...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Ago 14
publicado por mpgpadre, às 16:39link do post | comentar |  O que é?

       1 – O AMOR de DEUS é a primeira e a maior bênção que podemos receber. Com efeito, quando percebemos o quanto Deus nos ama, a partir de então, a nossa vida muda para sempre.

       O que é verdadeiramente mobilizador na nossa vida? O amor. Desde o seio materno que a nova vida é alimentada com o sangue e com as proteínas da mãe, mas também pelo carinho, pela ternura, pelo amor da mãe, cujo corpo (e toda a vida da mulher-mãe) age para proteger a vida. A vida da mãe conjuga-se para abonar a vida do filho.

       Só o amor promete e concede eternidade. É no amor que nos descobrimos filhos de Deus, e nos consideramos irmãos. Todos precisamos de um olhar que encontre o nosso olhar, de um sorriso que torne mais largo o nosso sorriso, de uma palavra que desperte os nossos ouvidos, de um silêncio que preencha o nosso coração. O amor é vida. O Amor que promete e concede eternidade é Deus.

       Como refere são Paulo, nada nos pode separar do amor de Deus. «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? Nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades nem a altura nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus».

       2 – Só o Amor tem a capacidade de Se tornar pequeno; só o Amor consegue fazer-Se ver pela humildade. Deus, o Senhor da força, em Jesus Cristo, abaixa-Se até Se deixar ver, tocar, até Se deixar matar. O Senhor passeia entre os homens, entre iguais, carne da nossa carne. Não acima, não à parte, não longe ou no exterior, não pela violência ou pelo poder. Mas pela delicadeza, pela pobreza, pela vida despida de preconceitos e ideias feitas, pelo AMOR.

       Em Jesus, Deus dá-nos a vida, resgata-nos do pecado e das trevas, do egoísmo que nos afasta dos outros, da inveja que nos destrói como família, da ganância que mata o sonho e o futuro. Ensina-nos que o AMOR se dá e se vive concretamente. Ao cair da tarde, os discípulos, com algum cuidado e talvez alguma sensibilidade, lembram a Jesus a multidão que se acercou para O ver, para O escutar: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Perante um problema concreto, uma multidão faminta, a solução parece óbvia, e hoje ainda mais, quando se acentuam as desigualdades sociais: cada um trate de se desenrascar. Salve-se quem puder.

       Jesus responde perentoriamente: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».

Belíssima pregação a de Jesus, poucas palavras, incisivas, concretas. Dai-lhes vós de comer. Não laveis as vossas mãos, não assobieis para o lado como se não fosse nada convosco. Não. Não os mandeis embora. Alguns desfalecerão pelo caminho, outros não têm como comprar alimento. Ponde mãos às obras e procurai soluções para lhes dardes de comer. Também de pão vive o homem.

       3 – Perante os milhentos problemas das sociedades seremos tentados pelo desânimo. Não há soluções mágicas. Eles que vão embora e resolvam. Estamos disponíveis para ouvir, para lhes falar, mas que podemos fazer? São tantos e com tantos problemas e nós tão poucos e com parcos recursos!

       Dai-lhes vós de comer. Só então os discípulos procuram uma solução ou mais uma justificação: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Há alguma coisa, mas vão ficar todos com fome!

       Jesus ensina-nos que por mais pequena que seja a semente, pode gerar a grandiosidade, quanto feito com amor, quando o ponto de partida é a bênção. Em vez de olhar à escassez, Jesus olha para o que tem entre mãos e reza. Só na oração o nosso coração se dilata de forma a reconhecermos os outros como irmãos. Jesus "tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos".

       A bênção faz-nos repartir o que temos. Quando partilhamos, chega para todos e para os que hão de vir. O milagre da multiplicação é também (e sobretudo) o milagre da partilha, da bênção e do amor.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 55, 1-3: Sl 144 (145); Rom 8, 35.37-39; Mt 14, 13-21.

 


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