...espaço de discussão, de formação, de cultura, de curiosidades, de interacção. Poderemos estar mais próximos. Deus seja a nossa Esperança e a nossa Alegria...
02
Jun 13
publicado por mpgpadre, às 09:00link do post | comentar |  O que é?

       1 – “Ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo... Então, Eu disse: Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade". Esta passagem da Epístola aos Hebreus, clarifica o conteúdo da celebração da solenidade do Corpo de Deus, apresentado Jesus como Sacerdote, que "suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo. E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre”.

       Toda a vida de Jesus está incorporada na história. Deus encarna, assume a natureza humana. Vem até nós, não apenas de uma forma espiritual e invisível, mas desde dentro, do interior do homem, identificando-se connosco, assumindo-nos na nossa carne.

       2 – Ligamo-nos espiritual e afetivamente, mas a partir do nosso corpo que nos identifica e nos diferencia dos outros. Somos CORPO. Não é uma parte separável que podemos dispensar quando nos apetece, mas integra-se na nossa identidade.

       Como é que comunicamos uns com os outros? Com a voz, e com o timbre com que falamos, comunicamos com os gestos, com o olhar, com o sorriso, com as expressões do rosto e até com a postura do corpo. Como podemos constatar, o Corpo já é comunicação. Aliás, sem corpo, nem se colocaria a questão da comunicação entre pessoas.

       A filosofia grega acentuava o confronto entre a alma e o corpo. O corpo era um entrave à verdadeira vida. Na Bíblia o corpo é dom da criação de Deus. Não somos um espírito dentro de um corpo, a tentar escapulir como de uma prisão, deixando o corpo para trás. Somos PESSOAS, criadas pelos Deus Amor, e que nos quer bem. Em Jesus, é o próprio Deus que vem, e assume um Corpo.

 

       3 – Na idade média, foi ganhando forma a convicção de acentuar o mistério da Eucaristia, a presença real de Jesus na hóstia e no vinho consagrados. Começou pela elevação da hóstia (século XII), para que todos pudessem ver o Corpo de Cristo.

       Era um passo, porém, a Eucaristia continuava “limitada” à celebração da missa e da comunhão, estando prevista a conservação da hóstia consagrada, inicialmente apenas, para as pessoas doentes e ausentes.

       No século XIII, a adoração da Eucaristia acentua-se e sai à rua, ganhando progressivamente relevo a Procissão do Santíssimo Sacramento, presença do Senhor, que bendiz a cidade e as pessoas.

 

       4 – Celebrar o Corpo de Deus, significa acreditar num Deus que faz caminho connosco. Deus não é um foragido, que Se esconde, mantendo-se à distância para não Se envolver, mas tem um ROSTO, um CORPO, uma PRESENÇA efetiva e real na nossa vida.

       Jesus morre, mas pelo Espírito Santo, dá-Se de novo. Paulo recorda e atualiza esse momento: “Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».

       Sempre que nos reunimos em Seu nome, fazemos o que Ele fez naquela noite. Mais, reunimo-nos para fazermos o que Ele fez em toda a vida, o serviço permanente a favor dos outros.

 

       5 – Somos responsáveis uns pelos outros. Celebrar a Eucaristia, como membros do Corpo de Cristo, a Igreja, comungando o Corpo de Cristo, partilhamos Cristo e tornamo-nos guardadores uns dos outros. Não podemos sentar-nos à volta da mesma mesa, unidos no Corpo, e depois sair cada uma para sua casa, para a sua vida, como se tivesse sido um encontro de estranhos e/ou inimigos.

       O evangelho hoje proposto é sintomático: “Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer»… Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram”.

 

       6 – Que a celebração festiva do Corpo de Deus, e a Primeira Comunhão das nossas crianças, seja um desafio a fazermos chegar o pão a toda a gente, alimento com o sabor da alegria e da caridade.

       A abundância recebida do Senhor, compromete-nos na partilha. Ele responsabiliza-nos uns pelos outros. Ainda que sejam 5 pães e dois peixes, multiplicar-se-ão se fizermos a nossa parte.


Textos para a Eucaristia (ano C): Gen 14, 18-20; 1 Cor 11, 23-26; Lc 9, 11b-17.

 


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