...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
21
Set 14
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

PAPA FRANCISCO (2014). O mistério da Igreja. Catequeses do primeiro ano de pontificado. Lisboa: Paulus Editora. 120 páginas.

       Neste livro, as catequeses do Papa Francisco, nas Audiências Gerais das Quarta-feiras, durante o primeiro ano de pontificado, à excepção da última, referente ao tempo do Advento. A 13 de março de 2013, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio aparecia à varanda do Palácio Apostólico como Papa Francisco, em pleno Ano da Fé, instituído e iniciado por Bento XVI, pelo que as catequeses seguem a linha escolhida pelo Predecessor, mormente a reflexão dos diversos artigos do Credo.
       A continuidade não é apenas na temática, mas na acessibilidade da mensagem, simples, direta, numa linguagem de fácil compreensão, com imagens para ilustrar o que se está a dizer, ainda que cada Papa deixe transparecer o seu estilo mais pessoal.
       As catequese são dividas em 4 partes.

 

 

  • PARTE I - NÃO DEIXES QUE TE ROUBEM A ESPERANÇA
  1. Semana Santa, tempo de graça do Senhor
  2. As mulheres, as primeiras testemunhas da ressurreição
  3. Cristo Ressuscitado, a Esperança que não engana
  4. Subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai
  5. O fim dos tempos
  6. São José Operário e início do mês mariano
  7. O Espírito Santo, fonte inesgotável de vida
  8. O Espírito de Verdade
  • PARTE II - O MISTÉRIO DA IGREJA
  1. Sintamos a alegria de evangelizar
  2. A Igreja, família de Deus
  3. Igreja, Povo de Deus
  4. Igreja, Corpo de Cristo
  5. Igreja, Templo do Espírito
  6. As colunas da Igreja
  7. Igreja, nossa Mãe
  8. O Rosto da Igreja-Mãe
  • PARTE III - CREIO NA IGREJA
  1. Igreja Una
  2. Igreja Santa
  3. Igreja Católica
  4. Igreja Apostólica
  5. Maria, imagem e modelo da Igreja
  • PARTE IV - A FÉ PROFESSADA
  1. Creio na comunhão dos santos
  2. A comunhão nas coisas sagradas
  3. Professo um só batismo
  4. Para a remissão dos pecados
  5. Creio na ressurreição da carne
  6. Ressuscitaremos com Cristo
  7. Creio na vida eterna
       Vamos ouvindo e lendo uma frase, uma expressão, um tema desenvolvido pelo Papa Francisco.
       Mas como em muitas situações, ler integralmente a mensagem, ou escutar na íntegra a intervenção não é o mesmo que ler ou escutar uma passagem, isolada do seu contexto e muitas vezes utilizada abusivamente para ilustrar outros argumentos. Vale sempre a pena ler todo o texto, pelo que assim deixamos este convite. São reflexões breves, de fácil leitura, quase nos sentimos na assembleia com quem o Papa Francisco interage.
       Também poderá aceder aos textos a partir da página do VaticanoAQUI.


23
Nov 13
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – A realeza de Jesus Cristo assenta no Amor. É uma realeza frágil, exposta, carente, dependente do acolhimento e da aceitação alheia. Não é imposta e não vive pela força. Impõe-se pelo serviço, pelo testemunho, como lâmpada que se acende para irradiar Luz.

       Hoje são vários os motivos que nos levam/trazem à Eucaristia: solenidade de Cristo Rei, Senhor do Universo, Dia da Igreja Diocesana de Lamego, Encerramento do Ano da Fé, convocado por Bento XVI e concluído pelo Papa Francisco.

       A síntese e o enquadramento do Ano da Fé pode encontrar-se na primeira carta Encíclica do novo Papa, Lumen Fidei, escrita a quatro mãos, preparada por Bento XVI e assumida, com as suas contribuições pessoais, por Francisco. Melhor síntese ainda: a passagem de testemunho de um a outro papa, sublime Evangelho da Humildade. Um, a fé, o serviço e o despojamento, pondo em evidência o que sempre foi: simples trabalhador da vinha do Senhor. Outro, com a temperatura muito latina, próximo, afável, universalizando o que era como sacerdote e cardeal, pastor da proximidade e da clareza, do encontro e da ternura. Outra síntese luminosa, anunciada neste ano, a canonização do Bom Papa João XXIII e do infatigável papa João Paulo II, a realizar em 27 de abril de 2014.

       2 – A coroação de Jesus realiza-se na Cruz, bela expressão do Amor sem fronteiras nem reservas, sem condições prévias.

       Alguns zombam de Jesus: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito»; «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo»; «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». O próprio letreiro pregado na cruz refere a realeza de Jesus: «Este é o Rei dos judeus».

       A zombaria contrasta com a bondade de Jesus durante a vida pública. Ele prega e vive a proximidade com todos, especialmente com as pessoas mais frágeis e desconsideradas social, política e religiosamente, acerca-se delas, faz-Se caminho para pessoas portadoras de deficiência, publicanos, crianças, mulheres. Coloca no centro precisamente aqueles que foram colocados nas periferias da vida.

       A última tentação, na Cruz e na vida, é cada um procurar salvar-se a si mesmo, usando todos os meios, mesmo que à custa de outros. «Salva-te e ti e a nós também». Jesus não quer salvar a pele e muito menos à custa do sacrifício de outros. Ao invés, Jesus oferece-Se como sacrifício, como Amor partilhado, para salvar a todos. Não se livra do sofrimento, do suplício e da morte. Mas aprouve a Deus que na Sua oferenda todos fôssemos reconciliados com Ele, eternamente.

       No final, Jesus não tem nada, nem sequer a roupa do corpo. Tudo é para Deus. É todo de Deus. É todo para a humanidade.


Textos para a Eucaristia (ano C): 2 Sam 5, 1-3; Sl 121 (122); Col 1, 12-20; Lc 23, 35-43.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


31
Out 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

JOSEPH RATZINGER. Introdução ao cristianismo. Prelecções sobre o «Símbolo Apostólico». Principia. Cascais 2006. 272 páginas.

 

       A Introdução ao Cristianismo é uma obra de referência para a teologia do século XX mas que entra inevitavelmente neste novo século e milénio, não fosse o seu autor um dos mais conceituados teólogos do mundo católico e cristão, Joseph Ratzinger, que viria a ser Bispo, Cardeal, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, braço direito de João Paulo II e de Papa Bento XVI, de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013, tendo decidido resignar para que o Evangelho ganhasse vigor num mundo cada vez mais exigente.

       Tinha sido um dos peritos do Concílio, acompanhando o seu Bispo. Era, e continuou a ser, um promissor teólogo. Professor, estudioso. Não deixando de o ser, mesmo assumindo a missão de Pastor.

       Este livro foi dado à estampa em 1968. Como se refere no prefácio à 10.ª edição, em pouco mais de um ano “vulgarizou-se”, com uma venda invulgar “ultrapassando inclusive as fronteiras entre o Oeste e o Leste e entre os diversos credos religiosos”.

       Em 2000, novo prefácio, que assinala dois anos especiais que atravessaram os 30 anos que tinha a obra: 1968 e 1989. Dois acontecimentos verdadeiramente revolucionários. No entanto, Ratzinger, agora Cardeal, mantem as linhas orientadoras do seu estudo, como contributo para a reflexão teológico, centrado no credo, no Símbolo dos Apóstolos, desde o início em que foi surgindo nas fórmulas batismais, de pergunta e resposta, e à volta do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Profissão de Fé que vem antes do dogma.

       Obviamente, ao longo doa anos, Ratizinger publicou outras obras, que aprofundam alguns aspetos, com outras matizes, com outros enquadramentos. Certamente que este é um livro fundamental para conhecer o pensamento de Ratzinger/Bento XVI. Vislumbram-se muitas das intuições presentes posteriormente em outros estudos, mas também em homilias, mensagens, discursos, conferências.

       Introdução ao Cristianismo foi preparado para ser publicado em livro, mas nasceu das prelecções proferidas pelo sacerdote Joseph Ratzinger, para audiências de todas as faculdades durante o semestre de verão de 1967, em Tübingen.

       É um texto de fácil compreensão, mas não tanto como outros mais pastorais. Evidentemente trata-se de uma obra de estudo, de reflexão, académica, ainda que bastante expositiva, viva no debate, com exemplos, pequenas histórias, centrando-se no CREDO mas dialogando com diversos ambientes, autores, épocas, diferentes áreas do saber.

       Duas notas muito em evidência em todo o texto: humildade de quem faz teologia, respeito por quem discorda acolhendo os aspetos mais relevantes. Desde o início que o sacerdote/professor deixa claro que a teologia não encerra o mistério de Deus. Quem pretender absolutizar a teologia corre o sério risco de limitar a omnipotência, colocando-se em seu lugar. Por outro lado, Ratzinger lança diversas pontes de diálogo e discussão com autores católicos, protestantes, e até judeus. Mesmo recusando argumentos de alguns autores bem conhecidos, sublinha sempre o trabalho, a seriedade que tiveram ou aqueles princípios que terão que ser melhor estudados, ou que deram um importante contributo à reflexão teológico e/ou científica, nesta ou naquela área. També aqui cai por terra, com facilidade, o preconceito que rodeou o teólogo, o Cardeal e o Papa (Bento XVI) que seria déspota ou demasiado rígido. Leia-se e ver-se-á a disponibilidade para o diálogo, e a humildade diante do mistério de Deus. E no final, como valor maior o amor. A fé é razão. O Verbo encarnou. O Verbo é o Logos, é razão. A fé é razoável. A fé não é escuridão, mesmo que haja momentos de treva, é sobretudo luz. É Palavra. É Pessoa, Jesus Cristo. É amor. Estas intuições estão muito presentes na primeira Carta Encíclica do Papa Francisco, preparada por Bento XVI.

       Outros livros mais acessíveis e onde Bento XVI aprimora o seu discurso, tornando-o mais simples e claro. Jesus de Nazaré (em três volumes), publicado já como Papa Bento XVI, obra sobre Jesus Cristo, mistério da encarnação, vida pública, morte e ressurreição; A Alegria da Fé, recolha de textos, discursos, homilias, trechos das encíclicas, exortações, centrados no CREDO e nos Sacramentos. Um livrinho que também recomendámos e que aborda sobretudo a questão da fé: Aprender a acreditar. Estas leituras são mais fáceis, acessíveis, mais pastorais, mais orais, se quisermos. Mas para quem quiser aprofundar mais o pensamento de Bento XVI, ou acompanhar um pouco mais o processo de reflexão, de argumentação, de estudo, será revelador a leitura desta obra.


29
Out 13
publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar |  O que é?

       No passado dia 12 de outubro, realizaram-se as Avalanches da Fé na Paróquia de Tabuaço. As vindimas e a apanha da maça dificultou a presença de mais jovens. De qualquer forma, com alegria e entusiasmo, juntaram-se jovens de Tabuaço e jovens que acompanharam o Pe. Giroto e o Pe. Ricardo, responsável pela Juventude no Arciprestado de Moimenta, Sernancelhe e Tabuaço. Aos jovens agregaram-se alguns adultos.

       Pelas 9h00, a oração da manhã e o envio. Pelas 13h00, o almoço. A Eucaristia, juntamente com as crianças da catequese, pelas 17h00, com a animação coral dos jovens. O dia de festa terminou com um lanche conjunto com os jovens das avalanches e com os meninos da catequese, pais e catequitas. Disponibilizamos algumas imagens deste dia:

Para outras fotos visite a Paróquia de Tabuaço no facebook


publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

BENTO XVI. Aprender a Acreditar. Paulus Editora. Lisboa 2012. 98 páginas.

       Envolvido na reflexão do papa Bento XVI, que há dias atrás propusemos para leitura – a Alegria da Fé – escolhemos outra obra para ler e que nos permite continuar a saborear a forma leve, acessível, contagiante da escrita/reflexão do Papa ancião. Homilias, discursos, cartas, mensagens, coligidos de forma sistemática por Giuliano Vigini, numa temática concreta, desta feita “Aprender a Acreditar”, título que integra uma coleção da Paulus Editora, “Introdução à Fé”, encorpando a compreensão do Ano da Fé, convocado por Bento XVI e que será concluído pelo Papa Francisco.

       Segundo Vigini, no prefácio a esta obra, “porque estamos num tempo de esquecimento de Deus, o Ano da Fé é como «a cidade levantada num monte» para o qual Bento XVI nos convida a subir. Daquele lugar, afastamo-nos com a imaginação e o coração desde os confins deste pequeno muno ancorado no presente; vamos subindo e observamos o espaço na direção dos horizontes sem confins da realidade futura, onde a luz ilumina de esperança a atualidade do homem. Inicia, por, ou retoma, a viagem à procura de Deus, com o propósito de O encontrar ou de O reencontrar, ou seja, de estabelecer com Ele uma relação pessoa que entre mais em profundidade no espaço e no testemunho da vida. Aprender a acreditar é um convite, uma exortação, um empenhamento”.

       Quatro capítulos cujos títulos são elucidativos: 1) A inquietação do coração; 2) O caminho da Procura; 3) Porque é difícil crer; 4) As respostas da Fé.

       O ponto de partida é a inquietação, partindo da humildade do coração. Nesta perspetiva, a inquietação dos jovens com tanta vida pela frente. Papel preponderante é a Esperança, não apenas em nós ou nas coisas materiais ou no tempo presente. À medida que realizamos as nossas aspirações, outras maiores vão surgindo, e a alma, nas palavras de Santo Agostinho, um dos santos prediletos de Bento XVI, conjuntamente com São José e São Bento (nomes de batismo e de pontificado, respetivamente), a nossa alma anda inquieta enquanto não repousar em Deus, a Esperança maior, a grande esperança, que não é aniquilada com a morte.

       A procura é contínua. Ajuda a reflexão de Santo Agostinho. Procurar, encontrar, voltar a procurar. Trata-se da conversão permanente, estamos a caminho. Por outro lado, procuramos Deus, mas também Deus nos procura, vem ao nosso encontro, em Jesus Cristo, caminha connosco. O Deus que Jesus nos mostra não é o da filosofia, distante, mas é Amor, próximo. Coração que ama. Sentindo-nos amados respondemos com amor. Daí também a perspetiva da caridade, sabendo que existem situações em que primeiro amamos, servimos, e só depois anunciamos Deus. Mas se Deus é amor, então ao amarmos já estamos a comunicar Deus.

       Um dos aspetos amplamente refletidos por Bento XVI, e de que dá nota esta recolha de textos, a dialética entre fé e razão. O mundo atual, e sobretudo o Ocidente, endeusou a ciência em contraponto com a fé. Bento XVI, em diversas ocasiões, afirma claramente a riqueza da fé, a fé como LUZ e não como obscuratimos, e como a fé e a razão se conjugam, se ajudam e mutuamente se purifica. A ciência leva ao desenvolvimento, mas falta-se a ética, que vem da fé, e da razão.

       A fé é dom, acolhido, rezado, celebrado. É uma luz na escuridão, uma Luz que irradia de Jesus e que se enriquece em Igreja, em comunidade. Sobretudo na quarta parte vislumbra-se a reflexão que está amplamente difundida na primeira Carta Encíclica do Papa Francisco, A Luz da Fé, preparada, num primeiro esboço, pelo próprio papa Bento XVI e cujas intuições aparecem na largueza das suas meditações, assumida por inteiro pelo atual Papa que lhe deu o seu cunho, aqui e além.

       Mais um belíssimo texto para ler. Não é preciso muito tempo. É necessário começar a ler e deixar-se conduzir pela fluidez do discurso. Vai poder enriquecer o seu vocabulário espiritual, humano.


28
Out 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO. Viver o ano da fé. Paulus Editora. Lisboa 2012. 226 páginas.

       Com a finalidade de ajudar a viver o Ano da Fé, o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, seguindo de perto as preocupações de Bento XVI, deu à estampa este subsídio, coordenado pelo Presidente do Conselho, Rino Fisichella, e com o contributo de alguns párocos, em Portugal integra uma coleção da Paulus Editora, “Introdução à Fé”. Além da reflexão teológica, várias sugestões pastorais, ou pelo menos desafios para concretizar nas comunidades.

       Logo no prefácio, Rino Fisichella diz ao que vem: “Este subsídio pastoral tem como intenção corresponder ao desejo do Santo Padre. Apresenta-se como um instrumento simples e sintético que percorre de novo quatro indicações propostas: confessar, celebrar, viver e rezar. Ele é fruto de uma reflexão comum e participada que envolveu teólogos, responsáveis da catequese e párocos”.

       Ao longo de diversas páginas, destaca-se, primeiramente, o CREDO, com os seus diversos artigos de fé, verdades que nascem das comunidades e da necessidade de assumir e professar publicamente o que se crê. Credo como identidade. Pai, Filho, Espírito Santo. Santa Igreja Católica, Una, Santa e Apostólica. Catecismo da Igreja Católica. Sacramentos. Da iniciação: batismo, eucaristia, confirmação. Da cura: penitência e unção dos enfermos. Em ordem à comunhão: ordem e matrimónio. Enquadramento. Celebração litúrgica. Fundamentos bíblicos. Evolução.

       Ao aproximar-se do final, a indicação mais prática de algumas atitudes a assumir nas comunidades paroquiais. Apresenta-se, especificamente, o episódio/imagem de Emaús, para uma Igreja missionária. Os dois discípulos em fuga e como um forasteiro, Jesus, vai ao seu encontro suscitando neles do desejo e a decisão de voltar a Jerusalém. Atitudes: APROXIMAR, PERGUNTAR, ESCUTAR, PROPOR, PARTIR. A comunidade há de procurar assimilar a postura de Jesus Cristo, aproximar-se e caminhar com eles. Perguntar, mesmo antes de dar respostas. Escutar, sem censurar, “escutar com o coração, perscrutar com os olhos afetuosos a experiência dos outros para os conduzir a Deus”. Propor, testemunhando o que aconteceu. Quem se predispõe a caminhar, a escutar, também poderá propor Jesus. Partir. “A comunidade parte sempre de Jerusalém, já não desiludida, porque a experiência de ter visto e encontrado o Senhor não pode ser simplesmente guardada para nós”.

       Esta é uma excelente obra para leitura, meditação, para formação cristã. Traz também a sugestão de celebrações para o Ano da Fé, para o início e para o encerramento.

       Certamente, que desde o início do ano da fé, muitos foram os títulos enquadrados com a preocupação de tornar a fé uma alegre notícia. Basta visitar uma livraria (religiosa), ou aceder através da internet. Com a resignação do Bento XVI e a eleição do Papa Francisco, mais se acentuou a pertinência da fé, a proximidade da Igreja, de Jesus Cristo, recuperando-se a reflexão de anos do Papa emérito, e com um olhar redobrado nas palavras e nos gestos do papa Francisco. Até este acontecimento foi providencial, clarificando a fé e a experiência de proximidade com Jesus Cristo, que transborda para a proximidade com os outros.


13
Out 13
publicado por mpgpadre, às 12:00link do post | comentar |  O que é?

BENTO XVI. A Alegria da Fé. Paulinas Editora. Prior Velho 2012

        O Papa Bento XVI é uma comunicador por excelência, porque comunica o que lhe vai na alma, fruto de uma experiência profunda de fé, na proximidade com Jesus Cristo, enxertado e mergulhado na história da Igreja, como estudioso, sacerdote, professor, catedrático, pastor, bispo, e como "humilde servidor da vinha do Senhor", desde 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013. Depois de convocar o Ano Paulino (2000 anos do nascimento de São Paulo) , de convocar o Ano Sacerdotal, convocou o Ano da Fé, a estender-se de 11 de outubro de 2012 (50 anos após o início do Vaticano II e 20 anos após a publicação do Catecismo da Igreja Católica) a 24 de novembro de 2013, solenidade do Cristo Rei do Universo.

       Num ambiente largamente fragmentado, em que ideias/ideologias, convicções, religiões, tudo é igual, marcado por doses significativas de indiferença em relação aos outros, de marginalização e privatização da fé e do fenómeno religioso, sobretudo na Europa e no mundo ocidental ou ocidentalizado, em que as prioridades na sua maioria são novas e velhas formas de escravização, colocando a economia no lugar de Deus, liberalizando e mercantilizando a vida, destruindo os mais frágeis, ser humanos por nascer e idosos vulneráveis arrumados para não incomodar... a convocação do Ano da Fé traz consigo o propósito de mostrar como a Luz da Fé clarifica o que é verdadeiramente importante. Para os cristãos a Porta da Fé é Jesus Cristo, que nos traz Deus, que nos abre a mente e o coração para os valores da vida, para a dinàmica e a essencialidade do amor e da verdade, para a prioridade da pessoa face ao mercado liberalizado e utilitarista.

       Um dos desideratos sublinhados por Bento XVI é a ALEGRIA da fé, a alegria de nos sabermos amados por Deus, nos descobrimos filhos no Filho, redimidos na morte e na ressurreição de Jesus, vastidão do Amor de Deus que clama por amor. Reconhecendo que vivemos no amor de Deus, a urgência de comunicá-lo aos outros para que que todos caminhemos como irmãos, na descoberta constante dos laços de ternura e de amizade que nos unem, na edificação do reino de justiça, de paz e de bem.

       Nesta publicação, Giuliano Vigini faz um apanhado de diversos textos de Bento XVI, homilias, mensagens, discursos, intervenções, cartas encíclicas, ajeitando-os nos grandes temas que nos remetem para o Credo, do Credo para a comunidade, da comunidade para o mundo inteiro: Creio em Deus Pai, Jesus Cristo, Espírito Santo, Igreja, Vida Eterna, Ressurreição dos mortos e comunhão Santos, Sacramentos, Eucaristia, Confirmação, Penitência, Batismo.

       Para aqueles que estão familiarizados com a escrita de Bento XVI têm aqui mais uma oportunidade de se deixarem tocar pela leveza, simplicidade, envolvência, como se estivesse a ouvir e não a ler, tal é a intensidade do texto, a clareza, assomando uma fé profunda, vivida, partilhada, com diversas experiências de vida, dentro da Igreja e em ambientes diversificados. É certo que nestes dias o olhar se fixa mais facilmente no Papa Francisco e na fluidez e espontaneidade do seu discurso e dos seus gestos, mas, para quem não for preconceituoso (em relação ao Papa alemão), não há antagonismo. Estou em crer que quem apreciar ao forma de comunicar de Francisco não terá dificuldade em entender a mensagem de Bento XVI, ainda que aqui ou acolá possam relevar a especificidade de cada um dos Papas, mas a leveza é demasiado similar.

       Para quem se tem deixado tocar pela presença, pelas palavras, pelos gestos do Papa Francisco, e que sempre se sentiu mais distante de Bento XVI, e se calhar nunca o escutou com atenção, com o coração, ou não o leu, terá aqui uma excelente oportunidade para de fazer uma juízo de valor mais equilibrado. São pedaços de uma vida preenchido, transparecendo a Luz de Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, na Igreja que formamos.

       Vai valer a pena deixar-se contagiar pela alegria da Fé, que irradia das intervenções de Bento XVI.


26
Set 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

       Hoje, volto a falar sobre a imagem da Igreja como mãe. Gosto muito desta imagem da Igreja como mãe. Por este motivo quis voltar a falar sobre ela, porque me parece que esta imagem nos diz não só como é a Igreja, mas também que rosto esta nossa Mãe-Igreja deveria ter cada vez mais.Gostaria de frisar três situações, considerando sempre as nossas mães, tudo o que elas fazem, vivem e sofrem pelos próprios filhos, continuando aquilo que eu disse na quarta-feira passada. Interrogo-me: o que faz uma mãe?
       Antes de tudo, ensina a caminhar na vida, ensina a comportar-se bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho recto na vida para crescer e para se tornar adultos. E fá-lo sempre com ternura, carinho e amor, até quando procura endireitar o nosso caminho, porque nos desviamos um pouco na vida ou seguimos veredas que levam para um precipício. A mãe sabe o que é importante, para que o filho caminhe bem na vida, e não o aprendeu dos livros, mas do próprio coração. A Universidade das mães é o seu coração! Ali elas aprendem a orientar os seus filhos.
       A Igreja age do mesmo modo: orienta a nossa vida, oferece-nos ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos uma senda a percorrer para amadurecer, para dispor de pontos firmes no modo de nos comportarmos. E são fruto da ternura, do amor do próprio Deus que no-los concedeu. Vós podereis dizer-me: mas são ordens! São um conjunto de «nãos»! Gostaria de vos convidar a lê-los — talvez os tenhais esquecido um pouco — e depois a considerá-los positivamente. Vereis que dizem respeito ao modo de nos comportarmos em relação a Deus, a nós mesmos e ao próximo, precisamente como nos ensina a nossa mãe, para vivermos bem. Convidam-nos a não construir ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a ser honestos, a respeitar os outros... Procurai vê-los assim, a considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos sugeridos pela mãe para caminhar bem na vida. A mãe nunca ensina o que é mal, mas só quer o bem dos filhos, e é assim que a Igreja age.
       Gostaria de vos dizer algo mais: quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz o que quer e, às vezes, pode até sair do caminho, acontece algum incidente. Em todas as situações, a mãe tem sempre a paciência de continuar a acompanhar os filhos. O que a impele é a força do amor; a mãe sabe acompanhar com discrição e ternura o caminho dos filhos e até quando erram procura sempre o modo de os compreender, para estar próxima, para ajudar. Nós — na minha terra — dizemos que a mãe sabe «dar la cara». Que significa? Quer dizer que a mãe sabe «dar a cara» pelos próprios filhos, ou seja, é levada a defendê-los sempre. Penso nas mães que sofrem pelos filhos na prisão, ou em situações difíceis: não se perguntam se são culpados ou não, continuam a amá-los e muitas vezes sofrem humilhações, mas não têm medo, não deixam de se doar.
       A Igreja é assim, é uma mãe misericordiosa que entende, que procura sempre ajudar, encorajar, até quando os seus filhos erram, e nunca fecha as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho até aos filhos que caíram num precipício profundo, a Igreja não tem medo de entrar na sua noite para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite, quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para nos infundir a esperança, pois a Igreja é mãe!

        Um último pensamento. A mãe sabe também pedir, bater a todas as portas pelos próprios filhos, sem calcular; fá-lo com amor. E penso no modo como as mães sabem bater, também e sobretudo, à porta do Coração de Deus! As mães rezam muito pelos seus filhos, especialmente pelos mais frágeis, por quantos enfrentam maiores necessidades, por aqueles que na vida empreenderam caminhos perigosos ou errados. Há poucas semanas celebrei na igreja de Santo Agostinho, aqui em Roma, onde estão conservadas as relíquias da sua mãe, santa Mónica. Quantas orações elevou a Deus aquela santa mãe pelo filho, e quantas lágrimas derramou! Penso em vós, amadas mães: quanto rezais pelos vossos filhos, sem vos cansardes! Continuai a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus; Ele tem um coração grande! Batei à porta do Coração de Deus com a prece pelos filhos!
       E assim age também a Igreja: põe nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe-Igreja: o Senhor não permanece insensível. Ele sabe surpreender-nos sempre, quando menos esperamos. A Mãe-Igreja sabe fazê-lo!
       Eis, estes eram os pensamentos que que vos queria transmitir hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva, e que sabe pôr-nos nas mãos de Deus.
 
in Audiência Geral, Praça de São Pedro, Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013: AQUI.


23
Set 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

       Retomemos hoje as catequeses sobre a Igreja, neste «Ano da fé». Entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para nos levar a compreender melhor a natureza da Igreja, existe a da «mãe»: a Igreja é a nossa mãe na fé, na vida sobrenatural (cf. Const. dogm. Lumen gentium, 6.14.15.41.42). Trata-se de uma das imagens mais usadas pelos Padres da Igreja nos primeiros séculos e na minha opinião ela pode ser útil também para nós. Para mim, é uma das imagens mais bonitas da Igreja: a Igreja-mãe! Em que sentido e de que modo a Igreja é mãe? Comecemos a partir da realidade humana da maternidade: o que faz uma mãe?

       Antes de tudo, a mãe gera para a vida, leva no seu ventre por nove meses o seu filho e depois abre-o à vida, gerando-o. Assim é a Igreja: gera-nos na fé, por obra do Espírito Santo que a torna fecunda, como a Virgem Maria. Tanto a Igreja como a Virgem Maria são mães; o que se diz da Igreja pode ser dito também de Nossa Senhora; e o que se diz de Nossa Senhora pode ser dito inclusive da Igreja! Sem dúvida, a fé é um acto pessoal: «eu creio», eu, pessoalmente, respondo a Deus que se faz conhecer e quer entrar em amizade comigo (cf. Enc. Lumen fidei, 39). Mas eu recebo a fé de outros, numa família, numa comunidade que me ensina a dizer «eu creio», «nós cremos». O cristão não é uma ilha! Não nos tornamos cristãos em laboratórios, não nos tornamos cristãos sozinhos e só com as nossas forças, mas a fé é uma dádiva, um dom de Deus que nos é concedido na Igreja e através da Igreja. E a Igreja doa-nos a vida de fé no Baptismo: este é o momento no qual nos faz nascer como filhos de Deus, o instante em que nos concede a vida de Deus, que como mãe nos gera. Se fordes ao Baptistério de São João de Latrão, a Catedral do Papa, encontrareis uma inscrição latina que reza mais ou menos assim: «Aqui nasce um povo de estirpe divina, gerado pelo Espírito Santo que fecunda estas águas; a Igreja-Mãe dá à luz os seus filhos nestas ondas». Isto leva-nos a entender algo importante: o nosso fazer parte da Igreja não é um dado exterior e formal, não consiste em preencher um papel que nos dão, mas é um gesto interior e vital; não se pertence à Igreja como se pertence a uma sociedade, a um partido ou a uma organização qualquer. O vínculo é vital, como aquele que temos com a nossa mãe porque, como afirma santo Agostinho, «a Igreja é realmente mãe dos cristãos» (De moribus Ecclesiae, I, 30, 62-63: PL 32, 1336). Interroguemo-nos: como considero a Igreja? Se estou grato também aos meus pais, porque me concederam a vida, estou grato à Igreja, porque me gerou na fé mediante o Baptismo? Quantos cristãos recordam a data do próprio Baptismo? Gostaria de vos dirigir uma pergunta aqui, mas cada qual responda no seu coração: quantos de vós recordam a data do seu Baptismo? Alguns levantam as mãos, mas quantos não recordam! Todavia, o dia do Baptismo é a data do nosso nascimento na Igreja, a data em que a nossa Igreja-mãe nos deu à luz! E agora dou-vos um dever para fazer em casa. Hoje, quando voltardes para casa, ide procurar bem qual é a data do vosso Baptismo, e isto para a festejar, para dar graças ao Senhor por este dom. Fá-lo-eis? Amamos a Igreja como amamos a nossa mãe, sabendo entender também os seus defeitos? Todas as mães têm defeitos, todos nós temos defeitos, mas quando se fala dos defeitos da mãe, nós cobrimo-los, amamo-la assim. E inclusive a Igreja tem os seus defeitos: amamo-la como amamos a nossa mãe, ajudamo-la a ser mais formosa e mais autêntica, mais em conformidade com o Senhor? Deixo-vos estas perguntas, mas não vos esqueçais do dever: procurar a data do vosso Baptismo para a manter no coração e festejar.

       Uma mãe não se limita a dar a vida, mas com grande atenção ajuda os seus filhos a crescer, dá-lhes o leite, alimenta-os, ensina-lhes o caminho da vida, acompanha-os sempre com as suas atenções, com o seu carinho e com o seu amor, até quando são adultos. E nisto sabe também corrigir, perdoar e compreender, sabe estar próxima na enfermidade e no sofrimento. Em síntese, uma mãe boa ajuda os filhos a sair de si mesmos, a não permanecer comodamente debaixo das asas maternas, como uma ninhada debaixo das asas da galinha. Como uma mãe boa, a Igreja faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento, transmitindo a Palavra de Deus, o qual é uma luz que nos indica o caminho da vida cristã; administrando os Sacramentos. Alimenta-nos com a Eucaristia, concede-nos o perdão de Deus através do Sacramento da Penitência e apoia-nos na hora da doença com a Unção dos enfermos. A Igreja acompanha-nos durante toda a nossa vida de fé, em toda a nossa vida cristã. Então, podemos fazer outras perguntas: qual é a minha relação com a Igreja? Sinto-a como mãe que me ajuda a crescer como cristão? Participo na vida da Igreja, sinto-me parte dela? A minha relação é formal ou vital?

       Um terceiro breve pensamento. Nos primeiros séculos da Igreja, era muito clara uma realidade: enquanto é mãe dos cristãos, enquanto «faz» os cristãos, a Igreja é também «feita» de cristãos. A Igreja não é algo diverso de nós mesmos, mas deve ser vista como a totalidade dos fiéis, como o «nós» dos cristãos: eu, tu, todos nós fazemos parte da Igreja. São Jerónimo já escrevia: «A Igreja de Cristo outra coisa não é, a não ser as almas daqueles que acreditam em Cristo» (Tract. Ps 86: PL 26, 1084). Então, a maternidade da Igreja é vivida por todos nós, pastores e fiéis. Às vezes ouço: «Creio em Deus, mas não na Igreja... Ouvi que a Igreja diz... os sacerdotes dizem...». Mas uma coisa são os sacerdotes, pois a Igreja não é formada só por sacerdotes, todos nós somos a Igreja! E se tu dizes que crês em Deus e não na Igreja, dizes que não acreditas em ti mesmo; e esta é uma contradição. Todos nós somos a Igreja: desde a criança recentemente baptizada, até aos Bispos e ao Papa; todos nós somos Igreja e todos somos iguais aos olhos de Deus! Todos somos chamados a colaborar para o nascimento de novos cristãos na fé, todos somos chamados a ser educadores na fé, a anunciar o Evangelho. Cada um de nós deve perguntar-se: o que faço para que os outros possam compartilhar a fé cristã? Sou fecundo na minha fé, ou vivo fechado? Quando repito que amo uma Igreja não fechada no seu espaço, mas capaz de sair, de se mover até com alguns riscos, para levar Cristo a todos, penso em todos, em mim, em ti, em cada cristão. Participamos todos na maternidade da Igreja, a fim de que a luz de Cristo alcance os extremos confins da Terra. Viva a santa Igreja-mãe!

 

in Audiência Geral, Praça de São Pedro, Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013: AQUI.


11
Jul 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Com a chancela do Vaticano, datada de 29 de junho de 2013, solenidade do martírio de São Pedro e São Paulo, a primeira Carta Encíclica, LUMEN FIDEI, do Sumo Pontífice FRANCISCO aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos sobre a FÉ.

       Como reconhece o Papa, esta é uma encíclica muito forte sobre a fé, a luz da fé, que brota do amor de Deus, que implica escuta do chamamento de Deus e da Sua Palavra, que Se revela ao longo da história e assume um ROSTO humano, Jesus Cristo... foi escrita a 4 mãos:

"Estas considerações sobre a fé — em continuidade com tudo o que o magistério da Igreja pronunciou acerca desta virtude teologal — pretendem juntar-se a tudo aquilo que Bento XVI escreveu nas cartas encíclicas sobre a caridade e a esperança. Ele já tinha quase concluído um primeiro esboço desta carta encíclica sobre a fé. Estou-lhe profundamente agradecido e, na fraternidade de Cristo, assumo o seu precioso trabalho, limitando-me a acrescentar ao texto qualquer nova contribuição. De facto, o Sucessor de Pedro, ontem, hoje e amanhã, sempre está chamado a «confirmar os irmãos » no tesouro incomensurável da fé que Deus dá a cada homem como luz para o seu caminho" (LF 7).

       Esta é uma CARTA escrita com fé, com alma, de forma muito simples, acessível, procurando comunicar a FÉ em Cristo, vivida em Igreja, ao longo da história, com a memória que transmite a fé, mas que vem do futuro e que a todos nos atrai com a Sua luz, com o Seu amor.

       Curioso: se tentarmos ver que partes escreveu Bento XVI e o Papa Francisco, será muito difícil, ainda que possa haver algumas expressões características de um ou de outro, e que poderá ficar mais especialistas. É a primeira Encíclica do Papa Francisco, em que assume um esboço já muito avançado sobre a vivência da fé e da luz que esta irradia sobre a pessoa, sobre o mundo. Lendo, poderíamos dizer que Bento XVI a escreveu do início ao fim. Lendo-a, poderíamos dizer que é inteiramente de Francisco. Para quem lê ou escuta Bento XVI ou Francisco (também como Cardela Jorge Bergoglio), percebe-se, nos dois, uma grande força espiritual, uma linguagem muito simples, de fácil leitura, com exemplos que ajudam a perceber o que se quer transmitir, com poucas citações, a não ser as citações bíblicas, ainda assim com citações dos Padres da Igreja, mas também de intelectuais além da Igreja visível.

        Quatro partes - Acreditamos no amor (cf. Jo 4, 16); Se não acreditardes, não compreendeis (cf. Is 7, 9); Transmito-vos aquilo que recebi (cf 1 Cor 15, 3); Deus prepara para eles uma cidade (cf. Heb 11, 16). Nesta parte final, salienta-se o testemunho de fé de Nossa Senhora - Feliz daquela que acreditou (cf. Lc 1, 45).

"A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho... o serviço da fé ao bem comum é sempre serviço de esperança que nos faz olhar em frente, sabendo que só a partir de Deus, do futuro que vem de Jesus ressuscitado, é que a nossa sociedade pode encontrar alicerces sólidos e duradouros. Neste sentido, a fé está unida à esperança, porque, embora a nossa morada aqui na terra se vá destruindo, há uma habitação eterna que Deus inaugurou em Cristo, no seu corpo (cf. 2 Cor 4, 16 - 5, 5). Assim o dinamismo de fé, esperança e caridade (cf. 1 Tes 1, 3; 1 Cor 13, 13) faz-nos abraçar as preocupações de todos os homens, no nosso caminho rumo àquela cidade, «cujo arquitecto é o próprio Deus» (Heb 11, 10), porque «a esperança não engana» (Rom 5, 5)".

       É um texto, para quem tem fé, para quem gosta de ler, para quem gosta de se enriquecer espiritualmente, um texto excelente. Como é possível que tamanha sabedoria se veja na maior das simplicidades? O grande faz-se pequeno. Deus Infinito assume a nossa finitude e fragilidade. Bento XVI e Francisco escrevem e falam como se estivessem olhos nos olhos diante de cada um de nós e com a clara preocupação de serem transparentes, compreensíveis, deixando que nas suas palavras muito humanas deixem que fale a Palavra de Deus.

       Já aqui trouxe muitas sugestões de livros ou textos. Eis uma CARTA que por nada perderia. Do princípio ao fim. No final bem que poderia ser assinada, não por Bento XVI ou Francisco, mas poderia ser assinada por Jesus, tanta é a luminosidade que transmite.


18
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:16link do post | comentar |  O que é?

Mensagem de Bento XVI para o 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

21 de Abril de 2013 - 4.º Domingo de Páscoa

 

As vocações sinal da esperança fundada na fé

 

Amados irmãos e irmãs!

       No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a reflectir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes – sublinhava então o Sumo Pontífice– interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).

       Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da acção pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.

       A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo – «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar anova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

       Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação–que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d'Ele vem a minha esperança» (Sl62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).

       Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf.Rm 5,5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).

       Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida :família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.

       As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).

       A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povoe que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.

       Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.

       Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n'Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).

       Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).

 

Vaticano, 6 de Outubro 2012.

PAPA BENTO XVI


08
Abr 13
publicado por mpgpadre, às 10:25link do post | comentar |  O que é?

5 e 6 de abril, a paróquia de Nossa Senhora da Conceição viveu dois momentos luminosos, potenciando outros locais de culto e outras oportunidades.

       Na sexta-feira, Eucaristia-Festa de São Vicente Ferrer, na Capela que lhe é dedicado, animada pelo grupo coral e pelos jovens.

       No sábado, à noite, na Igreja Paroquial, um tempo de ORAÇÃO-TAIZÉ. Um bom grupo de pessoas se juntou para mais este encontro de oração, em atitude de escola de vivência de fé, com a presença de elementos dos vários grupos paroquiais e com o entusiasmo especial do Grupo de Jovens. Agora algumas das imagens:

Outras fotos da Escola da Fé: AQUI.

Outras fotos sobre a festa de São Vicente: AQUI


06
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Sexta-feira, 1 de março, de volta à Escola da Fé, para refletir, para rezar, para testemunhar a vivência da fé, centrados na terceira parte do CREDO - Creio no Espírito Santo. O Ano da Fé é um desafio a aprofundar as razões da nossa esperança, solidificando o que nos une a Jesus Cristo, e à Sua Igreja, da Qual Ele é a Cabeça e nós membros vivos. Uma das preocupações de Bento XVI, Papa Emérito, é que se refletisse no CREDO e nas Verdades que expressa, para que a Profissão de Fé não seja uma récita, mas um verdadeiro compromisso com Jesus Cristo, com a Igreja, com a humanidade.

       Connosco, o Pe. Bráulio para nos falar de Deus - Espírito Santo. Das três Pessoas da Santíssima Trindade, o mais desconhecido e o mais difícil de falar. Em todo o caso, o Espírito Santo está sempre presente, na criação, nos profetas, em Cristo Jesus, no Batismo, no horto das oliveiras, no alto da Cruz.

        Em qualquer situação da vida deveriamos evocar o Espírito Santo, na relação com os familiares, no compromisso eclesial, na resolução de probelas, nas dificuldades, como se reflete na Oração ao Espírito Santo, proposta para encerrar este encontro, e para rezar todos os dias, pelo menos na Quaresma:

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho!
Inspirai-me sempre aquilo que devo pensar,
Aquilo que devo dizer,
Aquilo que devo calar,
Aquilo que devo escrever,
Aquilo que devo sentir,
Aquilo que devo fazer,
Para procurar a Vossa glória,
O bem das almas e a minha própria santificação.
Ó Jesus, toda a minha confiança está em Vós.
Ó Maria, Templo do Espírito Santo,
Ensinai-nos a sermos fieis
Àquele que habita em nosso coração. Ámen.


01
Mar 13
publicado por mpgpadre, às 10:21link do post | comentar |  O que é?


25
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


24
Jan 13
publicado por mpgpadre, às 15:52link do post | comentar |  O que é?

       Com o aproximar do fim do mês, a edição do boletim paroquial VOZ JOVEM, deste primeiro mês do ano de 2013.

       O editorial, nuima referência incontornável apresenta ROSTOS do ano da Fé, com destaque para o padroeiro da Diocese de Lamego, São Sebastião. Nas páginas centrais, a 2 e 3, a Peregrinação a Roma, no Encontro Internacional Taizé, na passagem de 2012 para 2013, e o dia de formação YOUTRAVEL - a viagem do Youcat pelas Dioceses portugueses, para dar a conhecerp Catecismo Jovem da Igreja Católica, para se converter em ferramento de ajuda à catequese e aos encontros juvenis.

       Na última página, para lá da refleão bíblica, notícias/informações de interesse para a comunidade paroquial de Tabuaço.

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


17
Dez 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       No dia 14 de dezembro, sexta-feira, no Centro Paroquial de Tabuaço, mais um tempo de formação, encontro, reflexão, testemunho de fé e de vida, desta feita com o Pe. António Jorge Giroto.

       Depois da temática - Creio em Deus Pai -, este encontro versava sobre a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

 

          O ponto de partida foi o poema de José Régio que se segue:

Ignoto Deo

Desisti de saber qual é Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos,
Ou que rosto é que toma, se algum tome,
Teu Sopro tão além de quanto vemos. 

Desisti de Te amar, por mais que a fome
Do Teu amor nos seja o mais que temos,
E empenhei-me em domar, nem que os não dome,
Meus, por Ti, passionais e vãos extremos. 

Chamar-Te amante ou pai…, grotesco engano
Que por demais tresanda a gosto humano!
Grotesco engano o dar-te forma! E enfim, 

Desisti de Te achar no quer que seja,
De Te dar nome, rosto, culto, ou igreja…
— Tu é que não desistirás de mim!

José Régio, Biografia

 

       Sempre numa toada de grande familiaridade, o Pe. Giroto, servindo-se de alguns documentos importantes paras os cristãos - a Bíblia, o Catecismo da Igreja Católica, os documentos do Vaticano II e um ou outro estudo - ajudou-nos a aprofundar a fé em Jesus Cristo, numa lógica de compromisso com o tempo presente. Numa belíssima imagem, baseando-se no texto dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro e João não dão moedas mas pegam pela mão um paralítico e falam-lhe de Jesus... assim também nós, que estamos coxos, precisamos de nos levantar, saltar, dançar, indo à procura de Jesus onde O poderemos encontrar...

       Dentro deste espaço de formação, houve também tempo para perguntas, em jeito de partilha. E uma das questões presentes - como fazer? Desde que nos levantamos, todas as horas que temos pela frente é para viver ao jeito de Jesus Cristo.


01
Dez 12
publicado por mpgpadre, às 12:24link do post | comentar |  O que é?

       No passado dia 30 de novembro, sexta-feira, na Casa de São José, em Lamego, reunião do Conselho de Arciprestes, sob a presidência do Sr. Bispo D. António Couto.

       Um dos temas centrais deste encontro foi a reorganização dos arciprestados, com vista a uma maior dinamização pastoral, agilizando estruturas para uma trabalho pastoral mais eficaz e sobretudo mais próximo das pessoas, mais anúncio e testemunho de Jesus Cristo.

Depois da oração inicial, o Sr. Bispo apresentou, em 7 pontos, as principais conclusões/ilações da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre a "Nova Evangelização para a transmissão da Fé".

  1. A Igreja deverá ser sinodal, paroquial, próxima, acolhedora, afetiva. A paróquia é a fonte da aldeia onde todos vão beber, saciar a sua sede.
  2. Repartir de Jerusalém. O retrato da primeira comunidade de Jerusalém há de estar na identidade das nossas comunidades cristãs. Uma Igreja que escuta a palavra de Deus, assídua ao ensino dos apóstolos, à fração do pão, à comunhão fraterna, à oração. É uma Igreja que se espalha pelas casas.
  3. A partir de Jesus. É ponto firme e incontornável. Viver a partir de Jesus, sem estratégias, sem burocracias, sem diplomacias. Sem Jesus não se vai longe. Evocação da passagem de São Lucas, da perda de Jesus no Templo. Quando José e Maria se dão conta, Jesus não segue com eles. Então voltam à Sua procura. Não faz sentido continuar sem Ele. Se nos acontecer o mesmo, caminharmos sem Jesus, então temos que O procurar, ir ao Seu encontro. A fé decide-se na relação que instauramos com a pessoa de Jesus. É preciso aproximar-se da vida das pessoas de hoje. Nas pessoas poderemos encontrar Jesus. Não basta saber, é preciso viver. A comunidade de Jerusalém crescia, porque nela havia vida.
  4. Não precisamos de inventar novas estratégias, mas renovar a nossa vida. Renovar a começar por nós. No sínodo, a começar nos bispos; nesta reunião de arciprestes, a começar pelos sacerdotes presentes. O Sacramento da Nova Evangelização é o Sacramento da Reconciliação. Reconciliação connosco, com os outros, com Deus. Renovar o coração. Voltar a Jesus Cristo.
  5. Adotar o estilo de vida de Jesus - uma maneira de viver: pobre, simples, verdadeiro, próximo das pessoas, dedicado, ousado, ...
  6. Escolas/casas de vivência da fé. Ensinar a viver a fé. A maior aposta e o maior fracasso da Igreja - a CATEQUESE. É necessário ajudar as pessoas a viver a fé, e não um conjunto de teorias. Ajudar a viver a fé com alegria. A liturgia, bem vivida, é uma extraordinária escola de fé. Investir na preparação da homilia, na preparação de acólitos, de leitores,...
  7. Metodologias diretas - testemunho pessoal, direto, pessoa a pessoa. Testemunho, pessoas que não tenha vergonha de ser cristãos. Que digam a sua fé. A nossa vida é a grande escola, a grande casa para testemunhar Jesus.

       É com a nossa vida renovada que podemos levar Jesus... Não basta sermos crentes, temos de ser crentes credíveis...

       A reunião de Arciprestes continuou a debater os (novos) Estatutos do Arciprestado, e a reconfiguração dos Arciprestados, dando início ao processo de escolha dos novos Arciprestes...

 

Pode ser interessante reler uma das intervenções de D. António Couto no Sínodo:

FIDELIDADE RENOVADA.


28
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 11:00link do post | comentar |  O que é?

O encanto do primeiro encontro (...) não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa

        A criação de um Átrio dos Gentios, por parte do Vaticano, para ir ao encontro de agnósticos e ateus é um sinal para toda a Igreja Católica e Portugal quis dizer presente, organizando uma sessão do projeto, em Braga e Guimarães, simbolicamente capitais europeias da juventude e da cultura, respetivamente.

       O encanto do primeiro encontro deixa uma sensação de dever cumprido e abre as possibilidades que todo o futuro encerra em si, mas não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa, um fosso que muitas vezes oscila entre a indiferença e a pura rejeição. Esse passo implica sair até do próprio átrio, por parte da Igreja, e ir à procura pelas ruas, pelos espaços que não habita, sujeitando-se à crítica, ao escárnio e eventualmente à perseguição, mas sempre na convicção de que a sua mensagem é de todos os tempos e para todas as pessoas.

       Os cruzamentos de reflexões e de valores podem, nesse sentido, reforçar a apresentação dessa mensagem, sem a desvirtuar, tornando-a mais apta à compreensão de quem a desconhece e mais plural para quem, dentro da própria Igreja, se limita a visões parciais, incompletas e mesmo incorretas do património ético, espiritual e religioso do Cristianismo.

       Entre o ‘eu acredito em mim’ e o ‘eu acredito em Deus’, expressões ouvidas em Braga, vai um mundo de questões, de vivências, de opções de fundo que não podem ser ignoradas se o Átrio dos Gentios, em Portugal, quiser mesmo ser a porta para um novo caminho que os seus promotores pretendem. E, necessariamente, tem de deixar os limites geográficos em que se realizou e abrir-se ao país, com o apoio dos responsáveis e das comunidades católicas, para uma nova gramática do ser Igreja num tempo em que a fé não é um dado explícito no viver quotidiano. O diálogo, o verdadeiro encontro, é sempre um prazer mas é, acima de tudo, um desafio constante e nunca terminado.

 


24
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 11:16link do post | comentar |  O que é?

       Com o aproximar do final do mês, o Boletim Paroquial VOZ JOVEM fica disponível, assumindo-se como ponte entre as pessoas, estreitanto laços através da informação e reflexão apresentada, fazendo memória do pulsar da vida em comunidade. Com o número de novembro fica completa a publicação da CARTA PASTORAL "Vamos juntos construir a Casa da Fé e do Evangelho", do nosso Bispo, D. António José da Rocha Couto. Uma das propostas do Bispo diocesano de Lamego é a criação de Escolas da Fé, promovendo a formação de cristãos adultos. Seguindo esta sugestão, a paróquia de Tabuaço levará a efeito, um vez por mês, um momento de formação/reflexão, oração, convívio. No primeiro encontro - Creio em Deus Pai -, com a prestimosa presença do Pe. Ricardo Barroco. No segundo encontro - momentos de oração -, a generosa proposta orange do Pe. Sousa Lara. Dois encontros a que damos destaque no Voz Jovem, tal como damos nota da Festa do Acolhimento, dos meninos do 1.º Ano de catequese, das atividades juvenis, e, muito curioso o conjunto de respostas de alguns elementos do 6.º ano de Catequese. Como habitual, olhar jovem, com mais uma passagem da Sagrada Escritura, e outras novas da paróquia.

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


21
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 11:30link do post | comentar |  O que é?

       No ANO DA FÉ, e a prosseguir em anos posteriores, uma proposta de formação/reflexão/oração/convívio para pessoas motivadas e a motivar para aprofundar mais a fé, partilhar a vida, reforçar laços de amizade, promover a aproximação de todos, seguindo a ideia de D. António Couto, Bispo de Lamego, e abrindo a ESCOLA DA FÉ. Para já uma aula por mês, no Centro Paroquial de Tabuaço. O primeiro encontro, seguindo o CREDO, no dia 16 de outubro, com o Pe. Ricardo Barroco, centrou-se em Creio em Deus Pai. Foi mais formativo.

       O segundo encontro, no dia 18 de novembro, com o Pe. Duarte Sousa Lara, dedicado sobretudo à oração, louvor, ação de graças, prece, com momentos para cânticos, para leitura/escuta de uma passagem da Bíblia, partilha de experiência, reflexão, exposição e bênção do Santíssimo Sacramento. Um momento de graça.

       Ficam algumas imagens.

 

Para ver outras imagens da Escola da Fé visite a página da Paróquia de Tabuaço no facebook.


02
Nov 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       No fim de semana de 13 e 14 de outubro iniciámos o ANO DA FÉ na nossa comunidade paroquial, tendo sido inaugurado no Vaticano, pelo Papa Bento XVI, no dia 11 de outubro, 50.º aniversário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II e 20.º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, durante a XIII assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos, entre 7 e 28 de outubro, sobre a “Nova evangelização para o transmissão da fé cristã”, no qual participa D. António Couto.
       Ao lema pastoral proposto pelo nosso Bispo, acrescentámos, como sufixo, a companhia de Maria. É a nossa padroeira. Será sempre a referência fundamental deste pedaço de Igreja em Tabuaço, sabendo que a Festa da Imaculada Conceição é um dos momentos mais extraordinários de vivência comunitária da fé cristã, com a novena e o dia da festa, com a solene Eucaristia e a Procissão por algumas das ruas da nossa paróquia. É nossa padroeira. É padroeira de Portugal. É padroeira/madrinha dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço.
       Sem grande esforço concluímos que Ela sempre caminha connosco, aponta-nos para Jesus Cristo, Seu Filho – Fazei o que Ele vos disser –, é-nos dada por Mãe, somos-lhe entregues como filhos, no alto da Cruz – Eis o teu filho, eis a tua Mãe – (Jo 19, 26-27). Se até ao momento da Cruz, Maria é Mãe de Jesus e modelo de acolhimento da vontade de Deus, depois da morte e ressurreição Ela torna-se a Mãe de todos os crentes, guardiã da esperança e da unidade. É à volta da Mãe que os apóstolos perseveram unidos à espera do Messias morto, e que voltará. Sem Ela seria o descalabro. Desta hora em diante, como discípulos amados do Senhor, levemo-l’A connosco, para casa, para a vida. Deixemos que Ela nos envolva e nos invada com o Seu olhar de Mãe. Fixemo-nos, como Ela, no olhar de Jesus. Vivamos, como Ela, alimentados pelo Espírito de Deus. Confiemos, como Ela, em Deus que é Pai, ainda que vivamos momentos dolorosos.
       Vamos juntos construir… Depois da Visita Apostólica de Bento XVI a Portugal, a Conferência Episcopal lançou um desafio: “Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal”. Diz o nosso Bispo, D. António Couto, na Carta Pastoral que nos é dirigida, e a toda a Diocese de Lamego:

“Convoco todos os Padres e toda a Diocese para abrirmos de par em par as portas da escuta qualificada da Palavra de Deus, da formação, da fração do pão, da comunhão e da oração. Escolas de fé, acolhimento, formação da fé, vivência e transmissão da fé constituem o grito que mais se levantou no chão eclesial aquando da auscultação das pessoas no processo sinodal «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal» (n.º 8).

       E juntos vamos construir uma CASA comum, a Casa da Fé e do Evangelho, procurando que cada coração e cada família, cada grupo e cada comunidade, sejam extensão da Casa da Fé e do Evangelho, melhor, sejam parte integrante, ramificações do CORAÇÃO de Jesus que pulsa em nós.

 

Editorial Voz Jovem, outubro 2012


30
Out 12
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       Quando se aproxima o final do mês de outubro, aí está a edição deste mês do Boletim Paroquial VOZ JOVEM. Nas páginas centrais, imagens do início do ano da Fé e da catequese paroquial, bem assim como reflexão sobre o Ano da Fé, e mais 4 números da Carta Pastoral do nosso Bispo, D. António Couto.

       No editorial centramo-nos no lema pastoral paroquial para o ano da fé 2012/2013, conjugado com o lema da Diocese de Lamego:

COM MARIA VAMOS JUNTOS CONSTRUIR A CASA DA FÉ E DO EVANGELHO. Na última página informações várias da comunidade paroquial, e calendário de algumas das atividades pastorais e ainda a reflexão bíblica, no olhar de um jovem.

  O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar |  O que é?

       O Papa Bento XVI propõe a toda a Igreja a vivência do ANO DA FÉ, com início no dia 11 de outubro de 2012, 50.º aniversário do início do Concílio Vaticano II e 20.º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e com o seu termo no dia 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo REI do Universo.

       Cada Diocese procurará responder ao desafio do Bento XVI, enquadrando o ANO da FÉ nos planos pastorais respetivos.

       A DIOCESE de LAMEGO, enquadra o Ano da Fé, a Nova Evangelização, sendo que o nosso Bispo é o respondável da Comissão Epsicopal da Nova Evangelização, partindo do projeto sinodal que a Conferência Episcopal preconiza: "Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal". Para este efeito D. António Couto publicou a Sua primeira CARTA PASTORAL, onde faz o enquadramento da proposta à Diocese: VAMOS JUNTOS CONSTRUIR A CASA DA FÉ E DO EVANGELHO.

“Convoco todos os Padres e toda a Diocese para abrirmos de par em par as portas da escuta qualificada da Palavra de Deus, da formação, da fração do pão, da comunhão e da oração. Escolas de fé, acolhimento, formação da fé, vivência e transmissão da fé constituem o grito que mais se levantou no chão eclesial aquando da auscultação das pessoas no processo sinodal «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal» (n.º 8).

       Na paróquia Nossa Senhora da Conceição, acrescentamos uma nuance à proposa de D. António Couto, propondo a referência fundamental de Nossa Senhora, como Padroeira e guia e intercessora:

 

COM MARIA VAMOS JUNTOS CONSTRUIR A CASA DA FÉ E DO EVANGELHO

 

       Abaixo poderá fazer o download da calendarização das atividades pastorais da paróquia, na aberura para Diocese de Lamego e suas atividades.


 

Faça o donwload da calendarização pastoral paroquial: AQUI - FORMATO PDF

ou clique sobre as imagens


25
Out 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?


23
Out 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       No fim de semana de 13/14 de outubro, a Paróquia iniciou o Ano da Fé, na comunhão com toda a Igreja, dando início ao ano pastoral e à catequese paroquial. Pelas 15h00, como habitualmente, os ensaios do Grupo Coral da Catequese; pelas 16h00, no Centro Paroquial, a Catequese. No primeiro encontro de sábado, todas as crianças e adolescentes se juntaram no espaço exterior, para um momento mais descontraído, com a animação juvenil. Pelas 17h00, a celebração da Eucaristia, utilizando elementos simbólicos para o lema pastoral - Com Maria, vamos juntos construir a Casa da Fé e do Evangelho.

       No Domingo, a celebração da Eucaristia contou com simbologia idêncitca, ainda que em momentos diferentes da celebração, para que todos fossem sensibilizados para o Ano da Fé e para a orientação diocesana e paroquial.

       Abaixo poderá ver um conjunto de imagens, em formato do vídeo/diaporama, com o Hino Oficial do Ano da Fé como música de fundo.

 

 

Para ver as fotos poderá também visitar-nos no facebook: paróquia de Tabuaço.


22
Out 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

FIDELIDADE RENOVADA (n.º 158)


Igreja sinodal, próxima, fraterna e afectuosa

       1. Viver «em sínodo» é a vocação e a missão da Igreja peregrina e paroquial, casa de família fraterna e acolhedora no meio das casas dos filhos e filhas de Deus, no belo dizer do Beato Papa João Paulo II, Catechesi tradendae [1979], n.º 67; Christifideles Laici [1988], n.º 26.

 

        2. É também o retrato da Igreja-mãe de Jerusalém, saído da paleta de tintas do Autor do Livro dos Actos dos Apóstolos (2,42-47; 4,32-35; 5,12-15), que nos mostra uma comunidade cristã bem assente em quatro colunas: o ensino dos Apóstolos (1), a comunhão fraterna (2), a fracção do pão (3) e a oração (4), e com ramificações em todas as casas e em todos os corações. Trata-se de uma comunidade bela que, dia após dia, crescia, crescia, crescia. Não admira. Era uma comunidade jovem, leve e bela, tão jovem, leve e bela, que as pessoas lutavam por entrar nela!

 

Igreja da anunciação

       3. A vocação e missão da Igreja não é coisa própria sua, mas radica, como exemplarmente deixou escrito o Concílio Vaticano II, no seu Decreto Ad Gentes, no amor fontal do Pai, que enviou em missão o Filho e o Espírito Santo (n.º 2). É nesta missão que se enxerta a missão da Igreja, pelo que não compete à Igreja inventar a missão ou decidir em que consista a missão. Na verdade, o rosto da missão tem os traços do rosto de Jesus Cristo e já foi nele luminosamente manifestado. Temos, pois, uma memória viva a fazer, viver e guardar todos os dias.

       Abrindo o Evangelho de Marcos, reparamos logo que o primeiro afazer de Jesus não é pregar ou ensinar, mas ANUNCIAR, que traduz o verbo grego kêrýssô: anunciar o Evangelho (Mc 1,14). E qual é a primeira nota que soa quando Jesus se diz com o verbo ANUNCIAR? É, sem dúvida, a sua completa vinculação ao Pai, de quem é o Arauto, o Mensageiro, o ANUNCIADOR (kêryx). Pura transparência do Pai, de quem diz o que ouviu dizer (Jo 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e faz o que viu fazer (Jo 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Sl 110,7), Jesus, o Filho, é pura transparência do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: «Filipe […], quem me vê, vê o Pai» (Jo 14,9).

 

       4. Tudo, no arauto, na mensagem que transmite (kêrygma) e no estilo com que o faz, remete para o seu Senhor. A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou arauto ou mensageiro consiste na sua FIDELIDADE Àquele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. É em Seu Nome que diz o que diz; é em Seu Nome que diz como diz.

 

       5. O missionário só tem autoridade na medida em que é fiel a Cristo e como Ele obediente, nada dizendo ou fazendo por sua conta e risco. Só pode dizer e fazer aquilo que, por graça, lhe foi dado ouvir, aquilo que, por graça, lhe foi dado ver fazer. O missionário não pode deixar de estar vinculado a Cristo, nele configurado e transfigurado. O Papa Bento XVI disse-o assim: «Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão». E acrescentou este singular desabafo: «Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto» (Homilia da Santa Missa, Grande Praça da Avenida dos Aliados, Porto [Portugal], 14 de Maio de 2010).

 

Igreja da fidelidade

        6. Impõe-se ainda dizer, é mesmo necessário ainda dizer, em jeito de conclusão ou de introdução, que aquilo que me parece ser mais importante na expressão «nova evangelização» não é tanto a novidade de métodos, expressões ou estratégias, mas a FIDELIDADE da Igreja ao Senhor Jesus (Paulo VI, Evangelii Nuntiandi [1975], n.º 41), ao seu estilo, ao seu modo de viver, de fazer e de dizer: Dom total de si mesmo num estilo de vida pobre, humilde, despojado, feliz, apaixonado, ousado, próximo e dedicado. Passa por aqui sempre o caminho e o rosto da Igreja, que tem de fazer a memória do seu Senhor, configurando-se com o seu Senhor e transfigurando-se no seu Senhor. Impõe-se, portanto, uma verdadeira conversão do coração, e não apenas uma mudança de verniz. Sim, temos necessidade de anunciadores do Evangelho sem ouro, nem prata, nem cobre, nem bolsas, nem duas túnicas (Mt 19,9-10; Mc 6,6-8; Lc 9,3-4)… Sim, é de conversão que falo, e pergunto: por que será que os Santos se esforçaram tanto, e com tanta alegria, por ser pobres e humildes, e nós nos esforçamos tanto, e com tristeza (Mt 19,22; Mc 10,22; Lc 18,23), por ser ricos e importantes?

 

+ António José DA ROCHA COUTO


15
Out 12
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?


10
Out 12
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

        D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em entrevista ao Programa 70X7, programa da Igreja Católica na RTP 2, sobre diversas questões, o ano da Fé, o Concílio Vaticano II, a crise económico financeira, o apelo à serenidade, e à solidariedade cristã:

 


29
Set 12
publicado por mpgpadre, às 10:00link do post | comentar |  O que é?

       Está aí o início de mais um ano pastoral, sob a égide de ANO da FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI e se inicia no próximo dia 11 de outubro, no 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e no 20.º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, e que terminará no dia 24 de novembro de 2013. Mais uma excelente oportunidade para aprofundar a FÉ que nos une em Jesus Cristo, testemunhando com novo ardor a nossa adesão a Jesus Cristo, pessoal, familiar e comunitariamente. As várias dioceses procuram adequar os seus planos pastorais às realidades de hoje com o pano de fundo do Ano da Fé. A Diocese de Lamego, na pessoa do nosso Bispo D. António, propôs o seguinte lema - Vamos juntos construir a Casa da Fé e do Evangelho -, na incidência do Ano da Fé e da Nova Evangelização (realiza-se no início de outubro, no Vaticano, a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos para se debruçar sobre "A nova evangelização para a transmissão da Fé").

       Na nossa paróquia alargaremos o lema, na especificidade e no patrocínio de Nossa Senhora da Conceição - Com Maria, vamos juntos contruir a Casa da Fé e do Evangelho.

       É destes temas e outros que damos nota no boletim paroquial "VOZ JOVEM", de setembro. Vale a pena ler e meditar os primeiros 4 números da Carta Pastoral do nosso Bispo, o início da Carta Apostólica de Bento XVI, a Porta da Fé, que "justifica" o ANO da FÉ, o testemunho de Roberto Carneiro sobre este ano da fé.

       Em tempo de férias, as comunidades paroquiais continuam a viver e partilhar a fé, ainda que de maneira diferente. Fica o registo de dois momentos: a participação na Procissão de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, e na Peregrinação a Taizé, de 6 jovens da nossa paróquia. Há ainda outros informações importantes: o início da catequese - 13 de outubro; leituras propostas para o Ano da Fé; informações sobre o empréstimo bancário, e a "Escola de Fé" para o dia 26 de outubro, no Centro Paroquial.

       O Boletim poderá ser lido a partir da página da paróquia de Tabuaço, ou fazendo o download:


mais sobre mim
Relógio
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


Visitantes
comentários recentes
O mundo atual precisa do testemunho cristão. Livro...
Saudações fraternas. Claro que sim. Ao longo da Su...
Caríssimo, no texto que comento, anuncia a experiê...
Sofres do síndrome de última bolacha do pacote
Quero agradecer por essa linda história e texto po...
Gostei da trilogia.http://numadeletra.com/1q84-liv...
Olá!Caí neste comentário acerca deste último livro...
http://numadeletra.com/41791.html
também gostaria de o conhecer pessoalmente acho in...
Bom dia. Alguns elementos para o ofertório estão v...
Bom dia. Sou catequista na minha paróquia e estamo...
Mais uma vez, muitos parabéns por nos dar este bel...
Eu já sabia que não devemos menosprezar nunca o po...
Bom dia. Eu é que agradeço, pela presença, pelo in...
Bom dia Padre Manuel! É sempre com muito agrado qu...
arquivos
Pinheiros - Semana Santa
- 29 março / 1 de abril de 2013 -
Tabuaço - Semana Santa
- 24 a 31 de abril de 2013 -
Estrada de Jericó
pesquisar neste blog
 
Velho - Mafalda Veiga
Festa de Santa Eufémia
Pinheiros, 16/17 de setembro de 2012
Primeira Comunhão 2013
Tabuaço, 2 de junho
Papa Bento XVI
Profissão de Fé 2013
Tabuaço, 19 de maio
blogs SAPO