...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Abr 15
publicado por mpgpadre, às 13:00link do post | comentar |  O que é?

1 – «Meu Senhor e meu Deus!» A profissão de fé de Tomé, simples, breve, direta, fica como marca indelével da caminhada crente, da dúvida diante do mistério de Deus que irrompe na nossa vida, espanto perante tão grande novidade.

Segundo D. António Couto, o conteúdo e a notícia da ressurreição vem de fora, é uma vida completamente nova, está fora das coordenadas do tempo e da história. A nossa história humana termina com a morte. A ressurreição é algo de novo, que nos ultrapassa. Vem do alto, vem de Deus, mas deixa marcas na história.

s. tomé duccio.jpg

2 – O encontro com o Senhor Ressuscitado, dimensão sobrenatural, tem hora marcada connosco. Tarde do primeiro dia da semana, em casa, discípulos reunidos, com as portas e janelas trancadas, com medo dos judeus, vem Jesus, coloca-Se no MEIO. Estando Jesus no MEIO, o medo dá lugar à alegria, a tristeza converte-se em júbilo.

Inesperado. As mulheres já tinham anunciado a ressurreição. Como é que Alguém que foi morto pode estar vivo?! É uma dúvida que acentua a nossa humanidade. Aquele que não duvida não caminha, pois não tem a capacidade da procura, da descoberta, da conversão. Tomé, nosso gémeo, mostra-nos como passar da incredulidade à fé e ao testemunho. “A incredulidade de Tomé é mais útil que a fé dos discípulos que acreditam” (São Gregório Magno).

Deus não Se impõe. Respeita o ritmo de cada um, mas desafia: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente... Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».

A fé tem uma dimensão pessoal que nos insere na comunidade. Se estamos fora da comunidade, a nossa fé não tem raízes que a sustentem. Tomé não estava com a comunidade na tarde daquele primeiro dia. Regressa à comunidade, com Jesus no MEIO, dá-se a integração e a maturação da sua fé: Meu Senhor e Meu Deus. A comunidade de irmãos prepara-nos e encaminha-nos para este encontro.

 

3 – A Páscoa traz-nos a vastidão do Céu (Ratzinger/Bento XVI), reconcilia-nos com Deus que pela Sua misericórdia infinita ultrapassa a barreira do nosso pecado, limitação e fragilidade.

«A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Recebemos a paz como dom do Ressuscitado, para a comunicarmos aos outros. O encontro com Jesus transforma-nos e torna-nos irmãos.

A ressurreição recupera os discípulos que se perderam, à exceção de Judas. Voltam a seguir Jesus, procurando colocá-l’O no centro, atualizando os seus gestos, a Sua Mensagem de amor e de perdão, a Sua opção preferente pelos mais frágeis.

As comunidades primitivas vivem verdadeiramente a chamada justiça social, partilhando conforme a necessidade de cada um. A fé faz-nos caminhar em conjunto. Não faria sentido que partindo e orientando-nos para Deus, estivéssemos de costas voltadas.

«Onde se destrói a comunhão com Deus, que é comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, destrói-se também a raiz e a fonte de comunhão entre nós. Onde a comunhão entre nós não for vivida, também a comunhão com o Deus-Trindade não é viva nem verdadeira» (Bento XVI, Sacramentum Caritatis, 76)

Como respondem HOJE as nossas comunidades e cada um de nós como membros do único Corpo de Cristo que é a Igreja? Vivemos como irmãos? Sentimos como nossas as dores dos vizinhos? Somos assíduos à oração, participamos da vida da comunidade cristã?

___________________________

Textos da Eucaristia (B): Atos 4, 32-35; Sl 117 (118); 1Jo 5, 1-6; Jo 20, 19-31.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


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