, ao Horeb. O anjo do SENHOR apareceu-lhe numa chama de fogo, no meio da sarça. Ele olhou e viu, e eis que a sarça ardia no fogo mas não era devorada. Moisés disse: «Vou adentrar-me para ver esta grande visão: por que razão não se consome a sarça?» O SENHOR viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!» Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.» (Ex 3, 1-5).
D. António sublinhou que Moisés tem de sair do seu caminho habitual, como a criança que nunca segue desatenta no caminho, observa o que a rodeia, tudo cativa o seu olhar, assim Moisés se deixa “desviar” pelo que vê a partir do seu caminho.
Deus chama, pelo nome, e diz a Moisés: “tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa”. O ser humano é da terra, do chão. Assim é a partir do chão, da terra que nos unimos a Deus, que Lhe respondemos. É pela terra que nos unimos aos irmãos. Somos do mesmo barro. Pó da mesma terra. Irmãos. Nada deve existir entre nós e a terra, para que os pés nús estejam ligados a Deus, ao Universo, ao nosso irmão.
Cientificamente, tudo aponta para que tenhamos uma origem comum (de baixo das pele, circula o mesmo sangue, a mesma existência biológica, debaixo da pele somos mais iguais), uma poeira inicial, energia concentrada, explosão de energia que faz espalhar a poeira e formar-se em várias estrelas, planetas, galáxias. A terra, a água, o céu, os animais terrestes, os animais marinhos, as aves do céu, o ser humano, tudo tem origem nessa poeira original. A descendência é a mesma. Somos pó que ao pó há de regressar. A mesma origem, o mesmo fim.
Para nós crentes, antes da origem e depois do fim está Deus.
A quarta-feira de Cinzas lembra-nos a nossa origem e a nossa fragilidade, mas sobretudo a nossa interdependência a Deus e aos irmãos.

Na reflexão do nosso Bispo, e como desafio para hoje, que nada nos separe do chão, quando nos queremos diante de Deus e diante do irmão. Somos do chão. É chão sagrado o que pisamos. Somos da terra, e é na terra que o Senhor nos encontra, por Jesus Cristo, Deus feito Homem, feito terra.


17
Mar 11
publicado por mpgpadre, às 14:59link do post | comentar |  O que é?

       D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, Bispo de Lamego, esteve em Visita Pastoral a Távora, concretamente nos dias 3 e 6 de fevereiro deste ano de 2011. No dia 3, visitou a Escola do 1.º Ciclo de Távora e reuniu com as pessoas mais ligadas ao trabalho pastoral, dos vários grupos paroquiais. No dia 6, o Sr. Bispo presidiu à Eucaristia, que incluía o Sacramento da Confirmação de 10 jovens da comunidade paroquial. Estas são algumas das imagens, com a música de fundo de Carlos Marques, da Comunidade Shalom.


14
Mar 11
publicado por mpgpadre, às 17:45link do post | comentar |  O que é?

       Na recente Mensagem para a Quaresma deste ano, recorda-nos Sua Santidade Bento XVI, a todos nós, cristãos - partindo do pensamento de S. Paulo na Carta aos Colossenses: sepultados com Ele no Baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes - o que frequentemente meditamos nesta altura, que “um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentarmos a Graça que nos salva”. Somos assim convidados a aproveitar este longo Retiro espiritual que a Mãe Igreja nos oferece para consolidarmos reflectidamente e no comportamento a nossa identidade de cristãos.

       A Palavra de Deus tão rica e abundante que a Liturgia propõe à nossa reflexão todos os dias, mas muito especialmente aos Domingos e sobretudo no Ano A, “guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele”. Cada um saberá aproveitar a oportuna reflexão sobre o Evangelho de cada Domingo que o Santo Padre partilhou connosco na referida mensagem, ajudando-nos a empenharmo-nos seriamente na reconciliação com Deus e com os outros que este itinerário para a Páscoa nos sugere.

       Pela prática tradicional do jejum, esmola e oração, “expressões do empenho de conversão” que realizaremos devotamente, “a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo”. Num ambiente marcado pelo individualismo, a par do desânimo e desencanto que as pessoas deixam transparecer, sem perspectivas a curto prazo de que o panorama se modifique para melhor, antes pelo contrário, a nossa vida de cristãos deverá traduzir um clima lúcido de esperança e serenidade. As práticas quaresmais criam o clima para uma autêntica vivência cristã. Pelo jejum e espírito de sobriedade que com ele se relaciona, com a contenção em despesas às vezes exclusivamente para dar lugar a caprichos sumptuários, contrariamos os apetites do homem velho e abrimos o coração a uma generosidade que nos liberta do egoísmo e nos abre para uma partilha solidária. E o jejum e a esmola, são no dizer de S. Agostinho, “as duas asas da oração”, como referiu Bento XVI na Audiência Geral de 4ª feira de Cinzas, recordando o seu pensamento: “Desta maneira a nossa oração, feita com humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, dando coisas boas e não restituindo as más, afastando-se do mal e realizando o bem, procura a paz e consegue-a. Com as asas destas virtudes voa segura e mais facilmente chega ao céu, onde Cristo, nossa paz, nos precedeu”.

       A celebração bem preparada do sacramento da Confissão e o corajoso cumprimento dos propósitos firmes de emenda, alimentado na recepção frequente da Santíssima Eucaristia, tornar-nos-á verdadeiros e conscientes cristãos pascais que poderão e saberão celebrar devidamente a alegria da Ressurreição do Senhor.

       Que a Mãe do Céu que acompanhou Jesus até ao Calvário e assistiu de pé à Sua Morte na Cruz, nos conduza nesta Quaresma por um caminho de conversão para com Cristo ressuscitarmos também.

       O contributo penitencial deste ano reverterá em favor do Fundo Solidário Diocesano.

 

D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, bispo de Lamego.


09
Fev 11
publicado por mpgpadre, às 19:22link do post | comentar |  O que é?

       Veja agora a Visita através de algumas fotos e momentos, com a boa música do Pe. Marcos Alvim: 


08
Fev 11
publicado por mpgpadre, às 18:55link do post | comentar |  O que é?

       No dia de ontem, 6 de Fevereiro, Domingo, a paróquia de Távora esteve em festa, com a Visita Pastoral de D. Jacinto Botelho, que presidiu à Eucaristia que incluía a celebração do Sacramento da Confirmação (Crisma) de 10 jovens: a Carla, a Joana, o Pedro, a Ana Filipa, a Raquel Patrícia, a Vanessa, o João Carlos, o Marcelo, a Daniela, a Beatriz.

       Na passada quinta-feira, 3 de Fevereiro, o Sr. Bispo tinha estado na Escola do Primeiro Ciclo e Jardim Infância, a meio da tarde, e com os grupos paroquias (Conselho Económico, Grupo Coral, Catequistas, Acólitos, Zeladoras da Igreja e dos altares, Leitores) e com os Crismandos.

       O domingo centrou-se no essencial, a celebração da Eucaristia e da Confirmação.

       No início da Eucaristia, uma catequista deu as boas-vindas ao Sr. Bispo com as palavras que se seguem:

 

       "Excelentíssimo e reverendíssimo Sr. Bispo

       Reverendo Pároco

       Cristãos desta nossa comunidade

 

       É com muita alegria, em preito de louvor e acção de graças, que queremos receber Vossa Excelência Reverendíssima, D. Jacinto, como Sucessor dos Apóstolos, como nosso Pastor e Guia, à frente da Diocese de Lamego, à qual pertencemos.

       Há 7 anos atrás, pudemos testemunhar as Sua presença e saborear as suas sábias palavras, no encontro com os grupos paroquiais, com as crianças da escola, na visita aos doentes aquando da Visita Pastoral e posteriormente na inauguração dos trabalhos realizados na Sacristia. A finalizar a Visita Pastoral, por motivos de saúde não se pôde deslocar a Távora, sendo enviado por Vossa Excelência Reverendíssima o então Vigário-Geral, Mons. Eduardo Russo, entretanto na Casa do Pai.

       Hoje está no meio de nós para nos confirmar na Fé, para connosco partilhar o que Lhe vai na alma, para testemunhar, com as suas palavras e com a sua vida, a comunhão a Jesus Cristo – esta vida nova que todos recebemos pela água e sobretudo pelo Espírito Santo, no dia do nosso baptismo. Preside à Eucaristia, como preside a toda a Diocese, para tornar mais sólida a nossa comunhão com a Igreja, para fortalecer a nossa fé, para celebrar festivamente o mistério da Morte e Ressurreição de Jesus, para nos incentivar à caridade, a fim de vivermos como comunidade de irmãos e irmãs em Jesus Cristo.

       Cada comunidade, e a nossa também, é constituída por pessoas, com sensibilidades diferentes, com diferentes qualidades e limitações, com muitos talentos que Deus nos dá, para vivermos em povo. Por vezes, porém, afastamo-nos da fé em Jesus Cristo e cada um caminha por si mesmo, seguindo as suas ideias e preocupações. Como cristãos, devemos e pudemos viver nos mesmos sentimentos de Cristo, alimentando-nos da Sua Palavra e dos Sacramentos que nos deixou, até à vida eterna. Desta forma, não estamos sós. Ele está no meio de nós, caminha connosco, dá-nos o auxílio da Sua graça e da Sua caridade.

       Pedimos ao Espírito Santo, cujos dons recebemos na celebração da Confirmação e que hoje, 10 jovens da nossa comunidade vão receber também, nos dê a humildade para escutarmos o que Jesus Cristo nos quer dizer na pessoa de Vossa Excelência Reverendíssima, nosso Bispo e Pastor, e nos conceda a sabedoria e a audácia para seguirmos com fidelidade e alegria os desígnios de Deus para nós e para a nossa comunidade paroquial.

       São João Baptista, nosso Padroeiro, ilumine a nossa conduta, a nossa vivência cristã, na opção pela verdade e por Deus e que nada nos afaste da fidelidade à Palavra de Deus, acolhida, vivida, amadurecida e celebrada em Igreja, na comunhão com o nosso Pároco e com o nosso Bispo, para assim vivermos em comunhão com toda a Igreja.

       São João Baptista, rogai por nós!"


04
Fev 11
publicado por mpgpadre, às 12:28link do post | comentar |  O que é?

       1 – O ano pastoral em marcha, com a dinâmica sinodal “Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal”, auscultando os sinais positivos na Sociedade e na Igreja, provoca a nossa reflexão sobre a vivência cristã no mundo em que vivemos, recolhendo tudo o que de bom existe e fazendo incidir a Luz do Espírito Santo em todas as dimensões da vida pessoal, familiar e social.

       Neste caminho, a presença no nosso Bispo, D. Jacinto Botelho, em Visita Pastoral a todo Concelho/Arciprestado de Tabuaço, torna-se um estímulo e uma oportunidade para reflectir e um desafio ao compromisso de todos os baptizados, potenciando as qualidades na vivência eclesial e no empenho, quanto possível, social, político, associativo.

 

       2 – Vários encontros e celebrações marcaram a Visita Pastoral a Tabuaço. Marcante o encontro com os grupos paroquiais/movimentos eclesiais, em que o senhor Bispo deixou palavras de agradecimento e incentivo.

       O Conselho Económico é como que uma extensão do pároco, tendo a missão de sensibilizar para as iniciativas pastorais, em estreita colaboração com o pároco, fazendo chegar, de forma mais informal, mais longe a mensagem.

       A catequese é um serviço fundamental em que o ensino há-de ser sobretudo testemunho de vida cristã.

       Os grupos corais, devendo zelar pelo bom gosto musical, têm uma missão peculiar de “dar louvor e glória a Deus”, com o seu canto, ajudando a comunidade celebrante a viver melhor a liturgia.

       As Zeladoras da Igreja e dos altares cuidam para que o ambiente bem preparado, a limpeza, a beleza da ornamentação, ajudem no louvor e glória de Deus. “Não há cargos mais ou menos importantes…”, todos juntos na missão de louvar e dar glória a Deus!

Leitores: um trabalho que implica muita atenção, “é preciso preparar sempre a leituras que se fazem… emprestamos a nossa voz, os nossos lábios, ao Senhor”… É preciso ler com cuidado, sem comer as palavras…

       Acólitos: estão num lugar de maior visibilidade, devem exercer o seu ministério com naturalidade e com dignidade.

       Escuteiros (Guias e Escuteiros da Europa) é um grupo extraordinariamente importante para a juventude…

       Ministros Extraordinários da Comunhão, elementos pertencentes à Santa Casa da Misericórdia, cristãos que integram vários grupos paroquiais, todos têm uma missão muito importante na vivência da fé e no testemunho de Jesus Cristo.

       Os agentes de pastoral numa comunidade são como uma locomotiva, põem a máquina em funcionamento. Sem locomotiva as carruagens ficam paradas.

 

       3 – Obviamente que o serviço em Igreja nem sempre é humanamente compensador, desde logo pela exposição às críticas de outros que ainda estão a descobrir que papel desenvolver para que a comunidade seja mais Jesus Cristo.

       Tal como a Igreja, em geral, também as pessoas empenhadas na pastoral da paróquia, partilham alegrias e tristezas, dificuldades e inquietações do tempo que passa...

       A este propósito, o Senhor Bispo sublinhou o voluntariado dentro das comunidades cristãs, agradecendo o trabalho dos vários grupos paroquiais, incentivando a “encarar as dificuldades não com desalento, mas com esperança”…

 


27
Jan 11
publicado por mpgpadre, às 15:07link do post | comentar |  O que é?

       Muitas são as formas das pessoas comunicarem entre si. Numa comunidade paroquial, o contacto humano é parte essencial, pessoa a pessoa, o encontro em celebrações, encontro, reuniões, em que a celebração da Eucaristia Diminical é incontornável. Mas ao serviço deste comunicação, podem ser usados outros instrumentos informativos e formativos.

       No caso da paróaquia de Tabuaço, há 15 anos, que o boletim paroquial Voz Jovem é um intrumento de informação e de refelxão ao serviço da pastoral, ao serviço da comunidade.

       Neste mês de janeiro de 2011, no boletim Voz Jovem destaca-se a dinâmica do Plano Pastoral, com a dinâmica sinodal proposta pela Conferência Episcopal Portuguesa, "Repensar a Patoral da Igreja em Portugal", destacando-se ainda a Visita Pastoral do nosso Bispo, D. Jacinto, como oportunidade para aprofundar a auscultação aos vários grupos paroquais. O boletim apresenta outros motivos de interesse, uma carta de Jesus, a todos nós, um pequena história sobre a existência de Deus, a participação de catequistas em encontro do Secretariado Diocesano da Catequese, a contabilidade paroquial do ano 2010, e outras informações para a comunidade.

       Leia nos formatos propostos...

 

       O boletim VOZ JOVEM pode ser lido a partir daqui e/ou fazendo o download nos formatos respectivos:


24
Dez 10
publicado por mpgpadre, às 10:41link do post | comentar |  O que é?

       “O próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel” (Is 7, 7-10).

       O nascimento de Jesus Cristo, para nós crentes cristãos, cumpre as promessas feitas por Deus ao povo da primeira Aliança, sobretudo através dos profetas de Israel.

       Como os Pastores de Belém, ouçamos o convite dos Anjos e cantemos “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”, para que o nosso canto de louvor nos ajude a acolher o mistério que nos vem do Céu. Deus em Jesus Cristo é Deus connosco, para que nesta proximidade física e espiritual nos tornemos verdadeiramente irmãos uns dos outros em Jesus Cristo, pelo perdão e caridade, pelo justiça e pela paz.

       A vivência do Natal não surge do nada!

       Com tanta distracção, tantos apelos, pode acontecer que celebremos o aniversário natalício de Jesus, sem que Ele esteja presente. Aniversário sem aniversariante. Daí que em Igreja venhamos a insistir com alguns gestos concretos para sublinhar a centralidade de Jesus, nas celebrações litúrgicas, em campanhas de solidariedade como, por exemplo, os Estandartes de Natal e 10 Milhões de Estrelas – um gesto pela paz, com sinais exteriores e com contributos para as pessoas mais carenciadas.

       Em Tabuaço temos o privilégio de em cada ano preparar o Natal com a novena e a solenidade em honra da nossa padroeira, a Imaculada Conceição. É um tempo de encontro, de aprofundamento da fé, de partilha do nosso ideário cristão, de convivência entre pessoas, de reflexão e de oração.

       Entre os dias 2 e 8 de Dezembro, a Visita Pastoral de D. Jacinto, com diversos encontros e celebrações, foi ocasião para nos deixarmos interpelar pela vivência alegre e comprometida com a Palavra de Deus.

       Com as entidades públicas, com diversos gestos de simpatia, palavras de incentivo, para que as funções se transformem em missão, numa atitude de serviço e de atenção às pessoas, em concreto.

       Em ambiente eclesial e litúrgico, a acentuação do trabalho realizado voluntária e gratuitamente, a humildade da conversão a Jesus Cristo, a generosidade no perdão, no diálogo e na tolerância, encarando “as dificuldades não com desalento mas com esperança”, para que a alegria da fé nos aproxime uns dos outros…


10
Dez 10
publicado por mpgpadre, às 17:50link do post | comentar |  O que é?

       A Solenidade da Imaculada Conceição é, sem dúvida, a festa das festas na nossa paróquia de Tabuaço. Precedida de uma novena de prepação, que funciona como retiro aberto, prepara também a celebração do Natal. Em 2010, a novena e a festa da padroeira ficaram enriquecidas com a presença de D. Jacinto, Bispo de Lamego, entre os dias 2 e 8 de Dezembro, em Visita Pastoral.

       Veja em formato de diaporama/vídeo alguns dos momentos da Visita Pastoral, das diversas celebrações, da Solenidade da Imaculada Conceição e da Procissão, acompanhada com a belíssima música do grupo Laetare: 


08
Dez 10
publicado por mpgpadre, às 15:06link do post | comentar |  O que é?

       A Imaculada Conceição é um dos privilégios com que Deus adornou Nossa Senhora: “ter sido imune de toda a mancha de pecado original no primeiro instante da Sua Conceição, por uma singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano”. Queremos todos, paroquianos desta comunidade que a tem como padroeira, de modo consciente e agradecido, ser a ressonância e o eco da saudação que o Arcanjo Gabriel trouxe do Céu à Virgem de Nazaré Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco.

       É flagrante o contraste do comportamento das duas mulheres que a leitura do Génesis e do Evangelho, escolhidas pela liturgia para esta solenidade, tão expressivamente evidenciam. A disponibilidade da Virgem – eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra - redime a desobediência de Eva. Ela é a nova Eva que Deus pôs defronte ao novo Adão-Cristo, como nos ensinou João Paulo II. Como a nova Eva A cantaram os Padres da Igreja, cujos textos a Liturgia oferece à nossa meditação. Recordemos aquele belíssimo de São Ireneu: “Enquanto Eva seduzida pela mensagem de um anjo desobedeceu à Palavra divina e se afasta de Deus, Maria, ao contrário, guiada pela anunciação de outro anjo, obedeceu à palavra divina e mereceu trazer a Deus no Seu seio. Aquela, portanto, deixou-se seduzir para não obedecer a Deus, e esta deixou-se persuadir a obedecer-lhe. Deste modo a Virgem Maria tornou-se a advogada da Virgem Eva”.

       E que lucro auferiu o homem com a desobediência original? Diz-no-lo também a leitura do Génesis. Foi o fim da felicidade querida por Deus e desfrutada até então, e a consciência clarividente de todas as limitações. É a nudez absoluta, com todo o realismo da expressão, a evidência do desequilíbrio, mas pior, é o medo, a angústia, a desconfiança. Adão sente-se miserável, despido e inseguro, e o medo é o sentimento frustrante que o invade e confessa a Deus que o procura e interroga. Tive medo. É a condição duma humanidade decaída que se sente completamente perdida, baralhada, que se esconde incapaz de encontrar-se com Deus, mas igualmente incapaz de encontrar-se consigo e com os demais. E, para cúmulo, não assume responsabilidades. Foi a mulher, foi a serpente, e a culpa vai passando para outro que não eu. Não será este o panorama que experimentamos à nossa volta e a que nos habituamos já a relacionar irreflectidamente com a crise?

       E a resposta de Deus qual é? É o próprio Deus que vem ao encontro do homem, que o procura, impelido pelo Seu coração de Pai como nos recordava o Servo de Deus, João Paulo II. A Encarnação de Jesus, o Filho do Homem, testemunha que Deus procura o homem. É uma busca que nasce no íntimo de Deus e tem o seu ponto culminante na Encarnação do Verbo. Consequentemente a mensagem de Deus tão insistentemente repetida por Jesus é a recomendação que não tenhamos medo. Não tenhais medo. A mesma palavra pronunciada pelo Anjo da Anunciação é o prenúncio da complacente misericórdia do Pai em relação aos homens e a confirmação da plenitude dos tempos.

       A solenidade da Imaculada Conceição é a prova irrefutável da vitória da Graça sobre o pecado, é certeza de que Deus está do nosso lado, de que Deus amou de tal modo o mundo que lhe enviou o Seu próprio Filho para nos revelar o Seu mistério que é mistério de amor. “A Redenção permeia toda a história do homem” e concretiza o admirável desígnio de Deus explanado na por São Paulo na Carta aos Efésios. A Nossa Senhora podem aplicar-se com toda a propriedade essas palavras. Em Cristo, Ela foi escolhida antes da criação do mundo para ser santa e irrepreensível, em caridade na Sua presença, para ser um hino de louvor da Sua glória. Talvez aqui possamos fundamentar a confidência de João Paulo II, reportando-se ao momento da eleição para o Sumo Pontificado: “Enquanto entrava nos problemas da Igreja universal com a eleição para Papa, trazia comigo esta convicção: nesta dimensão universal a vitória será trazida sempre por Maria. Cristo vencerá por meio d’Ela, porque Ele quer que as vitórias da Igreja no mundo contemporâneo e no mundo futuro estejam unidas a Ela”. Esta presença maternal há-de contribuir para que na consciência de cada um, neste tempo de tanta insegurança e de tanto desânimo, se revigore a certeza de que existe alguém que tem nas mãos o destino do mundo que passa; alguém que tem as chaves da morte e dos abismos; alguém que é o Alfa e o Ómega da História, tanto colectiva como individual. E este alguém é Amor, entre os homens; Amor fonte inesgotável de comunhão. Só Ele é a plena garantia das palavras: não tenhais medo. As palavras não foram ditas para anular aquilo que é penosamente exigente, mas para confirmar toda a verdade do Evangelho e todas as exigências nele contidas, assegurando-nos o Senhor a Sua muito particular intervenção, quando a experiência das nossas limitações nos inibe, porque a Deus nada é impossível.

 + Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, Bispo de Lamego

Visita Pastoral à paróquia de Tabuaço


27
Nov 10
publicado por mpgpadre, às 10:34link do post | comentar |  O que é?

      1 – Aproxima-se a celebração festiva da Imaculada Conceição, Padroeira de Tabuaço, Madrinha dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço, Padroeira e Rainha de Portugal.

       Como em muitas paróquias, a festa da Padroeira é a mais significativa e mobilizadora, pelo menos religiosamente. E tem que ser. Quando uma paróquia, uma comunidade, um movimento, escolhe um patrono, fá-lo por reconhecer nele um testemunho, um exemplo a seguir e, no campo religioso, Alguém que interceda junto de Deus.

       Quando o Rei português coroou Nossa Senhora da Conceição, em 1646, como Rainha de Portugal, fê-lo por acreditar que Nossa Senhora tinha protegido o país, fê-lo para que Ela fosse venerada, honrada, como Rainha, para que os portugueses a Ela pudessem recorrer e pudessem imitá-la na prossecução do bem.

       O centro da vida cristã é Jesus Cristo, no Seu mistério pascal, morte e ressurreição. Consequentemente a festividade mais importante dos cristãos e da Igreja é a Páscoa. À luz da ressurreição, os acontecimentos que dizem respeito a Jesus, nomeadamente a Encarnação/Nascimento. A envolvência de Nossa Senhora na Liturgia católica sempre teve grande relevância e maior acolhimento por parte dos fiéis.

       Como Mãe de Jesus e Mãe da Igreja sentimo-la mais perto de nós, das nossas preocupações e projectos. E, por outro lado, evocando o episódio das Bodas de Canaã, o Filho não recusa a intercessão da Mãe. Ela sabe que é Deus Quem tudo realiza e através de Quem tudo acontece. O próprio Jesus, na Cruz, no-la dá como Mãe, para que Ela permaneça sempre próxima de nós. E, por sua vez, Maria não cessa de dizer-nos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

       A nossa comunidade vive intensamente os dias dedicados a Nossa Senhora da Conceição, tanto a novena como o dia da festa. Mais do que o tempo pascal ou o tempo de Natal. Porém, ao voltarmo-nos para Maria, voltamos também, com Ela, o nosso olhar e o nosso coração para o Seu Filho Jesus.

       2 – Tal como no ano de 2003, há 7 anos, também nesta ocasião, teremos connosco o Sr. Bispo, D. Jacinto Botelho, em Visita Pastoral.

       Como paróquia, pertencemos à Diocese de Lamego. À frente de cada Diocese, o Bispo; no nosso caso e desde o ano de 2000, é o Sr. D. Jacinto, natural de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira.

       É a Visita do Pastor a uma das suas comunidades paroquiais. Ele é o responsável por toda a Diocese. É o Sr. Bispo que provem ao “pastoreio” das diversas comunidades. A sua vinda é uma oportunidade para sentir o pulsar da nossa vivência cristã, para connosco aprofundar a fé em Jesus Cristo, para balizar a nossa inserção na Igreja católica, para sublinhar o que de bom se faz, para colocar novos desafios, deixando sugestões/interpelações.

       Ao longo de 10 anos, D. Jacinto esteve entre nós, em momentos diferentes e com motivações diversas: 18 de Março de 2002, Comunhão Pascal da Escola, na Igreja Paroquial; 1 de Maio de 2002, celebração do Crisma, com 106 pessoas, no Pavilhão Municipal; em 2003, a Visita Pastoral, com a celebração do Crisma; 1 de Abril de 2004, Comunhão Pascal da Escola, na Igreja Paroquial; 17 de Março de 2005, Comunhão Pascal da Escola, na Igreja Paroquial; 1 de Julho de 2006, Celebração do Crisma; 10 de Maio de 2008, bênção e inauguração do Centro Paroquial, e, no mesmo ano, em 8 de Junho, celebração do Crisma; 20 de Junho de 2009, para participar na VI Assembleia Diocesana da Família e presidir à Eucaristia de encerramento, e 31 de Outubro de 2009, no espaço físico da paróquia, para a bênção das Piscinas Municipais e Biblioteca Municipal.

 

       3 – A Visita Pastoral do nosso Bispo, que nos confirma na Fé católica e apostólica, há-de mobilizar-nos para vivermos mais intensamente a novena e a festa de Nossa Senhora da Conceição, aprofundando as razões da nossa esperança, orientando-nos para a prática caritativa, na imitação da nossa Padroeira, nossa Mãe e Rainha.


17
Fev 10
publicado por mpgpadre, às 11:59link do post | comentar |  O que é?
       Iniciamos hoje, Quarta-feira de Cinzas, o longo Retiro que todos os anos a Igreja nos proporciona. Percorremos o tempo favorável e de salvação da Quaresma, para que “pela oração mais intensa, pela caridade mais diligente, participando nos mistérios da renovação cristã”, cheguemos, revigorados e confirmados na fé, à Páscoa do Senhor.

       Em Ano Sacerdotal, preparando já a Visita do Santo Padre e com os olhos no Santo Cura de Ars, referência e modelo que nos é proposto, ponhamos na celebração do Sacramento da Penitência, particular solicitude pastoral. Seja, para nós sacerdotes, a Confissão Sacramental, séria e cuidadosamente preparada, determinante da conversão a que todos somos chamados e meio privilegiadíssimo da renovação espiritual das nossas comunidades.

       Comungaremos assim os sentimentos da mensagem que Bento XVI nos envia para esta Quaresma. Partindo da afirmação de S. Paulo: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo, o Santo Padre reflecte sobre a justiça que implica, como a define o direito romano, “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum; e, iluminado pela Palavra do Senhor do Evangelho de S. Marcos sobre o que torna o homem impuro, detém-se no desenvolvimento do seu significado o qual, segundo o pensamento do Papa, é o resultado da troca consciente e exigente do meu, marcado pela limitação e pelo pecado do homem velho, expressão da minha indigência e auto-suficiência, pelo seu, que me é dado gratuitamente - a riqueza da Graça que me regenera como nova criatura e me aproxima do projecto de Deus ao criar-me à Sua imagem e semelhança. Diz o Santo Padre: “Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia”, os quais portanto iremos celebrar e viver com especial fervor e devoção.

       A prática das Quarenta Horas, tradicional em várias paróquias que a vivem com tanta intensidade, e os tempos de Adoração ao Santíssimo Sacramento, por altura da celebração das Confissões Quaresmais nas comunidades, seguindo a orientação proposta no Plano de Pastoral para a Diocese, muito contribuirão para o cumprimento daquela recomendação que nos faz o Santo Padre.

       Não esqueceremos a partilha fraterna, através duma caridade mais diligente, como rezamos na Liturgia, e que autentica o nosso testemunho de cristãos. Fomos certamente já muito generosos para com os nossos irmãos do Haiti, vítimas da tragédia que está longe de ultrapassar-se; e continuaremos a sê-lo, porque o destino da renúncia quaresmal deste ano é precisamente este, como pareceu bem no último Conselho de Arciprestes.

       Concluo com os votos de Sua Santidade na referida mensagem e que me atrevo a formular também como meus: “ A Quaresma culmina no tempo Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo que veio para realizar a justiça.”


Lamego, 17 de Fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, de 2010.

+ Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, bispo de Lamego

(Mensagem em formato PDF)


18
Dez 09
publicado por mpgpadre, às 09:36link do post | comentar |  O que é?

       A mensagem do nosso Bispo, D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho está disponível em vários formatos, no jornal diocesano, Voz de Lamego, em vídeo no Youtube, na página da Diocese de Lamego. Pode ouvir e escutar abaixo:


16
Out 09
publicado por mpgpadre, às 15:34link do post | comentar |  O que é?

       Já lá vão alguns anos, mas foi um dia grande para a Igreja e para a humanidade, o cardeal Karol Wojtyla foi eleito Bispo de Roam, Papa para a Igreja. Vem de uma país comunista para quebrar as barreiras do comunismo, valorizando o ser humano em todas as condições.

       Vem, como ele diz nas primeiras palavras como Papa, de um país distante, mas próximo na fé e na tradição cristã.


12
Out 09
publicado por mpgpadre, às 12:12link do post | comentar |  O que é?

Reveja parte da homilia do nosso Bispo, no dia 4 de Outubro, na Ordenação de 5 novos diáconos.

 

 


15
Jul 09
publicado por mpgpadre, às 14:24link do post | comentar |  O que é?

 

 


13
Jul 09
publicado por mpgpadre, às 15:35link do post | comentar |  O que é?

Parte da Homilia do Sr. Bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho, na ordenação do Pe. Ponciano e do Pe. Miguel. Podem ver-se outras partes da homilia da página da Diocese no Youtube.


11
Jul 09
publicado por mpgpadre, às 12:30link do post | comentar |  O que é?

       Hoje, na Sé Catedral de Lamego, pelas 16 horas, o Sr. Bispo, D. Jacinto Botelho, ordenará dois novos sacerdotes para a Igreja: Miguel dos Patrício Peixoto, natural da cidade de Foz Côa, e Ponciano Joaquim Batista dos Santos, natural de Valença do Douro, concelho de Tabuaço.

       Como refere o Sr. Vigário Geral, na página oficial da Diocese de Lamego, "a ordenação de novos sacerdotes é sempre motivo de júbilo e de acção de graças. O presbitério ficará mais rico, a Diocese poderá ser melhor servida. Vamos ajudar os dois novos ordinandos com a nossa oração e vamos apoiá-los com o carinho da nossa presença".

       Para o Arciprestado de Tabuaço, a ordenação do Ponciano é uma bênção. O último sacerdote ordenado deste Arciprestado foi o Pe. Mário, natural de Cabriz, paulino. É naturalmente uma alegria e daí que a população de Valença do Douro está em grande número na Ordenaçção, mas também muitas pessoas da paróquia de Tabuaço estarão em oração e em presença.

       Em 1998 e 1999, encontrava, na altura como Diácono, no meu estágio pastoral, integrando a Equipa Formadora, no Seminário Menor de Resende, os dois jovens, então seminaristas. O Diácono Ponciano, fez também o seu estágio no Seminário Menor de Resende.


27
Jun 09
publicado por mpgpadre, às 15:42link do post | comentar |  O que é?

Há já alguns anos, a Sexta-Feira da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é dia mundial de oração pelos sacerdotes. A ocorrência do 150º aniversário do falecimento do Santo Cura d’Ars, S. João Maria Vianney, motivou Sua Santidade Bento XVI a promulgar um Ano Sacerdotal com início em 19 de Junho de 2009, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, e a terminar no dia da mesma Solenidade em 2010.

É um ano de intensa vida interior para os sacerdotes: bispos e presbíteros e igualmente para os leigos.

Subordinado ao propósito escolhido pelo Santo Padre, Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote, trata-se, na expressão do Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Hummes, dum “evento não espectacular, mas que desejaríamos que fosse vivido sobretudo como renovação interior na redescoberta da própria identidade, da fraternidade do próprio presbitério e da relação sacramental com o próprio Bispo”.

A referência modelar será o Santo Cura d’Ars, e a primeira lição a aprender é “a sua total identificação com o ministério”, como recomenda Bento XVI na maravilhosa Carta que nos enviou na abertura do Ano Sacerdotal, salientando as grandes virtudes pastorais de S. João Maria Vianney.

 

Sua Santidade introduz o laicado nesta vivência, partindo do comportamento do Cura d’Ars: “ O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram para os levar todos à unidade”.

 

O Ano Sacerdotal será privilegiada oportunidade para recordarmos grandes testemunhos de sacerdotes que nos marcaram e dedicaram generosamente toda a existência ao ministério, como faz Sua Santidade na Carta referida, lembrando o pároco com quem inicia o seu ministério de jovem padre, e que encontrou a morte quando levava o sagrado viático a um doente grave.

 

Todos os sacerdotes falecidos vão ser também alvo da nossa atenção e da nossa solidariedade, através da riqueza das indulgências concedidas e que a eles podemos aplicar.

 

Concluo com as palavras de Bento XVI: “Possa o exemplo de S. João Maria Vianney suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos, que é tão necessário hoje, como o foi sempre. […] A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.”

 

+ Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo de Lamego

 

Fonte: www.diocese-lamego.pt


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