...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Mai 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».

       Mais uma pérola do evangelho segundo São João, inserindo-se na autorrevelação de Jesus Cristo: Eu sou a água viva, quem beber desta água terá a vida eterna; Eu sou o Pão da vida, o Pão que o Pai vos dá; Eu Sou a porta pela qual entram as ovelhas; Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, por estas e por outras que ainda estão fora; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

       A identidade de Jesus é missionária, isto é, faz-se em movimento, sai de Si para nos encontrar no nosso caminho. É por Ele que vamos. Antes, vem Ele ao nosso encontro. Desafia-nos. Provoca-nos. Dá-nos a escolher. Quem Me segue não andará nas trevas. Jesus é o Caminho que nos conduz ao Pai, é o Bom Pastor que cuida do nosso alimento, sendo que o verdadeiro alimento é fazer a vontade do Pai. É a Verdade que nos revela a nossa origem, a nossa identidade comum, o nosso destino: de Deus vimos, em Deus nos movemos, para Deus vamos. Ele a Videira e nós os ramos; ligados a Ele daremos muito fruto. Revela-nos o que há de melhor em nós. O Seu sonho, o Seu projeto de vida: que tenhamos vida em abundância. E como? Seguindo-O, imitando-O, gastando a vida a favor dos outros! Há mais alegria em dar do que em receber.

 

       2 – «Quem Me vê, vê o Pai... Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».

       No diálogo com os discípulos, e antes de chegar a hora da morte, entrega a favor da humanidade, Jesus deixa palavras de confiança: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho».

       Não estamos às escuras. Em Jesus temos uma orientação. Sintonizados com Ele, faremos obras grandiosas. É por Ele que vamos. Ele revela-nos o Rosto do Pai. Quem O vê, vê o Pai.

       Se em Cristo somos assumidos como irmãos, filhos de Deus, então também nós poderemos transparecer o Rosto do Pai. O que é necessário? Amarmo-nos uns aos outros como Ele nos amou.

       Na primeira leitura, a convocação da Igreja para que a caridade não seja secundarizada. O anúncio é uma prioridade que tem consequências práticas. Em vésperas de ser eleito, o atual Papa Francisco, lembrava a necessidade da Igreja não ser autorreferencial, mas ser verdadeiramente missionária, saindo de si, anunciando Jesus Cristo e levando-O às periferias. Conscientes deste mandato, os Doze escolhem 7 diáconos com a missão específica de atender às pessoas mais carenciadas.

       São João, nas suas cartas, frisa que é mentiroso todo aquele que diz amar Deus odiando o seu irmão. Os outros são a visibilidade de Deus. Faltando o outro, que desprezo, que afasto, que destruo, que mato em mim, não terei como chegar a Deus. O que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fareis. Só acolhendo e cuidando do outro me torno eu próprio e me encaminho para Deus.

 

       3 – Vendo Maria, vemos Jesus. Ela é a primeira discípula. Vem para fazer a vontade do Pai. O Seu sim acompanha o de Jesus, mas está temporalmente antes, permitindo que Deus Se faça um de nós e entre na nossa história. Logo, outro SIM. Diante de Jesus crucificado, Ela torna-Se Mãe da Igreja. Jesus como que deixa de Ser o Filho, para que cada um de nós seja filho de Maria, e Ela seja nossa Mãe, e possamos acolhê-la em nossa casa. A casa é o lugar com o qual nos identificamos. Se Maria vem para nossa casa, identificamo-nos com o Seu SIM e com Ela nos tornamos morada de Deus. Assim nasce a Igreja!

       Olhando para Maria vemos a ternura de Deus, a Sua compaixão. Até mesmo no silêncio, a que Jesus a convoca – ainda não chegou a minha hora – Ela Se assume como intercessora: eles não têm vinho... fazei o que Ele vos disser. E Jesus age, fazendo com que a Sua hora venha em auxílio da nossa hora e dos nossos dias.


Textos para a Eucaristia (ano A): Atos 6, 1-7; Sl 33 (34); 1Ped 2, 4-9; Jo 14, 1-12.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

ou no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


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