...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Nov 15
publicado por mpgpadre, às 18:59link do post | comentar |  O que é?

1 – Olhamos a vida, habitualmente, em função do hoje e do amanhã. O passado pode bloquear-nos, retirando-nos a confiança, ou permitir enfrentar o futuro com esperança. O convite da palavra de Deus é para acolher a vida como dom a viver todos os dias e com o olhar fito no nosso encontro definitivo com Deus.

As contas fazem-nos no fim, mas podemos ir organizando a contabilidade para que no final tudo bata certo, sem precisarmos de medidas extraordinárias. Viver cada dia (carpe diem) com as suas preocupações e com a confiança em Deus, não nos dispensa do empenho na transformação do mundo, pelo contrário, quanto mais perto de Deus e mais certos do Seu amor por nós mais implicados uns com os outros. Somos filhos de Deus e, tendo Deus por Pai, somos irmãos.

Quem vai para o mar prepara-se em terra. Quando sabemos ao que vamos torna-se mais fácil lidar com os imprevistos.

«Depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu». Apesar de todas as contrariedades e contradições que tenhamos de enfrentar, a certeza da salvação.

Jesus previne os seus discípulos para que não fiquem pasmados à espera que o Céu lhes caia em cima, mas, com a força do Espírito, ponham os dons a render. «Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».

Cabe-nos trabalhar para que os tempos se tornem favoráveis.

Juizo_final_-_marten_de_vos.jpg

2 – Prosseguindo, Jesus utiliza uma imagem da natureza: «Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta».

Em alguns momentos da história, grupos de pessoas, que aumentaram nos finais de século e milénio, viveram atormentados por estas mensagens apocalípticas (revelações). O que desperta e prende mais a nossa atenção são as más notícias ou revelações catastróficas. Certamente nos lembramos das ocasiões em que Jesus anuncia a sua morte e logo anuncia também a sua ressurreição! Os discípulos fixam-se no anúncio da morte, e daí a tristeza que sentem e as negociatas de lugares que encetam para o tempo após e sem Jesus.

Hão de ver o Filho do Homem, com grande poder e glória, com os Seus Anjos, a recolher os eleitos, da extremidade da terra à extremidade do céus, dos quatro pontos cardeais. Eleitos pelo batismo, precisamos de permanecer eleitos, deixando que a Misericórdia de Deus nos molde e nos implique na caridade com todos.

 

3 – A primeira leitura apresenta a mesma linguagem apocalíptica, entenda-se REVELAÇÃO: Deus vem salvar-nos. Não será uma salvação a prazo ou às prestações, mas integral, extensível a todos.

«Surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia... Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo, para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus. Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno».

O texto de Daniel faz emergir, tal como vimos no Evangelho, a mesma dicotomia: por um lado, tempos conturbados, limitados no tempo, e, por outro lado, a salvação de Deus, definitiva. A angústia do tempo presente em nada é comparável com a alegria e a glória de Deus. Poderíamos de novo usar a imagem da mulher que está para ser mãe: as dores do parto darão lugar à alegria e satisfação pelo nascimento do filho. A toma de medicamentos é mais fácil quando há a certeza que vamos melhorar.

São palavras de conforto e de esperança, para não nos perdermos nas dificuldades, para não cairmos no desencanto e no vazio, para não nos deixarmos abater, por maiores que sejam os tormentos.

________________________

Textos para a Eucaristia (B): Dan 12, 1-3; Sl 15 (16); Hebr 10, 11-14. 18; Mc 13, 24-32.

 

REFLEXÃO DOMINICAL COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso outro blogue CARITAS IN VERITATE


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