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Set 14
publicado por mpgpadre, às 15:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – "Nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Mas, para nós, Cristo é poder e sabedoria de Deus" (1 Cor 1, 17-31).

       Só os criminosos eram condenados à crucifixão. A cruz é ignominiosa remetendo imediatamente para algum crime hediondo. Ao ser apresentado como Crucificado, Jesus é tido como um malfeitor.

       Por outro lado, como é que Jesus sendo Filho de Deus, todo-poderoso, pode deixar-Se matar? Como é que pode ser o Messias esperado e libertador, se Ele mesmo é preso, esbofeteado e morto?

       A Cruz ocupa um lugar incontornável na fé cristã e na vida da Igreja. Com efeito, não se poderia falar em ressurreição se antes se não falasse da morte de Jesus. E, concretamente, na morte de Cruz, lugar de oblação, lugar do amor levado às últimas consequência, até à última gota de sangue. Oferecendo-Se, Jesus oferece-nos a Deus. Desce ao mais profundo, para nos elevar ao mais elevado.

       A cruz, cravada na terra, ligada a todos os que a habitam, levanta-se e levanta-nos para o alto. Dali, Jesus repara em nós, fixa o Seu olhar no nosso olhar e obriga-nos a levantar a cabeça para lá da Cruz.

       2 – «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». A Encarnação marca um tempo novo: Deus entra na história como verdadeiro Homem, como um de nós, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue. Tal mistério traz-nos a eternidade de Deus para nos abrir as portas do Céu. Mas o Céu já está entre nós, é Jesus Cristo, que ao morrer e ressuscitar nos levará para junto do Pai.

       Quando encontra Nicodemos, Jesus revela-lhe a importância da vinda do Filho de Deus: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna».

       Jesus recorda a Nicodemos como aquela serpente, levantada por Moisés no meio do nada, do deserto, antecipa a Cruz plantada entre salteadores, no meio dos homens: a salvação.

Mordidos pelo pecado, pelo egoísmo, pela maledicência, pela violência, só voltando-nos para o alto encontraremos a redenção que nos obriga a sair de nós, a olhar além do nosso umbigo.

       3 – Belíssimo o poema recolhido por São Paulo na Epístola aos Filipenses, e que resume todo o mistério de Jesus Cristo: Deus esconde-Se no Homem.

"Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai".

       Fácil imaginar uma Mãe (um Pai) a agachar-se para estar ao nível da criança, ora para brincar com ela, ora para a levantar em seus braços e a segurar no seu colo. Assim Deus. Debruça-Se para nos olhar olhos nos olhos, viver connosco no meio de nós, assumindo-nos na nossa fragilidade e no nosso sofrimento. Debruça-Se para depois nos erguer com Ele.

       A Cruz põe termo a toda a treva, a todas as distâncias. Jesus eleva-nos para Deus. Jesus fecha um círculo, enlaçando-o na nova vida que nos dá em abundância. Tudo n'Ele está consumado. O Seu abaixamento, torna-se exaltação. Deus dá-lhe um nome, diante do qual todos nos devemos ajoelhar para melhor O acolhermos, O louvarmos, para melhor nos deixarmos trabalhar por Ele.


Textos para a Eucaristia: Num 21, 4b-9; Filip 2, 6-11; Jo 3, 13-17.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE


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