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09
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – A vida cristã nasce da Páscoa de Jesus Cristo. Sem ressurreição tudo se encerraria nos limites do tempo e da história, e diluir-se-ia no desgaste da memória, ainda que sobrevivessem algumas ideias interessantes. Jesus não passaria de mais um revolucionário. A história seria outra. Quando Jesus morreu, os discípulos entraram em rota de dispersão, escondendo-se. Alguns puseram-se em caminho contrário, afastando-se de Jerusalém. Se Jesus não está não faz sentido continuarem sem Ele.

       Jesus ressuscita e tudo se altera. Ele está no MEIO deles, no meio de nós. É Ele que suporta a comunidade. Qual Mãe que mantém os filhos e o marido à volta da mesa, procurando que os filhos se sintam amados pelo pai, se sintam irmãos, e que o marido não seja brusco com alguma das fragilidades dos filhos. É dessa forma que Jesus, pelo Espírito Santo, une, congrega, constitui a Igreja.

       Ele vem para restaurar, para nos devolver a uma vida em plenitude, em comunhão com Deus, para darmos Deus uns aos outros. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). E continua Jesus: “não lestes o que Deus disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob? Não dos mortos, mas dos vivos é que Ele é Deus!» (Mt 22, 31-32), “Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo 11, 25). Muitos anos depois, santo Ireneu deixou-nos esta máxima: “a glória de Deus é o homem vivo...”

 

       2 – DOMINGO é o Dia do Senhor, Dia da Ressurreição, em que se celebra a Eucaristia, o mistério maior da nossa fé, a morte e a ressurreição de Jesus, até que Ele venha (de novo).

       O FIM da nossa vida não é a morte, a limitação, a insuficiência, o nosso fim está no início, em DEUS. Ele é o alfa e o ómega, é um Deus de vivos e quer a nossa felicidade, a nossa vida.

       Hoje a liturgia da Palavra traz-nos dois sinais extraordinários dados pelo grande profeta de Israel, Elias, e por Jesus Cristo.

       Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta, que o acolheu quando ele estava em fuga. No Evangelho, emerge a compaixão de Jesus por uma viúva, cujo filho único morreu, ficando ela numa situação de desamparo. “Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo».

       Jesus traz-nos o puro amor e os sinais que deixa revelam a vontade de Deus a nosso respeito, mesmo tendo que passar pelo sofrimento e pela morte, Ele quer que vivamos.

       3 – A presença Deus no meio de nós faz-nos levantar, caminhar, professar, testemunhar a vida nova recebida d'Ele. Também a nós nos ordena a ressurreição. Se ressuscitamos em Jesus, não podemos ficar deitados, sentados, com os braços cruzados. Pelo batismo somos enxertados em Jesus, na Sua ressurreição, vivemos ressuscitados n'Ele. Iluminados. Por isso é que é tão difícil anunciar o Evangelho se todos os dias nos apresentarmos com cara de enterro. Temos uma chão seguro, Jesus, que veio, dando-Se por nós. Mas não é aqui a eternidade, estamos a peregrinar. Ele acompanha-nos no nosso caminhar.

       O apóstolo São Paulo faz chegar a nós o testemunho inabalável do encontro com Jesus Ressuscitado. A partir de então, o apóstolo nunca mais deixa de DIZER Jesus, de LEVAR a Boa Nova a toda a parte. Está certo que cumpre um desígnio divino. Não o faz por si mesmo, é Cristo quem o chama, quem o envia.

        “O Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo”.

       Não cessemos também nós de DIZER Jesus, de COMUNICAR a vida em Deus, de mostrar que o amor é mais forte que a morte e que todo o sofrimento.


Textos para a Eucaristia (ano C): 1 Reis 17, 17-24; Gal 1, 11-19; Lc 7, 11-17.

 


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