...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
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Jul 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – Sigamos Jesus. Como BOM SAMARITANO, Ele vem ao nosso encontro. Traz-nos a eternidade, faz-nos viver humanamente, para nos tornarmos definitivamente imagem e semelhança de Deus.

       No meio da multidão, um doutor da Lei quer testá-l'O. Por que não uma receita para a nossa conduta: «Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?».

       Procuramos no Céu, e a Sua Palavra está entre nós. Para O encontrarmos, há que procurá-l'O nos nossos irmãos. O que diz a Lei? Pergunta Jesus. Responde o doutor da Lei, com a Bíblia:

«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo».

       O que é necessário para entrar na comunhão com Deus: colocar Deus como prioridade para melhor servir os irmãos.

       A Lei mosaica não é nada que não seja acessível aos crentes. “Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance... Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática”.

       2 – Jesus não apresenta soluções mágicas. Convida a refletir, a encontrar caminhos. Escutamos as Suas palavras. Absorvemos os Seus gestos, a Sua entrega constante. Vislumbramos a Sua postura. E depois caber-nos-á a nós assumir a Sua maneira de agir, para sermos verdadeiramente Seus discípulos.

       Quem é o meu próximo? É aquele com quem simpatizo, que pertence ao meu grupo de amigos, à minha religião, ao meu partido, ao meu clube, à minha ideologia? É aquele que pensa como eu? Que se identifica com a minha maneira de ser e de viver?

       A resposta de Jesus é, antes, a formulação de nova pergunta:

«Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe, espancaram-no, deixando-o meio-morto. Descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

       3 – A parábola do Bom Samaritano é uma extraordinária lição sobre o amor de Deus. Ele é Pai de misericórdia. É Deus fiel.

       Assim o Pai de Jesus Cristo, assim o Filho, assim os discípulos.

       Deus age com o Seu amor. Saímos e a porta não se fecha, como quando saímos de nossas casas. A casa está escancarada. É um AMOR pró-ativo. Ama-nos primeiro. As Suas entranhas revolvem-se quando nos afastamos e com as trevas procuramos esconder a luminosidade do Seu amor em nós. É o Bom Samaritano. Não se limita a uma circunscrição religiosa, política ou de conveniência. Abraça a todos. Sem exceção. Reabilitando sobretudo os excluídos da vida.

       No caminho de Jericó também estamos nós. Ora como vítimas da violência, do preconceito, da desconfiança, da prepotência. Ora passamos como sacerdotes ou levitas, dispostos a ajudar os nossos, ou quando as circunstâncias forem mais favoráveis…

       No caminho de Jericó, somos samaritanos, sempre que deixamos de lado o egoísmo e a presunção e ajudamos sem estarmos à espera que nos solicitem. Ide e fazei o mesmo. Diz-nos Jesus. Como Eu fiz, fazei vós também. Dai-lhes vós mesmos de comer. Compromisso. Hoje. Não podemos passar ao largo com indiferença, ou deixando que outros façam, ou lavando as mãos como se não fosse connosco. Ou culparmos a situação presente, desculpando a nossa inação. A mesma pergunta Deus nos faz hoje: onde está o teu irmão? E como responder? Acaso sou guarda do meu irmão? Se somos discípulos de Jesus, arregaçamos as mãos e corremos ao encontro do outro.

       Próximo é aquele que precisa da minha ajuda. Mais, próximo sou eu quando me aproximo do outro para ajudar. E é bom que me faça próximo, já que me digo discípulo de Cristo.


Textos para a Eucaristia (ano C): Deut 30, 10-14; Col 1, 15-20; Lc 10, 25-37.

 

Reflexão Dominical COMPLETA na página da Paróquia de Tabuaço

e no nosso blogue CARITAS IN VERITATE.


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