...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
05
Nov 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – É mais fácil acreditar em Deus que na vida eterna. A sensibilidade popular professa a fé num Deus bom, generoso, que protege e abençoa. Quando se fala na vida além da morte ou na ressurreição já se colocam mais interrogações. Ninguém veio do outro lado dizer-nos como é, só sabemos até ao momento da morte! Cá se fazem, cá se pagam! O bem e o mal serão retribuíveis durante a existência terrena... mesmo que saibamos de tantas injustiças das quais os prejudicados nunca foram ressarcidos nem os fautores foram penalizados! O cemitério como última morada! Todos temos um destino comum: a terra…

Augusto Cury, célebre psiquiatra brasileiro, ao investigar a inteligência humana, chega à conclusão que seria um absurdo que tudo acabasse com a morte, seria em vão todo o esforço feito por melhorar a vida das pessoas, a sabedoria acumulada, as descobertas, a própria inteligência que exige e luta pela eternidade. Ateu, através das suas investigações, chega à conclusão que a identidade da pessoa há de sobreviver à morte biológica, garantindo que a identidade de cada um não se perde para sempre. Assim se torna crente. A fé em Deus é decorrente da exigência da identidade sobreviver ao tempo e à história.

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2 – Escutemos o Evangelho. Logo de entrada o evangelista fala nos saduceus que se aproximam de Jesus, dizendo que eles não acreditam na ressurreição. São religiosos, frequentam o Templo, vivem as exigências da Lei judaica, mas não acreditam que haja vida além da vida temporal.

Recorrendo aos ensinamentos de Moisés, os saduceus transportam para a eternidade as mesmas vivências e tradições. Segundo a Lei, pelo casamento se garantia a linhagem familiar. Se o homem morresse sem descendência, os irmãos assumiam o encargo de lhe dar descendência desposando a mulher (ou seja, a cunhada) até que gerasse um filho. Neste exemplo, todos os irmãos a desposaram, mas nenhum lhe deu descendência. Havendo continuidade material-histórica na eternidade, com quem ficava a mulher?

A resposta de Jesus é clarificadora: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

A ressurreição dos mortos é agrafada à fé em Deus, pois para Ele todos estão vivos.


Textos para a Eucaristia (C): 2 Mac 7, 1-2. 9-14; Sal 16 (17); 2 Tes 2, 16 – 3, 5; Lc 20, 27-38.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


08
Jan 16
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

AUGUSTO CURY (2014). Treinar as emoções para ser feliz. Alfragide: Lua de Papel. 168 páginas.

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       A TIM - Teoria da Inteligência Multifocal é uma das teses estudadas ao longo de anos e de milhares de páginas por Augusto Cury. Não se trata apenas de uma teoria ao lado de outras para estudiosos testarem, refutarem, compararem. Trata-se de uma opção psicoterapéutica para ajudar pessoas, famílias, escolas, projetos educativos, líderes...

       Para qualquer um de nós seria muito difícil pegar num livro de 3 mil páginas e tentar acompanhar o texto, os passos, o conteúdo. Por certo, só o tamanho já seria suficiente para desmobilizar muitos de nós. O autor, através de diversos artigos, livros, tem procurado tornar mais acessível a teoria, com os diferentes enfoques, utilizando uma linguagem mais simples, com exemplos, muito exemplos, com os quais nos podemos identificar, ou pelo menos, dos quais poderemos tirar ilações para as nossas dificuldades.

       Neste livro, Augusto Cury desafia-nos a cuidar das nossas emoções, que são por demais importantes para a nossa vida, mas que devem ser doseadas com a nossa inteligência, com a nossa razão. Podemos e deveremos duvidar das impossibilidades da nossa vida, criticar os pensamentos e as emoções negativas, e escolhermos viver positivamente, determinando ser autores da nossa história e não meros observadores (DCD - duvidar, criticar, determinar).

       O ser humano é um mistério. Nem a nós nos conhecemos bem quanto mais àqueles que nos são mais próximos. A nossa mente regista todas as informações (RAM - Registo automático da memória), mas sobretudo os momentos mais tensos da nossa vida, os mais significativos. A memória não poderá ser apagada, como quando queremos apagar dados de um computador, mas podemos reeditar as memórias, optando pela vida, pela luta, deixando-nos ajudar pelos outros. O subtítulo ajuda-nos a perceber o conteúdo deste livro: "Não procure a felicidade no mundo lá fora. Ela está dentro de si".

       Cada um de nós é um vencedor. Vencedor na maior das batalhas, a batalha pela vida. Outrora, ainda não tínhamos consciência, nem pensávamos, e lutamos, contra milhões de outros idênticos a nós, prosseguimos a maior das viagens, sem muitos meios. Claro que houve um conjunto de fatores que concorreram para chegarmos ao destino. O espermatozóide que fomos prosseguiu corajosamente até perfurar o óvulo, a outra metade de nós e da qual dependemos para viver. Os fatores que concorreram, outros que foram forçando o óvulo, até que cedeu connosco.

       Vejam-se os oito capítulos em que se divide o livro e que fazem referência direta ao início da vida, à fecundação, mas também ao Mestre dos Mestres, Mestre da Vida, Mestre da Sensibilidade, Mestre do Amor, Mestre da Emoção, Jesus Cristo:

 

  1. Você venceu o maior concurso da história
  2. Você foi o maior nadador da história
  3. Você foi o maior alpinista da história
  4. Você viveu o maior romance da história
  5. O mais excelente mestre da emoção
  6. O treino da emoção do Mestre dos mestres
  7. A corrida pela vida o grande encontro
  8. Você é insubstituível: um ser único no universo

       Umas das obras de referência de Augusto Cury é sobre a inteligência de Jesus Cristo. A análise parte de uma perspetiva psicológica, pedagógica, e não do ponto de vista religioso e divide-se em 5 volumes: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre do Amor, O Mestre Inesquecível, O Mestre da Vida. Jesus tinha tudo para ser uma pessoa ansiosa, stressada, derrotista. Desde as condições em que nasceu às dificuldades que teve que enfrentar ao longo da vida. Quando se aproxima a morte, no Horto das Oliveiras, a ansiedade é tão grande que se dá com ele uma fenómeno muito raro: suor com gotículas de sangue. Mas logo desperta os seus discípulos, fala-lhes do que está a sentir, sem medo, sem se esconder numa suposta supremacia.

"O mestre da emoção andou com o seu traidor, Judas, por muito tempo e, embora tivesse consciência da sua traição, não o baniu do convívio do seus discípulos. Previu que Pedro iria negá-lo de maneira dramática e não fez nada para impedi-lo. Que homem é este que não desiste nem de um traidor e que suporta ser negado com paciência? ... Ele sabia navegar e ser livre nas águas da emoção!"

       Este é mais um contributo de Augusto Cury para que nunca desistamos da vida. Já fomos os melhores alpinistas, os maiores nadadores da história, já vivemos o maior romance da história, então não desistamos agora ou no momento em que a nossa vida pareça desfeita.


06
Jan 16
publicado por mpgpadre, às 10:30link do post | comentar |  O que é?

AUGUSTO CURY (2015). Ansiedade. Como enfrentar o mal do século. Lisboa: Pergaminho. 160 páginas.

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       Augusto Cury tornou-se um escritor de renome, que lhe vem da formulação de algumas teorias em psicologia e psiquiatria. Durante 17 anos estudou e produziu um nova teoria: Inteligência Multifocal (TIM), escrevendo milhares de páginas. A tese inicial tinha mais de 3 páginas. Para conseguir que publicassem o seu trabalho teve de batalhar muito. Ao longo do tempo têm vindo a público diversas publicações, que partem daquela teoria, exemplificam-na, tornam-na explícita e acessível a todos.

       Este livro coloca em evidência o SPA - Síndrome do Pensamento Acelerado. Pensar faz bem. Não temos forma de parar o pensamento. É o maior centro de lazer do ser humano. No entanto pensar demasiado é prejudicial à saúde mental e, consequentemente, à pessoa.

        Temos muita informação, mas não somos mais felizes. A ciência e a tecnologia permite-nos resolver muitos problemas mas não têm acrescentado muita qualidade à nossa vida emocional, afetiva. A esperança média de vida é muito mais elevada, mas começamos a morrer muito antes, a envelhecer, ficando pessimistas, agressivos, doentes. E com um forte poder da mente, o surgimento de doenças corporais. O corpo e a mente estão interligadas. Somos psicossomáticos.

       Um dos males maiores do nosso tempo, segundo Augusto Cury, é o SPA, a ansiedade. Não estamos satisfeitos com nada. Pensamos em demasia, fazemos luto antes do tempo, andamos demasiado ocupados e preocupados, não temos tempo para apreciar a vida, a beleza à nossa volta, trabalhamos muitas horas que nem temos tempo para as pessoas que nos são queridas.

       Lembra-nos o autor, que a nossa mente regista milhares de informações, num fenómeno que chama de RAM (Registo automático da memória). Num computador podemos apagar o que não nos interessa, na nossa mente não, não podemos apagar partes da memória, quando muito podemos reeditar as memórias. Com efeito, a memória regista privilegiadamente os acontecimentos, momentos, mais significativos, positivos ou negativos. Se não fizermos a crítica aos nossos pensamentos, se não duvidamos do nosso pessimismo, então poderemos viver num campo minado de emoções.

       Outro dos termos utilizados por Augusto Cury, as janelas killer, pensamentos assassinos. Um clique e disparamos, por vezes sem saber bem porquê. Vem uma lembrança e caímos derrotados, antecipando problemas ou criando-os, deixando-nos abater por uma crítica ou uma derrota. O desafio do autor é a que façamos higiene mental através da técnica de DCD - duvide, critique, determine... Duvide da sua incapacidade, critique os seus pensamentos sobretudo os que são negativos. Seja determinado em promover pensamentos e decisões positivas.

 

Algumas expressões do autor neste livro:

"Quem não estiver preparado para perder o trivial não é digno de conquistar o essencial. E, se formos amigos da sabedoria, descobriremos que o essencial são as pessoas que amamos... " (p 7).

"O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra todo e qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional" (pp 10-11).

"Tudo o que mais detestamos ou rejeitamos será registado com maior poder, formando janelas traumáticas, que denomino killer. Se o leitor detesta alguém, tenha a certeza de que essa pessoa dormirá consigo e estragará o seu sono" (p 27).

"A loucura e a racionalidade são mais próximas uma da outra do que imaginamos. Por isso, uma pessoa inteligente jamais discrimina ou diminui os outros" (p 30).

"Quem vence sem riscos triunfa sem dignidade" (p 33).

"Quem vence sem dificuldade triunfa sem grandeza" (p 86).

"Quem vence sem crises e acidentes vence sem glória" (p 144).

"Não há céu sem tempestade" (p 40).

"Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como hipótese de recomeçar" (p 45).

"A maturidade psíquica não exige que sejamos heróis, mas seres humanos com uma humildade inteligente, capazes de reconhecer a nossa pequenez e imaturidade e de construir uma nova estratégia, uma plataforma de janelas saudáveis, um novo «bairro» na nossa memória. O heroísmo deve ser enterrado" (p 61).

"Pais que querem ensinar os seus filhos a ser pacientes quando eles são impulsivos... o exemplo grita mais do que as palavras... quem trai as suas palavras com as suas ações precisa de aumentar o tom de voz e exercer pressão para ser ouvido. É, portanto, um péssimo líder. Devemos plantar janelas light para contribuir para a formação de mentes livres e de emoções saudáveis" (p 68-69).

"É fundamental que os pais não deem presentes e roupas em excesso aos filhos nem os coloquem em múltiplas atividades. É igualmente fundamental que conquistem o território da emoção deles e saibam transferir o capital das suas experiências, ou seja, que lhes deem o que o dinheiro não pode comprar. Não deixá-los o dia inteiro ligados às redes sociais e a usar smartphones. A utilização ansiosa destes aparelhos pode causar dependência psicológica como algumas drogas..." (p 110).

"Um Eu saudável e inteligente percebe que todos os seres humanos são igualmente complexos no processo de construção de pensamentos, embora essa construção implique diferentes manifestações culturais, velocidade de raciocínio, coerência e sensibilidade (p 84).

"O Eu gestor faz uma higiene mental diária: duvida dos pensamento perturbadores, critica as falsas crenças e determina ou decide estrategicamente aonde quer chegar; portanto, usa a técnica do duvidar, criticar e determinar (DCD)" (p 86).

"Duvidar de tudo o que nos aprisiona, criticar cada pensamento que nos fere e determinar estrategicamente aonde queremos chegar quanto à nossa qualidade de vida e relações sociais são tarefas fundamentais do Eu" (p 136).

"Quem exige demasiado de si retira o oxigénio da própria liberdade, asfixia a sua criatividade e, o que é pior, estimula o registo automático da memória produzir janelas killer sempre que falha, tropeça, claudica ou não corresponde às suas altíssimas expectativas" (p 92)

"Quem faz muito do pouco é muito mais estável e saudável do que quem precisa de muito para sentir migalhas de prazer" (p 92).

"A imaturidade emocional acompanha algumas necessidades neuróticas: de poder, de estar sempre certo, de não saber lidar com os limites, de controlar os outros, de querer tudo rapidamente e de ser o centro das atenções sociais" (p 122).

"Quem não luta pelos seus sonhos e quer tudo rapidamente será uma eterna criança" (p 123).

"Só os amigos nos traem; os inimigos dececionam-nos. Só as pessoas a quem nos damos nos podem ferir tanto" (p 145).

Outros livros que já sugerimos anteriormente (clique sobre o título):


04
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

AUGUSTO CURY, O Semeador de Ideias. Planeta. Lisboa 2011.

       Mais um livro e mais uma sugestão de uma obra de Augusto Cury. Para quem conhece é fácil gostar das variadas propostas que o famoso psiquiatra brasileiro nos faz. Partindo dos princípios que originaram o seu esforço por cuidar da mente das pessoas, da sua saúde, da abertura ao transcendente, de diálogo entre pessoas, povos, culturas, raças, religiões, no respeito e integração das diferenças.

       Cada pessoa é um mundo, complexo, multicolor. Numa situação diferente pessoas diferentes reagem de maneira diferente. A mesma pessoa poderá reagir de formas variadas a situações semelhantes. A mente humana registas milhares de informações, palavras, imagens, de forma privilegiada situações muito positivas ou muito negativas. Não se apagam. Não somos computadores. A qualquer momento podemos explodir se a nossa mente estiver poluída com muitas situações dramáticas. Por vezes pensamos conhecer uma pessoa, e somos surpreendidos pela sua reação. Passa-nos ao lado.

       Usando como estilo o romance, torna-se mais vívido e de mais fácil compreensão os seus ensinamentos sobre a mente humana, a necessidade de criticar os pensamentos negativos, não deixando que sejam deuses que nos controlam. Assumindo as perdas, integrando-as na nossa história.

       Neste romance, na lógica do Vendedor de Sonhos - nos vários livros entrelaçam-se as personagens, umas provocam as outras, e fazem-nas mudar o rumo da sua vida - o Mestre é um empresário de sucesso que perdeu a família num acidente aéreo. Há de descobrir que o acidente foi encomendado, consequência da ganância. A sua vida nunca mais será a mesma. Tinha tudo. Tudo o que não não vale nada comparado com o que perdeu, a esposa e os dois filhos. Torna-se maltrapilho e vai surpreender os antigos colaboradores, e num meio globalizado pelos media corre veloz a notícia que um dos mais ricos homens da terra, enlouqueceu, morreu, reapareceu.

       Mais uma leitura empolgante, envolvente, escrita ao correr da pena (escorreita), leve, agradável, que nos prende. E, acima de tudo, pode ser uma excelente ferramenta para melhorar a qualidade da nossa vida, da nossa mente, da nossa saúde psíquica e consequentemente de todo o nosso ser.


03
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

        Para os leitores habituais de Augusto Cury - psiquiatra, psicoterapeuta, investigador na área da psicologia, escrito - recomendar uma leitura é muito fácil.

        São muitos os conceitos que o autor apresenta, diversas as teorias, os pensamentos, as convicções, de um homem que descobriu a fé como último estágio dos seus estudos, dúvidas e hesitações. Estudioso e como muitos outros, pensou que a ciência resolveria as suas dúvidas. Mas quanto mais estudou mais claro se tornou que só a abertura a Deus, ao espiritual, ao Infinito, seria possível dar sentido à vida atual, sem correr o risco de se fixar entre o nascimento e o drama da morte.

        Ler um livro de ciência, ainda que no campo da psiquiatria e/ou da psicologia, precisa de muita motivação. Por conseguinte, Augusto Cury facilita-nos a compreensão dos princípios que norteiam os seus estudos, e também a sua atividade como psicoterapeuta, ao romancear, com simplicidade e muito engenho, as suas "teorias"...

 

O VENDEDOR DE SONHOS - o chamamento, editado por Livros d'Hoje, Alfragide, 2008, 

 

é um romance repleto de dramas, histórias, descobertas, encontros, revoluções. Em jeito de romance, o autor mostra o caminho da libertação interior, provocando as pérolas que há em nós, criticando os pensamentos negativos, promovendo as ideias positivas. Todos somos capazes. Só quem se intitula como Deus não pode mudar, por é imutável. Uma pessoa doente é antes de mais uma pessoa que está doente. É passageiro. Há que eliminar da nossa mente, do nosso coração, todo o lixo que armazenamos nos afetos e emoções que nos fizeram prisioneiros da desgraça.

 

Na contracapa faz-se a seguinte apresentação:

        "Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. De seguida, espalha a mensagem que a sociedade moderna se tornou um manicómio global. O seu discurso fresco e irreverente conquista as pessoas, habituadas a frases feitas e ao «politicamente correto», ao mesmo tempo que as assusta. O que pensar de um estranho com ar de pedinte que fala da importância de vender sonhos ao ser humano? Uma ideia maravilhosa, mas invulgar... Numa época em que nos habituamos ao ritmo e às exigências desmesuradas de um relógio que não pára, libertarmo-nos das grilhetas da rotina e recuperarmos a consciência do que é, de facto, importante nesta vida pode ser assustador. Mas é fundamental"


02
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Mais uma leitura de Augusto Cury, mais um romance cheio de vida, montra de muitas estórias e de muitos dramas, de convulsões e de curas, revolucionando a mente, criticando os sentimentos e as ideias killer, que nos destroem constantemente, para recomeçar cada dia uma vida nova, com confiança, anulando a ditadura do pessimismo, da desconfiança, das incapcidades.

 

SAGA DE UM PENSADOR. O Futuro da Humanidade, Editora Pergaminho, Lisboa 2011.

 

       Marco Polo herda o nome do célebre descobridor/aventureiro italiano, que partiu pelo mundo, de Veneza, com 17 anos, numa viagem que duraria 24 anos. Admirável e ousado aventureiro, destemido, enfrenta tormentas, incertezas, dificuldades, navegou mares e rios, caminhou pelos desertos e por montanha, descobrindo um mundo fascinante.

       Rodolfo, admirador confesso de Marco Polo, coloca o mesmo nome ao seu filho, para que também este se torne aventureiro e corajoso. E Marco Polo, o atual, faz jus ao nome. Torna-se um grande revolucionário, desbravando mundos nunca antes conhecidos, o mundo das ideias, da mente, dos afetos e dos sentimentos, ousando devolver às pessoas a história das suas vidas.

       O primeiro incidente que nos é relatado deixa antever os dramas futuros. Numa sala de anatomia, Marco Polo interroga o professor e os colegas dizendo que aqueles corpos não são anónimos, devem ter uma história para contar. Seria bom saber o nome e a história de cada um.

       Não satisfeito com o saber feito, Marco Polo vai investigar a vida do corpo que lhe coube em sorte. Nas ruas encontra Falcão, um célebre professor que não consegui ultrapassar o preconceito social, a maior das doenças, do sogro e com diversos episódios psicóticos, é internado sucessivamente, forçado a abandonar a universidade, onde era um filósofo de gabarito. Decide deixar tudo e ir para a rua. Perderam-lhe o rasto. Com o poeta, Marco Polo vai viver uma aventura intensa, descobrindo que o Poeta, cujo corpo há de ser dissecado pelos universitários, era afinal um dos mais notáveis estudiosos, naquela mesma universidade, a quem doara a corpo para investigações. Com a morte da mulher e do filho num acidente não sobrevive a tamanha dor. Abandona tudo e torna-se mendigo.

       A descoberta feita por Marco Polo há de operar uma reviravolta na universidade...

       No grande Hospital Atlântico, em estágio, na área da Psiquiatria, Marco Polo volta a fazer história, envolvendo e envolvendo-se com os pacientes, que afinal são pessoas que estão doentes e que é preciso ouvir, respeitar, devolver as rédeas da sua vida.

       Marco Polo tudo fará por resgatar da miséria afetiva e sentimental alunos, pacientes, professores, ricos e pobres, a partir da beleza e do amor...

       Mais um romance encantador. Pode mudar a sua/tua vida.


11
Jan 12
publicado por mpgpadre, às 19:30link do post | comentar |  O que é?

Só Deus é Deus.
Deus e a idolatria.
Religião e Maçonaria.
(Im)perfeição humana: ilusão e desilusão.
Só Deus é Deus. Só a Deus devemos considerar Deus. Só a Ele a nossa adoração.
O ser humano, por mais perfeito que seja, é sempre humano, limitado e finito.
A Sagrada Escritura diz-nos que Deus criou o ser humano pouco abaixo dos anjos, criou-os para se tornarem deuses. Mas a mesma Bíblia faz uma clara separação de águas. Deus é Transcendente, Criador. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é chamado à comunhão com Deus, a aperfeiçoar-se, a assemelhar-se a Deus, com a mesma capacidade de amar e ser amado.
Por um lado, a nossa identidade liga-nos a Deus, trazemos em nós os gérmenes do divino. Por outro lado, vem ao mundo para nos ensinar a viver humanamente.
Se reconhecermos que esta ou aquela pessoa, esta ou aquela ideologia, podem ser absolutizadas, embarcamos no que se chama idolatria. Esta pode referir-se a adoração de uma pessoa, de uma ideologia, de um aspeto da vida.
Quando se exclui Deus, facilmente, assim pensamos, se substitui por outro Deus, por outro absoluto. Se olharmos para a história, os que foram endeusados ou que se endeusaram, tornam-se ditadores, assassinos, corruptos, violentos. E assim também, o foram em nome de ideologias.
Reconhecer que só Deus é Deus e que o ser humano é ser humano ajuda também a viver as nossas relações humanas com mais facilidade. Havemos de olhar para o outro como rosto de Deus, para o respeitarmos, para o amarmos. Mas sem absolutos. Continua a ser pessoa. Em qualquer altura pode errar. Errar é humano.
Religião e maçonaria.
Deixando de lado as polémicas que se têm acentuado, com maçonaria que considera a religião como ponto de partida e de chegada e a maçonaria a-religiosa, laica, dois pontos de contacto importantes:
a) Ordem existente. Reconhecimento de "ALGO", Alguém. Pode recusar-se Deus, e as estruturas e dogmas e ritos que orientam as religiões tradicionais, mas vai-se a ver e afinal a maçonaria tem regras bem rígidas (ou dogmáticas), estruturas formais, ritos rigorosos, degraus, hierarquia, estruturas de obediência e de poder.
b) Na Igreja, na maçonaria, nos grupos, em movimentos, associações, fundamentadas em regras voluntariosas, mas que se concretizam muitas vezes na imposição. Quando a tentação do poder ultrapassa o serviço ao semelhante, à sociedade, aos mais frágeis, os fins para os quais surgiram desaparecem. Importa, também aqui, a vigilância, a atenção, para não se "cair" rapidamente naquilo que se procurava combater. É necessário um discernimento constante.

Do que se disse até aqui, um outra acentuação.
Reconhecer Deus como Deus - só Ele é perfeito - reconhecer o ser humano na sua imperfeição e finitude, para viver saudavelmente com os outros.
Se apostarmos na perfeição de alguém, mais cedo ou mais tarde, podemos magoar-nos profundamente. A pessoa não é Deus. Não é omnipotente, todo o poderoso, omnisciente, omnipresente.
Quando pensamos que nos encontramos diante de uma pessoa perfeita devemos saber que poderemos estar diante de uma pessoa boa, generosa, humilde, honesta, mas não diante de alguém infalível.
Podemos iludir-nos, porque procurávamos alguém assim, alguém perfeito, alguém que superasse a nossa imperfeição, ou nos completasse, alguém que não nos desiludisse, alguém em quem não se encontrassem os defeitos e as limitações que tínhamos encontrado no passado. Mas a ilusão pode dar lugar à desilusão, à mágoa.
Augusto Cury lembra-nos para não depositarmos demasiada confiança nas pessoas.
Não significa que não se aposte nas pessoas, ou que não se confie nelas, mas não ao ponto de as considerar como a Deus, pois na volta a mágoa poderá ser destrutiva.
Há que confiar, vivendo humanamente, na procura pela superação, pedindo a Deus o discernimento para escolhermos o que nos liga aos outros, o que nos realiza como pessoas, e como filhos de Deus.


28
Dez 11
publicado por mpgpadre, às 13:00link do post | comentar |  O que é?

A maior parte de nós conhece esta expressão e reconhece-a como um ensinamento de Jesus. Contudo, acredito que poucos compreendem o alcance, a essência e o verdadeiro significado deste ensinamento. No livro "O Mestre dos Mestres" de Augusto Cury, podemos encontrar uma explicação interessante sobre dar a outra face.

       «Cristo não falava da face física, da agressão física que compromete a preservação da vida. Ele falava da face psicológica.

       Se fizermos uma análise superficial, poderemos equivocar-nos e crer que dar a outra face é uma atitude frágil e submissa. Todavia, temos de nos perguntar: dar a outra face é um sinal de fraqueza ou de força? Dar a outra face incomoda pouco ou muito uma pessoa agressiva e injusta? Se analisarmos a construção da inteligência, constataremos que dar a outra face não é um sinal de fraqueza, mas de força e segurança. Só uma pessoa forte é capaz de dar a outra face. Só uma pessoa segura dos seus próprios valores é capaz de elogiar o seu agressor. Quem dá a outra face não se esconde, não se intimida, mas enfrenta o outro com tranquilidade e segurança.

       Quem dá a outra face não tem medo do agressor, pois não se sente agredido por ele, e nem tem medo da sua própria emoção, pois não é escravo dela. Além disso, nada perturba tanto uma pessoa agressiva como dar-lhe a outra face, como não responder à sua agressividade com agressividade. Dar a outra face incomoda tanto essa pessoa que é capaz de lhe causar insónia. Nada incomoda tanto uma pessoa agressiva como ter para com ela uma atitude complacente.

       Dar a outra face é respeitar o outro, é procurar compreender os fundamentos da sua agressividade, é não usar a violência contra a violência, é não se sentir agredido diante das ofensas que lhe desferem. Somente uma pessoa que é livre, segura e que não gravita em torno do que os outros pensam e falam de si é capaz de agir com tanta serenidade.

       Cristo era uma pessoa audaciosa, corajosa, que enfrentava sem medo as maiores dificuldades da vida. Era totalmente contra qualquer tipo de violência. Todavia, Ele não discursava sobre a prática da passividade. A humildade que proclamava não era fruto do medo, da submissão passiva, mas da maturidade da personalidade, confeccionada por intermédio de uma emoção segura e serena.

       Cristo, através do discurso de dar a outra face, queria proteger a pessoa agredida, fazê-la transcender a agressividade imposta pelo outro e, ao mesmo tempo, educar o agressor, levá-lo a perceber que a sua agressividade é um sinal de fragilidade (...)

       Na proposta de Cristo, o agressor passa a rever a sua história e a compreender que se esconde atrás da violência.»

 

Augusto Cury, em "O Mestre dos Mestres", in Abrigo do Sábios.


07
Jul 11
publicado por mpgpadre, às 11:05link do post | comentar |  O que é?

       No Evangelho (Mt 10, 1-7), Jesus dá aos seus discípulos o poder de expulsar espíritos impuros e de curar doenças e enfermidades. O mesmo poder que Jesus possuir dá-o aos seus discípulos. Quer isto dizer, grosso modo, que também nós, como discípulos de Jesus para este tempo, recebemos o poder de expulsar espíritos demoníacos e de curar doenças e enfermidades, nossas e dos outros.

       O poder curativo é próprio do ser humano. Mas não só, outros animais "auto curam-se" e/ou auto medicam-se.

       Fisicamente, o nosso corpo tem organismos de defesa, de protecção, de reacção a corpos estranhos, ou a vírus, micróbios, bactérias, doenças. Possui alarmes. Avisa-nos, através de diferentes reacções, quando não está a funcionar bem. Por vezes contornamos ou adiamos o problema precisamente convencidos que o organismo corrigir-se-á por si mesmo. Em parte é verdade. O único senão, por vezes precisa de ser ajudado, ou pela nossa mente, ou por mecanismos externos, medicamentos...

       Por exemplo, uma ferida exposta, não se cura com as aplicações de produtos medicamentosos, mas através das propriedades do sangue. Quando se tapa a ferida, não é para que cure, mas para evitar que entre elementos que danifiquem os tecidos e adulterem o fluxo sanguíneo. As aplicações medicamentosas visam potenciar os poderes curativos existentes no nosso organismo.

       Mesmo em doenças crónicas e/ou doenças graves, o auxílio médico e a medicação visam preparar o organismo para que este possa ganhar a batalha da cura contra a doença. Por vezes, o estado gravoso pode levar a uma intervenção mais profunda, substituindo elementos naturais por mecanismos artificiais, mas mesmo desta forma tenta-se enganar o organismo, para que ele não detecte intromissão nos seus mecanismos. As drogas ingeridas ou introduzidas, em forma de medicamentos, procuram interferir, escondendo, enganando, adulterando o organismo. De contrário, este rejeitaria tudo o que lhe é estranho. Por vezes, mesmo com medidas drásticas, o organismo rejeita enxertos, ou órgãos alheios e/ou artificiais. A cura está dentro de nós. O médico e o medicamento potenciam o organismo para que este cure. Às vezes levam muito tempo. Ingerem-se medicamentos e só passadas semanas, meses, ou até anos é que a cura advém, quando o organismo assimilou e fez seu e o que era alheio.

       Psicologicamente, o mecanismo é semelhante. Mesmo em estados de grande ansiedade e depressão, a cura é interior. Por vezes é necessário forçar o organismo, para que este descanse, retempere forças. Os medicamentos utilizados na psiquiatria não visam a cura, mas anestesiar a pessoa, ou prepará-la para que descubra e assuma as ferramentas da sua própria cura, ou simplesmente para que o processo auto-destrutivo não seja completo ao ponto de não permitir o retorno e a cura.

       Os milagres, do mesmo modo, são uma potenciação das nossas capacidades curativas. Jesus exige sempre a fé. A cura não é um passe de mágica que, utilizando objectos, palavras e elementos da natureza, se obtenha espectacularmente. As palavras como os gestos, quando acontecem, visam que a pessoa desperte e se deixe tocar pela graça.

       O grande milagre de Jesus, e que é pedido aos seus discípulos e à humanidade, é a conversão interior, a mudança de mentalidades, o encontrar as marcas do verdadeiramente humano, e do divino e agir para curar, para salvar, para dar vida. Quantas palavras escutamos a Jesus que são sintomáticas: a cura exige a fé, "a tua fé te salvou", "vai e não tornes a pecar", "os teus pecados estão perdoados", "levantas-te e anda". As expressões são claramente um desafio à cura interior, à conversão, à mudança de vida. Nos casos, em que Jesus procura provocar a fé, haverá simultaneidade, isto é, provoca a cura, provocando a fé, ou provocando fé, provoca também a cura.

       Obviamente, os médicos e a medicina são essenciais à humanidade e á qualidade de vida. Há doenças que exigem a intervenção de clínicos especialistas no corpo e na mente. É meritório o trabalho realizado. São louváveis os esforços técnicos e científicos. Mas a lógica continua a ser a de potenciar o organismo para que o mesmo reaja. Quantas doenças físicas que não são curadas porque a mente, a força de vontade, a defesa da vida e da saúde, estão também em desequilibro e impedem a cura. Hoje, cada vez mais, os médicos sabem como o optimismo, a força de vontade, a ajuda das pessoas queridas, são essenciais, para que se obtenha sucesso contra as doenças, físicas e/ou mentais.

       Pode curar-se uma pessoa contra a sua própria vontade? Muito dificilmente. Por vezes as próprias pessoas, mais consciente ou inconscientemente auto-infligem-se doenças... algumas bem graves, físicas e mentais...

       Como é que nós podemos ser agentes curativos?

       Somo-lo em relação a nós, mas também o podemos ser na relação com os outros.

       Jesus envia-nos para curar. Quantas vezes uma pessoa ficou melhor só porque recebeu uma palavra de conforto? Quantas vezes uma criança ficou saudável do estômago porque foi acarinhada pela mãe? Quantas situações desastrosas foram evitadas com uma palavra de simpatia?

       Vale a pena reflectir!

 

       Leia o Evangelho. Jesus ajuda-nos a descobri o que há de melhor em nós. Introduz-nos na capacidade de amar, de perdoar, de dar, de receber dando a vida, de olhar parta o outro como pessoa, ...

       Já agora, algum livro de Augusto Cury, conhecido psiquiatra e cientista, que nos invita a sermos protagonistas da nossa vida e não espectadores... e Antoine Saint-Exupéry, com o Principezinho que busca em outros lugares o que possui no seu mundo, ainda que pequeno e com poucas coisas... e Paulo Coelho... a felicidade não está longe, no exterior, mas perto de nós, no interior... ou o livro de David Servan-Schreiber, CURAR o stressm a ansiedade e a depressão sem medicamentos nem psicanálise, Dom Quixote, Lisboa: 2004.


03
Jul 11
publicado por mpgpadre, às 14:46link do post | comentar |  O que é?

       "Nada tão belo como reconciliarmo-nos com os nossos sonhos. Nada tão triste como desistirmos deles.

 

       Quem sonha não encontra estradas sem obstáculos, lucidez sem perturbação, alegria sem aflição. Mas quem sonha voa mais alto, caminha mais longe. todas as pessoas, da infância ao último estádio da vida, precisam de sonhar...

        Não se esqueça de que você vai falhar 100 % das vezes que não tentar, vai perder 100% das vezes em que não procurar, vai ficar parado 100 % das vezes em que não ousar andar.

       Como disse o filósofo da música, Raul Seixas: 'Tenha fé em Deus, tenha fé na vida, tente outra vez... ' Se você sonhar, poderá sacudir o mundo, pelo menos o seu mundo...

       Se sonhos, os ricos ficam deprimidos, os famosos aborrecidos, os intelectuais tornam-se estéreis, os livres tornam-se escravos, os fortes tornam-se tímidos. Sem sonhos, a coragem dissipa-se, a inventividade esgota-se, o sorriso vira um disfarce, a emoção envelhece".

 


02
Jul 11
publicado por mpgpadre, às 20:13link do post | comentar |  O que é?

       "Jesus discorria sobre a liberdade poética. A liberdade de escolha, de construir caminhos, de seguir a própria consciência. Discursava sobre a gestão de pensamentos, a administração da emoção, o exercício da humildade, a capacidade de perdoar, a sabedoria de expor e não impor ideias, a experiência plena do amor pelo ser humano e por Deus.

       O Mestre da vida vivia o que dizia. Não impedia as pessoas de o abandonar, de o trair e nem mesmo de o negar. Nunca houve alguém tão desprendido e que exercitasse de tal forma a liberdade".

 


publicado por mpgpadre, às 15:28link do post | comentar |  O que é?

       Basta estar vivo para correr riscos. Risco de fracassar, ser rejeitado, frustrar-se consigo mesmo, decepcionar-se com os outros, ser incompreendido, ofendido, reprovado, adoecer. Não devemos correr riscos irresponsáveis, mas também não devemos temer andar por terrenos desconhecidos, respirar ares nunca antes respirados.

       Viver é uma grande aventura. Quem ficar preso num casulo com medo dos acidentes da vida, além de não os eliminar, será sempre frustrado. Quem não tem audácia e disciplina pode alimentar grandes sonhos, mas eles serão enterrados nos solos da sua timidez e nos destroços das suas preocupações. estará sempre em desvantagem competitiva.

 


publicado por mpgpadre, às 10:16link do post | comentar |  O que é?

       "Podemos criar no teatro das nossas mentes os extremos: o drama e a sátira, o pânico e o sorriso, a força e a fragilidade.

       Somos tão criativos que, quando não temos problemas inventamo-los. Alguns são especialistas em sofrer por coisas que eles mesmos criaram. Outros têm motivos para serem alegres, mas mendigam prazer. Possuem grandes depósitos nos bancos, mas estão endividados no âmago do seu ser. São ansiosos e "stressados"...

       Qualquer pessoa que queira ser demasiado perfeita estará apta para ser um computador, mas não uma pessoa completa...

       A nossa capacidade de amar, tolerar, brincar, criar, intuir e sonhar são algumas maravilhas que surgem numa esfera que ultrapassa os limites da razão. Todas as pessoas muito racionais amam menos e sonham pouco. Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais".

 


01
Jul 11
publicado por mpgpadre, às 16:31link do post | comentar |  O que é?

       "Para alguns um elevador é um lugar de passeio; para outros, um cubículo sem ar. Para uns, falar em público é uma aventura; para outros, um martírio que bloqueia a inteligência. Para uns, as derrotas são lições de vida; para outros, um sufocante sentimento de culpa. Para uns, o desconhecido é um jardim; para outros, uma fonte de pavor. Para uns, uma perda é uma dor insuportável; para outros, um golpe que lapida o diamante da emoção".

       "A complexidade da mente humana faz-nos transformar uma borboleta num dinossauro, uma decepção num desastre emocional, um ambiente fechado num cubículo sem ar, um sintoma físico num prenúncio de morte, um fracasso num objecto de vergonha".

 


25
Jun 11
publicado por mpgpadre, às 22:18link do post | comentar |  O que é?

       "A presença de sonhos transforma os miseráveis em réis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz de jovens, idosos...

 

       Uma mente saudável deveria ser uma fábrica de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido".

 

 


22
Jun 11
publicado por mpgpadre, às 16:28link do post | comentar |  O que é?

AUGUSTO CURY, Nunca desista dos seus sonhos. Pergaminho, 3.ª edição. Lisboa 2011.

       Mais uma leitura que recomendamos vivamente. Quem já leu ou costuma ler Augusto Cury, nem precisa que lhe digam duas vezes para ler um trabalho como este. Lê-se bem, é simples, é envolvente, e, ao mesmo tempo, um desafio a melhorarmos a nossa qualidade de vida, tendo sonhos.

       Logo na capa um lema: "Uma mente saudável é uma fábrica de sonhos".

       Abrimos e na dedicatória vislumbra-se o que será toda a reflexão:

"Sem sonhos, as pedras tornam-se insuportáveis,

as pedras do caminho tornam-se montanhas,

os fracasos transformam-se em golpes fatais.

Mas se você tiver grandes sonhos...

os seus erros produzirão crescimento,

os seus desafios produzirão oportunidades,

os seus medos produzirão coragem.

Por isso, o meu ardente desejo é que você

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS".

       Nesta obra, Augusto Cury parte de quatro figuras muito importantes e conhecidas para nos mostrarem que embora tivessem tudo para desistir, para fracassarem, abraçaram os seus sonhos e nunca desistiram, pelo contrário, plantaram sonhos nos outros, lutaram, acreditaram, fizeram da sua vida um jardim onde tudo se preparava para haver deserto.

       Jesus Cristo, que Se rodeia de pessoas simples, para neles semear o sonho do Reino de Deus. Os discípulos eram pessoas o mais vulgar que se pode imaginar. Judas era o que estava preparado (talvez o único) para ter sucesso como Apóstolo. Jesus nunca desistiu daqueles que chamou. E também não deixou que o medo o paralisasse, mesmo nos momentos de maior sofrimento, Jesus assumiu com lucidez a sua missão, conseguindo perdoar aos que O maltratavam...

       Abrahan Lincoln, que de derrota em derrota e depois de muitas derrotas nunca desistiu de deixar o seu nome inscrito como Presidente dos Estados Unidos da América. Seria ele a abolir a escravatura no seu país. Foi morto precisamente por um radical esclavagista radical.

       Martin Luther king, o negro que revolucionou a América nunca deixando de sonhar e de partilhar o seu sonho de ver uma América em que bancos e negros fossem iguais. Também ele viria a ser assassinado. Mas nunca desistiu do seu sonho.

       E o próprio Augusto Cury, por quem ninguém dava nada, desorganizado, com uma caderno mas sem apontamento, com fracas novas na escola, dos alunos mais fracos, passando por uma depressão, tornando-se famoso e por opção deixando de o ser, a dificuldade em publicar os seus estudos... Quando tinha tudo para desistir por já ter tentado várias vezes, insistiu...


25
Out 10
publicado por mpgpadre, às 19:08link do post | comentar |  O que é?

       Cristo teve um nascimento indigno e uma história de turbulências e aflições. Nasceu entre os animais. Num estábulo, Ele derramou as suas primeiras lágrimas...

       Tinha, portanto, todos os motivos para ser uma pessoa tensa, ansiosa, irritada e infeliz, mas, para nosso espanto, era uma pessoa alegre e tranquila. Apresentou-se como uma fonte de prazer, uma fonte de água viva que matava a sede da alma humana. Quem, no deserto mais escaldante, conseguiu, como Ele, fazer da sua vida um oásis inesgotável que saciava a sede dos sedentos?

       Por incrível que pareça, Ele fazia poesia até mesmo da Sua miséria. Muitos têm bons motivos para ser alegres, mas estão sempre insatisfeitos. São incapazes de valorizar o que têm, valorizam apenas o que não têm. Tornam-se especialistas em acusar os outros pelos seus conflitos e detestam a vida que possuem.

       Jesus, pelo contrário, tinha muito pouco exteriormente, mas fazia pouco caso do que tinha. N'Ele não havia sombra de insatisfação. Queixar-se não fazia parte do dicionário da Sua vida. Nunca acusava ninguém pelas suas misérias. Era forte para enfrentar os Seus desafios sem precisar de ferir nem agredir ninguém.

       Os homens podiam desistir d'Ele, mas Ele nunca desistia de ninguém. Tinha consciência de que O feririam sem piedade, mas Ele não Se suicidaria. Havia predito que O humilhariam, que Lhe cuspiriam no rosto e que O tornariam num espectáculo público de vergonha e de dor, mas Ele permaneceria de pé, firme, a fitar os olhos dos seus acusadores e a suportar com dignidade a sua dor.

 


18
Out 10
publicado por mpgpadre, às 15:56link do post | comentar | ver comentários (3) |  O que é?

       Augusto Cury é um reconhecido psiquiatra, psicoterapeuta e também conhecido como exímio investigador na área da psicologia. Criou uma escola - Escola de Inteligência - com a finalidade de desenvolver a inteligência, a qualidade de vida e a prevenção de transtornos nos jovens.

       É também um escritor com méritos firmados. A sua Inteligência Multifocal, teoria que criou, ajuda a reflectir nos mecanismos da inteligência humana, percebendo-se como interagem as diversas emoções. "O Mestre dos Mestres", livro que analisa a inteligência de Jesus Cristo, e que é também Mestre da Vida, Mestre Inesquecível, Mestre da Sensibilidade, Mestre do Amor (desdobrando-se em cinco livros, apresenta-nos Jesus Cristo como grande pedagogo, Alguém que tinha tudo para ser uma pessoa infeliz, stressado, revoltada com a vida, com os outros, impaciente, é afinal um homem extraordinária, que cultiva a sua inteligência, acolhe as pessoas sem as condenar, vive no presente, lançando-se para o futuro...

 

       Em "Liberte-se da prisão das emoções"(Dom Quixote: 2009), Augusto Cury parte das vivências experimentadas por pessoas que se deixaram aprisionar pela toxicodependência, para falarem de todos os que carregam um pesado fardo (lixo) de emoções negativas, presos ao passado, com medo do presente e do futuro, apontando diversas ferramentas para que as pessoas em geral (e toxicodependentes em particular) se libertem do lixo emocional recreando a sua história.

       Não é possível apagar os ficheiros da nossa memória como se apagam os ficheiros gravados num computador, mas é possível reescrever a nossa história, perdendo medos, acabando com a ditadura do pessimismo, preenchendo a memória emocional com pensamentos e com uma atitude positiva...

 

"A pior prisão não é a que aprisiona o corpo,

mas a que asfixia a mente e subjuga as emoções.

Sem liberdade, as mulheres retraem o seu prazer,

os homens tornam-se máquinas de trabalhar.

Ser livre é não ser servo das culpas do passado,

nem escravo das preocupações do amanhã.

Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama,

é abraçar, dar-se, sonhar, recomeçar.

É desenvolver a arte de pensar e proteger as emoções.

Mas acima de tudo...

ser livre é ter uma relação de amor com a própria vida".


30
Jan 10
publicado por mpgpadre, às 10:35link do post | comentar |  O que é?

       O tema do perdão tem feito e continuará a fazer correr muita tinta. Se, para uns, é valentia, superio­ridade moral, acto heróico por vezes, não falta quem julgue tratar-se de uma abdicação da personalidade, de inferioridade, de cobardia moral.

       Quando reflectíamos sobre este tema, caiu-nos debaixo dos olhos esta reflexão de um psicólogo moderno: - "Pessoas que não perdoam tendem a tornar-se iguais (ou piores) que aqueles que as magoaram até pelos sentimentos de vingança, que muitas vezes passam a actos"... E ainda, com uma pitada de ironia: - "Independentemente do nosso perdão, os outros seguem com a vida deles e nós é que ficamos mal, com a nossa amargura"...

       Assim sendo, afigura-se-nos que até humana­mente é errado e mesmo prejudicial negar o perdão a alguém.

       Lá da antiguidade pré-cristã, vem-nos a chamada "pena de talião": - "dente por dente, olho por olho". E não faltará quem se interrogue sobre quem teria sido esse férreo "talião': Pois não se trata de uma hipotética pessoa. É simplesmente a formulação da regra que proibia, em qualquer punição, exceder o equivalente à gravidade do crime que se intentava punir. Diríamos que é uma "lei de paridade", de igualdade, proibindo a aplicação de castigos incontrolados.

       O problema do perdão já um dia foi apresentado ao próprio Cristo. E Ele, além de ter ensinado a rezar "perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoa­mos"..., respondeu a pergunta de Pedro: - "Não te digo que(perdoes) até sete vezes, mas até setenta vezes sete", o que quer dizer ilimitadamente. E Ele próprio, condenado a morte injusta e infamante, perdoou aos seus algozes... E não pode haver crime maior do que tirar a vida a um ser humano. Para mais, no caso presente, ao inocente Filho de Deus. Contudo, Ele implora, do alto da cruz: " Pai, perdoa-lhes”…

       Mas nós vivemos numa época de confusões múltiplas. Por um lado, pseudo-intelectuais lutam de­sesperadamente intentando apagar da nossa cultura a indelével marca da Divindade. Em substituição de Deus, projectam e fabricam "super-homens" mas que não passam de criaturas "de pés de barro': Endeusa- se o homem, elevando-o à condição de ser superior, infalível, impiedoso, insensível, ao qual nada nem ninguém possa colocar barreiras nem jamais pedir contas. É um ser desumanizado. Por isso, perdoar é indigno dele.

       Resultado? Está bem a vista, estampado diaria­mente nas páginas da Comunicação Social: - o homem sem Deus cedo se transforma em "lobo do outro homem". Voltando ao pensamento inicial e concluindo: - no nosso modesto entender, quantos sinceramente se dispõem a conceder perdão ao seu semelhante afinal são uns valentes, porque conseguem sobrepor, ao natural instinto e desejo de vingança, a magnânima e cristã decisão de perdoar ofensas ou injúrias.

       E quantos transtornos psíquicos, dramas, crimes, guerras se evitariam, se reinasse, entre os homens, a tão nobre e reconfortante cultura do perdão! A começar pelo seio das famílias.

       J. d’Oliveira, in JB, postado a partir de ASAS DA MONTANHA.

___________________

 

       A este propósito vale a pena recordar o que diz o ilustre psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, na obra O Mestre dos Mestres, em que aborda a sabedoria de Jesus Cristo, e ao falar do perdão nos lembra algo evidente: quando ficamos ressentidos, magoados, aborrecidos com alguém, e não perdoamos (perdoar não é desculpar, isto é, o mal não passa a ser bem, mas aceitar que o outro, como eu, pode errar, mas que isso não interfere na minha vida), o que acontece é que passamos a viver constantemente com a pessoa que nos ofendeu: dormimos com ela, acordamos e levantamo-nos com ela, acompanha-nos dia e noite, senta-se à mesa connosco. Não fazemos nada sem que a pessoa a quem não perdoamos não esteja declaradamente presente, Perdoar é encontrar a paz e o equilíbrio no nosso coração, não deixando que o ofensor domine a nossa vida...


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