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Ago 15
publicado por mpgpadre, às 14:00link do post | comentar |  O que é?

1 – «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».

Pedro faz a sua profissão de fé em Jesus.

O discurso de Jesus – Pão da Vida, Pão descido do Céu, que é a Sua carne entregue a favor de todos – gera enorme contestação: «Como pode Ele dar-nos a Sua carne a comer?» Jesus insiste: «Quem come deste Pão viverá eternamente». E a discussão acentua-se.

Os discípulos também fazem parte com a multidão. Têm dúvidas e perguntas a fazer. Não compreendem como têm de comer a carne, o corpo de Jesus: «Estas palavras são duras (ou são insuportáveis, na tradução dos Capuchinhos). Quem pode escutá-las?».

A murmuração, já antes presente, torna-se mais audível. Jesus devolve-lhes as perguntas: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam... Ninguém pode vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai».

O evangelista dá nota que a partir de então muitos discípulos se afastaram e já não andavam com Ele. Então Jesus testa a firmeza dos Doze: «Também vós quereis ir embora?».

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2 – A liturgia da Palavra coloca-nos diante de um exercício de liberdade. Jesus testa o seu núcleo duro: E vós? Quereis seguir outro caminho? Ou estais dispostos a dar a vida por Mim? E pelos outros?

Não há ameaças. Por vezes seria mais fácil: fazes assim ou Deus castiga-te! Reprimendas às nossas crianças: se não te portares bem, Jesus não gosta de ti!

Seguir Jesus tem exigências. Não é para pessoas mornas, mas para pessoas decididas, ainda que haja dúvidas, cansaços, hesitações, pecados. Seguir Jesus implica renunciar a todo o egoísmo, libertando-se para que Cristo nos preencha com o Seu amor. E tomar a sua cruz.

Em Cristo não há ameaças, condenações, diabolizações. Jesus dá aos discípulos a possibilidade de seguirem um caminho que os conduza até à eternidade. Mas sem chantagem nem jogos ardilosos.

Na primeira leitura, Josué, o sucessor de Moisés, coloca ao povo uma escolha: «Se não vos agrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se os deuses que os vossos pais serviram no outro lado do rio, se os deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha família serviremos o Senhor».

Josué dá o exemplo: seguirá, com a família, o Senhor. Mas sem pressões. O povo fica livre para decidir: «Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses… Também nós queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus».

 

3 – Só se pode decidir na liberdade. Se nos obrigam, escolhem por nós. Deus cria-nos por amor mas não nos salva sem nós, por maior que seja o Seu amor para connosco. Um pouco como os pais, não podem decidir a vida inteira pelos filhos, estes ficariam crianças para sempre. É preciso educá-los, dar-lhes as ferramentas, ensinar-lhes o melhor da vida, a compaixão, a justiça, a solidariedade, a capacidade de discernir e escolher o bem. Educá-los pressupõe que se lhes proporciona cada vez mais autonomia para fazerem as próprias escolhas.

Deus não nos trata como crianças, mas como filhos.

Por certo já presenciamos a birra de alguma criança que não faz o lhe mandam. Daí um conselho tradicional: queres que o teu filho coma sopa, come tu também. É esse o exemplo de Josué.

Então só fazemos o que nos apetece? O que nos dá na real gana? Claro que não. Diz-nos São Paulo: Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente (cf. 1Cor 6, 12). Escolhemos um caminho e agimos em conformidade. Quero entrar na universidade? Então esforço-me para ter médias para o curso pretendido. Quero ser ator ou atriz? Tenho que fazer por isso, entrar numa peça, em anúncios, em audições (castings), frequentar um curso, fazer wokshop's...

Ninguém nos pode obrigar a gostar desta ou daquela pessoa… Tem que partir de nós!

_______________________

Textos para a Eucaristia (B): Jos 24,1-2a.15-17.18b; Sl 33 (34); Ef 5, 21-32; Jo 6, 60-69.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


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