...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
09
Jul 16
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

1 – «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Um duplo mandamento. Amar a Deus acima e antes de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus Cristo dá Corpo a este mandato. Traz-nos Deus, aproxima a eternidade do tempo, vive e visualiza o amor de Deus, amando o ser humano, em especial o mais frágil, integrando, incluindo.

Deus não nos pede o impossível: «Este mandamento não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Não está no céu... Não está para além dos mares... Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».

O doutor da Lei questiona Jesus que lhe devolve a questão, remetendo-o para a Sagrada Escritura. O mandamento primeiro é amar a Deus de todo o coração, com todas as forças, em todo o tempo, e que a vivência dos mandamentos (n)os coloca na senda da eternidade!

Para nós cristãos, a herança eterna é dom de Deus, que nos salva em Jesus Cristo, pela Sua morte e ressurreição, mistério pascal que celebramos em cada Eucaristia, recordando e tornando-nos contemporâneos da oferenda de Jesus. Jesus interliga o amor a Deus com o dar a vida pelos outros. Com efeito, o amor, como o entende o Evangelho, “é a coragem de morrer para o próprio egoísmo, de nos esquecermos de nós próprios em favor dos outros” (Tomáš Halík).

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2 – A sabedoria inclui o saber e o fazer, a vivência concreta com as pessoas que Deus confiou à minha, à tua, à nossa responsabilidade.

O doutor da Lei volta à carga: quem é o meu próximo?

Talvez lhe possamos dar uma mão: o meu próximo é quem precisa da minha ajuda; o familiar; os amigos; os colegas de trabalho ou de copos; os vizinhos; os do meu bairro; os do meu partido; os da minha religião; as pessoas do meu país! Cada pessoa que se cruza comigo! E talvez seja também aquele de quem não gostamos tanto!

Vejamos a resposta de Jesus: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio-morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele».

Não importa tanto o que os outros dizem, mas o que eu faço. Jesus remata a questão, desafiando: «Então vai e faz o mesmo».

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3 – A parábola do Bom Samaritano é uma pérola do Evangelho. Jesus é, por excelência, o Bom Samaritano, que Se debruça sobre a humanidade ferida pelo pecado e pela morte, lhe trata das feridas, a coloca na sua montada, e assume todas as despesas, generosamente.

O Samaritano não se fixa na lei mas na pessoa. O sacerdote e o levita deixaram-se aprisionar pela lei e pelo preconceito. Mantiveram-se à distância. Viram um homem caído, derrotado, quase morto e não ousaram aproximar-se. Viram com os olhos, não com o coração. Viram as dificuldades mas não a pessoa ferida. Ao invés, o samaritano, olha, aproxima-se e vê, com o coração, compadece-se, toca-o, trata-lhe as feridas, coloca-o na sua montada, guia-o para um lugar seguro, assegura-se que será bem tratado e que ficará bem. Só nessa ocasião segue em frente.

Jesus faz-Se tão próximo da humanidade que a assume por inteiro, na sua fragilidade, fazendo-Se pecado por nós, deixando-Se ver e tocar, deixando-Se amar e odiar, deixando-Se perseguir e até matar. Para nos redimir. Para nos reconciliar, uns com os outros e com o Pai. Para nos resgatar do pecado e da morte, da solidão e do egoísmo. 


Textos para a Eucaristia (C): Deut 30, 10-14; Sal 68 (69); Col 1, 15-20; Lc 10, 25-37.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


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